sábado, 31 de julho de 2010

SUFA e Apex International planejam a Sufapex do Brasil para 2011

SUFA e Apex International planejam a Sufapex do Brasil para 2011


Apex International Ltda e CNNC SUFA Technology Industry Co.,Ltd. anunciam que irão inaugurar no Complexo Industrial e Portuário do Suape-PE a unidade operacional Sufapex do Brasil, uma fábrica de válvulas industriais, com transferência de tecnologia da China para o Brasil. Visando o atendimento à crescente demanda do mercado por produtos com excelente desempenho e qualidade, com redução de custos e prazo de entrega, a instalação deverá ter, inicialmente, 6000m² de área construída.

O plano de metas visa a participação no suprimento de 5% do mercado nacional de válvulas, que movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano. O Engº Alvarus Falcão, diretor da Apex International Ltda, acrescenta: "Já na primeira fase do projeto, criaremos 100 postos de trabalho diretos e 200 indiretos."

O empreendimento Sufapex do Brasil contemplará o escopo de fornecimento com válvulas industriais das famílias tipo Esfera, Gaveta, Globo e Retenção, nas classes de pressão de 150 a 2.500 Lbs; diâmetros de ½" a 46" (acima, sob encomenda); material de corpo em aço inoxidável, aço carbono forjado & fundido e aço-liga.

Em 1997, Apex International Ltda tornou-se representante exclusivo da SUFA no mercado nacional e em alguns países da América do Sul.

Indústria consolidada de capital social majoritário da CNNC – Companhia Nacional Nuclear da China, de maior expressividade no país, a SUFA fabrica válvulas industriais e nucleares, há mais de 56 anos, tendo tradicional fornecimento para os mercados da America do Norte, Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Sul. Em 2006, inaugurou a gigantesca planta industrial em SND-Suzhou New District, que, somada às anteriores, perfaz uma área útil de 500.000 m².

Em 1982, Sufa obteve o certificado API-6D; em 1993, o certificado ISO 9001/DNV; e, entre outras certificações e sociedades classificadoras, ISO 9001:2008 API SPEC. Q1 (8TH Edition); ISO 14.001, APIQI/6D, API6FA, API598, API607 E API Q1, ANSI, BS, NACE, QA System Certificate OF Valves for Military Products, GOST-R, ASME Nuclear, Shell Licence, Qualified Designing and Manufacture for Civil Nuclear Equipament, CE (Module H), Certificate for the Exemption of Import and Export Commodities, ABS(USA)/BV (France), TÜV, Germanschulloyd.

[ www.apexinternational.com.br] onde se encontra os catálogos para download dos produtos de marca Sufa.

Rio Oil & Gas 2010.: SUFA e Apex estão em dois estandes- SUFA e Apex International estão juntas na Rio Oil & Gas 2010 na Tenda Anexo 4, Estande 87. A Delegação Chinesa da SUFA e a Diretoria da Apex estarão, durante os quatro dias da feira, desenvolvendo negociações com clientes e parceiros.

As duas empresas também participarão, em conjunto com a Sufapex do Brasil, no Pavilhão Pernambuco integrado ao estande de Suape Global, no Pavilhão 3, Estande I21. Esta iniciativa conta com o apoio de Suape, IBP, ONIP, Sebrae, BNDES, Simmepe, Sinaval Sucursal Norte Nordeste, Petrobras, PetroquímicaSuape e Estaleiro Atlântico Sul.  

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Apex produzirá válvulas em Suape

 

A Apex e a chinesa SUFA vão construir em conjunto uma fábrica de válvulas industriais voltadas aos setores de óleo e gás, e naval, no Complexo de Suape, em Ipojuca (PE). O projeto prevê a transferência de tecnologia chinesa. O valor do investimento na Sufapex é de R$ 30 milhões e a unidade deve ficar pronta até o fim de 2011.

A fábrica fornecerá válvulas industriais da família tipo Esfera, Gaveta, Globo e Retenção, nas classes de pressão de 150 a 2.500 Lbs; diâmetro de ½ a 46"; material de corpo em aço inoxidável, aço carbono forjado, fundido e aço-liga.

