quarta-feira, 31 de março de 2010

A energia dos ventos no estado

Quem pegar a estrada em direção ao Interior, na BR-232, poderá avistar algumas das doze turbinas eólicas que foram montadas em Gravatá e Pombos. A construção das primeiras centrais eólicas do estado começou em julho do ano passado e foi concluída na última semana. Um terceiro parque, em Macaparana, entrará em operação em abril, com mais três turbinas. Ao todo, o projeto representa um investimento de R$ 150 milhões e geração de energia anual de 67,8 mil MWh, volume suficiente para abastecer uma cidade com 161 mil habitantes.


Doze turbinas eólicas foram montadas em Gravatá e Pombos. Um terceiro parque será instalado em Macaparana Foto: Larissa Ribeiro/Divulgação
"Por enquanto, estamos em fase de teste para que as centrais entrem em operação comercial a partir da próxima semana", afirma Everaldo Feitosa, diretor presidente da Eólica Tecnologia, empresa que divide a sociedade no empreendimento com o grupo espanhol Gestamp. Toda energia produzida pelas turbinas eólicas será vendida à Eletrobras, a partir de licitação vencida em 2002 dentro do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica(Proinfa) - atualmente incorporado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A construção das centrais no Interior do estado foi um grande desafio, segundo Feitosa. "Cada torre tem 70 metros de altura e pesa 90 toneladas. A pá mede 82 metros, o equivalente a um edifício de 30 andares. Imagine o que é carregar isso de Suape até o Agreste", comenta o diretor. Ao contrário dos projetos em execução no Ceará e Rio Grande do Norte, as turbinas não foram montadas em áreas planas, mas em terrenos com declives. Para levar os equipamentos até os parques, o projeto precisou construir nas três cidades um volume total de 20 km de estrada. 

Também foram instaladas 40 km de rede elétrica, que levarão a energia gerada nas turbinas até as subestações dos municípios. "Também fizemos melhorias nessas subestações, em parceria com a Celpe, para que elas possam comportar uma carga maior. Isso trará uma vantagem adicional a essas cidades que é a maior estabilidade da rede para atender, especialmente, a indústrias", descreve.As pás e os geradores desembarcaram em julho do ano passado e vieram da Índia, Dinamarca e Espanha, das fábricas da Vestas. As torres foram construídas no Porto de Suape pela RM Eólica, uma subsidiária da sócia espanhola Gestamp que se instalou no estado no ano passado. "Durante a montagem foram gerados 200 empregos. É muito gratificante contribuir não apenas para a geração de energia limpa, como também para atração de indústrias para o estado", comenta ele. 

"A rapidez com que esses projetos foram construídos mostram a viabilidade da energia eólica no país. Entre 2012 e 2015, vamos ter uma geração superior a 3 mil MW. Com isso, o país ficará entre os dez maiores produtores do mundo", prevê Feitosa. Atualmente, o país ocupa a 21ª posição com uma produção de 600 MW. 
Fonte: DP

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