quarta-feira, 18 de julho de 2012

Recife prepara-se para operar novo sistema de registro de empresas

Capacitação dos técnicos que utilizarão o Sistema REGIN. 


Começou, na manhã da quarta-feira (11), a capacitação dos técnicos de diversas secretarias municipais do Recife que utilizarão o Sistema de Registro Integrado (REGIN). Trata-se de um sistema operacional que vai permitir a simplificação e integração do processo de registro e legalização de empresários e de pessoas jurídicas. A capacitação acontece até a manhã desta quinta-feira (12), na sala de reunião do gabinete da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, no 5º andar da sede da Prefeitura, localizada na Avenida Rio Branco, 925, bairro do Recife.
O REGIN é o sistema que vai ligar Pernambuco a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM). A implantação da Rede no estado é uma iniciativa do Governo, através da Junta Comercial, em parceria com a Prefeitura do Recife e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Atualmente, 25 cidades pernambucanas estão se preparando para ingressar na Rede, dessas, 60% já foram capacitadas. No Recife, a capacitação contou com a presença dos técnicos que irão operar o sistema, além de representantes da Empresa Municipal de Informática (Emprel), da Secretaria da Fazenda de Pernambuco e do Sebrae.
Com o novo sistema, as secretarias de Finanças; Controle e Desenvolvimento Urbano e Obras; Saúde; e Meio Ambiente do Recife terão acesso direto ao requerimento do processo de abertura das empresas, possibilitando que cada secretaria envolvida possa dar seu parecer. Essa ferramenta de gestão permitirá a integração com a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM) que foi criada pela Lei n.º 11.598. Além da Prefeitura, a REDESIM interligará todos os órgãos envolvidos no processo de abertura de empresas como Junta Comercial, Receita Federal, Secretaria de Fazenda Estadual, CPRH, Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária.
"Essa iniciativa facilitará a instalação de mais empreendimentos no Recife, que vive hoje um momento especial em sua economia apresentando bons índices de crescimento e geração de emprego", comenta Anita Lemos Dubeux, assessora executiva.
Segundo o consultor do Sebrae, responsável pela implantação da Cidade do Futuro, Nelson Melo, atualmente, o tempo médio para abertura de uma empresa é de 25 dias. Com a REDESIM, a meta é que esse prazo seja reduzido para apenas três dias. Em algumas cidades do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, locais que já implantaram o sistema, a meta já foi alcançada. O sistema permite a resolução dos principais entraves do atual modelo, que são a obtenção do termo de viabilidade e de alvará de funcionamento, de forma mais prática.
Nelson Melo adianta que o novo sistema entrará em vigor após a assinatura de convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura do Recife, com data prevista para o final do mês de julho e implantação em agosto.

PE Desenvolvimento

Governo brasileiro planeja modelo integrado de infraestrutura

Exigência é de que as obras liguem portos, ferrovias e rodovias, beneficiando toda a cadeia produtiva do país.
Inconformada com as perspectivas de baixo crescimento do PIB para este ano e com ritmo lento das obras públicas, a presidente Dilma Rousseff reassumiu o papel de "mãe" do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e escolheu como braço direito para a tarefa o ex-diretor da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Bernardo Figueiredo, que teve sua recondução ao cargo rejeitada pelo Congresso.
Dilma quer fazer o que for possível para dar a maior eficiência às obras e fazer a economia crescer pelo menos 4% de crescimento do PIB já a partir de 2013.
No que está chamando de agenda do crescimento, a presidente Dilma Rousseff quer integrar os projetos de infraestrutura do país e vai lançar em um mês novas licitações de rodovias, ferrovias e portos. Para isso, encomendou aos técnicos que as licitações na área sejam articuladas.
"Todos os esforços que estão sendo feitos são para integrar os investimentos propostos por todas as áreas de infraestrutura do governo", diz uma fonte que participa das conversas.
A ideia é dar maior condição de escoamento da produção, fortalecer os grandes polos produtivos do país e gerar resultados mais rápidos para o crescimento econômico.
Um dos maiores exemplos da dinâmica a ser empreendida pelo governo nas concessões está na Bahia, onde já existe projeto de construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (a Fiol), que liga o município de Barreiras no oeste do estado até Ilhéus, no litoral.
A extensão total do projeto, previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é de 1.022 quilômetros passando por Caetité, município onde há forte produção de minério.
Para beneficiar o escoamento da produção, o governo deverá anunciar uma nova modelagem de concessão que entrega à iniciativa privada a responsabilidade de construção e gestão de um novo porto, nas proximidades de Ilhéus.
Brasil Econômico apurou que trechos ferroviários do projeto também podem fazer parte da concessão de portos de forma vinculada. O concessionário vencedor também poderia ficar responsável pela construção de ramais ferroviários necessários para ligação de portos.
O projeto da Fiol, por exemplo, deixa em aberto um pequeno trecho de cerca de 20 quilômetros para chegar ao porto de Ilhéus e que poderá ser construído como parte da concessão.
Esta mesma estratégia também pode ser usada para tirar do papel o Porto de Águas Profundas, previsto para o Espírito Santo. O projeto ainda necessita de estudos para definição da localização.
A previsão é que essa análise esteja pronta ainda este mês. Já a nova rodada de licitação de estradas deve seguir os planos do governo. Há estudos sendo elaborados para concessões da BR.
Estes estudos e das demais áreas estão sendo elaborados pela Secretaria Especial dos Portos (SEP), Ministério dos Transportes e Ministério de Minas e Energia.
BRASIL ECONOMICO

