terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Aberta a temporada de novos empreendimentos

Complexo de Suape vai abrigar 4 projetos. Juntos, gerarão 2,4 mil vagas diretas, além de investirem R$ 355 mi

Mais quatro empreendimentos desembarcaram ontem no Complexo Industrial Portuário de Suape. São eles: Aguilar y Salas, RM Eólica II, Impsa Hydro e WinnP, todos do ramo metalmecânico. Juntos, irão gerar mais de 2,4 mil empregos diretos e indiretos, totalizando um investimento superior a R$ 355 milhões.

Segundo o vice-presidente de Suape, Sidnei Aires, os editais para a licitação das áreas serão publicados hoje no Diário Oficial do Estado. ´Se tudo correr como o esperado, as obras começam em fevereiro e todas as unidades devem entrar em operação até o primeiro semestre de 2012`, diz o executivo. O preço médio dos terrenos que serão licitados é de R$ 283 mil por hectare.

Dois dos quatro empreendimentos são do grupo argentino Impsa, que possui uma fábrica de aerogeradores em Suape. A unidade, inaugurada em setembro de 2008, ocupa uma área de 27 hectares e emprega 350 pessoas. Sua capacidade de produção é de 350 aerogeradores/ano, para atender tanto a demanda do mercado quanto a da própria empresa, que está montando parques eólicos no Ceará e é um dos fornecedores do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa).

Agora, a partir de uma joint venture com a sulcoreana Win&P, a Impsa passará a fabricar também as torres de aço. A nova empresa foi batizada de WinnP. ´Vamos investir cerca de R$ 35 milhões e gerar mais 135 empregos diretos e outros 540 indiretos. O início da operação está previsto para outubro de 2011`, afirma o diretor industrial da Impsa Wind, Federico Schlamp.

De olho nas encomendas das novas hidrelétricas que estão sendo construídas no país, a Impsa também anunciou uma unidade para produzir equipamentos destinados à geração de energia, geradores, turbinas, vasos de pressão e reatores. A Impsa Hydro já nasce tendo em carteira quatro turbinas para a usina de Belo Monte, no Pará, e terá um parque de usinagem com capacidade para 500 toneladas, o maior da América do Sul. O investimento informado é de R$ 230 milhões.

A RM Eólica é outra que está ampliando sua presença em Suape. Depois de inaugurar uma fábrica de torres eólicas em maio deste ano, o grupo espanhol Gonvarri decidiu montar também uma unidade para produzir flanges tanto para torres quanto para o setor petroquímico. O investimento anunciado foi de 22 milhões de euros (cerca de R$ 49,5 milhões) , gerando 135 empregos diretos e indiretos.

Por fim, a também espanhola Aguilar y Salas, especializada na construção de equipamentos para as áreas química, petroquímica e farmacêutica, aplicará US$ 24 milhões (cerca de R$ 40,8 milhões) numa fábrica de trocadores de calor, reatores, colunas e tanques. ´Eles vão focar nas indústrias de refino e naval. É mais uma empresa para o projeto Suape Global, que já conta com empresas como Jaraguá, Fiberglass e a chinesa Sucatex`, destaca Sidnei Aires.

Se tudo correr como o esperado, as obras começam em fevereiro
Sidnei Aires, vice-presidente de Suape

Fonte: Diário de Pernambuco

 

domingo, 19 de dezembro de 2010

Seis novas indústrias vão gerar 1,8 mil empregos em Pernambuco

De uma só vez, Pernambuco ganhou seis novas fábricas. Nesta quinta-feira (16), em solenidade no Palácio do Campo das Princesas, o governador Eduardo Campos assinou o protocolo de intenções para a instalação das novas indústrias em Pernambuco. Elas serão construídas em cidades de todas as regiões do Estado e juntas somam um investimento de quase R$ 70 milhões e 1,8 mil empregos.

Catende, Sirinhaém, Paulista, Glória do Goitá, Caruaru e Carnaíba foram os municípios pernambucanos escolhidos para sediar as novas empresas que chegam ao Estado. A AD Diper intermediou todas as negociações entre investidores e cidades-sede. Os novos empreendimentos são dos mais variados segmentos: da indústria têxtil até a automobilística. Todos iniciam as suas operações a partir do primeiro semestre de 2012.

"Olhamos para dentro de casa e vimos que era preciso vencer a centralização do desenvolvimento, levando os empreendimentos para fora de Suape e da Região Metropolitana. Era fazer do interior de Pernambuco, assim como o Nordeste é hoje para o Brasil, a solução do desenvolvimento sustentado e sustentável", discursou o governador, na cerimônia que reuniu secretários estaduais, representantes das empresas, prefeitos e deputados estaduais e federais.

É da paulista Casa & Art, que atua no ramo de móveis projetados e na linha comercial de mobiliário, o maior montante de investimentos: R$ 23 milhões. A sua planta fabril será erguida numa área de 13 mil hectares no município de Catende, Mata Sul pernambucana. A Casa & Art vai inaugurar em Pernambuco um modelo de franquias e lojas da empresa, de olho no mercado externo. Com a sua segunda planta fabril no Pais, o faturamento da Casa & Art chegue na casa dos R$ 90 milhões. "Pernambuco é a bola da vez", pontuou o presidente do grupo, Jonathas Silva, tributando à política de incentivo fiscal e, sobretudo, ao momento econômico que o Estado atravessa a preferência por Catende e Pernambuco.

