quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Litoral Norte segue caminho do Litoral Sul

 

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

 

Por Lara Holanda

 

No Litoral Norte, o cenário não é diferente do observado no Litoral Sul. A região vai receber a montadora da Fiat, que deve concentrar R$ 4 bilhões na sua implantação, além de atrair um primeiro nível de fornecedores – as fábricas chamadas sistemistas, que são integradas à montadora na distribuição de peças para os automóveis – que devem investir R$ 3 bilhões para se estabelecerem na região. Com 20 fábricas já confirmadas, a previsão é que 50 sistemistas se instalem no local, sem falar na possibilidade de se criar um segundo parque de fornecedores para a fábrica, que deve ser inaugurada em 2014. A implantação da montadora deve gerar 4.500 empregos na região.

 

Goiana também vai receber um polo farmacoquímico que terá investimento de R$ 1 bilhão para a instalação de nove indústrias até agora e que foi alavancado pela construção da a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), orçada em R$ 540 milhões, que deve processar 500 mil litros de plasma por ano e reduzir a dependência estrangeira de hemoderivados quando entrar em operação, em 2014.

 

COPA – O Estado também se prepara para sediar alguns jogos da Copa 2014. São Lourenço da Mata vai receber a Cidade da Copa. Dividida em quatro fases, o empreendimento é feito pela Odebrecht Participações e Investimentos (OPI), que contratou a americana Aecom e a AEG Development para desenvolver o masterplan da cidade planejada.

 

A primeira etapa tem um orçamento previsto de R$ 800 milhões para a construção da Arena Pernambuco e da Arena Indoor, que receberá os jogos da Copa, além do primeiro pavilhão de um centro de convenções, um hotel, parte do centro de compras e também um câmpus universitário.


Fonte: PE Investimento

Baterias Moura deve crescer 15% em 2011


POSTADO POR PEINVESTIMENTO ÀS 18:29 EM 31/08/2011

Foto: Larissa Alves/JC Imagem

 

Por Lara Holanda

 

 

A pernambucana Baterias Moura, líder no mercado de baterias automotivas, foi eleita a empresa com o melhor desempenho no setor de Veículos e Peças do País pelo 11º Prêmio Valor 1000, do jornal Valor Econômico, que lista as mil maiores companhias brasileiras por receita líquida. A empresa familiar, natural da cidade de Belo Jardim, projeta um crescimento de 15% no faturamento este ano. Em 2010, a Baterias Moura obteve uma receita líquida de R$ 486,3 milhões, 31,5% a mais do que no ano anterior.

 

Para atender à crescente demanda do mercado interno e do Mercosul – além da matriz em Belo Jardim, a Baterias Moura possui fábrica na Argentina e uma unidade de distribuição no Uruguai -, a fábrica tem um plano de investimentos de R$ 500 milhões até 2017 para a ampliação da planta industrial que hoje produz 6 milhões de baterias por ano entre baterias automotivas (que representam 90% da produção) e baterias industriais estacionárias e tracionárias (10% da produção). A meta da fábrica é atingir 10 milhões de baterias por ano até 2017.

 

De acordo com o presidente executivo da empresa, Paulo Sales, a produção de automóveis no Brasil dobrou de 2000 para 2010, e a fábrica se prepara para atender o mercado crescente. "Nosso esforço é montar uma estrutura para reposição de baterias dos veículos brasileiros. Hoje, 50% dos carros produzidos no Brasil têm nossas baterias."

 

RECEITA – Com aumento de 20,3% no lucro líquido, as empresas brasileiras premiadas pelo Valor 1000 passaram dos R$ 158 bilhões para R$ 190 bilhões no lucro líquido. De receita líquida, o crescimento foi de 18,8%, passando de R$ 1,7 trilhão para R$ 2,06 trilhões.


Fonte: PE Investimentos

Máquina da Usiminas deve ocupar 12 mil metros quadrados

  

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

 

 

Por Lara Holanda

 

Um dos braços da Usiminas Siderúrgica, a Usiminas Mecânica (leia aqui)será a primeira fábrica de panelização do Brasil, um mercado ainda sem concorrência. A empresa ainda não divulgou a área onde será instalada em Suape, mas já dá para se ter ideia que a fábrica ocupará um espaço considerável.

