sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Análise Ceplan revela alto desempenho econômico de Pernambuco


Refinaria de Suape
Priscilla Buhr/JC Imagem
A Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan) divulgou, nesta quinta-feira (9), dados conjunturais referentes ao cenário vivido por Pernambuco em 2011. As informações da VIII Análise Ceplan foram repassadas por Jorge Jatobá, Valdeci Monteiro, Aldemir do Vale e Leonardo Guimarães, economistas e sócios diretores da empresa.
A análise foi baseada em dados comparativos entre o Brasil, o Nordeste e Pernambuco. No Nordeste, os indicadores foram mais generosos com Pernambuco que liderou os índices de crescimento do PIB da indústria no terceiro trimestre deste ano com 5,4%, superando o índice nacional de 1% e as respostas negativas do Ceará, de -6,2% e da Bahia, -1,7%.
Pernambuco ficou a frente ainda na arrecadação do ICMS, com um crescimento de 10,7% entre janeiro e outubro de 2011 sobre o mesmo período de 2010; seguido pelo Maranhão, com 5,5% e bem à frente do Ceará (1,6%) e das taxas decrescentes da Bahia (-1,1%) e de Alagoas (-9,5%).
Emprego- Na Região Nordeste, o emprego formal cresceu 2,9% em 2011, alcançando um total de 8,2 milhões de postos de trabalho. Entre os Estados, o maior percentual foi registrado em Pernambuco, 4,6%. No Brasil, os empregos formais cresceram 3,6%, finalizando o ano com um estoque de 45,6 milhões de postos de trabalho. "O Brasil está vivenciando uma grande dinâmica no mercado de trabalho. Os números positivos de Pernambuco são advindos do grande número de pessoas empregadas na construção civil", destacou Valdeci Monteiro.
Além do aumento de emprego, observou-se que o rendimento médio real dos trabalhadores também cresceu no ano passado nas Regiões Metropolitanas pesquisadas. Salvador teve a maior alta: 5,2%, elevando a média salarial para R$ 1.363,88. No Grande Recife, o aumento foi de 2,7% e o salário médio passou para R$ 1.141,07. Apesar desse aumento, um dado analisado chama atenção: quase metade os ocupados em Pernambuco (48%) ganha até um salário mínimo.
Novas tendências do mercado de trabalho - A previsão é que a economia estadual continuará a crescer mais que a nacional, puxada pelos investimentos já definidos no Estado. Os economistas destacaram a construção da Cidade da Copa e o início das atividades da fábrica da Fiat.
Para o economista Jorge Jatobá, mesmo próximo a uma situação de pleno emprego, ainda temos paradoxos. Temos uma taxa de 46,1% de pessoas, economicamente ativas, ocupadas em Pernambuco, e uma massa de trabalhadores sem qualificação profissional que tem dificuldades de acessar o mercado de trabalho formal.
O mercado de trabalho, segundo ele, ganhou peso e está no centro das discussões de sindicalistas e empresários que, diante da falta de profissionais para certos setores, buscam soluções rápidas e de ganhos para ambos os lados. "Está sendo um grande desafio para Pernambuco. Temos um bom problema", observa Jorge Jatobá.
O aquecimento do mercado imobiliário, as obras de infraestrutura e a construção de empreendimentos de porte no Complexo Industrial e Portuário de Suape, como a Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, trouxeram grande expansão no setor da construção civil de Pernambuco. O segmento passou de um crescimento anual do estoque de emprego formal de apenas 0,5%, entre 2000 e 2005, para um de 23,7% ao ano, de 2005 a 2010, ano em que representou 30,3% do total de empregos formais do Estado.
A formação profissional também contribuiu muito para a formalização do emprego. O número de trabalhadores com ensino médio completo cresceu 11,9%, seguidos pelos que têm até o superior incompleto, com 8,7%. "Estes resultados reiteram a importância da capacitação profissional para estar empregado formalmente", diz o economista Aldemir do Vale. A análise também revela que houve queda de oportunidades para os analfabetos.
Profissão- Alguns segmentos profissionais apresentaram maior dinamismo, especialmente os que surgem na região de Suape. O grupo de trabalhadores na indústria da construção e na extrativa mineral cresceu 19,4% e o dos que atuam na indústria de transformação de metais e compósitos (caso dos soldadores do Estaleiro Atlântico Sul), 14,6%.




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