Todas as válvulas fornecidas hoje pela Apex são importadas da China e têm a Petrobras como principal cliente. Com a fusão com SUFA e o início da produção nacional a companhia espera reduzir os custos e melhorar o prazo de entrega, adaptando-se ao mercado local. A empresa espera participar de 5% do mercado nacional de válvulas

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ipojuca terá distrito para empresas com foco em Suape

Investimento total é estimado em cerca de R$ 20 milhões. Prefeitura já gastou R$ 1,3 milhão na desapropriação do terreno, em Camela

Cada vez mais, a expansão do Complexo Industrial Portuário de Suape exige a disponibilização de novas áreas para instalação de empresas nos municípios do seu entorno. Ipojuca sai na frente ao projetar o Distrito de Camela, um condomínio com 120 hectares às margens da PE-60 que deve começar a funcionar ainda no primeiro semestre de 2011. A prefeitura gastou R$ 1,3 milhão na desapropriação do terreno e está investindo mais R$ 650 mil na elaboração dos projetos de engenharia.


Expansão do complexo exige a disponibilização de novas áreas no entorno. Foto: Prefeitura de Ipojuca/Divulgação
O novo distrito será voltado a pequenas e médias empresas que atuem de forma integrada às cadeias produtivas de metal-mecânica, naval e petroquímica de Suape. "Não vamos restringir, mas o ideal é que elas estejam dentro do contexto de Suape para não corrermos o risco de sofrer um esvaziamento no futuro", afirma o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Ipojuca (AD Ipojuca), Luiz Carlos Matos.

O importante, diz ele, é que a empresa interessada em se instalar no Distrito Industrial de Camela gere empregos e seja ambientalmente responsável. São 120 lotes, sendo 80 para indústrias e unidades de logística, de um a cinco hectares cada, e mais 30 lotes para atividades de apoio (comércio e serviços), com áreas de 0,5 a dois hectares.

No estágio atual do projeto está sendo feito um diagnóstico ambiental para dar entrada no pedido de licenciamento junto à Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH). A expectativa, segundo Matos, é que as primeiras licitações sejam lançadas na praça em novembro deste ano.

"Já solicitamos apoio da Compesa, Celpe e DER (Departamento de Estradas de Rodagem) para garantir o abastecimento de água, energia elétrica e pavimentação dos acessos rodoviários", conta. O investimento total no projeto é estimado em cerca de R$ 20 milhões, montante que pode ser viabilizado através de recursos públicos, financiamento - já existem conversas em andamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - e/ou parcerias público-privadas (PPPs).

Ocupação - Com R$ 9 milhões, a AD Ipojuca calcula que seja possível viabilizar a infraestrutura para 30 lotes, com a perspectiva de que sejam ocupados num prazo de até dois anos. As empresas que se instalarem no novo distrito poderão pleitear incentivos fiscais no pagamento do Imposto sobre Serviços (ISS) e Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) que, dependendo do caso, podem chegar à isenção.

Algumas áreas, inclusive, poderão ser cedidas em regime de comodato dependendo do potencial gerador de empregos. O município capacitou cerca de cinco mil trabalhadores com foco nos empreendimentos de Suape e pouco mais de mil ipojucanos conseguiram uma oportunidade. "Mesmo Ipojuca estando no meio do desenvolvimento de Suape, pois 90% de nossas indústrias estão na área do complexo, nosso desenvolvimento social é mais lento. Precisamos gerar emprego e renda no município", destaca.
 
Fonte: DP

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Gaúchos conhecem a experiência do Estaleiro Atlântico Sul

Comitiva acompanhou a construção do casco da P-55, que posteriormente será transportado para o estaleiro Rio Grande
A comitiva gaúcha, formada pela Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra), portos do Rio Grande e de Porto Alegre, Conselho de Autoridade Portuária do Rio Grande (CAP/RG), Sindicato dos Portuários e Prefeitura de Pelotas estiveram na última sexta-feira, 23, realizando visita técnica ao porto de Suape (Pernambuco), onde conheceu o estaleiro Atlântico Sul. A visita teve como objetivo conhecer a experiência do estaleiro, tendo em vista a implantação do polo naval em Rio Grande.

