quarta-feira, 31 de março de 2010

Campari dobra planta em Suape

Campari dobra planta em Suape

Depois de atrasar em cerca de um ano o início da operação, a indústria de bebidas Campari decidiu praticamente dobrar a planta que está sendo erguida no Complexo Industrial Portuário de Suape. A área construída vai ser duas vezes maior do que o previsto inicialmente, passando de 16 mil para 32 mil metros quadrados. O valor do investimento vai pular de R$ 66 milhões para R$ 120 milhões, gerando 70 empregos diretos. A pedra fundamental do empreendimento foi lançada em setembro de 2008 e a expectativa era a de que entrasse em funcionamento em outubro de 2009. Agora, a nova data é novembro de 2010.


Pedra fundamental da fábrica foi lançada em setembro de 2008 na presença do presidente Paolo Perego e do governador Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press - 25/9/08
Segundo o presidente da Campari do Brasil, Paolo Perego, o atraso ocorreu devido às chuvas, que teriam atrapalhado a construção. Mas a crise financeira internacional também pode ter adiado os planos da companhia. "Também decidimos aplicar nessa fábrica outros processos produtivos. Antes, a ideia era apenas envasar as bebidas. Agora vamos fazer a infusão do Campari e amistura do Old Eight", exemplificou o executivo, acrescentando que 90% dos insumos, como garrafas de vidro, tampas de plástico, rótulos e caixas de papelão, serão adquiridos localmente.

No Brasil, a empresa de origem italiana já possui unidade em Sorocaba (SP) e outra em em Jaboatão dos Guararapes. Mas esta última estaria funcionando no limite, por isso será desativada. O volume de bebida a ser processado na nova planta mais que quadruplicará, uma vez que a unidade terá capacidade para produzir cinco milhões de caixas de bebidas/ano. Parte dessa produção será exportada para países do norte da América do Sul, como Venezuela, Equador, Colômbia e Suriname. Além de Campari e Old Eight, a indústria também vai produzir Dreher.

Ontem, o Conselho Estadual de Política Industrial, Comercial e de Serviços (Condic), decidiu aprovar, entre outros, o pleito da Campari para alterar a data de início de fruição do incentivo fiscal concedido à empresa no âmbito do Programa de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Prodepe),de outubro de 2009 para o mesmo mês de 2010.

O Condic aprovou ainda 28 projetos de indústrias, entre implantação, ampliação, pedidos de isonomia e de manutenção do poder competitivo, dos quais 54% no Interior do estado. Os investimentos somam R$ 431,39 milhões, com previsão de gerar 2.274 empregos. Entre os destaques estão uma fábrica têxtil em Arararipina (Aliança) e outra de minerais não-metálicos (Poste) em Pombos. Na Região Metropolitana, a novidade é uma fábrica de aparelhos celulares da Elo Digital (Camaragibe) e uma indústria de garrafas de plástico no Recife (Pisani). A 70ª reunião do Condic também aprovou seis projetos de importação, somando importações anuais previstas de R$ 154,9 milhões, e cinco centrais de distribuição que juntas vão gerar 168 empregos. 
Fonte: DP

A energia dos ventos no estado

Quem pegar a estrada em direção ao Interior, na BR-232, poderá avistar algumas das doze turbinas eólicas que foram montadas em Gravatá e Pombos. A construção das primeiras centrais eólicas do estado começou em julho do ano passado e foi concluída na última semana. Um terceiro parque, em Macaparana, entrará em operação em abril, com mais três turbinas. Ao todo, o projeto representa um investimento de R$ 150 milhões e geração de energia anual de 67,8 mil MWh, volume suficiente para abastecer uma cidade com 161 mil habitantes.


Doze turbinas eólicas foram montadas em Gravatá e Pombos. Um terceiro parque será instalado em Macaparana Foto: Larissa Ribeiro/Divulgação
"Por enquanto, estamos em fase de teste para que as centrais entrem em operação comercial a partir da próxima semana", afirma Everaldo Feitosa, diretor presidente da Eólica Tecnologia, empresa que divide a sociedade no empreendimento com o grupo espanhol Gestamp. Toda energia produzida pelas turbinas eólicas será vendida à Eletrobras, a partir de licitação vencida em 2002 dentro do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica(Proinfa) - atualmente incorporado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A construção das centrais no Interior do estado foi um grande desafio, segundo Feitosa. "Cada torre tem 70 metros de altura e pesa 90 toneladas. A pá mede 82 metros, o equivalente a um edifício de 30 andares. Imagine o que é carregar isso de Suape até o Agreste", comenta o diretor. Ao contrário dos projetos em execução no Ceará e Rio Grande do Norte, as turbinas não foram montadas em áreas planas, mas em terrenos com declives. Para levar os equipamentos até os parques, o projeto precisou construir nas três cidades um volume total de 20 km de estrada. 

Também foram instaladas 40 km de rede elétrica, que levarão a energia gerada nas turbinas até as subestações dos municípios. "Também fizemos melhorias nessas subestações, em parceria com a Celpe, para que elas possam comportar uma carga maior. Isso trará uma vantagem adicional a essas cidades que é a maior estabilidade da rede para atender, especialmente, a indústrias", descreve.As pás e os geradores desembarcaram em julho do ano passado e vieram da Índia, Dinamarca e Espanha, das fábricas da Vestas. As torres foram construídas no Porto de Suape pela RM Eólica, uma subsidiária da sócia espanhola Gestamp que se instalou no estado no ano passado. "Durante a montagem foram gerados 200 empregos. É muito gratificante contribuir não apenas para a geração de energia limpa, como também para atração de indústrias para o estado", comenta ele. 

