quinta-feira, 20 de maio de 2010

Nova fábrica de torres eólicas

Depois da espanhola RM Eólica, Suape ganhará nova fábrica de torres eólicas. O empreendimento é da pernambucana Máquinas Piratininga, empresa metalúrgica situada em Jaboatão dos Guararapes. A construção da planta de Suape já começou e a previsão é que entre em operação em dezembro. Além das torres, esta segunda unidade irá fabricar componentes para a indústria naval e petroquímica. O investimento é de R$ 45 milhões, com geração de 400 empregos diretos e 1,5 mil indiretos.

Os novos postos de trabalho são para engenheiros, técnicos da área mecânica e metalúrgica - principalmente, soldadores e caldeireiros. Os interessados nas vagas podem cadastrar o currículo no site da empresa www.mpn.com.br, na seção Contato. O terreno de Suape tem 70 mil m2 e foi adquirido em 2006. As obras de terraplanagem e drenagem começaram no ano passado. "Em julho, iniciaremos a construção da fábrica", adianta o gerente comercial da Máquinas Piratininga, Antônio Alves Neto. O tamanho da área construída ainda não foi definido, mas será maior que o atual parque de Jaboatão que tem 13 mil m2, em um terreno de 55 mil m2.

Segundo ele, a nova fábrica irá expandir a produção de alguns segmentos já fabricados em Jaboatão. "Mas não vamos transferir nenhuma linha para Suape", comenta ele. A fabricação das torres eólicas começou em 2005, a partir de encomendas do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). "Já produzimos mais de 80 torres até agora", relata Antônio Alves Neto. Atualmente, a unidade de Jaboatão tem capacidade para produzir 50 torres por ano. A planta de Suape deverá construir 200. "O mercado de energia alternativa está crescendo bastante e muitas encomendas devem surgir a partir dos projetos aprovados no primeiro leilão de energia eólica", comenta o gerente. Dos 71 projetos de geração contratados para fornecer energia ao país a partir de 2012, 63 serão instalados no Nordeste.

Os estaleiros previstos para Suape e a construção da Refinaria Abreu e Lima também estimularam a ampliação da produção de componentes para atender a essas indústrias. "Já temos pedidos da Refinaria e do Estaleiro Atlântico Sul", conta Alves Neto. Em Jaboatão, são fabricadas 200 toneladas por mês de equipamentos para a indústria naval (como tubulação e módulos) e outras 300 toneladas de dutos e tanques. A planta de Suape irá produzir mais 300 toneladas de componentes para a construção dos navios e 600 toneladas para as indústrias petroquímicas.

Também está entre as metas da empresa dobrar o atual volume de exportação. Hoje, a empresa vende para os Estados Unidos, Caribe, Oriente Médio e Índia. "Esses países importam principalmente máquinas para fabricação de açúcar", detalha o gerente comercial. Os equipamentos para as usinas açucareiras, inclusive, foram os primeiros itens a serem fabricados pela empresa, em 1964. A Máquinas Piratininga passou a diversificar a linha de produção em 1987, quando passou a integrar o grupo Votorantim. "Nesse momento, a Piratininga começou a produzir máquinas para a fabricação de cimentos", diz Alves Neto. Em 2002, a empresa foi adquirida por José Francisco Gonçales, um antigo diretor da Piratininga. Além dos segmentos já citados, a empresa atende às indústrias de mineração, alimentos, papel e celulose.
 
Fonte: DP

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Follow by Email