 

Para se ter ideia, a máquina que fabricará os painéis de aço com até 18 metros para abastecer a indústria naval ocupa uma área de 12 mil metros quadrados. E, embora o processo seja todo automatizado, a máquina necessita de 50 pessoas para sua operação. De acordo com a assessoria da empresa, a máquina virá de navio para ser montada em Suape.

 

Hoje, a fábrica já comercializa torres de armazenamento de óleo para a Petrobras e estruturas de pontes metálicas. Com a sua instalação em Suape, os estaleiros poderão comprar os painéis já prontos para a montagem dos navios, em vez de ter que fabricá-los.


Fonte: PE Investimentos

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Usiminas Mecânica terá fábrica de painéis de aço em Suape

A Usiminas Mecânica, controlada da siderúrgica Usiminas na área de bens de capital, anunciou hoje que vai investir R$ 138 milhões em um fábrica de painéis no Porto de Suape (PE). A nova unidade atenderá à crescente demanda do mercado naval, impulsionado pelas obras do pré-sal, justifica a empresa, em comunicado.

A previsão é que a unidade entre em funcionamento no final de 2012 e terá capacidade de produzir 65 mil toneladas ao ano. Vai contar com uma linha de produção totalmente automatizada. 

Segundo a empresa, os painéis,com até 18 metros de comprimento, são produtos de alto valor agregado. Com essa produção, afirma, o empreendimento permitirá que a Usiminas Mecânica amplie seu mix de produtos para a indústria naval, além de se apresentar como opção de entrada no negócio de montagem de blocos para grandes embarcações.

"A Usiminas Mecânica está ampliando sua participação no mercado naval, oferecendo ao mercado um produto de alta qualidade e com vantagens logísticas", diz Guilherme Muylaert, diretor executivo da Usiminas Mecânica, no comunicado.

Os estaleiros são os principais clientes-alvo desse produto na montagem de navios. 

O grupo Usiminas opera no segmento de bens de capital por meio da Usiminas Mecânica, uma das maiores empresas do setor no Brasil, que está organizada em várias unidades de engócios – de estruturas metálicas industriais a pontes, equipamentos industriais a fundição e fabricação de vagões ferroviários.

Fonte: Valor

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Investimento coreano no Brasil sobe 213% em 2011

Metódico como o empresário japonês e ousado como o chinês. É assim que advogados e consultores do setor corporativo definem o perfil do empreendedor coreano, que tem aumentado a presença no Brasil.

O IED (Investimento Estrangeiro Direto) da Coreia do Sul no Brasil de janeiro a julho de 2011 mais que triplicou em relação ao verificado no mesmo período de 2010. Saltou de US$ 194 milhões para US$ 608 milhões, um aumento de 213,4%.
O tigre asiático ficou entre os dez países que mais investiram no país neste ano até julho. Um ano antes, estava na distante 21ª colocação.
A combinação de cautela e ousadia, que pode parecer contraditória, faz dos coreanos empresários bem-sucedidos, que não costumam voltar atrás depois de uma decisão tomada.

"Eles demoram a decidir, tudo parece um pouco burocrático. Mas, depois de estabelecidas as diretrizes de um negócio, são muito ágeis e eficazes em transformar em realidade", diz Martim Machado, sócio do Campos Mello Advogados, que tem cooperação com o DLA Piper (EUA).
O Campos Mello assessorou a operação de entrada da Hyundai Heavy Industries em Itatiaia, no Rio, para construção de uma unidade para produzir máquinas pesadas para construção civil.

O processo de negociação durou um ano inteiro. Com investimento de US$ 150 milhões e conclusão prevista para o fim de 2012, será a primeira fábrica própria da empresa -que é o maior estaleiro do mundo- fora da Ásia.

A unidade terá 300 mil m², e o terreno, de 600 mil m², possibilita futuras ampliações. "O interesse deles nessa fábrica é a produção de máquinas para construção. Navios não fazem parte dos planos lá por enquanto", diz Machado.