"A rapidez com que esses projetos foram construídos mostram a viabilidade da energia eólica no país. Entre 2012 e 2015, vamos ter uma geração superior a 3 mil MW. Com isso, o país ficará entre os dez maiores produtores do mundo", prevê Feitosa. Atualmente, o país ocupa a 21ª posição com uma produção de 600 MW. 
Fonte: DP

terça-feira, 30 de março de 2010

Novos projetos navais em Suape somam R$ 2 bilhões

Os planos do governo pernambucano de transformar o Complexo Portuário de Suape em um grande polo da ressuscitada indústria naval brasileira vem ganhando contornos de realidade. Até o momento, seis estaleiros já foram anunciados para o local. Um deles, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) - liderado por Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez -, já está em vias de entregar sua primeira encomenda. Os demais projetos, entretanto, ainda estão no papel, mas, se concretizados, representarão um investimento de cerca de R$ 2 bilhões, além da criação de 11 mil empregos diretos.

A combinação entre uma localização geográfica estratégica e um bom pacote de incentivos fiscais é basicamente o que tem atraído os investidores para Suape. Gestores do porto alegam que Suape, que fica a 60 quilômetros do Recife, é a alternativa logística mais interessante no Brasil dentre as rotas internacionais de navegação, devido à proximidade da Europa, da Ásia e da América do Norte. Diante disso, tanto o governo quanto os investidores acreditam que mais empresas virão construir navios na costa pernambucana.

"Ainda somos poucos estaleiros. O cluster de Suape será uma verdade", avalia Carlos Costa, diretor-geral do grupo português MPG Shipyards, que anunciou na última sexta-feira um investimento de US$ 140 milhões na construção de um estaleiro em Suape. A ideia inicial da empresa é fabricar navios de apoio a plataformas e módulos offshore, mas também há planos para o desenvolvimento de soluções para geração de energia eólica.

A previsão de geração de empregos no estaleiro gira em torno de 1,2 mil postos diretos.
Otimista com o potencial da nova indústria naval brasileira, o executivo mencionou, inclusive, a expectativa de que o país se torne, no longo prazo, exportador de navios. "Teremos níveis de produção suficiente para isso", acredita. Ele chamou a atenção, contudo, para a necessidade de melhorias na infraestrutura de logística de Suape.

Também na última sexta-feira, o grupo sul-coreano STX Europe anunciou o desejo de construir em Suape um estaleiro de US$ 350 milhões. O grupo, que possui 15 estaleiros espalhados pelo mundo, pretende fabricar navios-sonda em uma área de 1 milhão de metros quadrados na costa pernambucana. Segundo o seu vice-presidente executivo, Jorge Ferraz, o projeto deve levar dois anos para ser concluído e irá gerar cerca de 4 mil empregos diretos.

A implementação do projeto coreano, entretanto, ainda depende do resultado das licitações da Petrobras para a contratação de navios-sonda, que deve ocorrer no segundo semestre deste ano. Caso não conquiste nenhum contrato, o investimento pode ser cancelado.

Na mesma situação estão outros dois estaleiros já anunciados: o da Queiroz Galvão-Alusa. avaliado em US$ 500 milhões em investimentos, com geração de três mil empregos) e o da Construcap (R$ 200 milhões de desembolso e 1,5 mil empregos).

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico do governo pernambucano, Fernando Bezerra Coelho, o investimento português já está garantido, independentemente de qualquer licitação. O mesmo ocorre, segundo ele, com o empreendimento anunciado no mês passado pelo consórcio Schahin-Tomé, que pretende investir R$ 300 milhões na construção de plataformas de petróleo. A expectativa é o projeto gere 1,7 mil empregos.

Também na sexta-feira, simultaneamente ao anúncio dos novos estaleiros, o governo pernambucano revelou que o grupo familiar local Cornélio Brennand irá construir uma fábrica de vidros no município de Goiana, a 63 quilômetros do Recife. O investimento, motivado pelo alto potencial da indústria da construção civil no Nordeste, será de R$ 330 milhões e irá gerar 370 postos de trabalho.

Fonte: Valor

sábado, 27 de março de 2010

Pernambuco, nova parada de estaleiros

Pernambuco, nova parada de estaleiros
Suape // Foram assinados protocolos de intenção para construção de dois novos projetos, gerando 5.200 empregos diretos


Cerca de R$ 900 milhões em investimentos e 5.200 empregos diretos em Pernambuco foram anunciados ontem com a assinatura de protocolos de intenção para a construção de dois novos estaleiros no Complexo Industrial Portuário de Suape. Os grupos responsáveis pelos empreendimentos são o sul-coreano STX e o português MPG Shipyards que vão se instalar no complexo para produzir navios e plataformas principalmente para a exploração do petróleo pela Petrobras.


Estaleiro pode produzir de navios de apoio a plataformas petrolíferas. Foto: José Caldas/Petrobras - 12/7/06
O STX assinou um protocolo para se instalar em uma área de aproximadamente 100 hectares em Suape. A confirmação da vinda da fábrica depende, entretanto, da disputa pela produção de sete sondas para exploração de petróleo e dois navios semi-submersíveis, que serão licitados pela Petrobras em maio. Se vencer, a empresa, que já opera no Rio de Janeiro há 11 anos, deverá investir cerca de US$ 350 milhões (aproximadamente R$ 640 milhões) em sua segunda unidade no Brasil.

O grupo foi fundado em 1976 e já opera em 15 estaleiros no mundo, sendo considerado um dos líderesdo mercado de construção naval. Caso vença a licitação, a ideia é começar a produção em agosto deste ano. A planta da STX deverá ter a capacidade de produzir três navios por ano. A previsão é de entregar a primeira sonda à Petrobras daqui a quatro anos. O valor de cada uma dessas sondas está calculado em aproximadamente R$ 1 bilhão.

O STX deverá adotar o mesmo modelo de produção do Estaleiro Atlântico Sul, que começou a fabricar seu primeiro navio paralalelamente à construção da infraestrutura de sua planta em Suape. "O mercado de petróleo e gás no Brasil é considerado estratégico para o STX. É o que cresce mais rápido no mundo e trata-se de uma grande oportunidade no futuro", disse o presidente da empresa na América Latina, In Hwan Ryu.

