domingo, 28 de fevereiro de 2010

Governo gasta mais no PAC

http://www.abril.com.br/noticias/economia/governo-executa-63-3-investimentos-pac-3-anos-531187.shtml

Estaleiro virtual é bom, diz inglês

Uma das mais importantes revistas mundiais da indústria naval destaca Transpetro e seu presidente

O Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), liderado pela Transpetro, braço logístico da Petrobras presidido pelo cearense Sérgio Machado, ganhou a capa e as páginas internas da Fairplay, uma das mais importantes publicações mundiais especializadas em indústria naval. Sob o título "Realidade Virtual - Sergio Machado e o renascimento da indústria naval brasileira" - a reportagem aborda o sucesso do Promef.

Segundo a Fairplay, o presidente da Transpetro é um "decision maker" (homem de decisão), que concretizou, com êxito o Promef. A revista salienta que o programa tem como um de seus fundamentos o conceito de "estaleiro virtual" - aquele que é criado e viabilizado em razão da escala obtida pelo volume de encomendas de navios.

A Fairplay informa que, no fim do próximo mês de março, será lançado ao mar, em Pernambuco, o primeiro petroleiro construído por um estaleiro que começou como virtual e - graças às encomendas da Transpetro - se tornou o maior do setor na América Latina; o Atlântico Sul, no Porto de Suape, em Pernambuco. "Será uma comemoração em alto estilo, com a presença dos big shots da República, a começar pelo Presidente Lula", diz a revista inglesa.

Para tornar-se o maior do continente latino-americano, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) foi, inicialmente, concebido de maneira literalmente virtual. Hoje, o EAS emprega alguns milhares de trabalhadores que foram treinados pelo Senai pernambucano para as diferentes tarefas próprias de uma indústria naval. Os aprendizes que eram analfabetos foram alfabetizados e, depois, matriculados em cursos normais do ensino primário, abertos especialmente pela Secretaria de Educação de Pernambuco para atendê-los.

"É exatamente isso o que se pretende para o Estaleiro Promar Ceará", diz o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antonio Balhmann. O empreendimento, ainda virtual como foi o EAS, corre o risco de não ser instalado em território cearense, pois a prefeita Luizianne Lins e a Fiec são contra a sua localização na geografia da ponta do Mucuripe, no bairro Serviluz, em Fortaleza.

Fonte: Diário do Nordeste

Indústria naval terá 600 hectares no Porto de Suape

O Conselho de Autoridade Portuária de Suape (CAP/Suape) aprovou ontem o novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do porto. Conforme o que ficou estabelecido, uma área de 600 hectares será destinada a implantação de um cluster naval, onde poderão se estabelecer até dez empresas, incluindo novos estaleiros.
Também foram contempladas no plano as concessões por 25 anos de áreas para implantação de três terminais, cujos investimentos previstos somam US$ 640 milhões. O Terminal de Granéis Sólidos (minério) deverá se localizar na Ilha de Cocaia, com capacidade para exportar 15 milhões de toneladas por ano. Já o novo Terminal de Contêineres – com capacidade para movimentar anualmente 500 mil contêineres – compreenderá uma faixa de cais de 700 metros. O Plano também prevê construção do Terminal de Múltiplos Usos (grãos). Este será utilizado para escoamento da produção agrícola transportada pela Transnordestina.

Conforme explicou presidente do porto e secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, a ideia é chegar a 2030 com capacidade para movimentar 100 milhões de toneladas por ano. Hoje, Suape movimenta 8 milhões de toneladas/ano.

Fonte: Jornal do Commercio

Suape pode abrigar terminal químico

A empresa holandesa especializada na operação de tanques de armazenagem de líquidos químicos, petroquímicos e de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), Royal Vopak, manifestou interesse ontem em investir em um terminal de lubrificantes no Complexo Industrial e Portuário de Suape. O presidente do grupo, Frits Euderink, informou ao secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho, que enviará nos próximos dias o diretor da América Latina para analisar quais são as áreas mais propícias para o empreendimento e discutir as condições de arrendamento. O valor de um futuro investimento não foi informado.

As negociações com a Royal Vopak fazem parte da agenda de uma comitiva do governo estadual à cidade de Roterdã, na Holanda. Além de Bezerra Coelho, participaram da conversa com a empresa o vice-presidente, Sidnei Aires, e o diretor Silvio Leimig. Além de prospectar novos empreendimentos, a viagem tem como objetivo estreitar as relações com o Porto de Roterdã que está auxiliando os pernambucanos na elaboração do Plano Diretor de Suape.

Uma das parcerias fechadas esta semana foi um Termo de Cooperação Técnica com a Shipping and Transport College (STC). A instituição escolar é especializada na preparação de mão de obra para o setor naval, que está de se desenvolvendo no Estado com as operações do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o anúncio esta semana de mais um empreendimento desse tipo, capitaneado pelo consórcio Schahim-Tomé e a previsão de mais dois estaleiros a serem anunciados. A STC, com sede em Roterdã e filiais na África do Sul, Coréia do Sul, Vietnã e Oman, possui 7 mil alunos, sendo 4.800 na Holanda, atendendo a 195 empresas do setor desse país. A instituição forma 1.200 alunos por ano.

O termo de cooperação firmado com a delegação pernambucana visa replicar no Centro de Treinamento Engenheiro Francisco Vasconcelos, escola que o Governo de Pernambuco recebeu do EAS, um modelo de ensino que utiliza um equipamento simulador de última geração focado no treinamento de comandantes de navios. A escola técnica pernambucana será a primeira do País a possuir um equipamento desse tipo. O investimento para a implantação da unidade é de 6 milhões de euros (que de acordo com o câmbio de ontem representam R$ 14.773.980,00).

Depois da Holanda, a comitiva do governo estadual segue para o Canadá, onde tratará da implantação de uma unidade de fertilizantes de U$ 100 milhões com a Yamana Gold. Outras 15 empresas canadenses serão contactadas para futuros negócios.

Fonte: Desenvolvimento Econômico

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Lucro da Ultrapar sobe 20%

A Ultrapar fechou 2009 com um lucro líquido de R$ 467 milhões, resultado 20% superior se comparado ao do ano anterior. A geração de caixa medida pelo Ebitda foi de US$ 1,354 milhão, alta de 25% ante os US$ 1,01 milhão apurados em 2008.

No quarto trimestre de 2009, a Ultrapar apresentou um lucro líquido 119% maior quando comparado ao mesmo período de 2008, puxado principalmente pelo avanço do plano de integração da Texaco e pela aquisição de um terminal de granéis líquidos em Suape.

As receitas líquidas da companhia alcançaram R$ 36 bilhões, superando pela primeira vez o patamar de R$ 30 bilhões registrado em 2008. O valor de mercado encerrou 2009 em R$ 11 bilhões, 58% acima do verificado no ano anterior e o volume financeiro chegou as cifras de R$ 27 milhões por dia.

Diante do crescimento em 2009, a Standard & Poor´s elevou o rating da empresa para BBB- em escala global e brAAA em escala local e Moody´s manteve sua classificação de crédito em Baa3.

No final do ano passado, e empresa reduziu os custos de seu endividamento com a emissão de debêntures no valor total de R$ 1,2 bilhão, com o objetivo de dar maior flexibilidade financeira e aumento de liquidez para a companhia. A remuneração foi reduzida para 108,5% do CDI e o prazo alongado para dezembro de 2012. 

