quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Braskem deve ter 60% da Petroquímica Suape diretor da Petrobras

A Petrobras negocia com a Braskem a venda de 60 por cento da Petroquímica Suape, atualmente em construção em Ipojuca, no litoral pernambucano. A expectativa é que as conversas avancem no primeiro trimestre de 2012, quando as três unidades industriais da petroquímica iniciarão suas atividades.
Atualmente a Petrobras está sozinha no projeto, por conta da saída do Grupo Vicunha, que detinha 60 por cento do capital, em 2008. Contudo, o objetivo da estatal é permanecer apenas como minoritária, com 40 por cento do negócio, disse à Reuters o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
Procurada pela Reuters, a Braskem não retornou ás solicitações.
O diretor da Petrobras não divulgou valores da negociação, mas os investimentos feitos pela estatal são de cerca de 5 bilhões de reais.
A Braskem já é parceira da Petrobras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a estatal possui 47 por cento do capital votante da Braskem e 35,9 por cento do capital total, por meio de participações diretas e indiretas.
A Odebrecht possui a maior participação acionária, com 50,1 por cento do capital votante e 38,1 por cento do capital total.
No total, a Petroquímica Suape reúne três unidades industriais integradas: uma para produção de 700 mil toneladas por ano de ácido tereftálico (PTA), outra para produzir 420 mil toneladas anuais de polímeros e filamentos de poliéster, e uma terceira, que fabricará 450 mil toneladas por ano de resinas para embalagem PET, todas com início da produção comercial previsto para o primeiro trimestre de 2012. O Complexo Petroquímico de Suape faz parte da carteira de projetos estratégicos da Petrobras e está incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Fonte: EXTRA

Suape encerrará 2011 com crescimento de 34% em movimentação de cargas.

O Porto de Suape, que já é considerado o quinto do Brasil em movimentação de cargas, encerrará o ano com crescimento de 34% em seu volume de operações. O balanço foi realizado hoje (7) pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e presidente do complexo portuário, Geraldo Júlio. De acordo com ele, Suape chegará ao fim de dezembro com 11,3 milhões de toneladas movimentadas.

Só a movimentação de contêineres ultrapassou a marca de 440 mil TEUs (unidade equivalente a 20 pés) e cresceu 35% em relação a 2010. "Para continuar batendo recordes, estamos investindo R$ 1,2 bilhão em obras que melhorem a infraestrutura do Porto de Suape, como a conclusão do píer petroleiro, a dragagem do canal de acesso externo e o início das obras da Express Way", acrescentou o secretário.

Fonte: Diário de Pernambuco

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

''Fábrica de fábricas'' é inaugurada em Suape

A Jaraguá Equipamentos Industriais inaugurou nesta quarta-feira (7) sua primeira fábrica em Pernambuco, no Complexo de Suape, com investimento de R$ 15 milhões. A unidade será a quinta do grupo paulista no País, que já conta com operações nos Estados de São Paulo e Alagoas. A solenidade de partida da planta industrial contou com a participação do governador Eduardo Campos e da diretoria da empresa.

Durante o evento, o grupo sinalizou com a possibilidade de expandir a fábrica local num prazo de dois anos, com outro investimento de R$ 32 milhões, em função do crescimento da indústria de bens de capital no Nordeste.

A fábrica de Suape conta com 700 colaboradores. A unidade fechou contrato com a Petrobras no valor de R$ 1,5 bilhão para fornecer 18 fornos para a Refinaria Abreu e Lima. O presidente da Jaraguá, Wagner Othero, explicou que cada forno tem até 50 metros de altura (o equivalente a um prédio de 15 andares). "Somos uma das três empresas do Brasil com expertise para fornecer esse tipo de equipamento. Estamos trazendo para o Estado uma empresa intensiva em geração de empregos, inovação e tecnologia", reforçou.

O governador Eduardo Campos comemorou a chegada da Jaraguá, lembrando que a empresa vai fortalecer a cadeia do petróleo e gás no Estado. "Nosso objetivo é transformar Pernambuco num polo fornecedor de serviços e equipamentos para esse setor", destacou.

Fonte: JC

Mais Empregos em Suape. STX Promar entra em operação em dezembro de 2013

A PJMR e o estaleiro STX investiram cerca de US$ 150 milhões para construir, em Ipojuca, no complexo de Suape, em Pernambuco, o estaleiro STX Promar. O novo empreendimento deverá entrar em operação em dezembro de 2013, conforme disse ao MONITOR MERCANTIL, Paulo Cesar Chafic Haddad, vice-presidente de offshore e administrativo e financeiro do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), e um dos sócios da PJMR, após a cerimônia de entrega do 1º Prêmio Naval de Qualidade e Sustentabilidade (PNQS), realizado pelo Sinaval e a Fundação ARO na sede da Caixa Econômica Federal (CEF), no último dia 5. 

A terraplanagem, segundo ele, já estão em andamento e, nessa primeira fase serão gerados cerca de 1.500 mil empregos. E na fase de operação cerca de dois mil. Além disso, de acordo com ele, para cada um emprego direto são gerados outros quatro empregos. 

O estaleiro STX Pormar, conforme frisou, já tem em carteira o pedido de oito embarcações do tipo gaseiro que irão operar para a Transpetro. O valor desse contrato gira em torno de US$ 536 milhões. E a previsão do estaleiro para consumo de aço deve ficar em torno de 20 mil toneladas/ano. 

Empresas holandesas chegam ao estado para produzir ar-condicionado e e-boats

     
As empresas holandesas Oxycom e Spark fecham nesta quarta-feira, no Porto Digital, uma parceria para fabricar equipamentos com maior eficiência energética no estado. Segundo informaram os empreendedores em nota à imprensa, diversos acordos serão assinados, e compreendem investimentos de aproximadamente US$ 300 milhões.
O primeiro deles, que envolve investimentos da ordem de R$ 100 milhões por parte da Oxycom, é um aparelho de ar-condicionado que tem custo oito vezes menor do que o convencional e permite economizar 75% de energia. 

A outra parceria será para o desenvolvimento de "E-boats", barcos elétricos para a navegação nos rios brasileiros. O escritório holandês Spark fica responsável pelo design das embarcações que serão fabricadas em estaleiros pernambucanos. Nelas, o motor elétrico será alimentado pela energia gerada por painéis solares, turbinas eólicas de pequeno porte e um sistema hidrodinâmico acoplados ao barco.

O encontro reunirá representantes do governo federal, do Itamaraty, da Secretaria do Meio Ambiente de Pernambuco, da Agência Comercial Holandesa no Recife, executivos das duas empresas e demais empresários.

Fonte: DP

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Eduardo inaugura nova indústria no Complexo de Suape

 

 

 

 

 

 

 

 



O governador Eduardo Campos inaugura amanhã (07) mais um grande empreendimento no Complexo Portuário de Suape. Trata-se da Jaraguá Equipamentos Industriais, empresa líder no setor de bens de capital do País. Com investimentos na ordem de R$ 15 milhões, a indústria será inaugurada em Ipojuca com a presença da presidência do grupo no Brasil, representada pelo presidente do conselho administrativo, Álvaro Bernardes Garcia, além de outras lideranças do setor.

