sábado, 5 de fevereiro de 2011

Suape ganha o 3º estaleiro

Pernambuco acaba de confirmar a vinda de mais um estaleiro para o Complexo Industrial Portuário de Suape - o terceiro, depois do Atlântico Sul e do Promar. O empreendimento é capitaneado pelo consórcio Galíctio, formado pelas empresas espanholas Indasa, Tecnyno, Electro Rayma e Gabadi. O investimento é de US$ 440 milhões (cerca de R$ 737 milhões, pelo câmbio de ontem), com previsão de gerar 500 empregos durante a construção e 4.000 na operação.


Complexo Industrial Portuário de Suape já conta com o Estaleiro Atlântico Sul, além do Promar Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press - 28/12/07
O Galíctio vai atuar no segmento de construção e de reparo de embarcações, atendendo a uma demanda da Petrobras Transporte (Transpetro). Atualmente, a estatal realiza o conserto de seus navios em Cingapura e na Coreia do Sul, ´exportando` empregos, porque não há um estaleiro deste tipo e porte funcionando no país. A área separada para o empreendimento é de 40 hectares, por trás do local onde já funciona o Atlântico Sul, na Ilha de Tatuoca.

´Nossa empresa procurou se expandir para fora da Europa e Pernambuco foi o lugar ideal para fazermos isso`, disse ontem no Recifeo presidente do consórcio, Isidro Silveira Rey, ao participar da cerimônia de assinatura de um protocolo de intenções no Palácio do Campo das Princesas.

Juntamente com o protocolo do estaleiro foram assinados três outros documentos para implantação de novas indústrias no estado. Juntos, os quatro empreendimentos somam investimentos de R$ 836 milhões com previsão de gerar mais de 5 mil empregos. O governador Eduardo Campos comemorou.

´É muito bom você fechar uma semana assinando quatro protocolos como esses, de grandes empreendimentos que se referem a quatro importantes iniciativas que chegam a Pernambuco`, discursou o governador, lembrando que o estado vive um momento ´extremamente animado` de sua economia.

Depois do estaleiro, o segundo maior investimento anunciado ontem foi a Companhia Brasileira de Vidros Automotivos (CBVA), do Grupo Cornélio Brennand. Será instalado em Goiana, na mesma região onde será implantada a Companhia Brasileira de Vidros Planos (CBVP), numa área de 50 hectares. A nova indústria terá capacidade produtiva de 25 mil toneladas/ano e deverá se tornar fornecedora da fábrica da Fiat.

´Acreditamos que a região (Suape) será um importante polo automotivo, a prova disso está na instalação da montadora Fiat, o que reforça o grande potencial existente nessa região`, afirma o diretor executivo Paulo Drummond. . O faturamento estimado é de R$ 80 milhões/ano.

A CBVA é a primeira empresa que chega ao estado atraída pela fábrica da Fiat em Suape, âncora do mais novo polo automobilístico do país. A Moura, fabricante de baterias com sede em Belo Jardim, anunciou que negocia com a Fiat a instalação de uma unidade para fornecimento de novos produtos. O investimento estimado é de R$ 500 milhões. (M.B.)

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