quinta-feira, 17 de junho de 2010

Valor para obras em Suape sobe para R$ 139 mi

Inicialmente orçada em R$ 130 milhões, a obra de reforço dos cabeços do arrecife, na entrada do porto interno do Complexo Industrial Portuário de Suape, teve seu valor majorado há alguns meses e passou para R$ 139 milhões. Agora, o diretor de Engenharia e Meio Ambiente de Suape, Ricardo Padilha, revela que o investimento total pode ser elevado mais uma vez, passando para R$ 147 milhões. A recomendação viria dos projetistas. A direção portuária estaria relutando e tentando negociar para manter o segundo orçamento. Hoje, haverá reunião para bater o martelo sobre o assunto. É possível que, nesta sexta-feira, sejam publicados os editais de licitação, tanto para a execução da obra como para a fiscalização da mesma.
A dificuldade encontrada diz respeito ao preço do aço, tendo havido um aumento de 12% nos últimos dias e com previsão para novo acréscimo (10% a 15%) ainda neste mês ou em julho. Isso acontece porque o minério, que é uma commodity, voltou a ser valorizado após o fim do colapso financeiro global. Mesmo assim, a expansão econômica brasileira fez crescer a demanda na construção civil e a importação de aço subiu 155% de janeiro a abril deste ano em comparação com o mesmo período de 2009, segundo o Instituto Aço Brasil (IABr). O desembarque somou 1,82 milhão de toneladas, enquanto o ano passado teve resultado de 2,2 milhões de toneladas. "É muito forte a composição do aço na obra de reforço dos cabeços. Mas vamos fazer o possível para que não haja o reajuste", assegurou Padilha.
O plano atual consiste em aumentar de 15,5 metros para 20 metros a profundidade da área. Faz-se necessário o trabalho para atender a embarcações que irão ao terminal de minérios que será implantado. Além disso, a Refinaria Abreu e Lima precisará receber os navios petroleiros nos píeres, com capacidade máxima para o translado de embarcações de até 160 mil toneladas. A Petrobras quer ter um calado de 18,5 metros para poder fazer a passagem dos navios sem que exista risco de choque com as pedras.

Fonte: Folha de Pernambuco

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