Instalado numa área total de 56.700 m², sendo 4.000 m²  em área construída, e 8.000 m²  já preparados para expansão, o novo empreendimento da Jaraguá, que comanda quatro fábricas no Brasil - sendo três em São Paulo e uma em Alagoas -, gerará 663 empregos diretos e mais 267 indiretos. "Para marcar o início das operações da unidade de Ipojuca, temos a fabricação das tubulações e finalizações dos trabalhos de refratamento, isolamento e serviços complementares para todos os Fornos petroquímicos da Petrobras – RNEST. Contrato no valor de R$ 1,2 bilhão", comemora o vice-presidente do grupo, Nasareno das Neves.


Fonte: Blog do Jamildo

terça-feira, 29 de novembro de 2011

BRFoods e Terphane irão investir R$ 290 milhões em Pernambuco


Pernambuco vai receber nos próximos meses um total de R$ 290 milhões em investimentos, que serão feitos pelas empresas BRF - Brasil Foods (voltada para o setor alimentício) e Terphane (especializada em laminados e tubulares de plástico). O governador Eduardo Campos e os empresários das duas empresas irão anunciar detalhes dos investimentos nesta terça-feira (29).

O evento da BRF - Brasil Foods será às 10h30, no Palácio do Campo das Princesas, no Recife. A empresa volta a investir em Pernambuco três anos após a sua chegada ao estado. A BRF - Brasil Foods fará uma nova planta, voltada para a produção de margarina, em área já pertencente à Sadia, em Vitória de Santo Antão. As informações sobre o negócio, que terá um investimento de R$ 140 milhões, serão repassadas pelo vice-presidente corporativo da Brasil Foods, Wilson Mello. 

TERPHANE - O governador Eduardo Campos assinará às 19h, no Palácio do Campo das Princesas, o protocolo de intenções para a expansão da Terphane, empresa especializada em laminados planos e tubulares de material plástico (com destaque para filmes para embalagens).

Instalada no Cabo de Santo Agostinho desde 1997, a Terphane irá expandir suas atividades locais e dará início à nova linha de produção, voltada para filmes de poliéster. O investimento será de R$ 150 milhões, com geração de 60 empregos diretos.

Do NE10

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Indústria naval pretende criar 400 mil vagas nos portos brasileiros


Mão de obra


G1

Créditos: Arquivo

A indústria naval pretende criar mais de 400 mil empregos - diretos e indiretos - no Brasil nos próximos três anos. "Nós poderemos chegar a cerca de 48 mil pessoas no total, entre mão de obra direta e indireta", diz Edmilson Soares Medeiros, responsável pela administração do pólo naval de Rio Grande. 

Essa é a previsão da Petrobras para um único pólo naval: o de Rio Grande, no extremo sul do Brasil. E ainda existem vários outros pelo Brasil, no Rio de Janeiro, Vitória, Santos, Recife. 

Desde 2003 a indústria naval brasileira vem se recuperando de vários anos sem investimentos, que levou a falência estaleiros e provocou a demissão de funcionários. Novas estruturas estão sendo criadas nos portos e até mesmo novas funções dentro dos antigos empregos, para dar conta do crescimento na área. 

Faltam profissionais com nível básico de educação, como soldadores e montadores; para o nível técnico, para operadores de máquinas; e até profissionais de Ensino Superior como engenheiros. 

A indústria naval está qualificando profissionais e melhorando a vida de muita gente. Em Rio Grande, no sul gaúcho, o polo naval já emprega três mil pessoas e a expectativa é de que este número dobre até o final de 2012. O desafio agora é encontrrar trabalhadores capacitados para preencher estas vagas. "Nós precisamos de muita mão-de-obra, em todos os níveis. A técnica é a grande demanda, tanto na formação básica, como na média e na superior", afirma Edmilson Soares Medeiros, gerente Petrobras - Pólo Naval de Rio Grande - RS. 

No maior polo de desenvolvimento de Pernambuco, e também um dos que mais cresce no país, o Complexo Industrial e Portuário de Suape há uma grande oferta de empregos com bons salários. Há vagas sobrando para topógrafos, com salários que variam de R$ 3.000 a R$ 6.000, e para niveladores, que podem ganhar entre R$ 1.500 e R$ 2.000. 

Outro profissional muito procurado é o responsável pela movimentação de cargas com guindastes. O salário pode chegar a R$ 4.500 por mês. Na construção civil há vagas para carpinteiros, marteleteiros - que é o profissional que opera o martelete, a máquina que vibra e perfura o concreto, e pedreiros, os salários são de R$ 1.500. 

No Maranhão devem ser criados até 2015 cerca de 240 mil novos postos de trabalho. São obras estruturais, como ampliação e modernização dos principais portos do estado. No pier 4, do Terminal de Ponta da Madeira, principal obra de infraestrutura portuária em execução na América Latina. Foram abertas quase três mil novas vagas de emprego. Parte da mão-de-obra absorvida veio das comunidades do entorno, pessoas que foram qualificadas pela mineradora, dona do terminal. Os salários para técnicos variam de R$ 1.200, a 2.500. Engenheiros em início de carreira recebem em média, quatro mil reais.  

domingo, 20 de novembro de 2011

STX OSV, de Cingapura, contrata navios de estaleiro de Suape


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Foto: JC Imagem/Arquivo

A construtora naval STX OSV Holdings Limited, de Cingapura, comunicou neste fim de semana a formalização de um acordo com a Transpetro para a entrega de oito embarcações, em um valor total de US$ 536 milhões. As unidades serão construídas no estaleiro em desenvolvimento em Suape (PE) e deverão ser entregues entre 2014 e 2016. Além do Brasil, a STX OSV opera unidades na Noruega na Romênia e no Vietnã.

O acordo entre o grupo asiático e a subsidiária da Petrobras foi assinado e anunciado em julho do ano passado, mas efetivado somente agora. De acordo com a STX OSV, está prevista a construção de quatro unidades com capacidade para transportar 7 mil metros cúbicos de gás liquefeito de petróleo (GLP), duas embarcações com capacidade de 4 mil metros cúbicos e outras duas unidades com capacidade de 12 mil metros cúbicos.

O grupo STX OSV detém o controle do Estaleiro Promar, o qual será responsável pela construção das embarcações em Pernambuco, e da STX OSV Niterói. O Promar formalizou em julho do ano passado a decisão de construir um estaleiro no porto de Suape, cujos investimentos devem somar US$ 150 milhões.

No mês passado, o grupo STX OSV Niterói teve aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um financiamento de US$ 226 milhões. O valor será destinado à construção de três navios de apoio a plataformas de petróleo, previstas no programa de ampliação e modernização de frota da Petrobras. Os recursos são provenientes do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

Fonte: Agência Estado

domingo, 6 de novembro de 2011

Complexo de Suape inicia dragagem do porto externo

O Complexo Industrial Portuário de Suape vai comemorar seu aniversário de 33 anos dando início a uma obra estratégica para o seu crescimento. Nesta segunda-feira (07), às 10h, com a presença do governador Eduardo Campos e do ministro dos portos, Leônidas Cristino, começará a dragagem de aprofundamento do canal externo do porto. Também será assinado, no Recife, a Ordem de Serviço para construção do Terminal Marítimo de Passageiros.