O primeiro compromisso da agenda foi a visita a administração do Complexo Industrial Portuário de Suape. Na ocasião, a comitiva foi recebida pelo diretor vice-presidente de Suape, Sidnei José Aires, que realizou uma apresentação abordando a infraestrutura, os novos investimentos e quais são as estratégias de crescimento do porto, que tem forte foco na área naval. Com previsão de investimentos públicos de R$ 768 milhões em 2010, o Porto de Suape pretende qualificar sua estrutura para até 2016 atingir uma movimentação anual de 48 milhões de toneladas. Considerado um porto-indústria, o porto pernambucano possui mais de 90 empreendimentos em operação (indústria, terminais portuários, empresas de serviços) e outros 30 em fase de implantação, totalizando investimentos da ordem de US$ 18 bilhões, com geração de 21 mil empregos direto.

Dentro deste contexto está o estaleiro Atlântico Sul, considerado pela administração do porto como um fator importantíssimo no desenvolvimento regional, com atração de empresas, geração de emprego e renda. A integração entre o porto e o estaleiro possibilitou a implantação do Centro de Treinamento Engenheiro Francisco Vasconcelos, destinado à qualificação de profissionais para as diversas funções na área naval. A estrutura, que foi construída pelo estaleiro, após a conclusão do programa de formação de mão de obra da empresa, passará a ser gerido pelo Porto de Suape e utilizado na capacitação de trabalhadores para outras empresas da região.

Após a visita ao porto, a comitiva foi recebida no estaleiro Atlântico Sul por seu presidente, Angelo Bellelis, pelo membro do Conselho Diretor, Paulo Haddad, e pelo diretor Geral da Quip, Miguelangelo Thome. A comitiva conheceu a planta do estaleiro, seu funcionamento e os projetos em andamento. Criado em 2005 o estaleiro Atlântico Sul tem como sócio os grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, a sul-coreana Samsung Heavy Industries (SHI) e a empresa PJMR, sendo considerada a maior e mais moderna empresa do setor de construção e separação naval e offshore do Hemisfério Sul. Com investimentos de R$ 1,4 bilhão, o estaleiro possui capacidade instalada de processamento de ordem de 160 mil toneladas de aço por ano. A estrutura está instalada em um terreno de 1,6 milhão de metros quadrados, com área industrial coberta de 130 mil metros quadrados e um dique seco de 400 metros de extensão, 73 de largura e 12 metros de profundidade. O dique conta com dois pórticos de 1,5 ml toneladas. Ainda possui cais de 730 metros de extensão. O Atlântico Sul é focado na produção de navios cargueiros ? tankers, conteineiros, graneleiros e de carga gerais, entre outros - além de plataformas offshore. Em sua carteira já constam 22 navios.

Na ocasião, a comitiva ainda acompanhou a construção do casco da P-55, que posteriormente será transportado para o estaleiro Rio Grande onde será integrado aos módulos que estão sendo executados no porto gaúcho.

Ainda foram apresentados à comitiva os projetos na área social. Com nove mil funcionários e preocupado com o desenvolvimento da região, o estaleiro Atlântico Sul reservou vagas para empregar moradores de comunidades carentes de cinco municípios do entorno do complexo de Suape. Também desenvolve programa de educação para os alunos do Ensino Fundamental e Médio da rede pública do município onde está instalado. Além disso, a comunidade ainda é beneficiada com programas de alfabetização e de estímulo ao hábito da leitura e escola de ensino profissionalizante. Para os funcionários são oferecidos um leque de benefícios extensivos aos familiares, além de programas internos e do programa de habitação, que inclui a construção de moderno condomínio com duas mil casas.

De acordo com o superintendente do Porto do Rio Grande, Jayme Ramis, a viagem foi de grande aprendizado para conhecer de que forma se deve estar preparado para o crescimento da indústria naval em Rio Grande. "O trabalho que eles estão desenvolvendo com integração do porto e dos governos estadual e municipal está transformando uma região historicamente pobre em uma área próspera com forte investimento em infraestrutura e em implantação de novos empreendimentos. É dessa forma que queremos que a indústria naval se desenvolva em Rio Grande", finalizou Ramis.

terça-feira, 20 de julho de 2010

PE: Autoridades francesas visitam Porto de Suape


Cônsul Geral da França, Embaixador da francês no Brasil e a Primeira Secretária observam crescimento de Suape

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Porto de Suape, em Pernambuco. Foto: Divulgação

Nesta segunda (19), Suape, principal porto de Pernambuco, recebeu a visita do Cônsul Geral da França, Yves Lo-Pinto Serra, do Embaixador da França no Brasil, Yves Saint-Geours, e da Primeira Secretária, Cécile Merle. As autoridades foram recebidas pelo diretor do Suape Global, Sílvio Leimig, e retornaram ao Recife após sobrevoo.

