sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Governo abre licitação para construção da ZPE de Suape

Foi dado o pontapé inicial para a construção da primeira Zona de Processamento de Exportações - ZPE do Brasil. O governador Eduardo Campos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinaram ontem decretos para criação ZPE/Suape e contratação das empresas que vão trabalhar na drenagem, pavimentação e no acesso rodoviário ao terreno que vai sediar o complexo industrial. As obras de infraestrutura estão orçadas em R$ 3,75 milhões.


A assinatura marcou o primeiro evento da agenda do presidente Lula em Pernambuco, que passa a ser o primeiro estado do País com um distrito industrial incentivado, onde as empresas nele localizadas operam com suspensão de impostos, liberdade cambial (não sendo obrigadas a converter em reais os lucros obtidos com as exportações) e procedimentos administrativos simplificados - com a condição de destinarem pelo menos 80% de sua produção ao mercado externo. O restante da produção, que pode ser comercializada no mercado local, é taxado normalmente.

As ZPEs também gozam de menos burocracia nas operações de comércio exterior, através da dispensa de licenças ou autorizações de órgãos e pela agilidade na operação de desembaraço, resultante da presença de alfândega na sua própria área. A concessão é de 20 anos.

ZPE Suape - As indústrias que se instalarem na ZPE Suape - que vai ocupar uma área de 198,84 hectares, às margens da BR 101-Sul, a 8 quilômetros do Porto de Suape - vão ser beneficiadas com desoneração tributária na aquisição de insumos e bens de capital, no mercado interno ou via importação, com suspensão de exigibilidade de diversos tributos.

O governador Eduardo Campos explicou a importância do empreendimento que deve atrair diversas novas empresas para o Estado: "Agora, começa formalmente a existência da nossa ZPE. Começa a construção de sua infraestrutura. E as empresas que chegarem a Pernambuco ou ao Brasil vão saber que o Estado tem a primeira ZPE do País e vão querer vir para cá. Vamos dar todo o apoio que já temos dado aos empreendedores que chegam, para ajudar Pernambuco a crescer, gerando emprego e renda para nossa gente".
Fonte: Gov. de PE

CNO em unidade em Suape

A Petroquímica Suape assinou com a Construtora Norberto Odebrecht (CNO) contrato de R$ 453 milhões para a implantação das unidades de resina PET e de fios de poliéster. O valor total do desembolso no projeto ainda não está finalizado porque alguns serviços estão em fase de detalhamento.

A CNO também está responsável pela unidade de PTA (ácido tereftálico), matéria prima para produção de resinas PET e poliéster têxtil, em contrato de R$ 1,19 bilhão. A unidade deve ficar pronta até o final deste ano. Cerca de 5.200 pessoas estarão trabalhando durante o pico das obras.


A Braskem, que tem no seu bloco de controle o Grupo Odebrecht, vai assumir participação na Petroquímica Suape, depois da operação com a Petrobras, sacramentada na semana passada. Até então o projeto tinha unicamente a Petroquisa como empreendedor.


Nitrogênio


A Petroquímica Suape também fechou com a White Martins Gases Industriais do Nordeste contrato de R$ 19,5 milhões para fornecimento de 146 toneladas de nitrogênio que vão abastecer as unidades PET e fios de poliéster. A WM vai instalar tanques de armazenamento do produto e se encarregará da operação de carga e descarga do nitrogênio que virá da planta de Cabo de Santo Agostinho, próximo ao porto de Suape. O transporte será feito por meio de carretas, com fornecimento regular previsto para janeiro de 2011.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Suape ganha primeira ZPE em operação do País

O primeiro evento do presidente Lula em Pernambuco começou em Jaboatão dos Guararapes, onde assinou o decreto de criação da primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) a entrar em operação no País. Agora, falta somente o alfandegamento pela Receita Federal para que a área seja liberada. Chamado de ZPE de Suape, o espaço contará com R$ 12 milhões da Moura Dubeux (construtora dona do terreno de 198,84 hectares onde está a ZPE) para investimentos na infraestrutura interna. O Governo do Estado responderá pelos acessos viários externos, gastando R$ 3,75 milhões. A licitação para a contratação das empresas que farão essas obras foi assinada ontem.
Coube à assessoria do governador Eduardo Campos enviar uma nota a respeito do ato. "Agora, começa formalmente a existência da nossa ZPE. Começa a construção de sua infraestrutura e as empresas que chegarem vão saber que Pernambuco tem a primeira ZPE rodando do País, e vão querer vir para cá. Vamos dar todo o apoio que já temos dado aos empreendedores que chegam, para ajudar o Estado a crescer, gerar emprego e renda para nossa gente", enfatizou Campos.