A obra em Suape está orçada em R$ 275 milhões, sendo que R$ 78 milhões participação do Governo Federal e R$ 197 milhões do Porto de Suape. O equipamento da empresa Van Oord, vencedora do processo de licitação já se encontra no local. Com a dragagem, o Porto de Suape poderá receber qualquer tipo de navio, incluindo os grandes petroleiros, que abastecerão a Refinaria Abreu e Lima e os navios de minérios.
 
PORTO DO RECIFE – Logo após, o governador Eduardo Campos, acompanhado do ministro Leônidas Cristino, segue em direção ao Porto do Recife, onde, por volta das 11h30, assina a Ordem de Serviço para reforma do armazém 07 e construção da Sala Pernambuco. Os dois equipamentos irão formar o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) do Porto do Recife, uma das obras prioritárias do Governo Federal para a Copa do Mundo de 2014.

O Governo de Pernambuco é o primeiro do país a iniciar as obras de reforma e ampliação do TMP. A obra custará R$ 25.767.937,30. Deste montante, R$ 21,8 milhões vêm do convênio assinado com Secretaria Especial de Portos (SEP) e o restante, R$ 3.967.937,30, será investido pelo Estado. Serão 14 meses de obras para que o Terminal Marítimo de Passageiros fique pronto em fevereiro de 2013. O plano de trabalho tem início pela construção da Sala Pernambuco, para não atrapalhar a acolhida aos turistas nesta temporada, iniciada no último dia 25.

Paralelamente, o Governo de Pernambuco irá reformar e ampliar 500 metros de cais para melhor acomodar os transatlânticos que chegam ao Porto do Recife. Inicialmente, serão investidos R$ 60 milhões para reparar 256 metros, referentes ao cais 07 e 08, que ficam em frente aos armazéns 07 e 08. São R$ 28 milhões vindos de emenda parlamentar e o restante do Governo do Estado.

Com a reforma dos 500 metros de cais (o 07, 08 e 09), o Porto do Recife ampliará a capacidade de acomodação e poderá receber até três navios de passageiros ao mesmo tempo, o que aumentará a oferta de leitos na cidade durante a Copa em quase 10 mil leitos.

Blog do Jamildo




Valter Barreto
(   55 81 8842-1455

"O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência." - Henry Ford
PQ Antes de imprimir pense em seu compromisso  com o Meio Ambiente

sábado, 5 de novembro de 2011

Eike Batista sonda investimentos no Complexo de Suape

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O governador Eduardo Campos reuniu-se hoje com o empresário Eike Batista para tratar de uma série de possibilidades de investimentos em Pernambuco. O Grupo EBX, controlado por Eike, reúne 12 empresas que atuam nos mais variados segmentos, como infraestrutura (logística, geração de energia), recursos naturais (mineração, exploração de petróleo e gás), mercado imobiliário, de entretenimento e outros.

A conversa dos dois girou em torno das possíveis oportunidades no Porto de Suape. O governador e o executivo voltam a se encontrar na sede do Grupo EBX no próximo dia 21, quando haverá uma reunião técnica entre as equipes do governo do estado e da holding carioca na sede da empresa, no bairro do Flamengo, zona sul do Rio.

"A reunião foi bastante positiva. O Grupo EBX atua em setores considerados estratégicos dentro do projeto Suape Global, como o de petróleo, gás e offshore. Além disso, a REX (empresa do grupo voltada para projetos imobiliários) estuda a ampliação dos seus negócios e Pernambuco é uma de suas alternativas", disse o governador em nota, após a reunião.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mais mil empregos para o Porto

A italiana Navalmare, estaleiro de estruturas offshore, como plataformas e decks, anunciou ontem que o Complexo de Suape vai sediar sua primeira unidade no Brasil. O investimento inicial do empreendimento, de R$ 200 milhões vai gerar cerca de mil empregos diretos e foi divulgado após reunião com o governador Eduardo Campos, no Palácio do Campo das Princesas. A previsão é começar a operar no segundo semestre de 2013 com consumo mensal de mil toneladas de aço.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Jorge Côrte Real, destacou as condições do Estado para a implantação de mais um estaleiro em Suape. "Temos um porto de águas profundas, nossa localização geográfica favorece muito a logística, além de um polo naval em implementação, ao qual Suape será um grande agregador", detalhou. "Pernambuco é uma ótima escolha para se investir. E nosso objetivo é apresentar esses pontos positivos e fazer o intermédio com o governo do Estado", completou.

A reunião contou, ainda, com a presença do presidente do Sinaval/Norte-Nordeste, Ângelo Bellelis, e do coordenador do Núcleo de Petróleo e Gás da Fiepe, Antônio Sotero. O consultor Pedro Agrelli, que acompanhou, no Recife, os empresários Antônio Albano, presidente da Navalmare, e dos diretores Mara Antonini, Federico Albano e Giovani Guidugli.

A Navalmare atua no setor de construção naval desde 1979 e, além de estruturas offshore, também opera nos segmentos de transporte de gás e usinas geradoras de energia. "Pernambuco é, atualmente, destaque no cenário nacional e sua posição estratégica levou o grupo empresarial a investir neste projeto", afirmou Agrelli. Outros três estaleiros já estão em implantação no Complexo Industrial Portuário de Suape. São eles: Estaleiro Atlântico Sul (EAS), Promar e CMO.

Fonte: Integra do Cabo em Alerta


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Logística rodoviária recebe bilhões

SÃO PAULO - Os projetos estruturadores em implantação no Brasil não devem trazer transtornos ao sistema logístico rodoviário. Pelo menos, é o que acham os grandes gestores das montadoras de transportes de cargas, principalmente caminhões, com atuação no Brasil. A maioria delas, inclusive, garante que investiram bastante no setor até este ano. Para os próximos, divulgam, em mais de um caso, investimentos que passam de R$ 1 bilhão.
A indústria naval, por exemplo, reaparece para tornar a logística de portos brasileiros como a solução mais sustentável em médio e longo prazos. Só em Pernambuco, quatro estaleiros anunciaram implantação no Complexo Industrial Portuário de Suape. E os novos navios devem colaborar para a marca de 30 mil toneladas de carga movimentadas no Porto em 2013. Além disso, e no mesmo ano, a Ferrovia Transnordestina chegará a Suape levando grãos e de onde entrarão contêineres e cargas para todo o Nordeste.