Offshore - Já a MPG pretende implantar em Suape um estaleiro para a produção de módulos offshore, equipamentos para navios e projetos eólicos. A empresa, da cidade de Setúbal, deve investir cerca de US$ 140 milhões (R$ 255 milhões) na unidade, que inicialmente estará voltadapara a produção de navios de apoio a plataformas petrolíferas, utilizados pela Petrobras.

A MPG vai se instalar em uma área de 33,5 hectares em Suape, garantida pelo convênio assinado com o governo do estado. A previsão é de começar a produzir em três anos, quando devem ser gerados, de acordo com o governo, cerca de 1.200 empregos diretos, e mais 6.000 indiretos com o empreendimento. A intenção do grupo, como afirmou seu diretor Antônio Amaral, é também exportar parte do que será produzido na planta em Suape.

Os dois projetos se somam a três outros estaleiros já previstos para serem implantados no complexo de Suape, além do Atlântico Sul, que deve entregar seu primeiro navio em junho deste ano. Os projetos Construcap, Galvão/Alusa e Tomé/Schahin, capitaneados por empresas brasileiras, também possuem protocolos de intenções para serem assinados com o governo do estado.

Estaleiros com protocolo de intenções assinado com o governo de Pernambuco

Projeto: STX Corporation
Origem: Coreia do Sul
Previsão de investimentos: US$ 350 milhões (aproximadamente R$ 640 milhões)
Geração de empregos: 4.000 diretos e 16.000 indiretos
Área: 100 hectares
Produção: navios-sonda para exploração de petróleo e navios semi-subersíveis

Projeto: Construcap
Origem: Brasil
Previsão de investimentos: R$ 200 milhões
Geração de empregos: 7.000 diretos
Área: 40 hectares
Produção: plataformas para a exploração de petróleo

Projeto: Schahin-Tomé (empresas Grupo Schahin e Tomé Engenharia)
Origem: Brasil
Previsão de investimentos: R$ 300 milhões
Geração de empregos: 1,7 mil empregos diretos
Área: 40 hectares
Produção: navios-plataforma para exploração de petróleo

Projeto: MPG Shipyards
Origem: Portugal
Previsão de investimentos: US$ 140 milhões (aproximadamete R$ 255 milhões)
Geração de empregos: 1.200 diretos e 6.000 indiretos
Área: 33,5 hectares
Produção: módulos offshore, equipamentos para navios e projetos eólicos

Projeto: Galvão/Alusa (empresas Galvão Engenharia e Alusa)
Origem: Brasil (em parceria com as empresas coreanas Sungdong e Komac e a holandesa SBM/GustoMSC)
Previsão de investimentos: US$ 495 milhões (aproximadamente R$ 905 milhões)
Geração de empregos: 2.500 diretos e 6 mil indiretos
Área: 100 hectares
Produção: unidades de perfuração offshore (navios e plataformas semisubmersíveis - drilling units), embarcações de apoio offshore (Supply Boats) e módulos para plataformas de petróleo (topside modules) 
Fonte: Diário de PE

quarta-feira, 24 de março de 2010

O Pré-sal é do Brasil!


O Pré-sal é do Brasil!


 

Amigos!

O Brasil vive um momento especial da sua história. Estamos crescendo e sendo reconhecidos como um país de gente amiga e competente. Precisamos continuar trabalhando duro para levarmos nossa nação à prosperidade que tanto merece. Porém, não é justo continuarmos enriquecendo apenas uma parte do território brasileiro, enquanto a outra permanece pobre e miserável. Como um milagre, surge o pré-sal, talvez nossa última oportunidade de sermos "o pais do futuro" que há muito esperamos.

Essa riqueza do subsolo, pertencente à União (ao povo brasileiro), deve ser usada para reparar as desigualdades regionais, construídas com muita discriminação e indiferença por parte dos governantes e classes dominantes ao longo dos séculos.

Acho até justa a indignação dos estados produtores de petróleo com a perspectiva de não continuarem recebendo os mesmos percentuais relativos aos royalties do petróleo. Mas também vejo uma grande oportunidade de levar riqueza e desenvolvimento ao restante do país. Os estados produtores de certa forma já são beneficiados com os milhares de empregos gerados pela indústria do petróleo.

Acredito firmemente que o Congresso Nacional encontrará uma solução adequada que faça justiça ao povo brasileiro de se beneficiar das riqueza do pré-sal.

 

Um forte abraço.

 

Valter Barreto

http://portodesuape.blogspot.com/

www.microbytetecnologia.com.br

terça-feira, 23 de março de 2010

tvnetnews


Valter Paes Barreto
81 8842-1455

"Um homem só tem o direito de olhar a um outro de cima para baixo, quando vai ajuda-lo a levantar-se" - Gabriel Garcia Marquez

Estaleiro e refinaria na rota do conhecimento


É indiscutível. Pernambuco vive um momento diferenciado de sua história. Diversos investimentos públicos e privados estão mudando a face econômica do Estado. Há um processo intenso de industrialização, sobretudo no complexo industrial e portuário de Suape. Dentro deste novo contexto, um fator é imprescindível: inovação. A relação entre a Refinaria Abreu e Lima, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e a necessidade de se investir em novas soluções foi o tema principal do segundo fórum Pernambuco Inovador, que ocorreu na última quarta-feira, na sede do Porto Digital.
"A tecnologia serve para melhorar a competitividade. No nosso caso, investimos num processo de transferência de tecnologia", afirma o presidente do EAS, Angelo Bellelis, um dos debatedores do evento. O EAS investiu US$ 20 milhões (cerca de R$ 36 milhões) num processo de transferência de tecnologia com a empresa sul-coreana Samsung. "Não quisemos inventar a roda. Os coreanos são os melhores do mundo hoje", comenta Bellelis, acrescentando que a empresa está avaliando o que pode ser feito em termos de tecnologia da informação (TI) para melhorar a competitividade com parceiros nacionais.