A Hyundai Heavy Industries também é sócia da OSX, de construção naval, do empresário Eike Batista.
Já a Hyundai Motor, outra empresa, investiu US$ 600 milhões em uma fábrica em Piracicaba, interior paulista, para produzir 150 mil automóveis por ano a partir do segundo semestre de 2012.

A companhia, que já tem unidades na Rússia, Índia e China, disse ter decidido vir para o Brasil pelo "crescimento sustentável e o grande fluxo de investimentos estrangeiros [no país]".

E a Samsung Electronics investiu na ampliação da fábrica de Manaus, que passou de 50 mil m² de área construída para 120 mil m² e se tornou, em 2011, "a mais moderna da empresa no mundo", de acordo com Benjamin Sicsú, vice-presidente de novos negócios da companhia para a América Latina.
Em Manaus, a empresa, que não divulga os valores aplicados, passou a verticalizar a produção de alguns itens, montando, por exemplo, molduras de televisão.
Além disso, aposta na fabricação de tablets na unidade de Campinas desde setembro de 2010. "O Brasil é o quinto maior mercado do mundo em faturamento para a Samsung Electronics e queremos chegar ao terceiro lugar em um ano e meio, atrás só da China e dos EUA", disse Sicsú.

A Samsung Heavy Industries, outra empresa, é sócia de Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e PJMR no Estaleiro Atlântico Sul, o maior do país, no complexo portuário de Suape (PE).

Fonte: Folha

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Odebrecht e portuguesa Promovalor investirão R$ 450 milhões na Reserva do Paiva