A ZPE garantirá a suspensão de impostos - a exemplo do IPI, liberdade cambial e procedimentos administrativos simplificados - com a condição de destinarem pelo menos 80% da produção ao mercado externo. O que for comercializado no mercado local é taxado normalmente. A concessão durará por 20 anos. Ainda não há definição sobre o grupo que administrará a Zona de Processamento ou a respeito das companhias que já estão na lista para disputar uma "vaga" no lugar.

Folha de PE

domingo, 24 de janeiro de 2010

Suape aumentará infraestrutura de segurança


FGV receberá R$ 100 mil para elaborar diagnóstico para ser implantado na zona portuária

Até o fim do primeiro semestre deste ano serão feitas as primeiras intervenções para aumentar a infraestrutura quanto à segurança no Complexo Industrial Portuário de Suape. Por dispensa de licitação, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi contratada para fazer a Elaboração de Diagnóstico de Segurança a ser implantado na zona portuária. O órgão receberá o valor global de R$ 100 mil (recursos próprios de Suape) para entregar um relatório estabelecendo metas do ponto de vista da segurança e abrindo uma discussão acima de tudo sobre o projeto que será consolidado na área.
"Estamos dando um passo importante no quesito segurança para atender a essa nova demanda de Suape. No segundo semestre de 2008, colocamos uma unidade do Corpo de Bombeiros no Porto. Já era a construção de um passo a passo para a estruturação da segurança. Há uma necessidade nossa", ressaltou o diretor de Gestão Fundiária e Patrimônio, Inaldo Campelo.
Dentre as ações previamente discutidas e que devem ser aprovadas ou incrementadas no diagnóstico da FGV estão a duplicação do número de câmeras de segurança (hoje, existem em torno de 60 a 70), o debate a respeito de um novo formato para as guaritas, a adoção de um sistema eletrônico de segurança, um projeto integrado de controle com a Secretaria de Defesa Social (SDS) e a Polícia Federal (PF) e até aquisição de dois barcos para fiscalização das áreas interna e externa do Complexo Industrial Portuário.
A escolha da FGV por dispensa de licitação ocorre pelo fato de que toda fundação sem fins lucrativos conta com essa prerrogativa. Do contrário, a dispensa só deve ocorrer mediante limites orçamentários de custos. "Escolhemos a Fundação Getúlio Vargas pelas credenciais que ela dispõe, além do respeito de todas as instituições e órgãos", explicou Campelo.

Fonte: Folha PE 

sábado, 23 de janeiro de 2010

Suape apresenta crescimento recorde em todas as suas áreas

A movimentação de cargas de Suape volta a crescer. Esse é o resultado do balanço realizado pela Diretoria de Gestão Portuária da empresa no ano em que uma crise financeira estremeceu os mercados no mundo todo. Um total de 4,3 milhões de toneladas foi movimentado no segundo semestre de 2009 contra 3,4 milhões de toneladas operadas nos primeiros seis meses do ano. O crescimento é de 32%.

Entre os produtos que mais se destacaram nesse aumento, estão as chapas de aço, máquinas e peças dos empreendimentos que estão se instalando em Suape, a exemplo do Estaleiro Atlântico Sul. Esses equipamentos renderam um crescimento de 419%. Também participaram desse aumento o GLP (gás de cozinha) com 118%, o granito com 140%, o óleo de soja com 114% e o trigo com 156% a mais na movimentação do semestre.

A inauguração e o pleno funcionamento do moinho da empresa Bunge Alimentos foram determinantes no crescimento da movimentação do grão. No somatório, os granéis sólidos apresentaram um aumento de 56,7%. As operações de equipamentos eólicos para a empresa Impsa Wind e para os parques que se instalarão no interior do Estado representaram o expressivo crescimento de 1.247% na movimentação semestral.