"Um dos nossos cinco valores é a inovação, necessária para estar atualizado", conta Bellelis. Ele também acrescenta que a empresa está planejando fazer parcerias locais com a universidade. O estaleiro investiu R$ 1,8 bilhão para implantar uma unidade em Suape que fabricará navios e uma plataforma para fazer a exploração de petróleo. O empreendimento já tem um índice de realização de 96%. Atualmente, 3,6 mil pessoas trabalham no local.

A matéria-prima para a inovação é o conhecimento. "Existe uma luta de como trazer o conhecimento. É um processo lento. O conhecimento não surge de uma hora para a outra", diz o presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, que, ao lado do secretário estadual de Desenvolvimento, Fernando Bezerra Coelho, também atuou como palestrante do fórum.

O empreendimento pertence à Petrobras, que realiza, anualmente, um investimento de porte na área de inovação no seu Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes). Ainda durante o evento, Guedes argumenta que as empresas da área de TI interessadas em se tornarem fornecedoras da estatal devem conhecer como funciona as empresas de petróleo e participar dos eventos do setor. "Não se coloca inovação nos fornecedores locais só por encomenda", diz Marcelino Guedes. A implantação da refinaria vai resultar num investimento de R$ 23 bilhões.

O fato da refinaria estar se implantando em Suape já trouxe para Pernambuco o Centro de Estudos e Ensaios em Risco e Modelagem Ambiental (Ceerma), inaugurado em agosto último no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele será o único laboratório do Hemisfério Sul que vai fazer testes em equipamentos usados nos poços de petróleo e pode se tornar um diferencial na atração de empresas para o polo de fabricação de equipamentos e serviços para as indústrias naval e de petróleo que o governo do Estado pretende implantar em Suape.

Os três outros laboratórios que fazem esse tipo de teste ficam nos Estados Unidos e pertencem às empresas que fabricam os equipamentos.

No Ceerma, foram investidos R$ 8 milhões na primeira fase de implantação. Serão empregados mais R$ 42 milhões entre 2010 e 2012. Os recursos saíram do programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras. As pesquisas desenvolvidas no laboratório deverão formar, anualmente, de sete a dez mestres e de três a quatro doutores.

O próximo laboratório que também deve ser implantado dentro do campus da UFPE é o Centro Nacional de Tecnologia de União de Material e Revestimento.

Já começaram as conversas entre a Petrobras e a universidade nesse sentido. Esse novo centro vai demandar um investimento de R$ 25 milhões, dos quais R$ 15 milhões serão empregados na primeira fase. Ele vai formar mão de obra na área de soldagem, o que vai ser muito demandado pelo Atlântico Sul.

Fonte: Jornal do Commercio

Rei e Rainha da Suécia visitam Suape e Porto Digital

O rei da Suécia, Carl Gustaf, e a rainha Sílvia, chegaram no último domingo (21) ao Recife, e estão  hospedados em um hotel em Porto de Galinhas. Nesta segunda-feira (22) eles visitam Suape e depois vão ao Porto Digital, no bairro do Recife. No início da tarde, o governador Eduardo Campos receberá a comitiva real no Palácio do Campo das Princesas. Nesta terça-feira (23) o casal segue para Brasília, onde irão se encontrar o presidente Lula.

Fonte: pe360graus

Coca-Cola investe na embalagem retornável

Queridinhas dos bebedores de refrigerante, as embalagens retornáveis começaram a ser produzidas, ontem, na unidade de Suape da Coca-Cola Guararapes, fabricante oficial em Pernambuco e na Paraíba.

Linha de retornáveis da fábrica em Suape tem capacidade de produção de até 670 milhões de litros por ano. Foto: Maristela Beltrão/Coca-Cola
 A inauguração da linha contou com a presença do presidente do Complexo Industrial e Portuário de Suape, Fernando Bezerra Coelho, e de funcionários e diretores da Coca-Cola Brasil e da The Coca-Cola Company. Para o consumidor, a promessa é de benefícios em dobro: além de preços mais baixos, a volta do gostinho incomparável do refri em vidro.

Segundo a Coca-Cola, a linha de retornáveis em Suape é a mais moderna do mundo. Com ela, a capacidade de produção da fábrica torna-se 25% maior, chegando a 670 milhões de litros por ano. Considerando toda a Coca-Cola Guararapes, que ainda mantém unidades em Jaboatão dos Guararapes, João Pessoa e Petrolina, o volume passa a ser de um bilhão de litros por ano, 130 milhões a mais do que em 2009.

A fábrica em Suape produzirá embalagens retornáveis de 200 mililitros, 290 mililitros e um litro. Os preços iniciais são R$ 1,10, R$ 1,50 e R$ 1,99. Quem tiver a garrafinha pode economizar R$ 0,50, custo de fabricação de cada vasilhame. Assim, a "reposição" do líquido sai por R$ 0,60 (200 ml), R$ 1 (290 ml) e R$ 1,49 (1 litro).

As embalagens retornáveis também devem contribuir para a redução dos impactos ambientais da produção e do consumo de refrigerantes na região. Ao contrário das latas de alumínio e garrafas PET, os vasilhames de vidro são reutilizáveis e 100% recicláveis.

Segundo o presidente da Coca-Cola Guararapes, Luís Delfim, a linha de retornáveis não deve motivar contratações. "Quase toda a cadeia produtiva é automatizada. Por isso, o serviço ficará com alguns funcionários mais experientes e qualificados, que serão deslocados da fábrica de Jaboatão dos Guararapes", explicou.

Mais novidades - A linha retornável é apenas uma das novidades da fábrica em Suape. Ontem, também foi inaugurado um novo galpão, equipado com telhas translúcidas, que contribuem para a redução no consumo de energia, e um sistema de reaproveitamento da água da chuva. As inovações, que custaram R$ 50 milhões, marcam a conclusão da segunda etapa do plano de expansão da Coca-Cola Guararapes, iniciado no fim de 2008.