O Embaixador Yves Saint-Geours descreve Suape, em sua chegada à Sala do Investidor no Prédio da Autoridade Portuária, como muito impressionante. A comitiva assistiu ao vídeo institucional da empresa e, em seguida, à palestra de Sílvio Leimig, em que destacou dados relativos à infraestrutura do Porto, aos empreendimentos existentes, aos novos investimentos e às áreas que mais crescem.

Em sua sexta visita ao Porto, o Cônsul Yves Lo-pinto Serra afirmou: "A estrutura é perfeita. Cada vez que venho aqui há um novo Suape. Ver mudar é muito emocionante. Ver o espírito de pioneirismo que tem aqui e gente jovem que investe suas energias para o sucesso é uma coisa incrível para Pernambuco, para a região e para o Brasil".

Leimig finalizou o encontro destacando a importância de Suape para o desenvolvimento do Estado de Pernambuco e frisou: "Estamos abertos para empresas francesas para que elas se instalem aqui e incentivamos a formação de parcerias entre instituições de ensino da França e de Pernambuco".

domingo, 18 de julho de 2010

Sistema consistirá em faixa de terra por onde passarão tensões de energia


O Complexo Industrial Portuário de Suape cresceu exponencialmente nos últimos anos, devido principalmente ao anúncio da vinda de grandes empreendimentos, a exemplo da Refinaria Abreu e Lima, do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e da Petroquímica. 
Agora, é preciso uma ordenação de alguns serviços, incluindo-se aí a questão da energia. 
Para demarcar a área onde a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) poderá estabelecer as ligações elétricas para novas empresas, a direção portuária está viabilizando a sua Eletrovia.

De acordo com o diretor de Engenharia e Meio Ambiente do Porto, Ricardo Padilha, a Eletrovia será uma faixa de terra onde serão passadas todas as tensões de energia. 
A respeito disso, já foi contratada a empresa JME Engenharia LTDA para fazer o projeto básico para a implantação dessa intervenção o valor do contrato é de R$ 90.232,32 e são dados 90 dias de prazo para que o estudo seja apresentado. 
No caso, questão de tamanho e tipo de serviços.

"Faremos uma terraplanagem para a área ficar sem acidentes geográficos e algum cascalhamento. Também devemos fazer um acesso para carros de manutenção", informou Padilha, acrescentando que o que foi feito em 30 anos não será alterado agora. 
O que quer dizer que a Eletrovia contemplará apenas as novas "aquisições". 
Outro ponto a ser analisado é a dimensão dessa faixa de linhas elétricas, que pode ser chamada de Servidão. Inicialmente, deve-se liberar tensões de 69 quilowatts para atender as primeiras etapas da Refinaria.

Em nota encaminhada à reportagem da Folha, a Celpe responde que "a implantação de um corredor específico para infraestrutura elétrica, em Suape, permitirá planejar de forma mais rápida o suprimento aos futuros empreendimentos do complexo portuário e industrial". 
De toda forma, a concessionária avisa que aguardará a conclusão do estudo de viabilidade técnica da eletrovia para opinar mais detalhadamente sobre o projeto. 

CAIS - Licitação será aberta na terça 

Na próxima terça-feira será aberto processo licitatório para escolha da empresa que irá recuperar a estrutura do Cais de Múltiplos Usos (CMU), onde são movimentadas todas as cargas gerais de contêineres. 
O investimento total está avaliado em R$ 20 milhões e 105 empregos diretos devem ser gerados durante a requalificação. 
O Cais de Múltiplos Usos está localizado no molhe de abrigo (estrutura que serve como atracadouro para navios) do Complexo Industrial Portuário de Suape.

O CMU de Suape é composto pelo terminal marítimo, com capacidade de atracação para dois navios de 80 mil toneladas de porte bruto (no berço leste) e um navio de 40 mil toneladas de porte bruto (no berço Oeste) com calado de 15 metros nos dois casos. Também constam um cais com 340 metros de comprimento por 39 metros de largura, com uma área de 13.260 metros quadrados, ponte de acesso ao cais com 20 metros de comprimento por 15 metros de largura, terminal com rampa de 30 metros de comprimento por 20 metros de largura.

