quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os japoneses chegaram




Estaleiro Atlântico Sul recebe primeiro grupo de técnicos da IHIMU que vão prestar serviço de consultoria
EAS tem 22 petroleiros encomendados pela Transpetro e sete navios-sondas encomendados pela Sete Brasil (TERESA MAIA/DP/D.A PRESS - 13/9/11)
EAS tem 22 petroleiros encomendados pela Transpetro e sete navios-sondas encomendados pela Sete Brasil
AIHI Marine United Inc. (IHIMU) já enviou ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) o primeiro grupo de técnicos que irão prestar serviços de consultoria de operações. São dez profissionais nesta primeira leva, número que deverá chegar a 31 até o fim de dezembro. Segundo nota divulgada ontem pela empresa, o presidente da IHIMU, Shigemi Kurahara, veio pessoalmente ao Brasil para acompanhar a integração da equipe ao EAS.
A IHIMU é a divisão naval offshore da Ishikawajima-Harima Heavy Industries (IHI), controlada pela Mitsui e contratada pelo EAS para ser o consultant shipyard (estaleiro consultor) do EAS. O anúncio foi feito no fim de junho, cerca de três meses depois que a sul-coreana Samsung Heavy Industries, que detinha 6% de participação na sociedade do estaleiro, decidiu se retirar do negócio, causando insegurança no setor. Queiroz Galvão e Camargo Corrêa continuaram na sociedade, agora com 50% cada uma. Por enquanto, não se fala na possibilidade da IHIMU também se tornar sócia.
"A IHI está destacando os seus melhores profissionais para nos atender. São diretores, gerentes e engenheiros de nível sênior", declarou na nota o presidente do EAS, Otoniel Reis. Entre os consultores destacados estariam técnicos que já conhecem a realidade do mercado brasileiro e da indústria naval nacional, pois teriam trabalhado no antigo estaleiro Ishibras (hoje Sermetal), no Rio de Janeiro. O Ishibras foi instalado na década de 1970 e funcionou por 35 anos. A IHIMU era responsável pela gestão e operação do empreendimento.
A IHIMU prestará serviços de consultoria técnica de operações para todas as embarcações produzidas no EAS, incluindo os navios-sondas (drill ships). O estaleiro pernambucano, considerado um marco da retomada da indústria naval brasileira, possui uma carteira de US$ 8,1 bilhões (cerca de R$ 16,36 milhões, pelo câmbio de ontem). São 22 petroleiros encomendados pela Transpetro, incluindo o suezmax João Cândido, entregue em maio deste ano; o casco da plataforma da P-55, entregue em dezembro de 2011; sete navios-sondas para a Sete Brasil, além de ter sido contratado para executar serviços navais na P-62.
O acordo com a Samsung previa assistência técnica apenas para os seis primeiros petroleiros, por isso a Transpetro decidiu suspender os contratos dos outros 16 navios até 30 de agosto. Até lá, além de contratar um novo parceiro tecnológico, o EAS terá que apresentar à subsidiária da Petrobras um plano de ação e cronograma confiável de construção dos navios, além de um projeto de engenharia que atenda às especificações técnicas contratuais. (Micheline Batista)
DIARIO DE PERNAMBUCO

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