empreendimento


A Odebrecht Realizações Imobiliárias e o Grupo português Promovalor estão investindo R$ 450 milhões no terceiro empreendimento da Reserva do Paiva, um complexo multiuso que abrangerá os segmentos hoteleiro de lazer, negócios e convenções, além de edifícios empresariais e de comércio e serviços. O grupo português encontrou na Reserva do Paiva a oportunidade de, junto a Odebrecht Realizações Imobiliárias, desenvolver um novo pólo turístico, de negócios e de lazer com forte geração de emprego e renda para o Estado e, sobretudo para a região. Este é o primeiro investimento do Grupo Promovalor na América do Sul. A escolha do local se deu principalmente por ter na Reserva do Paiva o ambiente natural ideal, um conceito de desenvolvimento de bairro em sintonia com o compromisso do Grupo Promovalor, de oferecer uma nova perspectiva, ou seja, um novo mundo aos seus moradores e freqüentadores. Aliado a isso, a infraestrutura já consolidada e desenvolvida em parceria do Governo do Estado com a Odebrecht, por meio da Concessionária Rota dos Coqueiros, primeira parceria público-privada viária do Brasil. O grupo português investirá na construção de um hotel cinco estrelas com centro de convenções, participando ao lado dos empreendedores da Reserva do Paiva, da implantação de edifícios empresariais e um open mall, gerando para os pernambucanos 5.980 postos de trabalho diretos e indiretos no período de construção e 7.025 empregos diretos e indiretos na operação dos equipamentos. Complexo Multiuso - O início das obras do complexo, terceira etapa de desenvolvimento da Reserva do Paiva que teve seu projeto de arquitetura idealizado por Carlos Fernando Pontual, está previsto para o segundo semestre deste ano, e sua operação deverá ocorrer a partir de março de 2014, focado na Copa do Mundo. Serão desenvolvidos um Hotel 5 Estrelas e Convenções com 350 quartos e ampla estrutura de lazer como fitness, SPA, restaurante, bar, entre outros serviços, e operação de bandeira internacional. O Centro de Convenções terá uma moderna estrutura e abrigará um salão e salas para eventos com área total de 2.500 metros quadrados e capacidade total para até 2.100 pessoas, se configurando na maior estrutura hoteleira com convenções da Região Metropolitana do Recife. O segmento empresarial será atendido por um moderno empreendimento multiuso, distribuído em seis torres com lâminas corporativas com área superior a mil metros quadrados e área total locável acima de 43 mil metros quadrados. Sua infraestrutura é dotada de alta tecnologia e conceitos de sustentabilidade sócio-ambiental, premissa de todos os empreendimentos desenvolvidos na Reserva do Paiva. A área de comércio e serviços chega ao empreendimento através de um novo conceito, Open Mall, um shopping aberto com jardins, espelhos d´água, vistas livres para a mata e para o mangue, projeto totalmente integrado ao ambiente de praia e ao clima tropical pernambucano. Serão 40 lojas com um mix composto por bancos, restaurantes, varejo e serviços, e área bruta locável superior a três mil metros quadrados, com forte sinergia com o hotel, centro de convenções e empresariais. Grupo Promovalor - Expert nos segmentos residencial, resorts e serviços, e 40 projetos estruturantes no seu portfólio, o grupo econômico de investimentos português agrega participações financeiras associadas a duas marcas, o Grupo Inland e o Grupo Votion. A Promovalor representa uma nova forma de estar e investir. Um compromisso de introduzir 'Uma Nova Perspectiva', versátil, diversificada, atenta a novos desafios, um pensar e fazer diferente, que visa a criação de valor responsável e sustentável. O Grupo Promovalor, especialista em promoção imobiliária e turística, possui € 465 milhões em ativos com 40 projetos no seu portfólio. O Grupo desenvolve a sua atividade em torno de 3 áreas de negócio - Residencial, Resorts e Serviços, de que são exemplo os projetos emblemáticos Santa Catarina Condomínio Privado no Chiado, The Westin Verdelago Resort, Algarve e Art's Business & Hotel Centre no Parque das Nações em Lisboa, respectivamente. A atuação do Grupo Promovalor tem estado focada no mercado português, com uma forte aposta em Lisboa e no Algarve, abrangendo uma área total bruta de construção de 1,7 milhões de m2. Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR) – empresa do Grupo Odebrecht que atua desde 2004 em quase todo o Brasil desenvolvendo empreendimentos residenciais e empresariais, bairros planejados, complexos multiuso e destinos turísticos. Os principais lançamentos imobiliários da OR no País estão focados nos segmentos econômico e de alta renda, com empreendimentos de perfil residencial, empresarial e turístico. O maior investimento da empresa no Brasil está sendo feito em Pernambuco, é o bairro planejado Reserva do Paiva, em sociedade com os grupos pernambucanos Grupo Cornélio Brennand e Grupo Ricardo Brennand. O projeto de mais de R$ 2,5 bilhões está sendo desenvolvido ao longo de 15 anos na construção de hotéis, empreendimentos residenciais e empresariais no município do Cabo de Santo Agostinho.

Fonte: Blog do Jamildo


domingo, 21 de agosto de 2011

Suape recebe primeiro navio da linha direta com a Ásia

Suape recebe primeiro navio da linha direta com a Ásia

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porto suape 1O navio CAP Jackson atracou nesta última quinta-feira, no Porto de Suape, inaugurando uma nova linha de navegação de longo curso, a primeira vinda diretamente de portos asiáticos.   Normalmente, as linhas que vêm da Ásia fazem o transbordo - transferência da carga de um navio maior para outros menores – no Panamá, em Santos (São Paulo) ou em Sepetiba (Rio de Janeiro). 

Com a implantação da rota, o transbordo dos produtos que tem como destino o Norte, Nordeste e Vitória (Espírito Santo) migrará para Suape, reforçando, ainda mais, sua vocação para ser um "hub port", ou seja, um forte distribuidor para o norte-nordeste do país. A nova linha é operada pela Hamburg Sud e Maersk, dois dos maiores armadores do mundo. Está é a segunda linha direta de Suape com a Ásia, sendo momento histórico na consolidação do Porto de Suape no contexto nacional e internacional.  

Outra vantagem da nova operação é a considerável redução no tempo de chegada das mercadorias. Atualmente, são 55 dias de viagem para que uma importação vinda da Ásia faça o transbordo em Santos e chegue em Pernambuco. Com a linha, esse prazo será de 41 dias.  O vice-presiente de Suape, Frederico Amâncio, explica que a expectativa é que a rota Ásia-Suape aumente em 10% a movimentação de contêiner no porto. "O novo serviço conta com 11 navios e, anualmente, trará um impacto de mais de 50% na quantidade de escalas de embarcações realizadas em Suape. A nova linha permite, ainda, consolidar Suape como plataforma de exportação de mercadoria", comenta. 

