terça-feira, 12 de outubro de 2010

Empreendimento vai funcionar por 5 anos


 
Quando confirmado, o canteiro naval do Grupo Schahin no Porto do Recife será "provisório e transitório", informou Fernando Bezerra Coelho. Irá funcionar por cinco anos. Esse é o tempo necessário para atender o prazo de entrega da encomenda bilionária da Petrobras (R$ 2,49 bilhões, de acordo com a cotação da moeda americana de ontem) e para preparar uma área com toda infraestrutura necessária para o empreendimento se instalar em Suape.

"Para viabilizar a nova operação vamos retirar algumas cargas que hoje chegam no Porto do Recife, a exemplo do coque de petróleo, que passará a ser concentrado em Suape", acrescentou Bezerra Coelho. O Cais 2 do ancoradouro recifense, área destinada à implantação do empreendimento, está ocioso atualmente. Além de poder abrigar uma operação inédita na história do Recife, será todo requalificado.

Quando bater o martelo, a Schahin irá promover melhorias também nos silos, estruturas que servem para armazenar grãos que chegam no Porto, como malte de cevada, ingrediente da cerveja. Isso porque, quando o casco chinês chegar no próximo ano, boa parte do ancoradouro será ocupada. "Vamos precisar que as outras operações de desembarque sejam otimizadas", explicou Hermes Delgado.

O funcionamento do canteiro naval irá representar um salto nas receitas do Porto do Recife. Primeiro, a empresa irá pagar aluguel pelo uso da área. Segundo, todos os componentes necessários para montagem da plataforma virão de fora do País e irão pagar tarifas diferenciadas quando desembarcarem.

O navio-plataforma FPSO (sigla para Floating, Production, Storage and Offloading) que será construído pela Schahin é a primeira embarcação brasileira para exploração das reservas do pré-sal. A sua função é separar o óleo e o gás natural do petróleo retirado a sete quilômetros de profundidade e, depois processar, armazenar e transportar os produtos. Ele será utilizado no Campo de Guará, situado na Bacia de Santos, que vai do Rio de Janeiro a Santa Catarina

A mudança no local e no tipo do empreendimento não representa um enfraquecimento nos planos de tornar Suape um polo naval, garantiu Bezerra Coelho. "Estamos próximos de anunciar um terceiro estaleiro. As negociações estão avançadas com o consórcio Construcap-Orteng, que já definiu seu parceiro tecnológico e que aumentou a área que deseja utilizar em Suape de 40 para 100 hectares", informou.

Fonte: Jornal do Commercio

 

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