Recorde de navios - Pelo terceiro ano consecutivo Suape apresenta recorde no número de navios que chegam ao porto anualmente. Em 2009, foram 1.138 embarcações contra 1.042 em 2008. Essa evolução no número de navios se dá desde 2007, quando, pela primeira vez, foi registrado um número superior a mil atracações (1.017).

Durante o ano de 2009 foi movimentado um total de 7,77 milhões de toneladas contra 8,61 milhões em 2008. Houve uma queda de 9,8% ante uma previsão de 5% a 10% de crescimento. "O Estado e Suape estão crescendo, a diminuição da queda mostra que saímos mais rápido da crise e estamos em uma fase de pleno desenvolvimento", explica o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho.

"O crescimento obtido no segundo semestre de 2009 apresenta uma nova perspectiva para o ano de 2010. Se mantivermos esse ritmo, a movimentação de cargas atingirá um aumento entre 15% a 20%, alcançando até 9 milhões de toneladas", reitera Bezerra Coelho.

Fonte: Governo de Pernambuco

Petrobrás quer Braskem como principal acionista de Suape

SÃO PAULO - O diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, afirmou nesta sexta-feira, 22, que o desejo da estatal é de que a Braskem assuma posição majoritária no Complexo de Suape, ativo no qual a petroquímica ainda não possui participação.
 
Sem dar detalhes de como seria a entrada gradativa da Braskem no projeto, conforme citado em fato relevante divulgado pela manhã, Costa afirmou que a Braskem ainda não possui detalhes do projeto. O acesso a essas informações deverá ocorrer nos próximos 120 dias, prazo estabelecido pelas partes para concluir o negócio divulgado nesta sexta.
 
Costa também reafirmou que a participação da Braskem no Comperj será restrita às atividades de craqueamento e à segunda geração, ficando fora, portanto, das atividades de refinaria. A Braskem também deverá receber mais detalhes do projeto no mesmo prazo de 120 dias.
 
Participação
 
O presidente da Braskem, Bernardo Gradin, explicou, em coletiva realizada em São Paulo nesta sexta, que a participação da Petrobrás no capital total da Braskem após a operação de aumento de capital da petroquímica deverá oscilar entre 32% e 36%, conforme a adesão dos acionistas minoritários no aumento de capital. Controladora, a Odebrecht terá sua participação entre 34,5% e 38% do capital total.
 
Os minoritários, na eventualidade de aderirem em grande número, manterão aproximadamente 30% de participação, fatia que cairia para 20% caso a adesão seja baixa. O BNDES pode acompanhar os minoritários e manter a participação próxima a 5%.
Fonte: Estadão

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Porto recebe equipamentos

Na última quarta-feira, o navio BBC Zarate atracou no Complexo Industrial Portuário de Suape para descarregar equipamentos fabricados pela empresa chinesa Noell. Tratam-se de quatro transtêineres de um total de oito que devem ampliar a capacidade operacional do pátio do Tecon Suape (Terminal de Contêineres) para 600 mil teus (unidade padrão de contêiner que equivale a 20 pés). A capacidade atual é de 400 mil teus.
"Com o funcionamento dessas oito máquinas, iremos otimizar as operações do pátio verticalizando a armazenagem de contêineres com mais agilidade", explicou o diretor Comercial do Tecon, Rodrigo Aguiar. Segundo ele, dentro de um mês os primeiros equipamentos já estarão em pleno funcionamento. "Os outros quatro devem desembarcar até o final de janeiro", afirma Aguiar.

Para 2010, o Tecon Suape planeja a compra de mais dois portêineres em um investimento total de US$ 15 milhões. Com esses equipamentos a empresa irá elevar a sua capacidade de operação para navios de até 11 mil teus.

Fonte: Folha de Pernambuco

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Investimentos em terminais portuários para a Copa podem chegar a R$ 677 milhões

A Secretaria Especial de Portos espera liberar em torno de R$ 677 milhões ao longo deste ano para adequar ou construir terminais turísticos portuários de sete dos 12 estados que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Além da construção de novos terminais, reforma ou ampliação dos já existentes, os recursos serão destinados a obras de melhoria nas vias de acesso terrestre e na infraestrutura portuária, como a ampliação de cais e a implantação de defensas para atracação de navios. Já a dragagem para aprofundamento dos canais (necessária para permitir a movimentação de embarcações de grande porte) desses e de outros portos já fazia parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) desde 2008 e deverá consumir outros R$ 1,6 bilhão até o fim de 2010.