A Ultrapar atua no mercado de distribuição de combustíveis, por meio da Ipiranga e da Ultragaz, na indústria química, por meio da Oxiteno, e no segmento de logística para granéis líquidos, por meio da Ultracargo. Atualmente possui, através da Oxiteno, unidades industriais no México e na Venezuela e escritórios comerciais na Argentina, na Bélgica e nos Estados Unidos, além dos negócios no Brasil.

Fonte: Energia Hoje

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Porto do Recife passa a receber equipamentos pesados


O Porto do Recife abriu os cais para outro ramo. O terminal marítimo que funcionava basicamente transportando açúcar e fertilizantes recebeu a primeira carga de equipamentos pesados este mês e, a cada bimestre, durante 18 meses, novos guindastes, escavadeiras e carregadeiras da empresa chinesa XCMG, sétima maior do ramo, virão ao Recife através da Êxito Importação & Exportação. No próximo ano, a Êxito terá montadora no Complexo Industrial Portuário de Suape.

Uma operação desta é inédita no porto da cidade e, segundo o presidente do porto do Recife, Sileno Guedes, não será isolada. "A primeira operação da Êxito abriu caminhos para outras semelhantes. Isto mostra que o nosso porto tem condições de receber este tipo de carga". Para Guedes, o que está acontecendo é reflexo do bom momento que vive a economia de Pernambuco e o porto começa a sentir "bons ventos". A próxima carga tem chegada prevista para o dia 05 de abril.

Para o diretor da empresa responsável pelo transporte, José Romero Dias Gomes, as transações no Porto do Recife trazem vantagem logística, financeira e operacional em relação ao processo anterior, quando toda a operação era concentrda em Santos e distribuída pela malha rodoviária. A escolha por Pernambuco  é relacionada aos empreendimentos estruturadores do Estado, como a Refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul, que demandarão este tipo de equipamento. Mas Dias Gomes frisou tmbém a importância dos novos investimentos no porto. "A dragagem foi fundametal", afirmou.

Fora o aprofundamento do porto para 11m, esperam-se mais R$ 132 milhões em investimentos no terminal recifense. O governador Já teria enviado solicitação para o PAC2 de R$ 116 milhões para infraestrutura. Os outros R$ 16 milhões viriam do próprio Estado para repareção do cais e dos armazens.

Fonte: Blog Jamildo

Dados sobre duplicação da PE-60 são disponibilizados à população

O Relatório de Im-pacto Ambiental que trata da duplicação da rodovia PE-60 está disponível para consulta no portal da Agência Estadual de Meio Ambiente - CPRH. O empreendimento, proposto pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco - DER-PE, prevê o alargamento de um trecho de 33 quilômetros da rodovia.

A CPRH tem divulgado relatórios de impacto ambiental em seu portal (www.cprh.pe.gov.br) com o objetivo de tornar público e transparente o processo de licenciamento ambiental. O Rima apresenta de maneira clara e didática as considerações do Estudo de Impacto Ambiental, que é bem mais detalhado e técnico. "Nosso objetivo é levar ao conhecimento da sociedade informações sobre os aspectos técnicos que envolvem o empreendimento", disse o diretor presidente da CPRH, Hélio Gurgel.

Além de divulgar em seu portal na Internet relatório do projeto "Duplicação da Rodovia PE-60 no trecho Acesso a Suape (km 10,44) - Entroncamento com a PE-61 em Sirinhaém", a CPRH disponibiliza cópia impressa do EIA/ Rima para consulta pública na biblioteca da agência, em sua sede, no bairro de Casa Forte, no Recife. Outras cópias estão à disposição nas prefeituras do Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Sirinhaém.

A rodovia PE-60 tem dupla função: dar acesso às praias do litoral sul do Estado - o principal destino turístico da região - e servir como eixo de ligação do Porto de Suape com o restante da malha rodoviária do Estado e do País. Também serve de interligação entre Pernambuco e Alagoas.

Fonte: Governo de PE

ZPE de Suape/Jaboatão atrai de 15 a 20 empresas

A Zona de Processamento de Exportações (ZPE) Suape/Jaboatão segue atraindo novas empresas, mesmo que ainda não tenha havido prospecção por parte dos poderes municipais. Já manifestaram interesse no espaço 15 a 20 grupos dos segmentos de fornecimento de peças automotivas, baterias para carros, microinformática, cerâmica, entre outros. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Jaboatão dos Guararapes, Jackson Rocha, todas manifestam interesse em alterar a linha de produção, tornando-a mais agressiva ao mercado.

"O que essas empresas pagariam de impostos agora pode ser investido em outras coisas. Elas estudam a possibilidade de concorrer nos mercados estrangeiros. Isso acontece por conta dos benefícios fiscais". As obras para a criação da ZPE estão orçadas em R$ 12 milhões e ficam a cargo da construtora Moura Dubeux. O Governo do Estado terá que desembolsar outros R$ 4 milhões a serem aplicados em serviços de gás e luz.
Entre as isenções concedidas estão o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e os Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

Fonte: Folha de Pernambuco

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Compesa conquista contrato

PetroquímicaSuape fechou acordo com a companhia para fornecimento de água. Consumo deve gerar R$ 6 milhões/ano
 
O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), João Bosco de Almeida, e o presidente da PetroquímicaSuape, Richard Ward, assinaram um contrato no qual a estatal se comprometeu a fornecer até 1 milhão de metros cúbicos de água bruta por mês à petroquímica que está se implantando em Suape. O contrato vai gerar uma receita de cerca de R$ 6 milhões, por ano, para a estatal pernambucana.

A PetroquímicaSuape será o segundo maior cliente da estatal, perdendo apenas para a Refinaria Abreu e Lima, a qual vai comprar 1,5 milhão de metros cúbicos de água bruta por mês, quando entrar em operação, o que deve ocorrer em abril de 2012. A empresa petroquímica vai consumir água suficiente para abastecer, mensalmente, uma cidade do porte de Garanhuns, que tem 125,1 mil habitantes, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2004.

Os projetos estruturadores e o aquecimento da economia está aumentando a carteira de grandes clientes da Compesa, incluindo os que apresentam um consumo médio de 100 mil metros cúbicos por mês. "A tendência é crescer bastante o consumo dessa clientela, porque o aumento da industrialização do Estado é uma realidade", afirmou João Bosco.

Reforço
Para reforçar o abastecimento de água bruta na região de Suape, o governo do Estado está planejando construir, a partir de 2011, a Barragem e a Adutora do Ipojuca. "Num primeiro momento, o empreendimento vai fornecer água bruta para Suape, reforçar uma parte do sistema metropolitano e abastecer o litoral sul até a cidade de Barreiros", explicou Bosco.

A adutora do Ipojuca poderá fornecer até 14 metros cúbicos de água por segundo, enquanto o sistema de Pirapama – que será concluído até o final deste ano – vai garantir 5 metros cúbicos por segundo. A construção da barragem e da adutora tem um custo estimado em, respectivamente, R$ 50 milhões e R$ 80 milhões.

A Compesa tem 18 grandes consumidores, incluindo os que estão contratados, como a refinaria e a petroquímica, ambas em construção. Atualmente, o maior cliente da estatal é o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que também está se implantando em Suape mas está produzindo. Ele deve comprar, anualmente, R$ 3 milhões em água bruta à Compesa.