Apesar disso, o diretor de Assuntos Corporativos da Ford América do Sul, Rogelio Golfarb, acredita na soberania dos transportes terrestres em rodovias. "Não só no Brasil o modal rodoviário deve continuar predominando. E por muito tempo", destacou. "Vemos no negócio de caminhões algo sustentável para a logística", pontuou, na semana passada, durante o Salão Internacional de Transportes (Fenatran), que aconteceu até a última sexta-feira no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

"Tanto acreditamos no segmento que, até 2015, investiremos R$ 455 milhões em modernização da fábrica, aumento da capacidade e desenvolvimento de novos produtos. Só para 2012, colocaremos 12 novos modelos no mercado, contemplando a nova legislação para emissão de poluentes (Euro 5), que entra em vigor em janeiro", completou o presidente da Ford Brasil, Marcos de Oliveira.
O presidente da Mercedes-Benz no Brasil e CEO da América Latina, Jurgen Ziegler, é mais "agressivo" na quantia. "De 2011 a 2013, chegaremos ao investimento de R$ 1,5 bilhão", anunciou. "Fabricamos 75 mil unidades por ano. Em 2012, será inaugurada a nova fábrica, em Juiz de Fora. A demanda é tanta que teremos três turnos de produção com mais de mil recentes contrações", detalhou Ziegler.

O diretor executivo de Implementos e Veículos de Carga da Randon, Norberto Fabris, destaca as vantagens na evolução da malha ferroviária brasileira. "Entramos na área de vagões em 2004 e já temos 30% do mercado brasileiro. Foram mais de mil vagões comercializados em 2011", informou Fabris. Segundo ele, outros contatos já estão em andamento. "No Mato Grosso, já estamos querendo marcar presença para atender a demanda da ferrovia em implantação (Ferrovia Cetro-Oeste)", finalizou.

Fonte: Folha de Pernambuco 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Fiat contratará 4 mil pessoas até março.



BETIM (MG) - Quatro mil pessoas serão contratadas, em março do próximo ano, para iniciar os trabalhos de construção da nova fábrica da Fiat em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Dada a urgência de capacitar profissionais para atuar na etapa da implantação da indústria, a Prefeitura de Goiana começará a oferecer, a partir de dezembro, cursos de qualificação profissional em diversas áreas da construção civil, que deverão formar pedreiros, eletricistas, encanadores. O anúncio foi feito ontem pelo prefeito de Goiana, Henrique Fenelon, após reunião com a direção da multinacional italiana, realizada na sede da fábrica localizada em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com o gestor, até três meses após a primeira contratação, devem ser chamadas outras três mil pessoas para trabalhar na construção da fábrica. Também serão beneficiados trabalhadores de outras cidades da Zona da Mata Norte, como Araçoiaba, Condado, Itaquitinga, Itambé, Timbaúba, Aliança, Macaparana, Nazaré da Mata, Tracunhaém e Carpina, além das paraibanas Pitimbu, Alhandra, Caaporã e Pedras de Fogo. Segundo o prefeito, a Fiat deseja que o cronograma seja seguido à risca porque quer que a produção seja iniciada em março de 2014. "Eles irão produzir em Goiana o carro da Copa", disse.

"Os cursos serão definidos no seminário que será realizado junto com a Fiat em novembro, que ainda está sem data. Eles passarão para nós a demanda para que possamos distribuir os cursos e as vagas para cada um deles", afirmou. Fenelon disse ainda que as inscrições só começarão a ser realizadas após a entrega desse diagnóstico. As capacitações serão ministradas na Escola Técnica Estadual Aderico Alves de Vasconcelos, na Faculdade de Ciências e Tecnologia Professor Dirson Maciel (Fadima), além das unidades municipais de ensino.

De acordo com ele, quando os profissionais começarem a trabalhar na obra, a Fiat vai oferecer uma capacitação paralela à atividade. "O objetivo é fazer com que essas pessoas sejam aproveitadas quando a produção da fábrica começar", disse. Além disso, também em 2012, 100 estudantes de engenharia das Universidades de Pernambuco (UPE) e Federal de Pernambuco (UFPE) irão à Itália para serem capacitados pelo Instituto Politécnico de Turin, com a finalidade de estarem aptos a atuar na fábrica da Fiat, em Goiana. A seleção desses alunos será feita pelo Governo do Estado.


Da Folha de Pernambuco

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Condições de Suape atraem fábrica da VW


Executivos da montadora, segundo informações obtidas pelo Valor, teriam visitado terrenos em diversos municípios do estado de Pernambuco. Foram analisadas áreas no litoral sul, onde fica o porto de Suape; na Mata Norte, onde será instalada a fábrica da Fiat Automóveis, e até mesmo um pouco mais para o interior pernambucano, no Agreste, às margens da rodovia BR-232. No entanto, as condições geográficas e logísticas do complexo portuário de Suape, ao sul da capital Recife, teriam pesado mais. Não é descartado, porém, que novas avaliações acarretem em uma eventual mudança de endereço, como acabou ocorrendo com a Fiat.

Além das vantagens logísticas do porto pernambucano, que viabilizaria uma operação de exportação para a América Latina, por exemplo, a proximidade com o aquecido mercado consumidor nordestino pesou bastante, levando-se em conta o fato de tratar-se de um veículo popular. No entanto, a Volkswagen também está bastante interessada nos benefícios fiscais e financeiros de se investir no Nordeste.

Durante um jantar realizado no palácio do governo pernambucano há três semanas, executivos da montadora teriam perguntado algumas vezes sobre a possibilidade de reabertura do regime automotivo especial para os Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, pelo qual as empresas instaladas nessas regiões podem pagar parte do PIS e do Cofins usando créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) oriundos de vendas no mercado interno.

Diretamente interessados no tema, dois governadores - Jaques Wagner (PT), da Bahia, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás - pressionam o governo federal a reabrir o prazo para que fabricantes de automóveis possam receber os incentivos. Em dezembro do ano passado, a Ford e a Fiat se beneficiaram do plano para, respectivamente, aumentar a capacidade de produção na Bahia e instalar uma nova fábrica em Pernambuco.

O Ministério da Fazenda, no entanto, resiste. O ministro Guido Mantega acredita que os fabricantes farão os investimentos, mesmo sem os incentivos. A preocupação dos governadores é que, sem os estímulos fiscais, as montadoras optem por Estados do Sudeste e Sul do país, especialmente Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. O assunto deve ser levado à presidente Dilma Rousseff nos próximos dias.

Mas parece que Pernambuco está prestes a vencer mais um Estado do Centro-Sul do país. O Paraná negociava com a VW investimento da ordem de US$ 1 bilhão para expansão de sua fábrica de São José dos Pinhas, município da região metropolitana de Curitiba, conforme notícia publicada no Valor no dia 13 deste mês. Representantes da montadora alemã, em visita a Curitiba, discutiram incentivos para dobrar a capacidade da unidade no Estado.

A VW informou na época, por meio de sua assessoria, que estava realizando um levantamento preliminar de informações e contatos com diferentes Estados.

A chinesa JAC Motors planeja investir US$ 900 milhões na construção de uma fábrica na Bahia. Mitsubishi e Hyundai têm planos de expansão em Goiás. Os governadores dos dois Estados temem, no entanto, que o investimento só ocorra se o governo federal reabrir a janela de incentivos fiscais. "Os dois governadores não dão ainda os investimentos como definidos", explicou uma pessoa a par das movimentações.

A reabertura dos incentivos pode facilitar também a decisão da Volkswagen em Pernambuco, apesar de o sentimento hoje ser de que a nova fábrica sairá de um jeito ou de outro. A montadora tem hoje unidades em São Bernardo do Campo (SP), São Carlos (SP), Taubaté (SP), São José dos Pinhais (PR) e Resende (RJ).