Os principais lugares de importação serão China, Hong Kong e África. A principio, a linha usará navios de segunda geração, com capacidade para transportar até seis mil TEUs (unidade equivalente a quantidade de carga que pode ser transportada num contêiner de 20 pés). Quando a rota se consolidar, as empresas colocarão navios maiores.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Abreu e Lima: Petrobras e PDVSA devem assinar documento sábado

Rio de Janeiro - A Petrobras e a estatal venezuelana do petróleo PDVSA deverão assinar no próximo sábado (20) documento fixando datas "irrevogáveis e irretratáveis" em torno do cronograma de obras e da liberação dos recursos que viabilizem a sociedade entre as duas petrolíferas para a construção da Refinaria Abreu e Lima. Atualmente, as obras vêm sendo feitas, apenas, com recursos da empresa brasileira. A informação é do diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Costa disse que, mesmo com a assinatura do documento - que fixa datas definitivas para as várias etapas do projeto - o acordo ainda dependerá do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que terá até o fim de setembro para decidir se aceita ou não as garantias oferecidas pela PDVSA para assumir os 40% (o equivalente a R$ 3,6 bilhões) do total do empréstimo de R$ 9 bilhões tomados pela Petrobras para executar o projeto.

Para o diretor da estatal brasileira, caso o BNDES não aprove as garantias oferecidas pela PDVSA para a liberação do financiamento, "cada um [empresa] terá que cuidar da sua vida". Com 40% das obras já executadas, a Petrobras, segundo Costa, está disposta a levar o empreendimento adiante sozinha. Mas, se o BNDES aceitar as garantias, a PDVSA terá até o fim de novembro para fazer o total do aporte necessário à compensação do que já foi desembolsado pela Petrobras no empreendimento, que, segundo Costa, "é superior aos R$ 3,9 bilhões pretendidos pela PDVSA [no financiamento pedido ao] BNDES".

Fonte: Agência Brasil

Estado pede ao BNDES quase R$ 1 bi para obras em Suape

Uma carta-consulta por meio da qual o Estado solicita financiamentos no valor de aproximadamente R$ 960 milhões foi entregue nesta sexta-feira (12) pelo governador Eduardo Campos ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho, durante reunião realizada na sede da instituição financeira federal, no Rio de Janeiro.

"Pernambuco vem contratando em média R$ 400 milhões por ano ao BNDES. O momento econômico que estamos vivendo, com crescimento em todas as áreas, nos obriga a investir cada vez mais em infraestrutura", disse Eduardo, acrescentando que os recursos pleiteados serão aplicados em obras de infraestrutura em Suape.

Durante a audiência, na qual foi acompanhado pelos secretários Geraldo Julio (Desenvolvimento Econômico), Alexandre Rebelo (Planejamento e Gestão) e Paulo Câmara (Fazenda), Eduardo falou sobre obras licitadas, contratadas e em processo de contratação visando a implantação de mais quatro novos cais, dragagem do porto externo, dragagem de áreas para implantação de estaleiros e de construção e manutenção e estradas internas e externas.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, reuniu a equipe na audiência e prometeu dar a maior agilidade possível à tramitação do processo. "Sabemos que Pernambuco é uma das economias mais dinâmicas do país, que tem pressa e vamos ajudar", disse.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Hebron abre uma filial nos Estados Unidos

MEDICAMENTOS

Hebron abre uma filial nos Estados Unidos

Subsidiária foi instalada, este mês, em Ohio e o investimento foi de US$ 1,65 mi. Indústria de Caruaru escolheu o Florax como 1º produto a ser vendido nos EUA

Publicado em 17/08/2011, às 08h06

Do Jornal do Commercio

A indústria pernambucana Hebron Farmacêutica, situada na cidade de Caruaru, no Agreste, deu início a uma trajetória inédita para uma empresa brasileira do segmento. Fruto de um investimento de US$ 1,65 milhão (cerca de R$ 2,62 milhões, segundo a cotação do dólar de ontem), pôs em operação uma filial em Ohio, nos Estados Unidos. Batizada de Hebron USA, a subsidiária começa a funcionar de forma enxuta este mês. Conta apenas com dois executivos americanos responsáveis atualmente por preparar o ingresso do Florax - medicamento que combate problemas gastrointestinais - no mercado dos EUA. A meta é iniciar a comercialização do produto no próximo mês de novembro.