Volks vai começar a operar CD em Suape

Navio com 200 Amaroks deve chegar até amanhã. Também está prevista carga com 600 SpaceFox

Pátio de veículos de Suape recebe é ocupado pela GM e deve operar com a Volks até mudança para Cais 4 (ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS - 4/6/10)
Pátio de veículos de Suape recebe é ocupado pela GM e deve operar com a Volks até mudança para Cais 4
O centro de distribuição (CD) da Volkswagen no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca, vai começar a operar. Está prevista a chegada de um navio contendo 200 Amaroks até amanhã, e posteriormente chegarão os primeiros SpaceFox. A mesma embarcação deverá trazer cerca de 600 automóveis Agile e Classic para abastecer o CD da General Motors (GM), que funciona no local desde maio de 2010. As informações são de uma fonte do setor.
Procuradas pela reportagem, nem a Volkswagen do Brasil nem a administração de Suape quiseram comentar o assunto. Entretanto, sabe-se que a empresa alemã está de olho em Suape desde 2008, quando em abril daquele ano um diretor da empresa esteve no Recife e anunciou que a montadora estava estudando a instalação de uma central de distribuição em Pernambuco, para atender ao Norte/Nordeste. Na época, o empreendimento estava orçado em R$ 12 milhões.
A visita foi repetida em maio de 2011. Executivos da Volkswagen sobrevoaram Suape e a área do pátio público de veículos e mais uma vez demonstraram interesse no negócio. A ideia inicial era a de que o CD da Volks dividisse espaço com um futuro CD da Fiat, no segundo pátio público de veículos que Suape está estruturando na retroárea do Cais 4, com quatro hectares. Como esse novo pátio só deve começar a operar no fim deste ano, a Volkswagen deverá utilizar o atual.
O Amarok, assim como o SpaceFox, é produzido na unidade da Volkswagen em General Pacheco, na Argentina, país membro do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Entre outros modelos cotados para serem importados via Suape estão o Bora e o Jetta, produzidos no México, por causa do acordo bilateral que garante isenção da taxa de importação de 35%. Outra possibilidade, ainda que distante, é a importação do Touareg dos Estados Unidos.
Pátio
O pátio público de veículos de Suape possui 3,7 hectares e tem capacidade para 1,8 mil veículos, podendo movimentar de 20 mil a 25 mil automóveis por ano. Por enquanto, é ocupado apenas pela GM, que investiu cerca de R$ 30 milhões na operação. A partir de Suape, a montadora norte-americana abastece 49 concessionárias localizadas em Pernambuco e em outros 13 estados do Norte e Nordeste.
Quem presta o serviço logístico no pátio, contratada pela empresa Suape, é a Tegma, sediada em São Bernardo do Campo (SP) e líder no segmento de transporte de veículos zero quilômetro para a indústria automobilística. A tendência é a de que a Tegma continue prestando serviços quando do início de operação dos CDs da Volkswagen e da Fiat.
A operação da Tegma envolve atividades como atracamento dos navios, inspeção, transferência dos carros para o pátio, armazenamento, preparação dos veículos e carregamento, que é o embarque nas carretas. Um trabalho que envolve a mão de obra direta de 45 pessoas e mais cerca de 200 empregos indiretos a cada desembarque (portuários, transporte, logística etc.).
DIÁRIO DE PERNAMBUCO

terça-feira, 3 de julho de 2012

Bunge investirá US$ 350 mi em 3 moinhos de trigo no Brasil

A multinacional Bunge aprovou a construção de três novos moinhos para a moagem de trigo no Brasil, um no Rio de janeiro e dois no Nordeste


O investimento total soma 350 milhões de dólares nos próximos cinco anos, de acordo com entrevista do vice-presidente de alimentos e ingredientes da Bunge Brasil, Gilberto Tomazoni.

A informação consta de reportagem publicada no jornal Valor Econômico desta segunda-feira (02) e foi confirmada pela assessoria de imprensa da Bunge.

Esse investimento no setor é o maior da empresa desde 2009, quando a multinacional, que possui nove moinhos no Brasil, aplicou 169 milhões de reais em um moinho no Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco.

De acordo com a reportagem, o investimento está vinculado à estratégia da Bunge Brasil de ampliar a participação de derivados de trigo nas vendas totais.

"Estamos olhando para produtos de maior valor agregado", disse Tomazoni ao Valor. "E temos preferência por aquisições."

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