Governadores do Nordeste também acreditam que a criação de novos incentivos para a região serviria para equilibrar regionalmente a concessão de incentivos fiscais, ainda mais depois de o governo federal ter anunciado, esta semana, a adoção, via Suframa, de um pacote superior a R$ 100 bilhões para beneficiar a região Norte.


Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ultracargo seleciona estagiários para Suape

      
Estão abertas até o dia 31 deste mês as inscrições para o Programa de Estágio 2012 da Ultracargo – empresa do grupo Ultra, que opera nos segmentos de distribuição de Gás LP com a Ultragaz, na distribuição de combustíveis por meio da Ipiranga e na indústria química pela Oxiteno. As vagas são destinadas ao Complexo de Suape, no Cabo de Santo Agostinho.
Leia mais sobre cursos, concursos e empregos no portal Admite-se

Serão selecionados candidatos com término de curso previsto entre dezembro de 2012 e julho de 2013, nas seguintes graduações: direito, administração de empresas com ênfase em informática, ciências da computação, sistema da informação ou engenharias de automação, mecânica e química.

O Programa de Estágio Ultracargo 2012 terá duração de 12 a 18 meses e, segundo a empresa, permite ao universitário "grandes possibilidades de efetivação". As inscrições devem ser feitas pelo site www.veredarh.com.br. O início do programa será em janeiro de 2012.

Como pré-requisito o candidato deve conhecer o pacote Office e ter disponibilidade para trabalhar seis horas diariamente, de segunda a sexta-feira. Ter inglês intermediário é um diferencial. O processo seletivo prevê realização de testes, dinâmicas de grupos e entrevistas online e presencial, todas eliminatórias.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pernambuco terá outra fábrica de motos. 400 empregos serão gerados



A Sazaki Motors do Brasil confirmou nesta quinta-feira (13) que irá instalar uma fábrica e montadora de motocicletas de 50 e 250 cilindradas em Pernambuco.  O local escolhido é São Caetano, no Agreste do Estado. A empresa investirá cerca de R$ 40 milhões, com previsão de iniciar a produção já em junho de 2012, seis meses após o início das obras do empreendimento,  com  a geração de até 400 empregos diretos.

A articulação para a vinda da Sazaki – que mantém uma montadora no município de Cajazeiras, na Paraíba, e duas filiais, uma em João Pessoa e outra em São Paulo  - foi feita pelo presidente da Fiepe, Jorge Côrte Real e o senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE).  Os diretores da empresa Pedro Roberto e Rodrigo Roberto, se reuniram com Côrte Real e estiveram à tarde no Palácio do Campo das Princesas para comunicar a decisão ao governador Eduardo Campos.

A Sazaki monta, anualmente, cerca de 9.600 motocicletas e, com a unidade de Pernambuco, prevê fabricar 70 mil unidades/ano. "A escolha de Pernambuco se deu, principalmente, em função do momento positivo por que passa o Estado, e sua localização estratégica que nos levou a investir em um ousado plano de expansão", afirmou Roberto.

Para Côrte Real, a participação da Fiepe nessa articulação vem somar os esforços que a instituição que feito para interiorizar o desenvolvimento. "Nosso compromisso tem sido levar oportunidades para empresas, empresários e trabalhadores, em todas as regiões de Pernambuco", afirmou.

CHINESA - Outra oriental que anunciou que terá fábrica em Pernambuco é a Shineray. A marca chinesa pretende começar a produzir triciclos, motos de 200 cilindradas e também as de 50 cilindradas, as famosas cinquentinha, no Complexo de Suape a partir de 2013. As obras começam no próximo ano.



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Eduardo tenta atrair fábrica da Pirelli para o estado

Pernambuco iniciou as conversações com a fabricante de pneus Pirelli, que já possui cinco fábricas no Brasil, para tentar atrair a multinacional para o futuro polo automotivo de Goiana. O convite partiu do governador Eduardo Campos, que hoje reuniu-se por mais de duas horas com o presidente mundial do grupo, Marco Tronchetti, em Roma, na Itália. O objetivo do estado é trazer uma fábrica da Pirelli para cá e, assim, torná-la fornecedora da Fiat e de outras montadoras que possam vir a se instalar em solo pernambucano.

As plantas que a Pirelli mantém no país respondem por 30% do faturamento da empresa em todo o mundo. Metade de sua produção local é voltada para a Fiat, que passará a construir carros no estado a partir de 2013. No Brasil, a Pirelli também fornece pneus para a Volkswagen. 

Durante a reunião com o executivo, Eduardo Campos destacou ainda a chegada da Shineray a Suape e a política estadual de incentivos fiscais para o setor de automóveis, o Proauto.

Fundada em 1872, a Pirelli possui outras 14 fábricas em quatro continentes e seus produtos estão presentes em 160 países do globo. A marca é a quinta maior fabricante de pneus do mundo com produtos para veículos leves, motos, caminhões e ônibus. Também produz cabos de aço de uso industrial.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mais uma fábrica do setor automotivo no Estado



FÁBRICA Planta industrial da WHB em Curitiba, que vai instalar nova unidade em Glória do Goitá (Foto: Reprodução de internet)

 

Depois da Fiat, mais uma fábrica do setor automotivo deve se instalar em Pernambuco. A WHB Fundições vai trazer para Glória do Goitá a primeira fábrica do município. Nesta sexta-feira (30), durante assinatura do protocolo de intenções do Governo do Estado com quinze fábricas que devem trazer investimentos da ordem de R$ 675 milhões para se instalar no Estado, o o presidente da WHB Fundições, Teodoro Hübner Filho, falou em R$ 500 milhões que devem ser investidos para implantação de quatro plantas industriais na fábrica que será construída em Glória do Goitá, que deve se tornar um novo polo industrial no Estado.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Indústria nacional de software e serviços de TI deve crescer 7,7% ao ano até 2016

A indústria brasileira de softwares (programas de computador) e serviços de tecnologia da informação (TI) está crescendo acima do Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos no país. De acordo com dados do Observatório Softex, unidade de estudos e pesquisas da Sociedade Softex, o crescimento médio real observado entre 2003 e 2009 atingiu cerca de 8%.

"Você tem um movimento das pequenas (empresas), que estão ganhando robustez, apesar de a concorrência estar muito acirrada para o setor. Você tem um crescimento importante de receita, mas tem também uma concorrência para algum tipo de atividade que está se intensificando com o tempo", disse à Agência Brasil a gerente do Observatório Softex, Virginia Duarte. Ela participa do 9º Encontro Nacional de Tecnologia e Negócios (Rio Info 2011), que começa nesta terça-feira (27) no Rio.

Até 2016, a projeção é que o setor de TI nacional cresça em torno de 7,7% ao ano. "Ainda  acima do PIB, mas um pouco menor do que a gente viu para o período anterior. Há uma tendência de desaceleração do crescimento, mas não muita". A previsão considera um PIB moderado de 4,5%  ao ano, até 2016. Virginia disse que se a economia crescer acima de 4,5%, a tendência é que a indústria fique mais aquecida.