Segundo os registros do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), a Hebron é a primeira empresa nacional do segmento a abrir uma filial nos EUA. Desde 2008, o grupo pernambucano prepara a sua chegada na terra do Tio Sam. Naquele ano, começou a funcionar de forma "virtual" no país, tendo apenas obtido um registro, mas sem uma sede física. Em seguida, passou a planejar como atuaria: forma de distribuição, possíveis parcerias e, principalmente, qual produto seria escolhido para inaugurar as operações.

O eleito foi o Florax, um dos primeiros medicamentos formulados pela Hebron, tendo cerca de 20 anos de atuação no mercado nacional - onde hoje ocupa o segundo lugar em vendas de remédios que combatem a diarréia. Diferentemente dos produtos convencionais, o Florax é um probiótico. Segundo definição da Organização Mundial de Saúde (OMS) é um organismo vivo, bactérias para ser mais exato (neste caso o levedo da Saccharomyces cerevisiae), que administrado em pequenas quantidades conferem benefícios à saúde.

Nos EUA, o US Food And drug Administration (FDA), órgão com função semelhante a da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, não considera os probióticos como medicamentos, e sim como suplementos alimentares. Logo, o Florax não precisará ser prescrito por médicos, podendo ser adquirido diretamente nas prateleiras pelos consumidores. Sendo assim, entrará na briga por uma fatia de um mercado que movimenta US$ 27 bilhões por ano nos EUA, algo entre 20% e 30% do faturamento total do consumo daquele país, mas que é maior que todo o mercado brasileiro de remédios.

Corriqueiras nessa reta final, na terça-feira (16) houve mais uma reunião com os executivos americanos da filial no escritório administrativo da Hebron no Recife. O diretor de Negócios Internacionais da empresa, Filipe Guerra, explicou que uma equipe de 50 representantes comerciais terceirizados formarão a linha de frente de divulgação do Florax em solo americano.

Os produtos chegarão nos EUA semi-acabados, sendo transportados inicialmente por avião. Lá serão apenas embalados, possivelmente por uma empresa terceirizada com base em Nova Iorque. "Pretendemos começar com o Florax e, em seguida, trabalhar com o Kios, também para problemas gastrointestinais. A ideia é partir logo depois para a linhas ginecológica e infantil", detalhou Guerra.




Valter Barreto

(   55 81 8842-1455


"Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto." Francis Bacon


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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Goiana se orgulha: ‘A Fiat é nossa’

Goiana se orgulha: 'A Fiat é nossa'


Goiana se orgulha: 'A Fiat é nossa'

Nova fábrica da montadora italiana deve entrar em operação em março de 2014, com a previsão de gerar 4,5 mil empregos diretos na zona da mata pernambucana

A 62 km do Recife (PE) e a 51 km de João Pessoa (PB), Goiana se prepara para receber a nova fábrica de automóveis da Fiat

Localizada a 62 quilômetros do Recife, na zona da mata norte, Goiana, município com 75.644 habitantes, se regozija. "A Fiat é nossa", diz um adesivo confeccionado pela prefeitura, estampado em vários carros da cidade, onde o assunto do momento é um só: a montadora italiana que escolheu o município para instalar uma fábrica, com investimento de R$ 4 bilhões e geração prevista de 4,5 mil empregos diretos.