De acordo com Luís Delfim, os investimentos em infra-estrutura são motivados pelo crescimento da marca na região. Desde 2006, a média de desenvolvimento da empresa é de 8% ao ano. Para 2010, a expectativa fica entre 5% e 7%. "Diante dessa evolução, estávamos trabalhando próximos do limite. O nosso processo de expansão busca atender às novas demandas", afirma. Hoje, segundo Delfim, a Coca-Cola Guararapes responde por 60% do mercado de refrigerantes de Pernambuco e da Paraíba.

Com uma área de armazenamento de dez mil metros quadrados (110% superior ao espaço original), a fábrica de Suape passa a funcionar como um centro de distribuição da Coca-Cola para o Cabo de Santo Agostinho e as praias do Litoral Sul de Pernambuco. 

Fonte: Diário de PE



Valter Paes Barreto
81 8842-1455

"Um homem só tem o direito de olhar a um outro de cima para baixo, quando vai ajuda-lo a levantar-se" - Gabriel Garcia Marquez

sexta-feira, 19 de março de 2010

Coca-Cola terá nova central

A Coca-Cola irá inaugurar, na próxima segunda-feira a, ampliação da sua central de distribuição no Complexo Industrial Portuário de Suape. O evento contará com a presença de representantes da The Coca-Cola Company e Coca-Cola Brasil, além de toda diretoria da Coca-Cola Guararapes. Ainda será apresentada a nova linha de embalagens retornáveis do refrigerante. Isso fará com que o aumento da capacidade de produção do produto vá para mais de 1 bilhão de litros neste ano.
Enquanto isso, amanhã, das 18h às 20h, haverá o segundo fórum do Projeto Pernambuco Inovador, no Porto Digital, Bairro do Recife. O foco será nos grandes projetos que estão aportando em Suape. A assessoria confirmou a participação como palestrante do presidente do Porto e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho.
OPORTUNIDADES
O mapeamento das oportunidades de negócios na Refinaria Abreu e Lima, Estaleiro Atlântico Sul e PetroquímicaSuape, organizado pelo Sebrae, começará a ser entregue amanhã aos prefeitos do entorno de Suape, começando a partir de Moreno.

Fonte: Folha de PE

terça-feira, 16 de março de 2010

Indústria reage e eleva importação

Embora tenham fechado um janeiro com fortes quedas, na comparação com 2009, as importações de matérias-primas pelos líderes da indústria alimentícia de Pernambuco reagiram no mês passado. As compras no exterior do malte, principal insumo dos fabricantes de cerveja, haviam caído pela metade em janeiro, mas, com a forte alta do mês passado, já apresentam crescimento acumulado de 18% no ano. A reação do trigo não ficou por menos: após uma retração de 29% em janeiro, bateu os 70% de alta na soma de janeiro e fevereiro deste ano, contra o primeiro bimestre de 2009.

No geral, as importações do Estado subiram 70%, seguindo tendência de alta, e as exportações, após a janela de venda internacional do açúcar pernambucano, subiram em ritmo menor, com avanço de 36%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Como as importações de malte e principalmente de trigo vão para mais de uma empresa, quando se observa a lista de companhias que mais importaram no primeiro bimestre em Pernambuco, são poucas aquelas do ramo alimentício a figurar no topo do ranking.

A liderança pernambucana ficou para a gigante italiana Mossi & Ghisolfi (M&G), do setor petroquímico. A M&G buscou no exterior US$ 72 milhões em produtos, uma alta de 24%. As compras da italiana são principalmente de ácido tereftálico purificado (PTA), item que tem ficado na ponta das importações pernambucanas desde que a fábrica instalada em Suape iniciou as operações.

Sozinha, a M&G representou 18,78% de tudo o que foi comprado no exterior por Pernambuco, o dobro do peso, na lista de importados, da Petrobras, segunda do ranking, e quase quatro vezes o resultado do Estaleiro Atlântico Sul, que apareceu em terceiro.

Somente em quarto e quinto aparecem a Bunge Alimentos e a Ambev, as maiores do ramo alimentício no Estado. A Bunge já importou US$ 20 milhões este ano e a Ambev, US$ 18 milhões.

Essas e outras empresas, no entanto, fizeram com que o segundo e terceiro produtos mais importados no primeiro bimestre deste ano, pelo Estado, fossem justamente o trigo e o malte, logo atrás do PTA comprado pela Mossi & Ghisolfi.

Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, o trigo chegou mais barato no primeiro bimestre deste ano, a US$ 4,54 o quilo. No mesmo período de 2009, custava US$ 5,65. Isso apesar de a procedência do produto ser basicamente a mesma: a maioria absoluta vem da Argentina. O volume de trigo importado subiu de 74 mil toneladas para para 102 mil toneladas.

No caso da indústria cervejeira, o quilo do malte foi na direção oposta: custava US$ 1,74 e passou para US$ 1,98. O volume do insumo importado passou de 32 mil toneladas para 43 mil toneladas.

PROCEDÊNCIA

Este ano, o trigo comprado por Pernambuco já veio da Argentina e da Rússia. Os Estados Unidos, que ano passado também constavam na lista, devem ficar algum de tempo de fora dela, em virtude da sobretaxa do trigo americano (entre vários outros produtos) autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

No caso do malte, que tem como origem tradicional a Argentina, já foi importado este ano também do Uruguai e da França. No primeiro bimestre de 2009, a Bélgica também estava na lista de procedências do insumo da cerveja, o que ainda não ocorreu este ano.

Fonte: Jornal do Commercio
 

sábado, 13 de março de 2010

Complexo Petroquímico abre inscrições para concurso em Pernambuco


O Complexo Petroquímico de Suape lançou, nesta sexta-feira (12), editais de processos seletivos públicos para contratação de 81 profissionais para as unidades de PTA, resina PET e fios de poliéster que estão sendo construídas no Complexo de Suape, em Ipojuca. As inscrições estarão abertas de 18 a 31 deste mês e serão feitas pelo site da Fundação Cesgranrio.