Segundo a secretaria, o valor a ser investido nos terminais de passageiros foi calculado com base nos projetos elaborados pelos administradores dos portos de Salvador (BA), Recife (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Santos (SP), do Rio de Janeiro (RJ) e de Manaus (AM). Maior porto da América Latina, Santos receberá investimentos devido à sua proximidade com São Paulo, uma das cidades-sede do Mundial.

Além de permitir que maior número de cruzeiros atraque simultâneamente nos portos, atendendo assim ao aumento do número de turistas que visitarão o país durante o evento, os investimentos também possibilitarão que os navios permaneçam atracados. A solução será uma alternativa à falta de leitos em hotéis, a exemplo do que ocorreu durante os Jogos Olímpicos de  2004, na Grécia, de 2000, na Austrália, e de 1992, na Espanha, durante os quais parte dos turistas optou por viajar e permanecer hospedado nos transatlânticos. 

De acordo com a assessoria da secretaria, a proposta de investimentos está sendo analisada pela Casa Civil e aguarda aprovação presidencial. O projeto destina a maior parte dos recursos, cerca de R$ 299 milhões, para o Rio de Janeiro, onde serão construídos três novos piers. Em seguida, vem o Porto de Santos, cuja obra de realinhamento de 1.500 metros do cais e a implantação de 3,5 quilômetros de via interna de acesso ao terminal custarão cerca de R$ 114 milhões.

O Porto de Mucuripe, em Fortaleza, prevê gastar pouco mais de R$ 93 milhões para construir um terminal marítimo de passageiros, um berço de múltiplo uso para atracação de navio, estacionamento e para pavimentar e urbanizar o acesso ao terminal.

Já Manaus receberá R$ 79,9 milhões para adaptar e restaurar os terminais já existentes, ampliar o cais, instalar defensas e criar um estacionamento de cerca de 7 mil metros quadrados ligado ao terminal por uma passarela coberta.

No Porto de Natal, onde também não há terminal turístico e os navios atracam em um berço destinado à movimentação de cargas, a adaptação de um galpão frigorífico desativado, a ampliação do cais, a pavimentação das vias de acesso e do estacionamento custarão R$ 46,5 milhões.

Em Salvador, cujo terminal de passageiros passou por reforma recente, a secretaria considera necessário realizar novas obras a fim de oferecer maior comodidade aos usuários. A estimativa é de que as obras custem R$ 29,26 milhões, incluindo a pavimentação e a urbanização do sistema viário externo e do estacionamento.

Outra capital que ainda não conta com terminal  e usa tendas móveis para o traslado de passageiros, Recife deverá receber cerca de R$ 17 milhões para adaptar o Armazém 7, de cerca de 2,7 mil metros quadrados, e construir um anexo, além de pavimentar e urbanizar todo o entorno do futuro terminal
 

Galvão Engenharia fará obra polêmica em Suape

Após questionamentos do Tribunal de Contas do Estado, obra de construção do acesso rodoferroviário ao Estaleiro Atlântico Sul vai, enfim, começar a ser realizada. Projeto está orçado em R$ 81 milhões

Depois de ter seu processo licitatório suspenso durante oito meses por medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a construção do acesso rodoferroviário às ilhas de Tatuoca e Cocaia, em Suape, vai sair do papel. E a responsável pelo empreendimento será a Galvão Engenharia, que ofereceu ao governo o menor preço para sua execução. As empresas concorrentes terão cinco dias para recorrer da decisão, a contar de ontem, data em que a informação foi publicada no Diário Oficial do Estado. Orçada em R$ 81 milhões e com previsão de ser concluída no prazo de um ano, a obra substituirá o acesso provisório e limitado, por onde passa atualmente todo o transporte de pessoas e equipamentos para o Estaleiro Atlântico Sul (EAS).
Os envelopes foram abertos na última segunda-feira. Conforme explicou presidente da Comissão Permanente de Licitação (CPL), Paulo Otávio D´Almeida Castanha, as quatro empresas concorrentes apresentara-se hábeis para execução das obras, com projetos orçados abaixo do limite. "O critério para obras como esta é exclusivamente o menor preço", explicou. O segundo lugar ficou com a Construtora Queiroz Galvão S/A, o terceiro com Construtora Andrade Gutierrez S/A e o quarto com Odebrecht Serviços de Engenharia e Construção S/A.

