terça-feira, 28 de agosto de 2012

Suape vai se transformar em um polo de fabricantes da energia eólica


Pernambuco não quer apenas abrigar parques geradores de energia. O Governo do Estado pretende transformar o Porto de Suape em um grande polo da cadeia eólica. O objetivo é reunir não só os fabricantes de aerogeradores, mas todos os fornecedores do setor. A ideia foi discutida, nesta segunda-feira (27), durante o Fórum Nordeste, no Arcádia do Paço Alfândega, no Bairro do Recife.

De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Frederico Amâncio, que também é presidente do Porto de Suape, o momento pelo qual o mercado passa torna o projeto favorável. "Suape tem uma história que faz parte do processo de desenvolvimento. É um porto que tem a movimentação de biocombustível", afirma.

Ainda de acordo com Amâncio, Suape tem a melhor infraestrutura portuária do país. "Estamos no lugar certo e na hora certa. O mercado está demandando energia eólica e entendemos que temos a melhor estrutura." Ele também reforça que o programa fiscal será mais atrativo para as empresas. "Essa tarifa é 25% do valor do frete de importação. Para a indústria que tem um perfil de peças de grande porte como a eólica, essa isenção é representativa", explica.

"Cerca de 75% dos produtos gerados nos próximos dez anos serão produzidos no Nordeste. Ceará, Rio Grande do Norte e a Bahia serão os pioneiros, mas Pernambuco será incluído com o projeto", conclui.

Fonte: Folha de Pernambuco


Estado terá nova ferrovia



O novo trecho Recife-Salvador ligará várias capitais do Nordeste ao Sudeste do País, segundo o plano de investimentos
O Nordeste foi pouco contemplado pelo Programa de Investimentos em Logística. Dos nove trechos rodoviários a serem construídos, somente um está localizado na região. É a duplicação da BR-101 num trecho que vai do município baiano de Mucuri (nas proximidades de Porto Seguro) até o Porto de Salvador. Entre os 12 trechos ferroviários que serão implantados, três passam pela região. Serão construídas ferrovias ligando Salvador (BA) a Recife, Belo Horizonte (em Minas Gerais) a Salvador e um terceiro trecho que vai de Vila do Conde, no Pará, até Açailândia, no Maranhão.
É uma iniciativa importante para enfrentar gargalos históricos de nossa infraestrutura produtiva e para derrotar a crise que vem fazendo o País ter dois anos de baixo crescimento , afirmou o governador Eduardo Campos (PSB), que participou do lançamento do programa, em Brasília. Segundo ele, o trecho ferroviário Salvador-Recife vai se integrar à Ferrovia Transnordestina – que liga o Sertão ao litoral – e o pacote contempla ainda a realização de estudos visando à interligação da Transnordestina com a Ferrovia Norte-Sul, que vai sair do Pará e seguirá até São Paulo.
O presidente do conselho temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, também considerou positiva a iniciativa. É de fundamental importância para a indústria a ligação ferroviária com o Sudeste , disse. Para ele, o programa beneficiou muito as áreas mais industrializadas e os locais onde o agronegócio estava sofrendo por falta de logística, principalmente no Centro-Oeste e Sudeste.
A ferrovia Salvador-Recife vai fazer com que várias capitais da região passem a ter uma ligação ferroviária com o Sudeste. Atualmente, a única capital que tem ligação com trens que vêm do Sudeste é Salvador. A ferrovia que fazia esta ligação foi destruída no trecho entre Alagoas e Pernambuco em 2000, sendo operada pela antiga Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) que ganhou a concessão para oferecer o serviço ferroviário na região. A empresa demorou muito para refazer o trecho, o que só ocorreu em 2011, quando outra enchente destruiu o que foi refeito. A suspensão do serviço ferroviário Nordeste-Sudeste também trouxe mais custos para as empresas que traziam matéria-prima de Estados como São Paulo e Minas Gerais.
MONOPÓLIO
O programa de logística quebrou o monopólio da concessão ferroviária. Até ontem, qualquer serviço ferroviário na região só poderia ser oferecido pela CFN, atual Transnordestina Logística S.A. (TLSA).
Pelo que foi divulgado ontem, o trecho ferroviário Recife-Salvador faz parte do grupo 2 que terá 7,4 mil quilômetros de extensão, incluindo mais cinco trechos que passam por Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
O ministério não divulgou o valor do investimento por trecho, embora tenha anunciado um cronograma para o grupo 2 que prevê a realização dos estudos até fevereiro de 2013, o lançamento do edital três meses depois e a assinatura dos contratos (de concessão) entre julho e setembro de 2013.
Fonte: JORNAL DO COMMERCIO