Depois disso, o atual maior consumidor da estatal é a multinacional Unilever, com um consumo aproximado de R$ 500 mil por ano. No ano passado, o faturamento da estatal foi de R$ 745 milhões e este ano deve alcançar R$ 850 milhões. (Jornal do Commercio/PE)

Suape apresenta projetos para assegurar verba

Primeiro porto brasileiro a enviar projetos para captação de recursos da segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o Complexo Industrial e Portuário de Suape apresentou ontem os principais investimentos previstos para justificar a necessidade de receber até R$ 1,94 bilhão para obras de infraestrutura.

Ontem, o vice-presidente de Suape, Sidnei Aires, esteve em Brasília, na Secretaria Especial de Portos (SEP), apresentando a viabilidade financeira de empreendimentos como o Terminal de Granéis Sólidos da Ilha de Cocaia (com orçamento previsto de R$ 200 milhões e que exportará os minérios vindos do Piauí e do Rio Grande do Norte), o novo Terminal de Contêineres, a implantação do polo naval com a chegada de mais dois estaleiros (Galvão-Alusa e Schahin-Modec) e o terminal portuário da Transnordestina – que receberá frutas, grãos e gesso trazidos pela ferrovia.

"São empreendimentos cuja previsão de início das operações é 2012. Para isso precisamos estar com a infraestrutura pronta para atendê-los", explicou Aires. As obras em questão são a dragagem do porto interno e a construção de quatro novos berços de atracação (os cais 6, 7, 8 e 9). "Elas são exigidas pela demanda do mercado", acrescentou.

A previsão é que o PAC 2 seja lançado no final de março. Em novembro do ano passado, o governador do Estado, Eduardo Campos, marcou presença em Brasília para entregar os projetos das intervenções futuras em Suape. Na próxima semana, Campos estará novamente na capital federal para reforçar a campanha pelas verbas.

É que a SEP se reunirá com a ministra da Casa Civil e candidata a presidência da República, Dilma Roussef, para apresentar os projetos de sua alçada. (Jornal do Commercio)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Suape fará estudo sobre dragagem

   
O Porto de Suape está contratando novas sondagens geotécnicas para saber definitivamente quanto custará a dragagem do seu canal de acesso. Para a Secretaria Especial dos Portos, a obra pode ser feita por R$ 110 milhões, mas para a diretoria de Suape a execução do projeto não sairia por menos de R$ 240 milhões. Tamanha divergência de valores se justifica pelo desconhecimento sobre o real nível de dureza das pedras que ocupam o fundo do mar na área portuária. Orçado em cerca de R$ 120 mil, o estudo deve ser concluído até o final de março. Do seu resultado depende o lançamento de uma nova licitação para a dragagem no início de abril, já que nenhuma empresa se habilitou para executar a obra durante a concorrência que foi aberta no ano passado.
Atualmente, a profundidade do canal de acesso do Porto é de 16,5 metros. Com a dragagem, essa marca subirá para 20 metros, permitindo a atracação de navios com porte de até 170 mil toneladas (como os que vão abastecer de petróleo a Refinaria Abreu e Lima).

Conforme explica o diretor de engenharia e meio ambiente do Porto de Suape, Ricardo Padilha, a Secretaria Especial dos Portos julga que a retirada das pedras poderá ser feita durante a própria dragagem. No entanto, ele acredita que o material depositado nas profundezas tem nível de dureza tão alto que seria necessário submetê-lo a um processo de fragmentação. Em termos técnicos, o procedimento é intitulado derrocagem, que encareceria a obra em cerca de 118%. "Através de 26 perfurações, já identificamos um volume de 362 mil metros cúbicos (m³) de material que precisaria passar pela derrocagem. Somente a draga não dá conta de todo o procedimento. Por isso, penso que a execução do projeto deverá sair por preço mais elevado", revela. Padilha credita à indefinição oficial sobre as condições da obra, ao fato de nenhuma empresa ter demonstrado interesse em realizá-la no início do segundo semestre do ano passado, quando o edital de licitação com orçamento de R$ 110 milhões foi lançado pela Secretaria Especial dos Portos, após criticar o projeto inicial de Suape orçado em R$ 240 milhões.

O Diário Oficial do Estado publicou no último sábado o nome das três empresas que estão habilitadas a disputar a realização das sondagens. São elas: Hidrotopo Consultoria e Projetos Ltda, Dzeta Engenharia Ltda e R. peotta Engenharia e Consultoria Ltda.

INFRAESTRUTURA

A previsão é que, em 2010, sejam empregados R$ 946,6 milhões para aumentar a infraestrutura do complexo portuário de Suape. Desse total, R$ 595 milhões estão no orçamento como recursos próprios. Já a União e a Secretaria Especial dos Portos bancarão um investimento de R$ 268 milhões, que incluem a dragagem do canal de acesso.

Fonte: Jornal do Commercio

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Governo promete novo pacote de licitações

O governo federal promete iniciar até abril um pacote de licitação de terminais portuários com contratos de concessão com a validade vencida. Até o fim do semestre, pelo menos cinco áreas em diferentes portos do Brasil estarão prontas para serem leiloadas, garante o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho.

No total, o Brasil tem cerca de 100 terminais com contratos vencendo até 2013 que terão de passar por leilão. Fialho conta que a agência aprovou, na semana passada, o processo de licitação de dois terminais que estão com o contrato vencido. O primeiro deles é o terminal de granéis líquidos que hoje é administrado pela Vopak, no Porto de Santos (SP).

De acordo com o diretor geral da Antaq, a empresa que oferecer a maior proposta pela oportunidade de negócio assinará um contrato de concessão de 25 anos, prorrogáveis por mais 25 anos. 

O vencedor ainda terá de arcar com investimentos mínimos de R$ 10,8 milhões e desembolsar R$ 33,8 milhões a título de sítio-padrão (referente ao pagamento da estrutura existente).

Além disso, a nova concessionária pagará mensalmente arrendamento de R$ 2,5 por tonelada movimentada e valor patrimonial de R$ 2,5 por metro quadrado usado. "As regras vão determinar novas metas de movimentação e de investimentos nos portos", comenta Fialho.

Outra área que teve o processo de licitação aprovado na semana passada foi o terminal de fertilizantes e ração animal do Porto de Imbituba, em Santa Catarina. As regras para essa licitação são iguais às do terminal da Vopak, em Santos. Mas, nesse caso, a empresa vencedora terá de fazer um investimento mínimo de R$ 17,8 milhões.

Entre as obrigações mensais, ela precisará desembolsar R$ 2,52 por tonelada movimentada e R$ 0,84 por metro quadrado usado.

Fialho explica que, a partir da aprovação dos processos pela Antaq, as Companhias Docas, que administram os respectivos portos, vão enviar os documentos para análise do Tribunal de Contas da União (TCU). "Em 30 dias esperamos que tudo esteja pronto para lançar o edital de licitação. O leilão poderia ocorrer em abril", calcula.

O diretor da Antaq comenta que a agência finaliza nos próximos dias os estudos de mais três terminais que poderão ir a leilão até o fim deste semestre. Estão entre eles a revitalização do Porto do Recife (PE), para a expansão do terminal de turismo, um terminal de açúcar no Porto de Suape (PE) e outro no Porto de Santos.

"É possível que a gente consiga aprovar esses processos na última reunião da diretoria em fevereiro (dia 24) ou na primeira de março", diz Fialho.

Na avaliação de muitos especialistas, o governo demorou para começar a resolver este problema, o que atrapalha a definição de investimentos para melhorar a eficiência dos terminais.

A explicação é que ninguém faz nenhum plano de expansão sem saber se os portos com contratos vencidos serão ou não relicitados. Essa dúvida ocorre exatamente porque o governo já deu sinais de que há casos em que pode haver prorrogação dos prazos.