As vagas oferecidas estão divididas em dois editais divulgados pela Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) e a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe). O concurso será realizado apenas em Pernambuco e a prioridade é a contratação de pessoal na região. 

Os salários iniciais variam de R$ 1.079,66 a R$ 3.888,12, além de benefícios como plano de saúde (médico-odontológico), previdência complementar, vale alimentação, benefícios educacionais para dependentes (pré-escolar, ensinos fundamental e médio) e auxílio creche, entre outros.

As vagas são para cargos de nível médio e superior, nas áreas de engenharia de equipamentos, instrumentação, mecânica industrial e de manutenção, operação de produção, eletricidade, química e inspeção.  Para os cargos de operadores de produção e mecânicos para a atividade têxtil é exigido apenas o segundo grau completo e experiência de seis meses. 

A escola de informática Microlins de Ipojuca (na avenida Francisco Alves de Souza, 124, Centro) e do Recife (na rua do Livramento, 21, bairro do Santo Antônio, Centro) disponibilizarão  o acesso gratuito às pessoas que não dispõem de internet.

A taxa de inscrição será de R$ 30 para os cargos de nível médio e R$ 53 para os de nível superior. O edital prevê a isenção da taxa de inscrição para as pessoas que comprovem a impossibilidade de arcar com o pagamento.

Fonte: pe360graus

Planejamento é peça chave

Desde a década de 1970, Pernambuco já previa a instalação de um estaleiro em seu litoral sul. Naquele período, foi elaborado o Plano Diretor do Complexo Industrial de Suape, já reservando uma área para o empreendimento. Este fator foi essencial para a celeridade das obras do estaleiro, segundo afirma o diretor administrativo e de RH do EAS, Gerson Beluci. Já no Ceará, a falta dessa programação prévia pode ser um dos maiores entraves para a concretização da nova fábrica de navios.

"Para que o Atlântico Sul pudesse participar da licitação do Promef, foi exigido que ele tivesse já a sua Licença Prévia, que é o que garante que o empreendimento tem a aprovação do órgão ambiental, é viável economicamente. E para obtê-lo, precisa ter o EIA/Rima [Estudo e Relatório de Impacto]", afirma. Este documento, explica, dura cerca de seis meses para ser elaborado, mas foi concluído em três meses para o EAS, já que as condições eram favoráveis, com um Plano Diretor já pronto no complexo. O Estaleiro Atlântico Sul encontra-se na Ilha de Tatuoca, que é uma área abrigada, ou seja, não está em mar aberto. Essa condição, inexistente na costa cearense, fez com que não houvesse necessidade de maiores intervenções no local, como aterramento ou construção de quebra-mar, como seria necessário fazer no Ceará, caso o estaleiro vá para a enseada do Mucuripe. Contudo, está sendo necessário realizar uma dragagem, aumentando o calado do cais de acabamento da indústria.

"Todo empreendimento tem seu impacto. Temos cinco mil funcionários aqui dentro. Então, a gente vai ter movimentação de caminhões, geração de resíduos sólidos gigantesca, emissão de gases. Tem o consumo de água, geração de efluentes, a questão da sobrevivência dos peixes, mas que está sendo mitigada. Tudo isso foi avaliado previamente, já apontando suas medidas mitigadoras", diz.

No Ceará

Esse planejamento ainda não foi realizado no Ceará, pelo menos segundo afirma o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), órgão responsável pelo licenciamento deste tipo de empreendimento, avaliando o EIA/Rima que deve ser elaborado pela empresa.

Segundo o responsável por licenciamento ambiental do Ibama no Ceará, Djalma Paiva, não há pedido para iniciar o processo. Sobre aproveitar o licenciamento ambiental para ampliação do Porto do Mucuripe, como propõe o Governo do Estado, Paiva descarta a possibilidade. "São dois empreendimentos totalmente diferentes", ressalta. "Uma coisa é um porto para atracar navio, o que pode ser feito até em alto mar. Outra coisa é uma fábrica de navios. Não tem nem semelhança".

A autorização para construir um estaleiro no Serviluz é de competência do órgão federal pois, conforme Paiva, parecer da consultoria jurídica do Ministério do Meio Ambiente determina que cabe ao Ibama o licenciamento ambiental de empreendimentos que envolvem mais de um estado e com alto impacto ambiental. "É um empreendimento em mar territorial, que vai do Amapá ao Rio Grande do Sul", explica. (SS/CC)

Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 12 de março de 2010

Implantação de terminal de granéis sólidos em Suape é tema de audiência pública


O Porto de Suape confirma a implantação de mais um grande empreendimento: um terminal de granéis sólidos com investimentos previstos em R$ 467 milhões. Uma audiência pública foi realizada nessa quarta-feira (10) para discutir a implantação do empreendimento que deverá movimentar 6,5 milhões de toneladas já no primeiro ano de operação, prevista para acontecer em 2012.


"Em até 25 anos, ele deverá movimentar mais de 15 milhões de toneladas", comenta a engenheira da Projetec, empresa que realizou o estudo de viabilidade do terminal, Fernanda Bathista. "Em 2010 ocorrerá o processo licitatório, em 2011, as obras de infraestrutura e construção e em 2012 iniciam-se as operações", completa. Em relação ao número de empregos, serão mais de 200 vagas diretas.


"A movimentação de 15 milhões de toneladas de granéis representa quase duas vezes o total de toneladas operadas pelo porto de Suape, hoje, anualmente. É um número surpreendente", explica o diretor de Gestão Portuária, Jorge Dias Fernandes. Localizado em uma área total de 34 hectares, o terminal será instalado na Ilha de Cocaia, dentro da área do porto interno.