É natural que a cidade, que comemorou a boa-nova - anunciada oficialmente na terça-feira, dia 9 - com festa na rua, esteja em efervescência. A previsão de início das operações é em março de 2014, com a produção de 200 mil a 250 mil veículos/ano. "Goiana vai sair do marasmo", comenta o aposentado Arlindo Pereira Lima, 69 anos, que todas as tardes joga dominó com um grupo de amigos na calçada da Rua das Quintas. "Goiana vai bombar", prevê Wilson Menezes, 67. "Vai faltar habitação, vai vir muita gente para cá, vai encarecer tudo". Reginaldo Monteiro, 56, comemora: "Vamos ter problema de quem tem desenvolvimento".

A turma do dominó sabe do que está falando. O marasmo econômico a que se referem está expresso em números. Em 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) do município (R$ 541,5 milhões) representava menos de 1% do PIB pernambucano (R$ 77 bilhões). Já o PIB per capita (R$ 7,3 mil) era metade do PIB per capita do Recife.

Segundo o Ministério do Trabalho, no ano passado Goiana tinha 12.194 pessoas empregadas formalmente, com rendimento médio de R$ 1.057. A monocultura da cana-de-açúcar e as duas usinas de açúcar e álcool do município - Maravilha e Santa Teresa - são responsáveis por metade dos empregos. O restante está distribuído na área de serviços, administração pública e comércio.

Mais de um terço desta população empregada é de analfabetos ou pessoas que não concluíram o ensino fundamental. Somente 10% têm nível superior.

Diante deste quadro, a economista Tânia Bacelar, da Ceplan Consultoria, prevê muita dificuldade para o aproveitamento da mão de obra local no novo cenário econômico. "É coisa para a próxima geração", vaticina Tânia. "Tem de preparar os jovens."

Ela observa que, embora as duas usinas do município sejam competitivas, o setor sucroalcooleiro está em decadência e, de uma maneira geral, o quadro da zona da mata é de gente sem qualificação. "O desafio é o de como conseguir que a população local se qualifique para entrar nessa outra atividade."

Para Tânia Bacelar, o que ocorreu com a instalação da Fiat em Betim (MG) e da Ford em Camaçari (BA) deve se repetir em Goiana. "Naquelas cidades, no início, o grande contingente de mão de obra veio de fora; gradualmente é que foi se internalizando".

A economista avalia que a vinda da Fiat vai consolidar a diversificação da economia da zona da mata norte, onde só recentemente começou a sair do papel a tentativa de instalação de um polo farmacoquímico iniciada ainda no governo anterior (Jarbas Vasconcelos, PMDB).

No governo Eduardo Campos (PSB), reeleito, começou a construção de uma fábrica de hemoderivados da Hemobrás e de uma fábrica de medicamentos da Novartis. Recentemente, o grupo Brennand decidiu implantar uma fábrica de vidro no município, onde já existe uma fábrica de cimento da Votorantim.

Crescimento. O prefeito Henrique Fenelon (PC do B) garante que vai evitar a ocupação desordenada da periferia da cidade por desempregados em busca de trabalho. Segundo o secretário municipal de Planejamento, André Ramos, esse crescimento desordenado foi registrado nos municípios metropolitanos de Cabo de Santo Agostinho e de Ipojuca, na área do complexo industrial e portuário de Suape. Em Goiana, o tranquiliza o fato de o município ser alvo do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que pretende construir ali 3 mil habitações populares.

A prefeitura trabalha com a perspectiva de ver a população crescer de 35% a 40% nos próximos oito anos. Conta com a própria Fiat e com os governos federal e estadual, para garantir, por meio de parcerias, melhores condições de segurança, saúde, educação e qualificação profissional. Abastecimento de água e saneamento não são problemas. "Em quatro anos, todo o município estará saneado", diz Ramos, ainda sem noção real do que acontecerá em Goiana.

"Ainda não dá para dimensionar de forma consistente", reconhece, ao lembrar que a Fiat traz, com ela, uma cadeia produtiva. "Só na planta da montadora estarão 20 empresas fornecedoras."

Presidente da Associação dos Microempresários de Goiana, o comerciante Beltemires Castro já imagina a cidade com shopping center e comércio mais diversificado e sofisticado. "Hoje temos um público, amanhã será outro", diz, ao observar que quem quiser se beneficiar da onda de desenvolvimento terá de se antenar para os novos nichos de mercado. Dono de uma loja de calçados, ele tem em mente "dois outros planos de negócios" que mantém em segredo.