O primeiro terminal com contrato vencido que foi a leilão foi o da Cargill, no Porto de Santos. O contrato fechado pela americana previa o arrendamento por dez anos, prorrogáveis por outros dez, que acabou em 2005. Na ocasião a multinacional se valeu de uma resolução da Antaq que permite a prorrogação por mais três anos. O leilão apenas ocorreu em novembro do ano passado e o grupo vencedor tinha como sócio a Cargill e a LDC.

Além desse terminal, outros 11 arrendamentos vão expirar até 2011 no Porto de Santos, sem direito à prorrogação. Entre eles estão Cutrale, Vopak, Deicmar, Mesquita e Rodrimar.


NÚMEROS


100 terminais,
aproximadamente, têm contratos vencendo até 2013

R$ 10,8 milhões 
terão de ser investidos pelo vencedor do leilão do terminal de granéis líquidos no Porto de Santos, hoje administrado pela Volpak

R$ 17,8 milhões 
terão de ser investidos no Porto de Imbituba (SC)

Oportunidades de Suape são mapeadas


Como aproveitar a onda de investimentos que chegam a Pernambuco fornecendo serviços através de minha micro ou pequena empresa? Esse é o questionamento de muitos pernambucanos que terão em mãos, a partir de agora, um Mapeamento das Oportunidades de Negócios das Demandas dos Empreendimentos Estruturadores.


O material, composto de 23 cadernos temáticos, é fruto de uma parceria entre a empresa Suape, o Sebrae e a instituição alemã German Technical Cooperation, GTZ firmada em setembro de 2009, e foi apresentado na manhã dessa quinta-feira (11.02), no Porto de Suape, pelo consultor Fernando Vasconcelos


"O propósito do material é fornecer uma base de dados sólida sobre as demandas desses três empreendimentos e fazer com que as empresas do Estado se insiram no desenvolvimento crescendo junto com essas três grande obras. O perfil de nossa economia está mudando, e até 2015, um terço do nosso PIB estará representado por esse novo mercado", comenta o secretário Fernando Bezerra Coelho.

Prefeitos, secretários e representantes de Câmaras de Dirigentes Logistas (CDLs) das cidades de Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Moreno, Sirinhaém, Escada, Rio Formoso, Jaboatão dos Guararapes e Ribeirão estiveram presentes e conferiram as oportunidades geradas desde a terraplenagem, passando pela montagem do canteiro de obras, das tubulações, das subestações, pela automação e instrumentação, caldeiraria, até as edificações "extra-muros" da Refinaria Abreu e Lima, do Estaleiro Atlântico Sul e da PetroquímicaSuape.


"Somente de alimentação, serão demandadas entre 40 a 100 mil refeições por dia. São de R$ 140 a 350 milhões/ano de faturamento bruto. E esse é apenas um segmento de fornecimento.


Temos fardamento, combustível, máquinas, tintas e uma infinidade de oportunidades que precisam ser aproveitadas pelos pernambucanos. Não podemos deixar que tudo isso seja buscado em outros lugares, se já sabemos do que eles precisam", comentou Fernando Vasconcelos.


"Caberá aos municípios, suas empresas e população, identificar suas vocações e mobilizar indústrias para angariar uma fatia dos investimentos, que chegam a R$ 30 bilhões", concluiu.


Nos próximos dias, uma agenda de divulgação do Mapeamento será definida, junto com os municípios do entorno de Suape, para apresentação aos empresários de micro e pequenas empresas de cada um deles.


Para o diretor da GTZ, Ingo Melcheres, essa divulgação é de extrema importância. "Acreditamos que esse é o caminho. Uma dinâmica contínua irá dar condições para essas empresas inserirem seus negócios de forma competitiva e de qualidade nessa onda de investimentos".

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Conheça o homem de confiança de Chávez no Brasil

Se o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é visto por alguns como um cavaleiro andante em busca da integração latino-americana sob o ideal bolivariano, seu fiel escudeiro no Brasil é, sem dúvida, o engenheiro civil Darc Costa, sócio-diretor da consultoria Desenvolvimento, Logística e Cenários (DLC). Ex-vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na curta e conturbada administração do economista Carlos Lessa, de janeiro de 2003 a novembro de 2004, Darc está por trás dos principais projetos tocados em conjunto pelos dois países, como a refinaria de petróleo em Pernambuco, e luta arduamente pela entrada dos venezuelanos no Mercosul. 

"Ele é muito chegado ao Chávez, que se sente inspirado por suas ideias para a integração do continente a partir de grandes projetos estruturais. Nos últimos anos, tem atuado como uma espécie de encarregado de negócios da Venezuela no Brasil", confidencia um amigo, que completa: "Era ele quem mandava de fato no BNDES". Considerado um típico carioca boa-praça que acabou de completar 60 anos, Darc Costa confirma a amizade com o presidente, mas nega o papel de agente facilitador dos planos venezuelanos no país. "Isso é uma bobagem. Não tenho nenhum mandato formal ou informal para tomar conta dos negócios deles aqui. Para fazer esse trabalho, existe a embaixada", diz. 

O fato é que Darc é o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Venezuela do Rio de Janeiro, trabalhou intensamente no acordo entre a Petrobras e a PDVSA, estatal petrolífera venezuelana, para a construção da refinaria em Abreu e Lima (PE), e idealizou o projeto do gasoduto que ligará os dois países, desembocando na Argentina. Nas longas participações que faz na TV estatal sob suas ordens, Chávez cita "o professor Darc" numa frequência comparável à que se refere ao escritor uruguaio Eduardo Galeano. Dois dos livros de cabeceira do coronel são As veias abertas da América Latina, de Galeano, e Estratégia Nacional – a cooperação sul-americana, do brasileiro. 

Identidade 
A relação dos dois começou quando o general venezuelano Martins de Mendoza, ex-aluno de Darc Costa na Escola Superior de Guerra (ESG), onde foi coordenador do Centro de Estudos Estratégicos, apresentou o livro ao presidente. Chávez gostou tanto que o editou no país e chamou o autor para uma conversa. Isso ocorreu em 2003, depois de sua saída do 

BNDES. O papo foi longo e a identidade de pensamentos sobre a integração entre os países latino-americanos surpreendeu. Desde então, os contatos têm sido bastante frequentes. "Nos conhecemos, trocamos ideias e nos damos muito bem, mas eu nunca tomei cachaça com ele", brinca o professor, traçando um limite entre aproximação e amizade. 

Darc se envolveu pessoalmente na votação, no Congresso brasileiro, sobre a entrada da Venezuela no Mercosul. Esteve em Brasília, fazendo corpo a corpo com parlamentares. Para ele, só existem vantagens na adesão do país vizinho, que se tornará o quinto sócio do bloco, se os congressistas paraguaios ratificarem o acordo. Nos cálculos do consultor, a incorporação vai aumentar a economia do grupo em 15%, com a geração de riquezas passando de US$ 2 trilhões para US$ 2,3 trilhões por ano. O comércio intrabloco deve crescer 30%. Em 2008, a corrente comercial entre Brasil e Venezuela ficou em US$ 6 bilhões, com os brasileiros vendendo US$ 5,5 bilhões e comprando apenas US$ 500 milhões. 