Desse total, 25 hectares serão destinados à armazenagem, enquanto que os demais nove serão ocupados por atividades industriais e edificações. Cerca de 70 hectares da área total da Ilha serão destinados à preservação ambiental e cultural. "Temos projetos de visitação ao local e acertaremos detalhes junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan", explica o vice-presidente do porto, Sidnei Aires.


Sobre a origem dos recursos públicos que viabilizarão a infraestrutura necessária ao empreendimento, o vice-presidente do porto explica: "Fomos o primeiro porto do País a pedir recursos do PAC 2, e eles já estão garantidos. Serão realizados serviços de dragagem e a construção de um acesso rodoferroviário para a operação de cargas no local. Os investimentos somam R$ 384 milhões, sendo R$ 300 milhões para a dragagem", especificou Aires.


"As obras do acesso à Ilha serão iniciadas no próximo mês de abril e deverão ser concluídas no primeiro semestre de 2011. Quando estiver pronto, o acesso rodoferroviário se ligará à Transnordestina, prevista para ficar pronta no primeiro semestre de 2012", confirma Aires.


A área para a instalação do terminal já foi aprovada após a definição do novo Plano de Desenvolvimento Portuário (PDZ) na última reunião do CAP no último dia 26 de fevereiro. O PDZ, planejado em um horizonte de 20 anos, prevê o salto de oito milhões de toneladas anuais para 48 milhões de tons/anos até 2016.
 

Suape ganha terminal de granéis sólidos

Com investimentos previstos em R$ 467 milhões, Suape ganha novo terminal de granéis sólidos que deverá movimentar, já no primeiro ano de operação 6,5 milhões de toneladas de minério de ferro, coque e fertilizantes. O assunto foi objeto de audiência publica, ontem, quando se confirmou a implantação desse empreendimento.A licitação do novo terminal será lançada ainda este ano, com início de operações previsto para 2012. Em até 25 anos, ele deverá movimentar mais de 15 milhões de toneladas, segundo a engenheira da Projetec, empresa que realizou o estudo de viabilidade do terminal, Fernanda Bathista. Em relação ao número de empregos, serão mais de 200 vagas diretas."A movimentação de 15 milhões de toneladas de granéis representa quase duas vezes o total de toneladas operadas pelo porto de Suape, hoje, anualmente. É um número surpreendente", explica o diretor de Gestão Portuária, Jorge Dias Fernandes.

Fonte: Governo de PE

segunda-feira, 8 de março de 2010

Canadenses podem investir em Suape

 

Um novo empreendimento internacional poderá aportar no Complexo Industrial e Portuário de Suape nos próximos meses. Trata-se da Bredero Shaw, divisão da ShawCor, fabricante canadense de tubos utilizados na retirada de petróleo.

A visita dos executivos foi acertada na pelo governador Eduardo Campos, na semana passada, durante a apresentação do projeto Suape Global, em Toronto. O novo encontro deve acontecer no próximo dia 10, quando deverão ser acertados os outros detalhes para formalizar a vinda da Bredero Shaw para Pernambuco.

Nesse projeto, estima-se um investimento em torno de R$ 100 milhões e a geração de mil novos empregos na região.

De acordo com o diretor geral da empresa, Sérgio Ferreira, os incentivos fiscais oferecidos pelo Governo Estadual e a localização de Suape estão em sintonia com o crescimento da demanda mundial. A Bredero Shaw é uma das maiores fabricantes mundiais de tubos e revestimentos interno, térmico e anticorrosivo para indústrias de petróleo, gás e água. Juntas, a Shawcor e a Bredero Shaw possuem 29 plantas espalhadas em 14 países.

Para o governador, trazer a ShawCor para o Estado vai além da geração de novos empregos é a oportunidade de aprender "com o know-how de uma grande empresa mundial e a possibilidade de abrir novas portas para que outras empresas daquele país, que detém a segunda maior reserva de petróleo do mundo, olhem para Suape".

domingo, 7 de março de 2010

Estaleiro perto de lançar primeiro navio ao mar


Para Padilha, há condições de iniciar dragagem logo

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) está prestes a dar um passo importante para lançar o seu primeiro navio ao mar – o prazo que está sendo colocado para o evento é até o fim deste mês. No caso, seria a última tarefa que lhe cabe na questão da estrutura para garantir o lançamento da embarcação. A Porta Batel (comporta do dique seco – uma bacia de concreto onde o casco do navio é montado) terminou de ser construída na última quarta-feira. Amanhã, serão feitos os testes de inundação para saber se a peça está adequada para a sua função, que é a de lacrar o dique e evitar que a água do mar entre na estrutura.

O teste de inundação confirmará a consistência do equipamento, se não está havendo vazamento nas comportas. Após essa etapa, o EAS passa a "bola" para a administração do Complexo Industrial Portuário de Suape, que estará liberada para concluir a dragagem (retirada de dejetos do mar para que o navio possa flutuar) a partir do dia 9.

Imagem de um porta-batel para dique seco. Foto: divulgação

Segundo o diretor de Engenharia e Meio Ambiente de Suape, Ricardo Padilha, há condições de iniciar esse serviço prontamente. "Da nossa parte, a draga está funcionando. Estamos com a máquina no entorno do dique, a uma distância de 40 metros", disse. A previsão é terminar o trabalho antes do fim de março.

Quando a Porta Batel se abrir, a água vai alagar o dique e permitir que o navio fique no nível do mar. A dragagem do dique seco corresponde a um pacote de obras que está dentro de recursos enviados pela Secretaria Especial de Portos (SEP). No total, são R$ 91 milhões em investimentos. Antes da dragagem, a profundidade da área variava entre três metros e 16 metros a depender do trecho. Já a Porta Batel chegou da China em setembro do ano passado, tem 73 metros de comprimento, 11,40 metros de altura e pesa mil toneladas.