Em fevereiro de 1991 foram estabelecidas, pela Secretaria Nacional dos Transportes do então Ministério da Infraestrutura, as "Diretrizes da Política Nacional dos Transportes", onde o Porto de Suape foi incluído entre os 11 portos prioritários do Brasil, para os quais se deveriam direcionar os recursos públicos federais de investimento do setor. 
A partir daí, no mesmo ano, o Cais de Múltiplos Usos entrou em operação no Complexo Industrial. 

Fonte: Folha PE - 17/07/10

sábado, 17 de julho de 2010

Suape fecha primeiro semestre com alta de 18,4% na movimentação de cargas

O Porto de Suape, distante 60 quilômetros do Recife, encerrou o primeiro semestre deste ano com pouco mais de 4 milhões de toneladas movimentadas, o que representa um crescimento de 18,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o volume somou 3,4 milhões de toneladas. O número se aproxima da expectativa anunciada pela direção do porto para 2010, de um crescimento em torno de 20% sobre o ano passado.

O desempenho do primeiro semestre foi puxado basicamente pelas importações, que mostraram avanço de 29,3% sobre o mesmo período de 2009, somando 3,1 milhões de toneladas. Já as exportações apresentaram queda de 7,4% no mesmo intervalo de comparação, para 933 mil toneladas.

Segundo o vice-presidente de Suape, Sidnei Aires, equipamentos de informática vindos da Ásia, insumos petroquímicos trazidos do México e trigo oriundo da Argentina foram os principais itens que puxaram as importações no período.

Por esse motivo, tiveram destaque no semestre as chamadas "operações de longo curso", referentes às cargas vindas de outros continentes. No primeiro semestre, essas operações somaram 1,86 milhão de toneladas, alta de 33,4% ante os seis primeiros meses de 2009. Já as operações de cabotagem cresceram 8,1%, para 2,17 milhões de toneladas.

Todos os tipos de carga apresentaram crescimento em relação ao ano passado. A movimentação em contêineres, por exemplo, teve um aumento de 33,1%, para 1,75 milhão de toneladas. Em números absolutos, o crescimento foi de 40,6%, com 144.547 contêineres movimentados.
No total, a movimentação de granéis sólidos avançou 31% de janeiro a junho, com 343 mil toneladas. Já os granéis líquidos avançaram menos, 5,6%, para 1,83 milhão de toneladas.

Se considerado somente o mês de junho, o crescimento na movimentação de cargas foi de 18,63% em relação ao mesmo mês do ano passado, com 686,5 mil toneladas. As importações cresceram 23%, para 530,4 mil toneladas, enquanto que as exportações recuaram 12,1%, com 156,1 mil toneladas.
O número de contêineres movimentados no mês em Suape foi de 18.434, um avanço de 40% sobre junho de 2009. E eles vieram mais cheios. O volume de carga contido nos equipamentos avançou 43,7%, para cerca de 313,7 mil toneladas.

Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Economista pede novo sistema de emprego

Pernambuco precisa montar um sistema público de emprego que inclua vagas com exigência elevada de formação acadêmica, segundo especialistas que participaram do Suape Business Meeting

Diante da grande quantidade de postos de trabalho previstos para a construção e operação das megafábricas do Complexo Industrial e Portuário de Suape, Pernambuco precisa montar um sistema público de emprego que inclua vagas com exigência elevada de formação acadêmica. O Estado tem carência de pessoal capacitado. Mas os economistas alertam que nem sempre a indisponibilidade de mão de obra altamente capacitada é o mesmo que inexistência de profissionais preparados. Engenheiros que exercem a sua especialidade, no Brasil, são apenas 35% do pessoal que sai da faculdade – os outros mudam de área e, por exemplo, vão ser professores de matemática.
Em números aproximados, em 2007, Suape totalizava 8 mil trabalhadores. Ano passado, a cifra subiu para 18 mil. Em março do ano que vem, estima-se que as obras da Refinaria Abreu e Lima, que sozinha mobiliza atualmente 6.500 pessoas, cheguem a impressionantes 30 mil empregados.