"É uma situação insustentável. Não se faz integração com tanto desequilíbrio", diz. A situação deve melhorar quando a refinaria pernambucana começar a operar em 2013, após investimentos de US$ 5,5 bilhões da Petrobras e de US$ 4,5 bilhões da PDVSA. A planta vai refinar 230 mil barris de petróleo por dia — metade da produção será comprada pelo Brasil. Com base no preço de US$ 80 o barril, a aquisição vai significar uma transferência anual de US$ 1,5 bilhão para a Venezuela. 

Negócio 
O professor desqualifica a crítica de que o empreendimento só foi levado adiante por interesse político e afeição ideológica entre Chávez e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na sua visão, o bom relacionamento entre os dois foi importante para viabilizar o projeto, mas as vantagens econômicas são óbvias. A refinaria será a primeira na América do Sul a tratar o óleo pesado, que tem custo de processamento menor do que o leve. Ela viabilizará o funcionamento do Porto de Suape, multiplicará por três o dinheiro investido, estimulando a abertura de fábricas de produtos petroquímicos, bens de capital e insumos. "É um ótimo negócio", garante. 

Darc vê a experiência sul-americana como o primeiro passo na internacionalização por que o país deve passar. Seguindo cientistas sociais de esquerda, como o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997), o consultor vê no povo brasileiro o perfil ideal para o sucesso. "A miscigenação que se deu aqui nos tornou um povo especial, com uma riqueza cultural sem par. A tolerância, que nós temos como um dos principais atributos, será a base para a construção do novo mundo. Nisso, saímos na frente", assegura. No seu novo livro, Fundamentos para o Estudo da Estratégia Nacional, lançado há dois meses, ele detalha o que considera ser o mapa para a inserção do país no mundo. No texto, Darc defende algumas ideias que, ele mesmo admite, são consideradas "jurássicas" pelos economistas liberais de hoje. 

O consultor atribui o uso do termo pejorativo ao fato de muitas de suas teses colidirem com o "discurso dominante", que mantém o Brasil na periferia. Ele volta, por exemplo, à antiga teoria de que, para se desenvolver, uma nação precisa ter uma grande densidade populacional. A brasileira é de apenas 22 pessoas por km². Para ficar próxima do ideal, a população deveria crescer dos atuais 193 milhões de habitantes para pelo menos 400 milhões, numa expansão de 107%. "Temos grandes vazios que precisam ser povoados. Não se pode ver o ser humano apenas como consumidor. Ele é, antes de tudo, um produtor", diz. 

A passagem pelo BNDES deu ao estrategista a certeza de que o país pode crescer, mas também a de que é preciso liberar as forças produtivas para tornar o sonho realidade. Ele qualifica seu período na cúpula do banco como uma luta contra a política monetária restritiva, que mantinha os juros reais mais altos do mundo. "Tive uma carta de alforria quando saí de lá. Tudo que tentávamos fazer esbarrava na ortodoxia. A minha alegria é que o segundo governo Lula está fazendo tudo o que a gente pregava, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os estímulos às empresas", afirma.

Fonte: Correio Braziliense

Empresa planeja investir R$ 12 mi em montadora


Guindaste da XCMG

Além de intensificar a importação de máquinas pesadas por portos pernambucanos, a Êxito Importação & Exportação planeja implantar uma montadora de guindastes da marca chinesa XCMG no Estado. O grupo investirá R$ 12 milhões para transformar diversos componentes e peças em veículos prontos em uma área de 9,3 hectares no Complexo Industrial e Portuário de Suape. O planejamento é que a planta chegue a produzir 120 máquinas por mês. O terreno foi licitado pelo governo estadual e adquirido pela empresa, que começou a detalhar o projeto.

A fábrica será estruturada com base em uma unidade fabril do grupo chinês na Polônia, planta precursora dos investimentos da XCMG fora da China. A montadora pernambucana será a primeira na América Latina e, além de atender o mercado brasileiro, deverá marcar presença no continente africano e no resto da América do Sul. "Hoje, uma mercadoria saída da China leva 40 dias para chegar na África. Saindo do Brasil aporta lá em três ou quatro dias", explicou o diretor comercial da Êxito, José Roberto Dias Gomes.

"O Nordeste é um canteiro de obras", resume o executivo, justificando os investimentos que pretende fazer no Estado. Segundo ele, já se fala no mercado em escassez de máquinas pesadas para uso na construção civil, tamanha é a demanda na região. Cita como exemplo a Refinaria Abreu e Lima, cuja fase de montagem dos equipamentos depende de um número elevado de guindastes para se concretizar.

"Há também a chegada de grupos empresariais de porte nacional no setor de locação de máquinas em Pernambuco, atraídos pelo potencial do mercado nordestino", acrescentou o diretor administrativo, José Romero Dias Gomes. A Êxito trabalha com a importação de guindastes, motoniveladoras e carregadeiras desde 2007 e vende os produtos para todo o País. 

Fonte: Jornal do Commercio

Suape investe em capacitação


O Estado vai apostar mais uma vez na mão de obra local para servir a um grande empreendimento situado no Complexo Industrial Portuário de Suape.
Depois de gastos da ordem de R$ 3,8 milhões para capacitação profissional de mais de 10 mil pessoas visando as obras do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), a ideia é preparar 10 mil jovens e adultos para trabalhar na construção da Refinaria Abreu e Lima. Diretrizes gerais e previsões de data já estão consolidadas. Resta agora uma participação de 15 empresas responsáveis pelos grandes contratos da unidade de refino.

A expectativa é de que elas aceitem arcar com R$ 6 milhões dos custos totais com o curso de reforço escolar. O valor absoluto está em R$ 14.323.542.
Ontem, durante reunião com oito EPCistas (empresas de grande porte responsáveis pela execução de principais projetos num empreendimento), na Sala do Investidor de Suape,
o presidente do Porto e secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, pediu a contribuição das grandes empresas explicando que os gastos com contratação de pessoal sairiam mais acessíveis. "Você não precisaria ter despesas com locomoção, hospedagem.

O BNDES confirmou a liberação de R$ 5 milhões e o Estado, por meio da Secretaria da Educação, disponibilizará R$ 3,4 milhões", ressaltou.
O presidente da Refinaria, Marcelino Guedes, declarou apoio a iniciativa.
O secretário estadual de Juventude e Emprego, Pedro Mendes, expôs um quadro com cada um dos gastos e a soma absoluta para o processo de qualificação.
O investimento na hora/aula para cada aluno será de R$ 6,71, o total por aluno
chegará em R$ 1.342,36, a proposta custa R$ 13.423.542,10 e o diagnóstico
ficou por R$ 900.000.

No Estaleiro, cerca de 5 mil pro-fissionais foram aproveitados, o que corresponde a 85% do total de empregados da empresa. Para a Refinaria, não há certeza quanto à quantidade de empregados, mas é sabido que o pico das obras deverá criar 20 mil vagas.

A Agência de Trabalho terá controle sobre os currículos dos alunos aprovados no curso.

Fonte: Folha de Pernambuco

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Capacitação de 10 mil pessoas para Suape

O Estado vai apostar mais uma vez na mão de obra local para servir a um grande empreendimento situado no Complexo Industrial Portuário de Suape. Depois de gastos da ordem de R$ 3,8 milhões para capacitação profissional de mais de 10 mil pessoas visando as obras do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), a ideia é preparar 10 mil jovens e adultos para trabalhar na construção da Refinaria Abreu e Lima. Diretrizes gerais e previsões de data já estão consolidadas. Resta agora uma participação de 15 empresas responsáveis pelos grandes contratos da unidade de refino. A expectativa é de que elas aceitem arcar com R$ 6 milhões dos custos totais com o curso de reforço escolar. O valor absoluto está em R$ 14.323.542.