O projeto integra uma rodovia de 12,97 quilômetros e mais 10,49 quilômetros de ferrovia, além de pontes e viadutos ao longo do traçado.

A novela da licitação teve início no dia 8 de abril passado, quando o edital foi lançado pela primeira vez, logo depois de a empresa Projetec ter entregue o projeto básico para a diretoria de Suape. Na época, o TCE apontou alguns erros e classificou o edital como insuficiente no detalhamento dos elementos da obra, principalmente relativos à parte ferroviária. Por causa disso, solicitou resposta a 27 questionamentos à diretoria de Suape.

Com sede na cidade de São Paulo e operações em diversos Estados do Brasil, a Galvão Engenharia foi fundada em 1996. O foco prioritário de sua atuação está no gerenciamento da implementação de projetos de infraestrutura para clientes da iniciativa privada e do setor público.

A empresa desenvolveu expertise nos setores de óleo e gás, de energia elétrica, de infraestrutura rodoviária, aeroviária, portuária e ferroviária, de saneamento e de construção industrial.

Fonte: Jornal do Commercio
 

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Portos de Pecém e Suape botam o pé no acelerador em 2010



 

 

 

11.02.09_Pecem_fs.jpgOs portos comandados pelos governos estaduais no Nordeste decidiram colocar o pé no acelerador e fazer de 2010 um ano decisivo no desenvolvimento de uma das regiões mais promissoras do Brasil. No que depender dos comandantes dos portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, chegou a hora de superar de vez os gargalos logísticos que impediram por décadas o desenvolvimento adequado da região. As obras seguem a todo vapor nestes dois portos e a promessa é de que dinheiro não faltará para transformar antigos sonhos em realidade.


No Porto de Pecém, comandado pela empresa estadual CearáPortos, a expectativa é de que 2010 entre para a história do complexo com a inauguração do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut), desenvolvido para agilizar a movimentação de contêineres no complexo portuário cearense. Ao custo de R$ 372 milhões, as obras seguem em ritmo acelerado neste mês de janeiro e 19% do trabalho está concluído. O quebra-mar já foi ampliado em 400 metros e restam ainda 600 metros de construção. Já a construção do cais de atracação será iniciada ainda neste mês de janeiro.


De acordo com a assessoria de imprensa da CearáPortos, quando estiver pronto o Tmut liberará a área conhecida como Píer 1, hoje usada pelos navios conteineiros, para as operações com carvão e minério de ferro, além de outros granéis sólidos, diversificando os tipos de cargas movimentadas naquela área. O Tmut contará com profundidade de 18 metros, dois berços com 350 metros de extensão cada, uma retroárea com pátio de estocagem de 87,4 mil metros quadrados e a ampliação do número de tomadas frigoríficas.


O Porto de Pecém é o líder nacional em exportação de frutas e merece destaque na movimentação de calçados, ferro fundido, aço e algodão. Em paralelo a isso, um audacioso projeto que é desenvolvido pela CearáPortos em parceria com a estatal Petrobras é a instalação da Refinaria Premium 2 no complexo portuário. A ideia é de que o equipamento comece a ser construído o quanto antes, entre em operação a partir de 2013 e refine inclusive o petróleo extraído da camada pré-sal, que hoje recebe atenção total do Governo Federal.


O ritmo acelerado de trabalhos no Ceará não é muito diferente do verificado hoje no Porto de Suape, em Pernambuco. Considerado a principal aposta do governador Eduardo Campos para alavancar o desenvolvimento do Estado, o porto estadual estrutura seu crescimento na grande diversidade dos trabalhos executados à beira do cais neste momento. Os principais destaques são a implantação da Refinaria Abreu e Lima – uma parceria da Petrobras com a venezuelana PDVSA – e as obras de construção do Estaleiro Atlântico Sul (EAS).