Esses e outros cenários foram discutidos ontem por economistas e dezenas de executivos de empresas instaladas ou em implantação em Pernambuco. Foi no Arcádia Boa Viagem, na quarta edição do Suape Business Meeting, promovido pela Câmara Americana de Comércio no Recife (Amcham-Recife).

A economista Tânia Bacelar, da consultoria Ceplan, diz que Pernambuco tem quatro desafios a enfrentar. O primeiro é compreender a real dimensão do que Suape se tornou e ainda vai virar, com o gigantismo das demandas do complexo. Um outro é a articulação entre as diferentes iniciativas já abertas pelo poder público e iniciativa privada.

Outros dois aspectos são a necessidade de pensar simultaneamente o interior do Estado e o setor de serviços, que por muito tempo foi o motor da economia local.

"Seria muito importante Pernambuco criar um sistema público de emprego. Público porque a informação é pública. Mas não é o tradicional, nem necessariamente governamental, nem que seja mera intermediação de trabalho pouco qualificado", completa a economista.

Membro do Conselho da Agenda Global para o Futuro da América Latina, Jacques Marcovich, professor e ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), já constata um déficit de 188 mil trabalhadores qualificados para atender à demanda por postos de trabalho em construção civil, educação, saúde e serviços sociais, até o fim deste ano, em todo o País.

Para ele, contudo, Suape sofre muito mais por sua expansão, tanto no aspecto do preparo da mão de obra quanto em outros, como na valorização imobiliária de seu entorno. Jacques usa números da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para ilustrar os déficits por qualificação profissional. E conta alguns casos impressionantes de demanda elevada por profissionais. Na siderurgia, Marcovich diz que a situação é tão grave que as empresas foram em busca de aposentados.

Fonte: Jornal do Commercio

quarta-feira, 7 de julho de 2010

GM descarrega 898 carros em Suape

Exatos 898 veículos do tipo Agile (General Motors) foram descarregados ontem no Complexo Industrial Portuário de Suape. Eles foram trazidos pelo navio panamenho Blue Redge Highway, com cerca de 180 metros. Além dos carros, estavam na embarcação quatro guindastes para a Saraiva Equipamentos do Porto de Zarate, na Argentina. O desembarque de cargas começou a ser realizado desde as 8h e ocorreu até as 0h no cais 5. A operação de veículos foi a quarta para a General Motors. Ao todo, quase 2,4 mil veículos já foram distribuídos, via Pernambuco, para as regiões Norte e Nordeste.


Além disso, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, o Porto de Suape e o Consórcio Projetec e Planave - responsável pela elaboração do Novo Plano Diretor-Suape2010, realizaram, no último sábado, reunião com representantes das 27 comunidades situadas dentro do Complexo. Foram apresentados os primeiros resultados do estudo e as perspectivas em relação ao futuro dos nativos. Segundo o consultor do Consórcio Projetec e Planave, Francisco Lopes, é preciso que visões diversas sejam incorporadas ao documento dentro de suas limitações técnicas. "O Novo Plano Diretor de Suape está atravessando um momento de ampla discussão no âmbito intra e extra-governamental", comentou o consultor. Os líderes comunitários tiveram acesso à reunião e foram ouvidos pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho.

Fonte: Folha de Pernambuco

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Estaleiro Promar vai gerar 10 mil novos empregos em Suape


Pernambuco deu mais um passo ontem na consolidação da indústria naval no Complexo Industrial e Portuário de Suape, com o anúncio da instalação do estaleiro Promar. Sociedade da STX Brasil Offshore S.A. - subsidiária da empresa coreana referência no setor - com a PMRJ, a fábrica de navios venceu concorrência da Transpetro para a construção de oito navios gaseiros, ao custo de US$ 536 milhões (R$ 959,44 milhões), do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).


O navio gaseiro é destinado ao transporte de gases liquefeitos e conta com tanques de formato arredondado. Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras
Apenas na construção do estaleiro serão investidos R$ 300 milhões. A previsão é de geração de 2.700 empregos diretos e outros 7.300, indiretos, totalizando 10 mil postos. Com as encomendas já contratadas, haverá trabalho até 2014 para o novo estaleiro pernambucano. São quatro navios de 7 mil m3; dois de 12 mil m3; e dois de 4 mil m3, que foram reunidos num único lote. Além dos gaseiros da Transpetro, a STX demonstrou interesse de participar das licitações de outras 146 embarcações offshore doprojeto de expansão da frota da Petrobras.

