quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Governo estadual firma contrato com o BNDES de R$ 920,3 milhões para investir em Suape

O Complexo Industrial Portuário de Suape receberá R$ 920,3 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para implantação do Programa de Desenvolvimento da Infraestrutura de Áreas Portuárias. O contrato do financiamento foi assinado nesta terça-feira (23), após reunião do governador Eduardo Campos com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, na sede da instituição, no Rio de Janeiro.

De acordo com a assessoria de comunicação do banco de fomento, o projeto contempla intervenções portuárias, rodoviárias, ferroviárias, retroportuárias e de pesquisa ambiental. Durante a fase de implantação, segundo informações do governo do estado, serão criados cerca de 2 mil novos postos de trabalho.

Para atração de investimentos e novos negócios, está prevista a terraplenagem, pavimentação, drenagem, iluminação viária e sinalização da zona industrial de Suape. O empréstimo  também será utilizado na construção de pontes, viadutos, pavimentação, sinalização e requalificação de vias.

Entre as obras previstas estão a duplicação do Tronco Distribuidor Rodoviário Norte (TDR-Norte) e a implantação do contorno do Cabo de Santo Agostinho (Via Expressa de Suape). O financiamento prevê, ainda, a implantação de veículo leve sobre trilhos (VLT) para transporte público de passageiros entre os terminais do Cajueiro Seco e do Cabo de Santo Agostinho (já existentes) até a Estação Rodoferroviária de Massangana (a ser recuperada) no complexo.

A expectativa é a de que sejam recuperados a linha férrea, construídas  novas estações, implantados  viadutos - um ferroviário e um rodoviário - e restaurada uma ponte. No porto, será reforçado o entroncamento de proteção do aterro. Os cabeços Norte e Sul da abertura dos arrecifes para acesso ao porto interno também receberão obras de proteção.

O porto interno terá áreas dragadas para a futura construção de mais quatro cais (6, 7, 8 e 9). O cais de múltiplos usos passará por uma recuperação estrutural. Também serão realizadas obras de dragagens  no cluster naval, possibilitando a instalação de novos estaleiros, segundo o governo.

A operação contempla ainda  a construção, em Suape, do Centro de Tecnologia Ambiental (CTA), um espaço voltado para o estudo, a pesquisa e o cuidado de áreas degradadas, formação de agentes ambientais e centro de produção de mudas com laboratório.

"O financiamento é fundamental para que possamos manter os empregos e acelerar investimentos para ampliar o movimento de cargas de Suape, viabilizar a indústria naval e a operação da refinaria Abreu e Lima", afirmou o governador em nota à imprensa.

Fonte: Diário de Pernambuco

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Estado perto de consolidar polo eólico em Suape

As apostas do Governo do Estado preveem que, em 12 meses, Pernambuco terá quatro fábricas de grande porte do setor de energia eólica instaladas no Complexo Industrial Portuário de Suape - a Impsa e a Gestamp, em operação, e a LM Wind Power e a Iraeta, já com terraplanagens concluídas. É nelas que está a matriz da consolidação do polo eólico planejado para o Estado, com toda grande cadeia que o setor é capaz de atrair. De acordo com o coordenador de Desenvolvimento de Negócios de Suape, Leonardo Cerquinho, há novas empresas que planejam instalar unidades de grande porte no Nordeste do Brasil, aportando em torno de R$ 300 milhões, e o Estado está "brigando" por elas. "Serão vários empreendimentos nesse tempo, seguramente mais de dez", comentou.

Foi com intuito principal de fortalecer mais essa cadeia em Pernambuco que o Complexo Industrial Portuário de Suape integrou-se, em agosto, à Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Dessa forma, consolida a mesma ideia que norteia o fórum Suape Global, cujo principal objetivo é fortalecer cadeias de fornecedores locais para que atendam às demandas das maiores empresas e identificar gargalos. "A gente busca se especializar e entrar no setor, para não ser pura e simplesmente um estado querendo atrair empreendimentos, mas ser parte dessa cadeia", explica Cerquinho. É nesse modelo que o Governo quer engrenar o setor eólico, como já fez com o setor naval.

No caso especifico da cadeia eólica, é necessário que os fabricantes de grandes peças estejam avizinhados, já que se trata de materiais de toneladas. "Estamos conversando de forma bastante avançada com uma empresa fornecedoras para as empresas de aerogeradores. Para eles, é importante estar dentro de Suape, justamente por causa do porte das peças. Mas, no final das contas, o que acontece em Suape é que o processo de desenvolvimento se dá de forma que somente empresas que têm necessidade de ficar lá que ficam", diz Cerquinho.

A Iraeta é um bom exemplo da formação de uma cadeia mais ampla, já que sua produção atende além do setor eólico. Segundo Cerquinho, a produção da nova fábrica também atenderá as indústrias naval e offshore. "Eles têm, então, a possibilidade de se inserir em duas cadeias produtivas que o Estado de Pernambuco e o Brasil estão querendo desenvolver. Ela vai produzir anéis de aço, que chamamos de flanges, que servem tanto para a parte de torres eólicas, quanto para a parte dos aerogeradores e para a indústria de naval e offshore".

Fonte: Folha de Pernambuco

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