Para o ano de 2011, a estimativa é que o faturamento do setor de software e serviços de TI atinja R$ 63 bilhões. A expansão será superior a 7% em relação a 2009, disse Virginia. Não há ainda números relativos a 2010, informou.

Ela concordou com a opinião do presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro (Seprorj), Benito Paret, de que está havendo uma estagnação da indústria fluminense de TI, embora ela permaneça na segunda posição do ranking nacional em número de empresas, pessoas ocupadas e receita. "Enquanto São Paulo cresce a taxas significativas, o Rio de Janeiro está dando uma estagnada. E, provavelmente, o Benito tem razão, isso se deve à questão de incentivo fiscal".

Segundo o presidente do Seprorj, a redução prevista de 5% para 2%  do Imposto sobre Serviços (ISS) para o setor de TI do Rio de Janeiro não ocorreu até agora, o que prejudica a indústria local.

Por outro lado, está havendo um crescimento importante nos estados do Sul, que mostram expansão superior à do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, revelou a gerente do Observatório Softex.  Em termos de emprego, ela disse que há registro de crescimento. O grupo, que reúne sócios e assalariados, alcança em torno de 590 mil pessoas, das quais 100 mil seriam sócios, englobando aí os consultores pessoas jurídicas.

No grupo de assalariados, estão incluídos os profissionais especializados de TI, como analistas, engenheiros de computação, administradores de banco de dados, programadores e especialistas, entre outros, que chegam a 200 mil pessoas.

Virginia Duarte analisou que a tendência é de expansão do mercado de trabalho formal no setor de TI, devido às medidas determinadas pelo governo federal de desoneração da folha de pagamento. Isso deve mudar a composição da força de trabalho, com a inclusão de pessoas terceirizadas na folha. "O mercado de trabalho formal, de assalariados e celetistas, vai crescer e vai diminuir o número de sócios de empresas", estimou. "Isso é bom, porque a concorrência está braba".

Virginia Duarte avaliou que a maior concorrência às empresas nacionais de TI vem da Índia e da China, "principalmente na parte da indústria mais voltada para o modelo baseado em serviços de mais baixo valor". Ela índicou que o segmento em que a competição fica mais complicada é a de serviços de TI de desenvolvimento sob encomenda para a rede global.

O Rio Info 2011 se estenderá até o próximo dia 29. A Sociedade Softex é a gestora do Programa para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Programa Softex).

 

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pernod Ricard Brasil renova contrato com a Beam para a distribuição dos whiskies Teacher’s, Maker’s Mark e Jim Beam

Acordo, que reforça a parceria de sucesso entre as duas empresas no Brasil, terá duração de quatro anos.

A Pernod Ricard – multinacional francesa co-líder de mercado de destilados e vinhos – e a Beam Global Spirits & Wine - quarta maior empresa de destilados do mundo – renovaram seu acordo de distribuição para o Brasil. O acordo foi estendido para mais quatro anos e prevê a importação exclusiva e os direitos de distribuição no mercado brasileiro do whisky Teacher´s, assim como dos bourbons Maker's Mark e Jim Beam.

"Estamos muito felizes com a renovação dessa parceria. Teacher's, Maker's Mark e Jim Beam são marcas crescentes globais que somam forças em nosso já renomado portfólio de bebidas", afirma Bryan Fry, presidente da Pernod Ricard Brasil.

O primeiro acordo entre Pernod Ricard Brasil e Beam foi firmado em 2006 e desde então as duas empresas vêm trabalhando em prol do desenvolvimento das três marcas no mercado brasileiro.

Engarrafado no Brasil, Teacher´s é o whisky mais vendido do mercado brasileiro em todos os segmentos, com 22,4% de market share nacional (AC Nielsen JJ'11). Possui forte presença no Nordeste, com 44,1% de participação do segmento.

Na comparação entre os dois últimos anos fiscais da Pernod Ricard Brasil (julho 09 a jun10 x jul10 a jun11), Teacher's teve um crescimento de volume de 9% no Brasil.

"O Brasil é um país emergente muito importante para a Beam e esperamos dar continuidade ao crescimento de nossas marcas neste mercado junto com a Pernod Ricard como o o nosso parceiro de distribuição", afirma Paulo Krieger, Diretor Geral da Beam Global Spirits & Wine na América do Sul e Central.

Inovações- Para trazer ainda mais crescimento para a marca, Teacher´s está chegando ao mercado brasileiro em uma nova embalagem. Com rótulo repaginado e cores mais quentes e detalhes em tons dourados, o logotipo e o brasão da marca ficaram mais modernos e com destaque para a destilaria de Ardmore, na Escócia. Os novos elementos também serão destacados nos pontos de venda.

Pernod Ricard Brasil-A Pernod Ricard está presente em mais de 70 países, gerando mais de 17 mil empregos diretos e indiretos em todo o mundo. No Brasil, emprega mais de 500 pessoas; possui um escritório administrativo em SP e duas unidades fabris, localizadas em Suape/PE e Resende/RJ, além de um centro de distribuição em Louveira/SP.

Perfil-Beam é uma das maiores companhias de destilados premium do mundo, com um portfólio de aproximadamente 100 marcas (incluindo as dez das 100 marcas top de destilados premium do mundo). Com mais 12 operações globais e unidades produtivas, além dos 3.200 funcionários ao redor do planeta. Consumidores de todos os cantos do globo pedem nossas marcas, incluindo Jim Beam® Bourbon, Sauza® Tequila, Canadian Club® Whisky, Courvoisier® Cognac, Teacher's® Scotch Whisky, Maker's Mark® Bourbon, Skinnygirl Margarita™, Laphroaig® Scotch Whisky, Cruzan® Rum, Hornitos ™ Tequila, EFFEN® Vodka, Larios® Gin, Whisky DYC®, DeKuyper® Cordials e Knob Creek® Bourbon. Crescimento por meio de inovações é uma estratégia chave na Beam Global, com Jim Beam Devil's Cut™, Skinnygirl Sangria™, Cruzan® 9 Rum, Maker's 46™ Bourbon e Courvoisier® 12 Cognac e Courvoisier® 21 Cognac todos lançados ao longo do ano passado. Beam é parte da Fortune Brands, Inc. (NYSE:FO), uma companhia líder de marcas de consumo, e se tornará uma empresa de capital aberto.