O Promar, cuja proposta previa instalação no Ceará, acabou caindo no colo pernambucano depois de um impasse quanto à área de implantação no estado vizinho. Diante da impossibilidade de construção no Ceará, os empreendedores saíram em busca de outro local para implantar o estaleiro e em apenas duas semanas conseguiram viabilizar a documentação exigida (licença ambiental prévia e posse do terreno).

"Este anúncio consolida a posição de Pernambuco como maior polo da indústria naval brasileira. Num prazo recorde, o estado conseguiu nos atender e achar soluções para que pudéssemos anunciar este investimento. Em breve, teremos aqui muita geração de empregos", destacou o presidente da STX Brasil Offshore S.A., Miro Arantes.

A agilidade do governo foi ressaltada várias vezes durante o anúncio da Transpetro, que recebeu a documentação do consórcio responsável pelo Promar apenas na noite da última terça-feira (29), quase no limite legal para a manutenção da licitação e também para garantir os preços acordados entre o Promar e os fornecedores de materiais, cujas propostas de preços têm prazo até o dia 10 de julho para contratação.

"O estaleiro tem que ser virtual, mas tem que ser real também. É preciso ter o terreno e as licenças ambientais. Pernambuco respondeu com agilidade, o nosso jurídico analisou com profundidade toda a documentação e em 12 meses estará concluída a construção, para que em 2012 possamos lançar o primeiro gaseiro", explicou o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, deixando claro que a empresa está em busca de um terreno para, enfim, viabilizar um estaleiro no Ceará.

Sem querer alimentar a disputa entre os estados, o governador Eduardo Campos destacou a importância de o projeto ter permanecido no Nordeste. "Mais estaleiros estão chegando. Outros estaleiros vão para Suape, para a Bahia, para o Ceará. O importante é termos conseguido atender esta demanda, que nos ajuda a atrair mais investimentos".

Frases:

"Quando eu visitava os estaleiros, era recebido praticamente pelo porteiro. Ninguém acreditava. Hoje somos recebidos pelos donos, com tapete vermelho, como grandes que somos na indústria naval. Já temos a quarta carteira de petroleiros do mundo, passamos a Turquia e a previsão é dobrar a nossa produção de petróleo até 2020. É o tamanho do Brasil hoje no mundo

Sérgio Machado presidente da Transpetro

"Estamos no caminho de consolidar Suape como grande sítio de petróleo, gás e offshore. Um setor com vida longa, ligada ao crescimento econômico e com capacidade de mudar a economia

Eduardo Campos - governador de Pernambuco

"O trabalho realizado pelo estado para receber o estaleiro Promar vai se refletir na economia e em breve vamos ter muitas gerações de empregos aqui. O cluster da construção naval vai mudar de região e vai ser aqui em Pernambuco

Miro Arantes presidente da STX Brasil Offshore S.A.

"A indústria naval vai ajudar a transformar o perfil da economia pernambucana. Ogoverno está vencendo o desafio de qualificar a mão de obra para ocupar os melhores empregos e salários que estão sendo gerados

Fernando Bezerra Coelho secretário de Desenvolvimento Econômico 

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Espanhóis investem R$ 80 mi em Suape

O grupo espanhol PG&A Empreendimentos vai investir R$ 80 milhões para implantar uma fábrica de cimento no Complexo Industrial Portuário de Suape. Primeira indústria da companhia no Brasil, a unidade vai atender exclusivamente ao mercado de Pernambuco, que figura hoje como o maior consumidor do produto no Nordeste. Nesta quarta-feira (30), representantes da empresa e da diretoria de Suape assinaram promessa de compra e venda de um terreno de 10,1 hectares, na área do porto que fica dentro do município do Cabo de Santo Agostinho.

O representante da PG&A no Brasil, Luiz Carlos Ghizzi, destaca que a escolha de Pernambuco foi motivada pelo crescimento econômico do Estado, pelo acelerado aumento no consumo de cimento e pela falta de outras indústrias que atendam à demanda. Apesar de ter tradicionais grupos cimenteiros, a exemplo do João Santos - dono da marca Nassau - muitas fábricas estão instaladas fora do Estado. Um exemplo é a Votorantim, que conta com indústria na Paraíba

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