Ontem, durante reunião com oito EPCistas (empresas de grande porte responsáveis pela execução de principais projetos num empreendimento), na Sala do Investidor de Suape, o presidente do Porto e secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, pediu a contribuição das grandes empresas explicando que os gastos com contratação de pessoal sairiam mais acessíveis. "Você não precisaria ter despesas com locomoção, hospedagem. (...) O BNDES confirmou a liberação de R$ 5 milhões e o Estado, por meio da Secretaria da Educação, disponibilizará R$ 3,4 milhões", ressaltou. O presidente da Refinaria, Marcelino Guedes, declarou apoio a iniciativa.
O secretário estadual de Juventude e Emprego, Pedro Mendes, expôs um quadro com cada um dos gastos e a soma absoluta para o processo de qualificação. O investimento na hora/aula para cada aluno será de R$ 6,71, o total por aluno chegará em R$ 1.342,36, a proposta custa R$ 13.423.542,10 e o diagnóstico ficou por R$ 900.000. No Estaleiro, cerca de 5 mil pro-fissionais foram aproveitados, o que corresponde a 85% do total de empregados da empresa. Para a Refinaria, não há certeza quanto à quantidade de empregados, mas é sabido que o pico das obras deverá criar 20 mil vagas. A Agência de Trabalho terá controle sobre os currículos dos alunos aprovados no curso.

Fonte: Folha de Pernambuco

Porto de Suape apresenta demandas

A participação das micros e pequenas empresas como fornecedoras dos empreendimentos que estão se instalando no Complexo de Suape também foi tema da reunião de ontem. Na ocasião foi apresentado o Mapeamento das Oportunidades de Negócios das Demandas dos Empreendimentos Estruturadores. O trabalho é resultado de uma parceria firmada em setembro de 2009 entre Suape, Sebrae e a instituição alemã GTZ.
O trabalho se constitui de 23 cadernos temáticos, apontando as demandas dos mais diversos setores para as cadeias produtivas em implantação em Suape. "O propósito do material é fornecer uma base de dados sólida sobre as demandas desses três empreendimentos e fazer com que as empresas do Estado se insiram no desenvolvimento, crescendo junto com essas três grande obras. O perfil de nossa economia está mudando, e até 2015, um terço do nosso PIB estará representado por esse novo mercado", comenta o secretário Fernando Bezerra Coelho.

O consultor Fernando Vasconcelos, que fez a apresentação do mapeamento, destaca que somente no setor de alimentação serão demandadas entre 40 a 100 mil refeições por dia, o que poderá representar um faturamento anual entre R$ 140 milhões e R$ 350 milhões.

PORTO DO RECIFE

Sairá no próximo dia 25, a decisão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sobre o estudo de viabilidade econômica de revitalização de sete armazéns localizados no entorno do Porto do Recife. A maioria deles está inativa desde o início da década 90. A aprovação da Antaq permitiria, por exemplo, a decolagem de projetos como a transformação do armazém 11 em um centro turístico de artesanato. Caberá ao governo do Estado definir o modelo de arrendamento das áreas para iniciativa privada.

Fonte: Jornal do Commercio

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Avanço do setor eólico atrai novas fabricantes para o Brasil

SÃO PAULO - Grandes indústrias do setor de energia eólica têm acenado com a possibilidade de plantas no Brasil. Isso porque, menos de dois meses após o primeiro leilão exclusivo para usinas eólicas contratar 1.805 MW, o governo anunciou um novo certame para fontes alternativas ainda no primeiro semestre. E é o sucesso do leilão de dezembro, a sinalização de uma sequência para a nova fonte e os incentivos para a produção nacional de equipamentos que têm motivado os fabricantes.

Hoje, só as multinacionais WPE - subsidiária da argentina Impsa - e a Wobben, ligada à alemã Enercon, produzem aerogeradores em solo brasileiro. Dupla que deve se juntar a outros quatro fornecedores.

Ainda em 2009, a Alstom assinou um protocolo de intenções com o governo da Bahia. "A ideia é começar a construir a planta no final do primeiro semestre deste ano, para entrar em operação já em 2011", considerou o vice-presidente de energia da companhia na América Latina, Marcos Costa.

A GE já acenou para a ampliação da planta de Campinas (SP), mas nenhum executivo da companhia foi localizado para explicar as intenções. A Siemens, que anunciou reforços na fábrica de Jundiaí (SP), também não nega que planeja uma linha voltada para eólicas, mas a empresa preferiu não falar "por questões estratégicas". No nordeste, o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, esteve na Europa no início desde mês em reuniões com a Fuhrlander. Segundo ele, a empresa, inclusive, já possuiu uma área no porto do Pecém. "Agora, pelo interesse nos leilões e uma maior confiança, veio a possibilidade definitiva", analisou.

Chegando aos ventos cearenses, a Furhlander ficaria lado a lado com a Wobben, que tem capacidade de produzir 500 MW/ano entre as plantas de Pecém e de Sorocaba (SP). "A vinda de outros fabricantes vai ajudar a desenvolver fornecedores com volumes maiores e mais constantes", avaliou o gerente administrativo da Wobben no Brasil, Fernando Scapol, acrescentando já ter acertados quase 600 MW para entrega nos dois próximos anos, além da perspectiva de ampliar as atuais instalações da companhia.

O diretor comercial da WPE, Paulo Ferreira, também vê com bons olhos a chegada de novas fábricas. "Isso concretiza o fato de o Estado brasileiro estar acenando para um melhor aproveitamento da fonte". A produção na sede do porto de Suape (PE) foi de 100 MW no ano passado, com intenção de lançar novos 200 MW neste ano. "Já iniciamos uma expansão da fábrica para crescer mais que isso. Para o ano que vem, trabalhamos para fazer 400 MW", completou.

Em 2009, a geração de energia no país cresceu 260 MW, superando os 600 MW, e hoje já está em 712,8 MW. Para a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o montante irá superar a casa de 1GW em 2010, já que ainda há cerca de 600 MW do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa) não implantados. "O governo está levando a sério: a energia eólica pode ser um complemento às forças hidráulicas", comentou o presidente Lauro Fiúza.

Sobre a chegada de novos fabricantes, Fiúza se mostrou otimista com a "velocidade sustentável" que o setor está alcançando. Claro que o país aprova as medidas que beneficiam a produção nacional, como a isenção do ICMS até o final de 2012, a isenção de PIS/Cofins por inclusão no PAC e o imposto de 14% sobre as importações; porém, Fiúza mantém o pedido de uma diretriz para a energia com a força dos ventos. "Precisamos deste regime especial para estabelecer os prazos de maneira definitiva", finalizou.

A manutenção dessas medidas é vista como fundamental para o bom andamento da energia eólica no país, já que analistas estimaram que até 30% do investimento nos parques contratados no leilão seria usado em tributos, como o IPI para aerogeradores, zerado pelo Ministério da Fazenda. Só assim o preço do MWh conseguiu ser tão baixo no pregão: R$ 148,39, num deságio médio de 21,5% sobre o preço inicial de R$ 189. Pouco, em relação aos R$ 220 estimados pela Abeeólica um ano antes.