Valter Barreto

(   55 81 8842-1455


"Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto." Francis Bacon


PQ Antes de imprimir pense em seu compromisso  com o Meio Ambiente


Refinaria terá que reforçar mão de obra

Pico da obra do empreendimento terá 35 mil trabalhadores

A Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que está sendo erguida no Complexo de Suape, deverá ter 35 mil funcionários no pico da construção, que começa a partir deste mês. A estimativa inicial era que esse número ficasse em 28 mil funcionários, mas a necessidade de acelerar o cronograma puxou a previsão para cima. Ontem, durante palestra no Simpósio sobre o Novo Marco Regulatório da Indústria Petrolífera Nacional, realizado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), o diretor corporativo da Rnest, João Batista Aquino, adiantou que a construção do empreendimento já conta atualmente com 30 mil trabalhadores.
Aquino explica que o aumento na contratação de mão de obra não vai elevar o valor da obra, orçada atualmente em R$ 26 bilhões. O valor inicial da refinaria era de US$ 4,05 bilhões. "A estimativa de trabalhadores na obra é uma estratégia das empreiteiras. Se em alguns momentos elas atrasaram parte da obra, como nos meses de chuva, por exemplo, agora vão tentar recuperar esse tempo mobilizando mais funcionários. Como o contrato com a Petrobras já está assinado, não tem alteração para a estatal", destaca.
O executivo reforça, ainda, que a refinaria vai entrar numa fase de contratação de profissionais mais especializados, porque está acelerando a etapa de montagem. Até o próximo mês, a previsão é de que 40% da obra esteja concluída. As unidades mais adiantadas são casa de força, tanques (de água, petróleo e produtos) e a estação de tratamento d'água. 
Aquino revela que a Petrobras já aportou R$ 8,5 bilhões na obra da Rnest. "O desembolso médio é de 600 milhões por mês", calcula. Por enquanto, a estatal venezuelana PDVSA não aportou nenhum recurso na refinaria. Desde a semana passada, Petrobras e PDVSA dão informações diferentes sobre a participação venezuelana no empreendimento, que seria bancar 40% do empréstimo captado pela Petrobras junto ao BNDES. Na última quinta-feira, a estatal venezuelana encaminhou nota à imprensa afirmando que havia entregue as garantias ao BNDES.
João Aquino lembra que se for confirmada a participação da PDVSA na Abreu e Lima, será necessário aumentar o valor do projeto em R$ 400 milhões para construir uma unidade de tratamento de enxofre para o petróleo venezuelano.

Fonte: JC Online

Crescimento econômico e problemas de infraestrutura são paradoxo do Brasil, diz Eike Batista

Crescimento econômico e problemas de infraestrutura são paradoxo do Brasil, diz Eike Batista

Em um tom otimista, ao discursar para empresários alemães, o dono do grupo OGX, Eike Batista, disse nesta segunda-feira (19) que o Brasil vive um momento de crescimento econômico que deve se estender pelos próximos 20 anos, mas que esbarra em "doces" problemas. Segundo ele, a falta de infraestrutura logística limita a produção. Eike citou especialmente os portos, que, para ele, apresentam mais problemas que os aeroportos.

Para o empresário, mesmo assim, o Brasil está em uma situação de expansão, "absolutamente inversa à dos americanos e à dos europeus", que "terão que apertar o cinto por, no mínimo, uma década" em decorrência da crise econômica que atinge os países.

Eike falou hoje durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2011, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil e a similar alemã, a Bundesverband der Deutchen Industries. O evento se estende até esta terça (20) e tem o objetivo de divulgar oportunidades de negócios e cooperação entre empresários dos dois países.

O empresário lembra que, para tentar frear o crescimento econômico no Brasil, insustentado por questões de falta de infraestrutura e gerador de um processo inflacionário acima da meta estabelecida, o governo brasileiro precisou subir a taxa de juro. "Começamos a sofrer problemas de inflação por causa do crescimento excessivo e de gargalos do tipo logístico, chamados sweet problems: problemas doces de se resolver" , disse Eike, que atua no setor.

O presidente da OGX também destacou o potencial do Brasil de alimentar negócios com a Europa por ser o "mais ocidental do Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]" e ter diversas semelhanças culturais em função da colonização. Ele desafiou empresários europeus a tomar decisões nos negócios de forma mais ágil que os asiáticos. "O mundo está de olho no Brasil", avisou.

Ao comentar a legislação brasileira, sem fazer referência direta à burocracia, o empresário, falando em alemão, citou a emissão de licenças ambientais e explicou que a demora se justifica para análise de danos ambientais e sociais causados por grandes empreendimentos. "O processo é demorado, mas as empresas têm de gastar mais, têm de fazer as coisas direito, têm o social envolvido", disse Eike. "As empresas só querem gastar quando começam a ganhar lucro. Aí, é muito tarde, você não vai conseguir as licenças sem o trabalho preparatório", acrescentou.

O empresário também demonstrou interesse em participar, com uma empresa alemã, da gestão de aeroportos concedidos à administração da iniciativa privada no Brasil e declarou a intenção de participar da licitação de campos de petróleo do pré-sal.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Próxima fábrica da Volkswagen pode ser erguida em Suape, Pernambuco

Próxima fábrica da Volkswagen pode ser erguida em Suape, Pernambuco

14/09/2011 14:40  - Foto: Divulgação

Próxima fábrica da Volkswagen pode ser erguida em Suape, Pernambuco

Marca alemã já demonstra interesse no estado desde 2008, e pode construir no complexo portuário uma fábrica com capacidade para 250 mil veículos/ano

da Redação

O Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, perdeu a fábrica da Fiat para a cidade de Goiana, por questões técnicas. Agora, a Volkswagen pode instalar no local sua quinta unidade industrial no país. De acordo com o jornal Diário de Pernambuco, executivos da empresa já estiveram sobrevoando a área recentemente. 

O vice-presidente do complexo, Frederico Amâncio, afirmou à publicação pernambucana que a área está aberta a qualquer empresa que demonstre interesse nesse tipo de operação. O executivo também reiterou que a Fiat deve instalar um centro logístico e uma área de distribuição em Suape, mesmo com a transferência da fábrica para Goiana.

O presidente da Volkswagen no Brasil, Thomas Schmall, já confirmou os planos da marca, que pretende construir uma nova unidade com capacidade inicial para 250 mil veículos por ano. O investimento será de cerca de R$ 1 bilhão. Além de Pernambuco, cinco estados são cogitados para receber a fábrica, incluindo o Paraná, que já abriga a unidade de São José dos Pinhais.

A Volkswagen demonstra interesse em Suape desde 2008, quando um diretor da empresa chegou a anunciar que a montadora estava estudando a instalação de uma central de distribuição na região, para atender aos mercados do Norte e Nordeste. À época, a empresa declarava ter intenção de investir R$ 12 milhões no empreendimento.

Atualmente, a General Motors é a única empresa da indústria automotiva presente em Suape, por meio de um centro de distribuição inaugurado em maio de 2010. O pátio da empresa norte-americana tem 37 mil m² e capacidade para movimentar até 25 mil unidades por ano. Do local, a GM distribui veículos importados da fábrica argentina de Rosario para 49 concessionárias em 14 estados das regiões Norte e Nordeste.

O Complexo Industrial Portuário de Suape já possui 140 empresas implantadas e em implantação, que empregam cerca de 60 mil trabalhadores. O estado de Pernambuco já está em negociações com mais 24 companhias, de segmentos como pneus e alimentos, para atrair mais investimentos para a região. (com informações do Diário de Pernambuco)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Governo traz para Pernambuco a maior usina termelétrica do mundo

Suape vai ganhar uma planta de energia termelétrica no valor de R$ 2 bilhões. Nesta terça-feira (13), o Governo de Pernambuco e a empresa Star Energy Participações, do Grupo Bertin, assinaram o protocolo de intenções para instalação da Térmica Bertin, durante evento realizado no Palácio do Campo das Princesas. Com capacidade de gerar 1.452 Megawatts por hora, a nova unidade será a maior do mundo.