Valter Barreto
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"A humildade é o primeiro degrau para a sabedoria", S. Tomás de Aquino.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os japoneses chegaram




Estaleiro Atlântico Sul recebe primeiro grupo de técnicos da IHIMU que vão prestar serviço de consultoria
EAS tem 22 petroleiros encomendados pela Transpetro e sete navios-sondas encomendados pela Sete Brasil (TERESA MAIA/DP/D.A PRESS - 13/9/11)
EAS tem 22 petroleiros encomendados pela Transpetro e sete navios-sondas encomendados pela Sete Brasil
AIHI Marine United Inc. (IHIMU) já enviou ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) o primeiro grupo de técnicos que irão prestar serviços de consultoria de operações. São dez profissionais nesta primeira leva, número que deverá chegar a 31 até o fim de dezembro. Segundo nota divulgada ontem pela empresa, o presidente da IHIMU, Shigemi Kurahara, veio pessoalmente ao Brasil para acompanhar a integração da equipe ao EAS.
A IHIMU é a divisão naval offshore da Ishikawajima-Harima Heavy Industries (IHI), controlada pela Mitsui e contratada pelo EAS para ser o consultant shipyard (estaleiro consultor) do EAS. O anúncio foi feito no fim de junho, cerca de três meses depois que a sul-coreana Samsung Heavy Industries, que detinha 6% de participação na sociedade do estaleiro, decidiu se retirar do negócio, causando insegurança no setor. Queiroz Galvão e Camargo Corrêa continuaram na sociedade, agora com 50% cada uma. Por enquanto, não se fala na possibilidade da IHIMU também se tornar sócia.
"A IHI está destacando os seus melhores profissionais para nos atender. São diretores, gerentes e engenheiros de nível sênior", declarou na nota o presidente do EAS, Otoniel Reis. Entre os consultores destacados estariam técnicos que já conhecem a realidade do mercado brasileiro e da indústria naval nacional, pois teriam trabalhado no antigo estaleiro Ishibras (hoje Sermetal), no Rio de Janeiro. O Ishibras foi instalado na década de 1970 e funcionou por 35 anos. A IHIMU era responsável pela gestão e operação do empreendimento.
A IHIMU prestará serviços de consultoria técnica de operações para todas as embarcações produzidas no EAS, incluindo os navios-sondas (drill ships). O estaleiro pernambucano, considerado um marco da retomada da indústria naval brasileira, possui uma carteira de US$ 8,1 bilhões (cerca de R$ 16,36 milhões, pelo câmbio de ontem). São 22 petroleiros encomendados pela Transpetro, incluindo o suezmax João Cândido, entregue em maio deste ano; o casco da plataforma da P-55, entregue em dezembro de 2011; sete navios-sondas para a Sete Brasil, além de ter sido contratado para executar serviços navais na P-62.
O acordo com a Samsung previa assistência técnica apenas para os seis primeiros petroleiros, por isso a Transpetro decidiu suspender os contratos dos outros 16 navios até 30 de agosto. Até lá, além de contratar um novo parceiro tecnológico, o EAS terá que apresentar à subsidiária da Petrobras um plano de ação e cronograma confiável de construção dos navios, além de um projeto de engenharia que atenda às especificações técnicas contratuais. (Micheline Batista)
DIARIO DE PERNAMBUCO

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