Por meio de sua página no Twitter, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Porto de Suape, Fernando Bezerra Coelho, passou o final de semana comentando as intervenções no porto. "Suape terá R$ 946 milhões para ações em 2010. O Estaleiro Atlântico Sul recebeu encomendas de 22 navios. Também constrói o casco da plataforma P-55". Ele ainda deu prazos, algo evitado pelas autoridades. "A empresa Decoship inicia a montagem das cabines do convés do primeiro navio feito no Estaleiro Atlântico Sul, que será entregue em abril".


Para não perder tempo e dinheiro, o Governo de Pernambuco apostou na ousada estratégia de construir o Estaleiro Atlântico Sul ao mesmo tempo em que o primeiro navio era montado. Deu certo. Agora, a empresa está abarrotada de encomendas e o porto manteve a ideia de bancar vários projetos ao mesmo tempo. 2010 começou com tudo e, no dia 5, definiram-se os detalhes para instalação de um novíssimo terminal açucareiro em Suape, em um investimento de cerca de R$ 75 milhões e que deve ficar pronto até 2011.

Fonte: JC

domingo, 10 de janeiro de 2010

Suape: Governo, universidades e empresas planejam o futuro

Suape: Governo, universidades e empresas planejam o futuro
Formado por representantes das universidades públicas pernambucanas, secretarias de Estado, federação da indústria e empresas estruturadoras como a Refinaria Abreu e Lima, a PetroquímicaSuape e o Estaleiro Atlântico Sul, além de bancos públicos, Ministério da Ciência e Tecnologia e Sudene, o grupo terá a tarefa de preparar o porto pernambucano para as novas oportunidades que surgem a cada dia.


Na ocasião, o Reitor da UFPE Amaro Lins passou a exercer a presidência do Comitê Consultivo do Projeto Suape Global. Já o Comitê Executivo é capitaneado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do porto, Fernando Bezerra Coelho. A criação do Fórum visa pensar Suape nos próximos 50 anos, consolidando o equipamento como um polo provedor de bens e serviços da indústria do petróleo, gás, offshore e naval.


O Fórum Suape Global é formado pelo Comitê Consultivo, Comitê Executivo, Secretário Executivo e por seis grupos de trabalho setoriais. Os grupos são responsáveis pela elaboração de documentos orientados pelas diretrizes governamentais. O Comitê Consultivo tem por objetivo aconselhar, avaliar e acompanhar o encaminhamento das orientações estratégicas.


Um convênio entre Suape e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para elaboração de um Planejamento Estratégico do Conselho Consultivo do Suape Global também foi assinado.


"Quero agradecer pela confiança depositada pelo Governo do Estado em nossas universidades, assim estamos trabalhando de forma articulada, o que é bom para o povo pernambucano. O grande desafio agora é montar uma base de estudo para construir estratégias consistentes", revelou o reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Prof° Amaro Lins.


Para o governador, a formação do Conselho também é uma ação estratégica: "Esse é um espaço importante onde iremos mover esforços com a sinergia dos setores públicos e privados, e também com o apoio das nossas universidades, para dar conta dessa magnífica tarefa que vai mudar a matriz econômica desse Estado", relatou, para depois completar:


"Da mesma forma que fizemos o debate para a distribuição dos royalties do Pré-sal, precisamos discutir o Suape Global para que possamos fazer com que os resultados obtidos no porto sejam distribuídos de forma igualitária por todo o nosso território"


O secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho, frisou que 2010 será o melhor ano da história econômica de Pernambuco e que por isso é necessário juntar esforços para obter resultados mais vultosos.


Também compõem o conselho o secretário de Juventude e Emprego, Pedro Mendes, o presidente da Copergás, Aldo Guedes, a economista Tânia Bacelar e os prefeitos do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, e de Ipojuca, Pedro Serafim, além de representantes da Caixa Econômica Federal, da Petrobras, do BNDES, da Caixa Econômica Federal, além dos reitores da UPE e da UFRPE.


