domingo, 18 de julho de 2010

Sistema consistirá em faixa de terra por onde passarão tensões de energia


O Complexo Industrial Portuário de Suape cresceu exponencialmente nos últimos anos, devido principalmente ao anúncio da vinda de grandes empreendimentos, a exemplo da Refinaria Abreu e Lima, do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e da Petroquímica. 
Agora, é preciso uma ordenação de alguns serviços, incluindo-se aí a questão da energia. 
Para demarcar a área onde a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) poderá estabelecer as ligações elétricas para novas empresas, a direção portuária está viabilizando a sua Eletrovia.

De acordo com o diretor de Engenharia e Meio Ambiente do Porto, Ricardo Padilha, a Eletrovia será uma faixa de terra onde serão passadas todas as tensões de energia. 
A respeito disso, já foi contratada a empresa JME Engenharia LTDA para fazer o projeto básico para a implantação dessa intervenção o valor do contrato é de R$ 90.232,32 e são dados 90 dias de prazo para que o estudo seja apresentado. 
No caso, questão de tamanho e tipo de serviços.

"Faremos uma terraplanagem para a área ficar sem acidentes geográficos e algum cascalhamento. Também devemos fazer um acesso para carros de manutenção", informou Padilha, acrescentando que o que foi feito em 30 anos não será alterado agora. 
O que quer dizer que a Eletrovia contemplará apenas as novas "aquisições". 
Outro ponto a ser analisado é a dimensão dessa faixa de linhas elétricas, que pode ser chamada de Servidão. Inicialmente, deve-se liberar tensões de 69 quilowatts para atender as primeiras etapas da Refinaria.

Em nota encaminhada à reportagem da Folha, a Celpe responde que "a implantação de um corredor específico para infraestrutura elétrica, em Suape, permitirá planejar de forma mais rápida o suprimento aos futuros empreendimentos do complexo portuário e industrial". 
De toda forma, a concessionária avisa que aguardará a conclusão do estudo de viabilidade técnica da eletrovia para opinar mais detalhadamente sobre o projeto. 

CAIS - Licitação será aberta na terça 

Na próxima terça-feira será aberto processo licitatório para escolha da empresa que irá recuperar a estrutura do Cais de Múltiplos Usos (CMU), onde são movimentadas todas as cargas gerais de contêineres. 
O investimento total está avaliado em R$ 20 milhões e 105 empregos diretos devem ser gerados durante a requalificação. 
O Cais de Múltiplos Usos está localizado no molhe de abrigo (estrutura que serve como atracadouro para navios) do Complexo Industrial Portuário de Suape.

O CMU de Suape é composto pelo terminal marítimo, com capacidade de atracação para dois navios de 80 mil toneladas de porte bruto (no berço leste) e um navio de 40 mil toneladas de porte bruto (no berço Oeste) com calado de 15 metros nos dois casos. Também constam um cais com 340 metros de comprimento por 39 metros de largura, com uma área de 13.260 metros quadrados, ponte de acesso ao cais com 20 metros de comprimento por 15 metros de largura, terminal com rampa de 30 metros de comprimento por 20 metros de largura.

Em fevereiro de 1991 foram estabelecidas, pela Secretaria Nacional dos Transportes do então Ministério da Infraestrutura, as "Diretrizes da Política Nacional dos Transportes", onde o Porto de Suape foi incluído entre os 11 portos prioritários do Brasil, para os quais se deveriam direcionar os recursos públicos federais de investimento do setor. 
A partir daí, no mesmo ano, o Cais de Múltiplos Usos entrou em operação no Complexo Industrial. 

Fonte: Folha PE - 17/07/10

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