Fonte: Panorama Brasil

Suape apresenta projeto Passe Rápido

O vice-presidente de Suape, Sidnei Aires, reunido com o diretor geral de Mercadorias em Trânsito da Secretaria da Fazenda, Oscar Victor, o presidente da Câmara Americana de Comércio, Nobert Bergmann, e o vice-presidente da instituição, Alex Brenneken, apresentou o Projeto Passe Rápido iniciativa que deverá agilizar a liberação dos caminhões e cargas no posto fiscal do Porto de Suape.

"Temos um fluxo diário de três mil caminhões e a operação desse novo sistema desburocratizará e facilitará o controle dessas cargas pela administração de Suape e pela Secretaria da Fazenda", explicou Aires, durante o evento que reuniu cerca de 60 empresários de logística interessados na implantação do projeto.

O Passe Rápido é pioneiro no País e deve começar a funcionar em junho próximo. "Iremos ganhar tempo concentrando a fiscalização em quem pretende sonegar impostos. Esperamos que cerca de 70% das empresas instaladas em Suape realizem o credenciamento junto à Fazenda e com as informações de placa e pesagem dos caminhões o sistema liberará rapidamente o contribuinte", afirma o diretor da Sefaz, Oscar Victor.

Excelência - Suape, que foi considerado pelo terceiro ano consecutivo, o porto mais ágil na liberação de cargas segundo a Receita Federal, recebeu no último final de semana mais um título: o de melhor porto do País do Instituto Logística e Supply Chain (Ilos).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Anúncio do 2º estaleiro de Suape será no dia 22

O anúncio oficial do segundo grande estaleiro a se instalar no cluster naval de Suape poderá ocorrer logo após o Carnaval. A data da divulgação está pré-agendada para o dia 22, mas será confirmada quando os executivos do consórcio Schahin-Modec voltarem de Houston, onde foram ajustar os detalhes do negócio com os acionistas. Do lado do governo de Pernambuco, a informação é que as negociações estão avançando. O empreendimento seria o primeiro (não virtual) depois do Atlântico Sul, uma vez que a planta da Galvão-Alusa ainda depende de vencer a licitação da Petrobras para um primeiro pacote de sondas de perfuração antes de bater o martelo.
O consórcio Schahin-Modec já concluiu as negociações com a Petrobras para o afretamento de uma plataforma FPSO, que vai operar na exploração do pré-sal, no prospecto de Guará, na Bacia de Santos. A plataforma terá capacidade para processar 100 mil barris de petróleo por dia e deve entrar em operação em 2013. Como já conta com uma encomenda concreta, o governo de Pernambuco está contando com o empreendimento como real, ao passo que os demais ainda são considerados virtuais.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, diz que o consórcio Schahin-Modec solicitou uma área de 40 hectares no complexo. O investimento ainda está sendo dimensionado. No plano diretor do Complexo de Suape foi destinada uma área de 634 hectares para a implantação de novos estaleiros. Além do Atlântico Sul, que vai entregar seu primeiro navio até o final do próximo mês, também estão em negociação os empreendimentos da Construcap (R$ 200 milhões) e da Galvão-Alusa, orçado em US$ 495 milhões (R$ 910 milhões pela cotação do dólar de ontem).

O projeto da Galvão-Alusa, que conta com a parceria das coreanas Sungdong e Komac (especializada em design de navios e estaleiros) e da holandesa SBM, vai gerar 2.500 empregos diretos. O estaleiro terá foco na construção de sondas de perfuração, mas também poderá fabricar plataformas de petróleo e barcos de apoio offshore. O empreendimento terá capacidade para processar 50 mil toneladas de aço por ano, volume equivalente a um terço do que pode fazer o Atlântico Sul.

Um dos desafios do governo de Pernambuco para abrigar todos esses estaleiros é fazer um pesado investimento em infraestrutura. Bezerra Coelho adianta que será necessário investir em um grande programa de dragagem, que poderá custar R$ 1 bilhão. Para dimensionar o que isso significa, basta dizer que o PAC da Dragagem da Secretaria Especial de Portos dispõe desse valor para atender a vários portos no País.

Fonte: Jornal do Commercio

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Porto de Suape apresenta hoje novo sistema de fiscalização de cargas

Porto de Suape apresenta hoje novo sistema de fiscalização de cargas


A administração do Porto de Suape e a Secretaria da Fazenda do Estado assinaram no último dia 21 de Dezembro um convênio para a implantação de um sistema eletrônico de fiscalização de cargas baseado na pesagem dinâmicas de caminhões em movimento. Para apresentar e discutir os benefícios do novo sistema, que será implantado a partir do final deste mês, a Câmara Americana de Comércio (Amcham) promove nesta segunda-feira (8), a partir das 19h, evento com o tema "Passe Rápido: Projeto de Fluidez e Segurança de Cargas no Porto de Suape".

O encontro, que será realizado no Hotel Best Western Manibu Hotel (Av. Conselheiro Aguiar, 919, Boa Viagem), é uma promoção do Comitê de Comércio Exterior & Logística da Amcham e contará com palestra de Sidnei Aires, vice-presidente do Complexo Portuário Industrial de Suape, e de Rui Ribeiro, presidente da DSA Soluções e Softwares, empresa responsável pela implantação do sistema em Suape. 

O sistema, pioneiro em portos no País e batizado de Passe Rápido, terá como objetivo principal reduzir e agilizar em curto prazo a retenção de caminhões no posto de fiscalização de cargas do Porto de Suape. A fiscalização funcionará da seguinte forma: o caminhão passará por uma ponte há cerca de um quilômetro do Posto Fiscal e através de equipamentos eletrônicos de alta tecnologia, e software único no mundo, é feita a pesagem e identificação da placa do veículo, em movimento. Hoje, cerca de dois mil caminhões são fiscalizados no posto de Suape. A perspectiva é que, daqui a três ou cinco anos, o número dobre para cinco mil, e em dez anos, chegue até 15 mil.

Ao final do encontro, o Gerente Regional da Hamburg Sud e presidente do Comitê de Comércio Exterior & Logística da Amcham-Recife, Norbert Bergmann, e o diretor Norte e Nordeste da EADI Recife, Alex Brenneken,que ocupa a vice-presidência do Comitê, mediarão um debate entre a palestrante e os presentes no encontro promovido pela Câmara Americana de Comércio. 

A inscrição para o encontro é gratuita, mas as vagas são limitadas e restritas. Os interessados podem efetuar a inscrição pelo site www.amcham.com.br/comites. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (81) 3221-3452/4855 ou através dos endereços eletrônicos www.amcham.com.br e maria.miranda@amchambrasil.com.br.


Blog Jamildo

Suape é considerado melhor porto do País, segundo pesquisa com operadores e gestores

Suape é considerado melhor porto do País, segundo pesquisa com operadores e gestores

Deu no Estadão

O desempenho do Complexo Portuário de Suape na pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), considerado o melhor do País, é, na avaliação de operadores e gestores, resultado de fatores como localização estratégica em relação às principais rotas de navegação, o que garante conexão com mais de 160 portos em todos os continentes; o investimento contínuo (público e privado) em infraestrutura e gestão, que soma mais de R$ 7 bilhões nos últimos três anos; e a adoção de um plano estratégico rígido, monitorado por especialistas, entre os quais um grupo do Porto de Roterdã, na Holanda.

Suape fica 40 quilômetros ao sul do Recife (PE), em uma área de 13.500 hectares. Atualmente, 96 empreendimentos, entre indústrias, empresas de logística e de operação de serviços, estão instalados ou em processo de instalação. Entre eles estão o grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G), o Estaleiro Atlântico Sul, a Bunge Alimentos, uma usina termoelétrica de 523 megawatts e a Refinaria Abreu e Lima. Em 2007, o porto tinha 8 mil empregados diretos. Em 2009, superou os 18 mil.