Paraíba de olho. O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), avalia que o seu Estado será beneficiado com a instalação do polo industrial da Fiat em Goiana, que fica a 51 quilômetros de João Pessoa. Sua expectativa é de que pelo menos 40% dos 4,5 mil empregos diretos sejam buscados na Paraíba. "O governo vai chamar para si a responsabilidade de formar mão de obra direcionada para essa atividade", promete.  


Valter Barreto

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Movimentação no porto de Suape (PE) cresce 20,1% no 1º semestre de 2011

Aumento na movimentação de contêineres foi de 35,2% durante o período; dirigentes projetam encerrar 2011 com mais de 10 milhões de toneladas de cargas movimentadas

O porto de Suape (PE) registrou crescimento de 20,1% na movimentação no primeiro semestre deste ano, em relação ao período de 2010.

De janeiro a junho de 2011, o aumento na movimentação de contêineres foi de 35,2%, o que significou um dos maiores crescimentos registrados por Suape.

Ao todo, foram operadas mais de 4,8 milhões de toneladas no período.

A movimentação de contêineres representou 46% do resultado total do porto.

Em consequência, o segmento de contêineres superou pela primeira vez as operações com granéis líquidos, que representaram 45 % do total.

Dirigentes de Suape estimam que o segundo semestre seja ainda mais prolífero, e fazem uma projeção de encerrar as atividades de 2011 com mais de 10 milhões de toneladas de cargas movimentadas.

As operações de cabotagem chegaram a 20,9% de melhora.

Outra expectativa, desta vez a médio prazo, é de que com o início da operação de alguns empreendimentos estruturadores de grande porte, como a Refinaria Abreu e Lima, Suape encerre o ano de 2013 com uma movimentação de 30 milhões de toneladas.

Fonte: Portal Transporta Brasil


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Presidente da Fiat formaliza troca da montadora para Goiana e aumenta investimento

A instalação da fábrica da Fiat em Pernambuco custará mais do que os R$ 3 bilhões previstos inicialmente pela montadora. Em um jantar realizado agora à noite com membros do governo e empresários, executivos da companhia reavaliaram o investimento, que deve ficar em R$ 4 bilhões.

Além da unidade fabril, o empreendimento compreende um centro de capacitação e treinamento, um centro de pesquisa e desenvolvimento, uma pista de testes e um campo de provas. Juntos, eles podem passar dos R$ 7,2 bilhões, conforme carta-consulta enviada pela montadora à Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) no início de julho. A engenharia do financiamento ainda está sob avaliação do órgão.

O presidente da Fiat para a América Latina, Cledorvino Belini, oficializa nesta terça-feira (9), às 9h, a transferência para o município de Goiana, na Zona da Mata Norte, dos investimentos anunciados anteriormente pela montadora para o Complexo de Suape. O anúncio, antecipado com exclusividade pelo Diario, será feito no Palácio do Campo das Princesas, com a presença do governador Eduardo Campos.

Com 14 milhões de metros quadrados em área contínua, o terreno em Goiana fica 80 metros acima do nível do mar e oferece condições topográficas favoráveis ao empreendimento. Mas apesar de a Fiat ter deslocado a maior parte dos investimentos para a Mata Norte, a empresa também deve manter um centro logístico em Suape.
O acionamento da linha de produção em Goiana está previsto para o início de 2014. Com o início da produção, devem ser gerados 4,5 mil empregos diretos - a previsão inicial era de 3,5 mil postos de trabalho. A expectativa é a de que sejam fabricados cerca de 200 mil veículos por ano no estado.

Comemoração - Uma grande festa em Goiana vai marcar o anúncio da decisão da Fiat em instalar no município sua montadora. Uma programação multicultural terá início a partir das 14h com queima de fogos de artifício, desfile de bandas marciais das escolas da rede municipal de ensino, além de agremiações e carreata.

À noite, com início previsto para as 20h, no palco montado na Rua da Baixinha (próximo à Praça da Bíblia), haverá shows musicais com as bandas de forró Mastruz com Leite e Saia Rodada.

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