Fonte: www.pe.gov.br

Indústria naval desenha novo mapa

O mapa da indústria naval brasileira, definitivamente, mudou. Trinta anos depois do setor ter entrado em decadência, o que se vê é uma proliferação de novos estaleiros, inclusive fora do eixo Sul/Sudeste. Pernambuco lidera esse movimento. O Estaleiro Atlântico Sul foi o primeiro a assinar contrato com a Transpetro, em janeiro de 2007, para a construção de dez petroleiros, de um total de 26 embarcações, na primeira fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Também foi o primeiro a iniciar a construção dos navios, em março de 2008. E deve sair na frente na primeira entrega, prevista para abril deste ano.
 
 
Fonte: DP

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Obra de terminal deve começar em 60 dias

  

As obras para a instalação do terminal açucareiro do Complexo Industrial Portuário de Suape devem ter início em 60 dias, tempo previsto para a conclusão de todo o processo licitatório, que ainda não foi aberto. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) fechará a análise do projeto básico até o fim desta semana. Membros do órgão visitarão a área de sete hectares que será arrendada, no Cais 5 do Porto, depois de amanhã. Os serviços de instalação têm previsão de duração de seis meses. A trading inglesa ED & F Man tem tudo para ser a responsável pela operação.

 

 

Conforme estudo de viabilidade apresentado ontem pela Valor Engenharia de Avaliação, os investimentos irão ultrapassar R$ 100 milhões, provocando a geração de 60 empregos diretos, e a empresa que tomará conta do terminal terá um faturamento anual de R$ 25 milhões. "Suape vai registrar um aumento de 5% na carga total de exportações e outros 5% de incremento na receita anual", apontou o vice-presidente do Porto, Sidnei Aires. O local exportará ao menos 540 mil toneladas por ano, mas a quantidade pode chegar a 790 mil toneladas.

 

 

 

"O terminal vai assegurar a chegada do açúcar pernambucano ao Mediterrâneo e ao Norte da África", disse o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha. Segundo ele, a expectativa é de que mais cinco usinas pernambucanas produzam açúcar refinado. Atualmente, das 21 unidades, sete realizam o procedimento.

 

 

 

O empreendimento possibilitará a comercialização de um produto com mais valor agregado, pois ele passará por um grande processo de maturação de refino. "Ele vai atender mercados que têm mais exigências", contou o diretor da Valor Engenharia, Afonso Farias.

 

Açúcar para inglês ver

O Porto de Suape vai exportar açúcar, e o de melhor qualidade: refinado. Ontem foi iniciada a conversa sobre a instalação do terminal açucareiro no porto, que fará um tratamento especial para a exportação. Quem deve operar os trabalhos é a empresa inglesa ED & F Man. O Porto do Recife já leva para fora do Estado entre 800 e 900 mil toneladas do produto, e este terminal acrescentará a este número 540 mil toneladas. O Estado vai produzir açúcar que agrega mais valor e, com o novo terminal, os navios farão o empacotamento, o que irá baratear o trabalho das usinas. Mas agora a melhor notícia: vamos mandar o produto para mercados como Europa e África, aonde o açúcar pernambucano não chegava. Para o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, agregar valor ao produto não cai nada mal, já que as usinas daqui precisam compensar as adversidades de topografia (acidentada) e também a instabilidade climática, o que pesa nos custos de produção no Estado. Bem, a conversa já começou. Agora é colocar em prática o que Pernambuco bem sabe fazer e deixar o mundo afora conhecer nosso produto - o de melhor qualidade.


Fonte: Folha de Pernambuco

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Indústria naval fomenta os negócios de importadores de máquinas e equipamentos

O mercado de petróleo e gás, apontado pelo Governo como "chave para a independência econômica do Brasil", impulsiona também o setor de bens de capital.

As grandes descobertas de petróleo e gás na camada pré-sal na costa brasileira trazem consigo uma volumosa demanda de fornecimento para a indústria naval. Isso inclui também o setor de máquinas-ferramenta e equipamentos, em especial as máquinas de corte, conformação e navipeças.

Empresários do setor já identificaram esta fatia de mercado e, ainda que timidamente - levando em consideração o período pós-crise - se movimentam a fim de preencher essa lacuna. Em 2010, fornecer e/ou aumentar o fornecimento para este mercado será uma das metas das grandes companhias do setor.