"Escolhemos Pernambuco para fazer o nosso maior empreendimento de energia e maior térmica do mundo. São 1.452 MW, o suficiente para produzir energia para toda a Grande Recife num eventual colapso", disse Fernando Antônio Bertin, diretor do grupo.

O empreendimento prevê ainda a instalação de um Terminal de Armazenagem de Granéis Líquidos para armazenar o combustível que será utilizado na usina. A expectativa é de que 2.500 empregos, entre diretos e indiretos, sejam gerados quando a unidade entrar em operação, e outros quatro mil sejam abertos durantes as obras.

Após dois anos de construção civil, a termelétrica será a terceira a funcionar em Pernambuco. Sua capacidade supera em muito a soma das outras duas. "Para vocês terem uma ideia, a Suape Energy, outra planta térmica em implantação lá em Suape, tem 380 megawatts e a Termopernambuco tem 530", comparou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio.

Para o governador Eduardo Campos, o aumento na geração de energia no estado garante o crescimento sustentável do ciclo virtuoso da economia pernambucana. "Na verdade, estamos desafiados a construir uma termelétrica que é a metade da produção de energia da Usina de Xingó, a última hidrelétrica construída ao longo do São Francisco pela Chesf". A Usina de Xingó possui 3.162 MW de potência instalada.

Fernando Antônio Bertin fez questão de destacar também o apoio recebido do Governo do Estado, que concedeu incentivos de ICMS e 94 hectares para a implantação das plantas (80 hectares no Cabo de Santo Agostinho e 14 na Zona Industrial de Ipojuca). A primeira área vai abrigar a termelétrica e a segunda será destinada à implantação do Terminal de Armazenagem de Graneis Líquidos. "Foi fundamental a recepção que a gente teve do governo. Isso foi determinante para que a gente viesse para Pernambuco", ressaltou Bertin.

O projeto do Terminal de Armazenagem de Granéis Líquidos está diretamente relacionado ao da Termelétrica, que utilizará óleo combustível, mas permitirá também a movimentação de outros insumos, ampliando a capacidade de armazenagem do Polo de Graneis Líquidos em Suape. "Esse vai operar cerca de 6 mil toneladas/mês de óleo combustível, ou seja, uma movimentação importante para o Porto de Suape", afirmou Geraldo Júlio, lembrando que o porto pernambucano bateu recordes de movimentação de cargas no mês passado, com mais de um milhão de toneladas transportadas.

O GRUPO - Fundado há mais de 30 anos na cidade de Lins, interior do Estado de São Paulo, o Grupo Bertin iniciou suas atividades no segmento de agroindústria. A partir de 2003, expandiu suas operações para os setores de infraestrutura e energia.

Hoje, conta com milhares de colaboradores e atua nos segmentos de: Energia - Renovável, Fóssil, Açúcar e Álcool; Infraestrutura - Construção Civil, Concessões de Rodovias e Saneamento Básico; Equipamentos de Proteção Individual; Agronegócio - Confinamento e Reflorestamento; Higienização Industrial e Hotelaria.

Fonte: Blog Jamildo

Suape terá termelétrica e terminal de granéis líquidos de R$ 2 bilhões

O Complexo Industrial Portuário de Suape ganhará uma termelétrica e um terminal de armazenagem de granéis líquidos da Star Energy Participações, do Grupo Bertin. O empreendimento contará com investimentos de R$ 2 bilhões e deve gerar 500 empregos diretos, além de 2 mil postos de trabalho indiretos e 4 mil durante no canteiro de obras, segundo cálculos do governo do estado. 

O protocolo de intenções será assinado por dirigentes da empresa e pelo governador Eduardo Campos amanhã (13), às 16h, no Palácio do Campo das Princesas.

A unidade termelétrica será a terceira usina instalada em Suape e a maior do estado, com capacidade de gerar 1.452 MW (megawatts). O projeto do terminal de armazenagem utilizará óleo combustível, mas permitirá a movimentação de outros insumos, ampliando a capacidade de armazenagem do polo de granéis líquidos em Suape.

Fonte: PE.com

domingo, 11 de setembro de 2011

Montadora chinesa investe US$ 500 milhões

Foton Motors, a maior fabricante de caminhões do mundo, avalia fábrica até 2014 em Goiás ou em Pernambuco

A Foton Motors, maior fabricante de caminhões do mundo, definiu investimento de US$ 500 milhões na construção de uma fábrica no Brasil. Será a primeira do grupo fora da China, onde há 11 unidades voltadas para a construção desses veículos.

Executivos da empresa estiveram no início da semana em Goiás, onde observaram possíveis locais para receber a unidade fabril.

Os chineses avaliam também, neste momento, se instalar em Pernambuco.

A previsão é que a fábrica comece a operar em 2014. Além de caminhões, a Foton produz ainda picapes, ônibus e vans.

A Foton quer seguir o rastro das montadoras chinesas no Brasil, que chegaram em 2007 e cujas vendas não param de crescer.

O investimento inicial, no entanto, será em outro segmento. A Foton vai focar na venda de caminhões semileves -de 3, 6 e 9 toneladas.

De acordo com Marcio Vita, diretor financeiro da empresa, o mercado desses veículos ainda é incipiente, com produtos de baixa qualidade. Ele afirma que esses veículos serão voltados para deslocamentos mais curtos, e com cargas mais leves.

"Nossos caminhões terão, por exemplo, ar-condicionado e vidros com trava elétrica", afirma.

A companhia deve iniciar, a partir de outubro, a venda de 200 unidades. Os modelos da Foton estão em fase final de homologação. A promessa da empresa é oferecer produtos com boa qualidade, e de 10% a 15% mais baratos do que a média do mercado.

Para o ano que vem, a previsão é que sejam vendidos 2.000 caminhões semileves. Modelos mais pesados chegarão ao país a partir de 2012.
Em cinco anos, a Foton planeja vender 15 mil veículos por ano. "É uma previsão pessimista. O mercado de semileves é relativamente novo, e vamos oferecer coisas que as outras marcas não possuem", afirma Vita.
Ele lembra que, somente no ano passado, a Mercedes vendeu 18 mil unidades.

A filial brasileira da Foton é comandada pelo ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, colunista da Folha.

Inicialmente, está prevista a abertura de três concessionárias em São Paulo, que estarão funcionando a partir do final deste ano. Ao fim de 2012, o planejamento prevê dez lojas. Em cinco anos, serão 80 pontos de revenda.

O secretário de Indústria e Comércio de Goiás, Alexandre Baldy, embarca neste mês para a China. Segundo ele, além da Foton, o Estado negocia a instalação de outras três montadoras chinesas. Uma delas é a JAC Motors, que prevê investimentos de US$ 600 milhões na sua primeira fábrica no país.

"Conversamos com muitas empresas, mas as chinesas são maioria. Estamos oferecendo incentivos e linhas de financiamento", afirma.

Vita destaca que o Brasil é um mercado "extremamente estratégico" para os chineses. A Foton exporta somente 5% do que produz.

"A empresa precisa ir para outros mercados, e com vendas de valor agregado. Há poucas opções", afirma.

Da Folha de São Paulo

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