quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Obra de terminal deve começar em 60 dias

  

As obras para a instalação do terminal açucareiro do Complexo Industrial Portuário de Suape devem ter início em 60 dias, tempo previsto para a conclusão de todo o processo licitatório, que ainda não foi aberto. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) fechará a análise do projeto básico até o fim desta semana. Membros do órgão visitarão a área de sete hectares que será arrendada, no Cais 5 do Porto, depois de amanhã. Os serviços de instalação têm previsão de duração de seis meses. A trading inglesa ED & F Man tem tudo para ser a responsável pela operação.

 

 

Conforme estudo de viabilidade apresentado ontem pela Valor Engenharia de Avaliação, os investimentos irão ultrapassar R$ 100 milhões, provocando a geração de 60 empregos diretos, e a empresa que tomará conta do terminal terá um faturamento anual de R$ 25 milhões. "Suape vai registrar um aumento de 5% na carga total de exportações e outros 5% de incremento na receita anual", apontou o vice-presidente do Porto, Sidnei Aires. O local exportará ao menos 540 mil toneladas por ano, mas a quantidade pode chegar a 790 mil toneladas.

 

 

 

"O terminal vai assegurar a chegada do açúcar pernambucano ao Mediterrâneo e ao Norte da África", disse o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha. Segundo ele, a expectativa é de que mais cinco usinas pernambucanas produzam açúcar refinado. Atualmente, das 21 unidades, sete realizam o procedimento.

 

 

 

O empreendimento possibilitará a comercialização de um produto com mais valor agregado, pois ele passará por um grande processo de maturação de refino. "Ele vai atender mercados que têm mais exigências", contou o diretor da Valor Engenharia, Afonso Farias.

 

Açúcar para inglês ver

O Porto de Suape vai exportar açúcar, e o de melhor qualidade: refinado. Ontem foi iniciada a conversa sobre a instalação do terminal açucareiro no porto, que fará um tratamento especial para a exportação. Quem deve operar os trabalhos é a empresa inglesa ED & F Man. O Porto do Recife já leva para fora do Estado entre 800 e 900 mil toneladas do produto, e este terminal acrescentará a este número 540 mil toneladas. O Estado vai produzir açúcar que agrega mais valor e, com o novo terminal, os navios farão o empacotamento, o que irá baratear o trabalho das usinas. Mas agora a melhor notícia: vamos mandar o produto para mercados como Europa e África, aonde o açúcar pernambucano não chegava. Para o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, agregar valor ao produto não cai nada mal, já que as usinas daqui precisam compensar as adversidades de topografia (acidentada) e também a instabilidade climática, o que pesa nos custos de produção no Estado. Bem, a conversa já começou. Agora é colocar em prática o que Pernambuco bem sabe fazer e deixar o mundo afora conhecer nosso produto - o de melhor qualidade.


Fonte: Folha de Pernambuco

 

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