A alemã Messer Cutting Systems, empresa com representação no Brasil há mais de 20 anos, comercializou este ano só para o estaleiro Atlântico Sul, em Suape, no Pernambuco, nove máquinas de corte de plasma e oxicorte. O estaleiro é considerado o maior do hemisfério sul. "Além do Atlântico Sul, fornecemos para outro estaleiro em Itajaí, em Santa Catarina. Para 2010, 20% das máquinas comercializadas pela Messer serão para indústria naval", prospecta o CEO da Companhia no Brasil, Ralf Dippold. A relação da Messer com a indústria naval perdura por mais de uma década e aponta números entusiasmantes. De 1996 a 2008 a empresa comercializou 560 máquinas de corte em todo o mundo, destas 61 foram para estaleiros.

Enquanto alguns buscam expandir seus negócios junto a indústria naval, há os que buscam abocanhar uma fatia deste mercado. A também alemã Trumpf é uma delas. Líder em seu mercado de atuação - tecnologia a laser de aplicação industrial - a corporação aposta na eficácia e agilidade da automação para ingressar no mercado de petróleo e gás. "Ou a indústria naval brasileira abraça a automação, ou não dará conta da demanda gerada pela exploração de petróleo e gás nas costas brasileiras", argumenta Walter Mello, diretor de Vendas da Trumpf Brasil. Mello faz ainda um comparativo da indústria naval nacional com as do Exterior, especialmente as asiáticas. "Nosso maior estaleiro é capaz de produzir nove embarcações por ano, enquanto a Hyundai, na Coreia, produz 70", exemplifica.

Esbarrando o perfil nacional de "optar pela mão-de-obra barata" na construção de navios, a Trumpf desenvolveu estratégias de marketing e comercial ofensivas, a fim de convencer seus potenciais clientes das vantagens da implementação dos sistemas automatizados e da sua tecnologia a laser. Após a conquista de grandes clientes, a companhia pleiteará fornecedores das partes interiores dos navios e plataformas, como banheiros, cozinhas, alojamentos, entre outros. "Vemos o mercado naval brasileiro como muito promissor".

Na mesma rota da Messer e da Trump segue a Flow Latino Americana. A companhia representa no Brasil a Flow International Corporation, empresa norteamericana com mais de 40 anos de atividade e atuação em mais de 45 países. No Brasil desde 1999, a filial brasileira atende os mercados emergentes em toda a América Latina com máquinas de corte a jato de água e preparação de superfície.

Segundo o coordenador de Vendas da Divisão de Hidrojato da Flow Latino no Brasil, Marco Canton, a companhia tem participado ativamente desde o início no processo de manutenção de navios e todo tipo de embarcações, plataformas, estruturas metálicas de grande porte, tubulações, parques de tanques de armazenamento, etc. "As possibilidades são grandes e a variedade de aplicações do processo de hidrojateamento tem se mostrado, ao longo dos anos, confiável e economicamente viável, pois substitui com vantagem os processos anteriormente utilizados que não contemplavam as questões de segurança, saúde e meio ambiente", afirma.

A companhia vê o mercado naval offshore não só como oportunidade de expansão e desenvolvimento econômico para o Brasil e, consequentemente para a empresa, mas também a chance de desenvolver entre as empresas do setor uma competitividade saudável. "Com a perspectiva do pré-sal e as volumosas exigências de mercado é fomentada uma competitividade crescente e acelerada que poderá ser bastante positiva, pois certamente é o estímulo necessário para trazer novas tecnologias e desenvolvimentos, visando a melhoria da qualidade, aumento da produtividade, preocupação com o meio ambiente e benefícios sociais provenientes de um aumento significativo da oferta de postos de trabalho", conclui o diretor geral da Companhia, Marcos Ribeiro.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Feliz 2010

Prezados Leitores.
 
Agradeço a todos pela presença, participação e estímulo que me deram ao longo do ano de 2009. Espero que em 2010 possamos, juntos, "postarmos" conteúdos que possam contribuir de alguma forma para o crescimento de Pernambuco. Desejo a todos um ano novo de muita paz, saúde e prosperidade.

Valter Barreto

 

 

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