A expectativa é de que em julho seja entregue à Transpetro esse primeiro navio – petroleiro do tipo Suezmax feito para atender a demanda do Promef I (Programa de Modernização e Expansão da Frota). O EAS é um investimento de R$ 1,4 bilhão e tem capacidade de processamento de 160 mil toneladas de aço por ano numa área total de 1 milhão e 620 mil metros quadrados. (Folha de Pernambuco)

sábado, 6 de março de 2010

Shineray vai empregar 300 pessoas em Suape


Com investimento de R$ 40 milhões, fábrica de motos deve ser inaugurada em 2012

Enfim, a empresa chinesa de motos Shineray anunciou o total de investimento, geração de empregos e espaço que a sua fábrica terá no Complexo Industrial Portuário de Suape. O investimento inicial para a construção será de R$ 40 milhões e há previsão de gerar 300 empregos diretos, num espaço de 190 mil metros quadrados (e não 30 mil metros quadrados, como foi estimado anteriormente).

Cerca de 100 técnicos e engenheiros estarão envolvidos nessa fase inicial e a inauguração está prevista para 2012. A indústria será a primeira do grupo no Brasil. A atual distribuidora da Shineray também é a única do País e está situada no Cabo de Santo Agostinho.

A operação será de 30 mil motos por ano, mas deverá ser multiplicada por quatro logo nos primeiros 12 meses de funcionamento da fábrica. "Teremos capacidade de produção para 120 mil unidades e vamos exportar para outros mercados", disse o diretor Executivo da Shineray no Brasil, Paulo Perez. Ontem, executivos da fábrica matriz da Shineray estavam em Pernambuco reunidos com a diretoria da distribuidora brasileira para acompanhar as definições do projeto de instalação da fábrica.

O anúncio da construção da montadora foi feito no mês de julho do ano passado e, com a conclusão da planta, os empresários estão em busca do terreno que melhor comporte as instalações.

A gerente e o diretor de Comércio Exterior da empresa, Chaty Chan e Jack Yang, vieram da China para acompanhar e avaliar todo projeto de construção da fábrica. Eles vão escolher, com os diretores Paulo Perez, Marcos Menezes e José Edson Medeiros, o terreno em Suape que mais se adeque à empresa. A estrutura contará com laboratórios de tecnologia e uma pista de testes exclusiva para os modelos comercializados pela empresa.

Os executivos chineses aproveitaram para trazer à distribuidora brasileira as novidades da linha 2010/2011, principalmente os modelos com injeção eletrônica. Hoje, a Shineray comercializa 16 modelos de motos e tem mais de 200 pontos de vendas espalhados pelo Brasil, atendendo a todas as regiões. (Folha de Pernambuco)

Reportagem sobre o estaleiro Sungdong x Suape

terça-feira, 2 de março de 2010

Canadense pode investir R$ 100 milhões em Suape Missão

ABredero Shaw, divisão da ShawCor Ltd., poderá desembarcar no Complexo Industrial Portuário de Suape dentro de alguns meses. Executivos da empresa virão a Pernambuco no próximo dia 10 para discutir a implantação de uma unidade de fabricação de tubos para exploração de petróleo. A estimativa de investimento é de R$ 100 milhões, com previsão de gerar cerca de mil empregos.

A visita dos executivos da Bredero Shaw a Pernambuco foi acertada ontem em Toronto, no Canadá, durante a apresentação do projeto Suape Global. "Sabemos que há muita coisa acontecendo em Pernambuco na área de exploração de petróleo e queremos participar disso", disse o diretor geral da empresa, Sérgio Ferreira. Segundo ele, os incentivos fiscais oferecidos pelo governo estadual e a localização privilegiada de Suape "casaram" com o crescimento da demanda global.

A Bredero Shaw é uma das maiores fabricantes mundiais de tubos e revestimentos interno, térmico e anticorrosivo para indústrias de petróleo, gás e água. Juntamente com a ShawCor, a empresa possui 29 plantas espalhadas por 14 países. "Levar a ShawCor para Pernambuco é mais que gerar empregos no nosso estado. É levar o know how de uma grande empresa mundial e abrir as portas para que outras empresas do Canadá, país que detém a segunda maior reserva de petróleo do mundo, olhem para Suape", comentou o governador Eduardo Campos.

A apresentação do projeto Suape Global foi feita para um grupo de mais de 80 empresários dos setores de exploração de petróleo no Ontario Investment Trade Center. Além do governador, integram a comitiva pernambucana o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, representantes da Refinaria Abreu e Lima, do polo petroquímico e da Zona de Processamento de Exportações (ZPE Suape).

A missão ao Canadá também está trazendo resultados positivos para o turismo. A assessoria de imprensa do governo informa que a rede hoteleira Four Season teria demonstrado interesse em construir um resort de luxo no Litoral Sul de Pernambuco. O local exato é mantido em sigilo. A rede conta com 83 hotéis e resorts em 35 países, totalizando cerca de 20 mil quartos. Entretanto, há rumores de que, se vier mesmo para o Brasil, a Four Season se instalará em São Paulo.

Ainda em Toronto, a missão pernambucana visitou a produtora de fertilizantes Yamana Gold. As negociações continuam em Calgary, com visitas à HD Energy, empresa especializada em serviços nas áreas de energia renovável, nuclear, óleo, gás, exploração e extração de petróleo. De acordo com o secretário Fernando Bezerra Coelho, a HD Energia teria confirmado uma visita a Pernambuco para maio. A última rodada de negócios ocorre em Vancouver, finalizando a viagem na quinta-feira.

Lançado em dezembro de 2008, o projeto Suape Global tem como objetivo consolidar Pernambuco como um polo distribuidor de bens e serviços para a indústria de petróleo, gás, naval e offshore. Em 2009, foram promovidas missões à China, Inglaterra, Estados Unidos, Noruega, Portugal, Espanha, Hong Kong e Cingapura. Agora é a vez do Canadá. Depois disso, o projeto deverá ser divulgado também no Panamá, Angola e Holanda.

Fonte: Diário de Pernambuco

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