Em 2009 foi movimentado um total de 7,77 milhões de toneladas, ante 8,61 milhões em 2008. A queda, de 9,8%, foi justificada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do porto, Fernando Bezerra Coelho, como efeito da crise econômica.

"Não podemos esquecer que todos os setores foram atingidos pela crise mundial. Mas isso já era esperado e não causa preocupação em relação às metas para 2010. Muito pelo contrário, os resultados do segundo semestre de 2009, que foram 32% superiores aos dos primeiros seis meses, mostram que nos recuperamos rápido. Se mantivermos esse ritmo, a movimentação de cargas atingirá um aumento de 15% a 20%, alcançando até 9 milhões de tonelada", disse ele.

Entre os produtos que mais se destacaram na movimentação do porto no último ano estão as chapas de aço, máquinas e peças para empreendimentos que estão se instalando em Suape, a exemplo do Estaleiro Atlântico Sul.

De acordo com Bezerra Coelho, os investimentos previstos para 2010 (entre receita própria, repasse do governo federal e recursos do Tesouro do Estado) são da ordem de R$ 750 milhões. "Em 2007, o investimento, sem contar a iniciativa privada, foi de R$ 105 milhões. Em 2008, esse valor chegou a R$ 158 milhões. No ano passado, atingimos R$ 438 milhões."

Fonte: Estadão


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Suape mais próximo de Roterdã


Dando segmento ao plano de promover o Complexo Industrial Portuário de Suape no exterior, uma comitiva viajará em fevereiro para a Holanda, onde está localizado o Porto de Roterdã - maior zona portuária da Europa e que contribui para a elaboração do novo Plano Diretor de Suape.
Nesse caso, a intenção é estreitar as relações com a administração holandesa, haja vista o novo trabalho de consultoria que está sendo iniciado. Através de dispensa de licitação, o Complexo contratou o grupo europeu para fazer um Plano de Negócio visando estratégias comerciais.
"Dentro do desdobramento da discussão de um novo Plano Diretor que estaremos finalizando em março, contratamos essa consultoria internacional para aprofundar mais especificamente os mercados de Suape em termos de atração, competitividade como concentrador de cargas. Roterdã tem um trabalho igual em outros portos do mundo, em Omã, na Arábia Saudita. Fecharemos esse contrato até o final de abril", destacou o vice-presidente de Suape, Sidnei Aires. O serviço desse estudo deverá ser concluído em pouco mais de quatro meses e custará R$ 575.214. Atualmente, os holandeses são considerados um dos maiores em movimentação de cargas - tanto em volume, como em diversidade.

AIS E VTS
Os dois sistemas de monitoramento de tráfego de navios (AIS e VTS) sofrerão atraso para serem implantados no Porto de Suape.
Por se tratarem de modelos modernos que vão acompanhar o tráfego e as manobras dos navios que estejam nas proximidades do Complexo Industrial, há poucas empresas com experiência para assumir esse trabalho.
Tanto é que apenas duas se colocaram para disputar a concorrência - EBCO e a IESSA. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomendou que Suape revogasse o certame inicial e lançasse outro admitindo consórcio e expandindo sua área de interesse para fora do País.
"Os maiores portos do mundo é que possuem essa tecnologia.
Com isso, também vamos conseguir baixar os gastos", esclareceu o presidente da Comissão Permanente de Licitação (CPL), Miguel Moura. Hoje, o valor do projeto está em R$ 1,725 milhão. Sidnei Aires afirma que a ideia é publicar outro edital em 30 dias.

Fonte: Folha PE

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Acesso rodoferroviário custará R$ 88,1 milhões

 
Está previsto para o final de março, o início da construção do acesso rodoferroviário às ilhas de Cocaia e Tatuoca, em Suape. O valor da obra, que foi estimado inicialmente em R$ 81 milhões subiu para mais de R$ 88 milhões, depois que a diretoria de Suape teve que responder a 27 questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) exigindo detalhamento do projeto. Por causa disso, o processo licitatório do empreendimento ficou suspenso durante oito meses. Na última quarta-feira, o governo do Estado anunciou a contratação da Galvão Engenharia – que venceu a concorrência pública para a Construtora Queiroz Galvão S/A, a Construtora Andrade Gutierrez S/A e a Odebrecht Serviços de Engenharia e Construção S/A em janeiro deste ano.

A obra substituirá o acesso provisório ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS), por onde atualmente passa apenas um veículo de grande porte por vez nos horários de pico. O projeto integra uma rodovia de 12,97 quilômetros e mais 10,49 quilômetros de ferrovia, além de pontes e viadutos ao longo do traçado. A Galvão Engenharia tem prazo máximo de 540 dias (1 ano e quatro meses) para concluir o empreendimento, o que, conforme expectativa do diretor de engenharia e meio ambiente de Suape, Ricardo Padilha, deve realizado em no máximo 12 meses. "O prazo limite é bem mais extenso porque levamos em conta os meses de chuva, quando os trabalhos podem ser suspensos".

Para ser iniciada, a obra depende apenas da licença de instalação da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH-PE). A construção começará pela parte rodoviária, considerada mais urgente, já que a parte ferroviária atenderá a projetos futuros como o Terminal de Minérios, na Ilha de Cocaia.

Padilha explica que o valor da obra subiu porque foram revistos "os quantitativos da fundação da ponte ferroviária". A grosso modo, isso significa que a ponte precisará de mais pilastras do que o previsto devido às condições do solo. Essa foi justamente a parte do projeto mais questionada pelo TCE, em abril do ano passado, quando o edital foi divulgado pela primeira vez.

De lá para cá, o relançamento da licitação foi adiado diversas vezes até que, no primeiro dia do ano, foram finalmente anunciadas as quatro empresas habilitadas para disputar a concorrência. A esta altura, o orçamento da obra já estava em R$ 89 milhões. A vencedora entrou com a proposta de R$ 88.106,472 mil. Fundada em 1996, em São Paulo, a Galvão Engenharia atua no gerenciamento da implementação de projetos de infraestrutura para a iniciativa privada e setor público.

Fonte: Jornal do Commercio

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

GM só estreia em Suape no mês de março

São Caetano do Sul (SP) - A General Motors do Brasil comemorou terça-feira 85 anos de Brasil e declarou que está pronta para começar a operação via Suape a partir da segunda quinzena de março quando o primeiro navio, vindo da Argentina, atracar no porto. A estreia do processo que encurtará principalmente o tempo de espera do consumidor pelos carros da planta de Rosário, leia-se Agile e Corsa Classic, atrasou novos 30 dias em função da logística de saída do navio do país vizinho.

A estamparia de São Caetano já produz peças e a linha de produção robotizada da fábrica está pronta para entrar em operação. O reforço do investimento de R$ 5 bilhões até 2012, anunciado em julho do ano passado mostra que o titã norte-americano não vive a atmosfera de mudanças que acontecem nos Estados Unidos. E toda a linha Chevrolet será renovada até o final do período.

Durante a Flex Expedition que tem como o tema a GM do Futuro, o vice-presidente da empresa, José Carlos Pinheiro Neto, recordou que a mecânica de crescimento está sendo ampliada com a fábrica de transmissões e motores de Joinville e o centro de distribuição de Suape para atender o Nordeste e o Norte. "A estrutura em Suape surpreenderá a todos", garantiu.

Follow by Email