Empresa alemã baseada em Cingapura e presente em mais de 50 países, a DyStar produzirá insumos para área química do setor têxtil e vai se instalar no município de Paulista, Região Metropolitana do Recife (RMR). Cerca de 40% dessa produção será voltada para o mercado externo e escoada pelo Porto de Suape. Presidente da DyStar, Wolfgang Heinz Guderle, ressaltou o profissionalismo da equipe do Governo do Estado como fundamental para a negociação. "Como nós vamos ser uma empresa que, uma parte de seus produtos feitos aqui será para a exportação, precisávamos de uma essa logística perfeita e nós encontramos com o Porto de Suape", afirmou Heinz. A previsão é que o faturamento da empresa salte de R$ 200 para R$ 275 milhões/ano.

A terceira empresa é especializada na fabricação de tubulações e estruturas metálicas. A MKS Caldeiraria Indústria e Comércio, que vai para o município de Sirinhaém, Mata Sul pernambucana, tem como forte apelo a prestação de serviços de manutenção e montagem industrial. Esse tipo de linha de produção é responsável pela atração de outras empresas que precisam de empreendimentos parceiros em sua produção.

Já Glória do Goitá, na Mata Norte, recebe a maior revenda de selantes da América do Sul, a Poliplás Selantes e Fixadores. Os selantes a base de poliuretano e silicones vão servir para abastecer a indústria automotiva e construção civil do Estado e de estados do Sudeste, Sul e Centro-oeste do País.

O Distrito Industrial de Caruaru vai receber a IF - Indústria de Pré-moldados. O empreendimento já está com as obras iniciadas e deve gerar 102 empregos diretos. A área de ocupação é de 4,3 hectares e a produção prevista é de 250 toneladas /dia de insumos para a construção civil. "O que aconteceu agora é um reflexo do seu modelo de gestão e de um olhar diferenciado de não concentrar os empreendimentos em Suape e promover um desenvolvimento equânime", falou José Queiroz, em nome de todos os prefeitos.

Para fabricar cimento, a pernambucana Mineradora Vale do Pajeú vai erguer uma nova planta no Sertão do Pajeú, no município de Carnaíba. Com essa nova unidade, a previsão é de que a capacidade de produção atual seja duplicada, atingindo 350 toneladas/dia, no prazo de dois anos. A fábrica irá atender a demanda de todas as cidades de Alagoas e Paraíba e de vários municípios de Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.



Clique abaixo e assista vídeo da cerimônia de assinatura dos protocolos de intenção:



Fonte: Portal do Governo do Estado

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lula faz anúncio oficial da fábrica da Fiat em Pernambuco

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Reprodução / TV Globo

Foto: Reprodução / TV Globo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva veio ao Estado nesta terça-feira (14) para lançar a montadora da Fiat. A instalação da fábrica será no Complexo Industrial Portuário de Suape. O investimento está estimado em R$ 3 bilhões para a construção da montadora, de um centro de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e plataformas, além de treinamento de recursos humanos para operar o novo empreendimento. 

A nova fábrica terá capacidade para produzir cerca de 200 mil unidades por ano e vai gerar aproximadamente 3,5 mil empregos diretos. O projeto inclui também a implantação de um centro de treinamento e capacitação, voltado para o polo automotivo de Pernambuco e pelos negócios que se consolidarão ao seu redor.

De acordo com o Governo do Estado, a unidade produzirá novos modelos de automóveis, desenvolvidos no Brasil e voltados para a demanda do consumidor brasileiro e latino-americano.

A passagem do presidente mais uma vez em Pernambuco foi em tom de despedida. Após oito anos à frente do Palácio do Planalto, Lula participou de duas agendas e aproveitou para se despedir com um discurso emocionado. Mas o presidente fez questão de deixar claro que se despede apenas do cargo e não das viagens pelo País.

"Saio do Governo com a consciência tranquila, alegre, feliz. Em primeiro lugar, por ter estabelecido uma relação extraordinária com o povo brasileiro. Não teve nenhum momento do mandato em que tive medo de conversar com qualquer cidadão brasileiro. Em segundo lugar, pela relação que mantive com os governadores. Acho que nunca na história do País um presidente tratou os governadores com o respeito que tratei. Não faltou solidariedade, não faltou companheirismo, não faltou dinheiro". 

"Não verei mais vocês até o ano que vem. Eu disputei eleições em 1989, 1994, 1998 e perdi. E cada vez que perdia, eu não me escondia, eu voltava para a rua. Depois ganhei em 2002, 2006 e agora elegemos Dilma, que pode fazer mais e melhor do que eu. Se quando eu perdia, não me escondia, por que vou me esconder agora que ganhei? Pode ficar certo que vou continuar andando por esse País, vou continuar viajando", afirmou Lula.

E a próxima visita já tem data. De acordo com Lula, será em 2012, ao lado da futura presidente Dilma Rousseff, na inauguração das obras de transposição do rio São Francisco. "Não sabem o que passa o povo do interior desse País. É por isso que estamos fazendo essa obra. Tivemos muitos problemas, ambientais, com empresas que quebraram, com o Ministério Público, mas nós vencemos a batalha e em 2012 estarei nessas bandas, ajudando Dilma a inaugurar a transposição definitiva das águas do São Francisco", prometeu o presidente.

Foi justamente uma visita a obra de transposição que começou esta viagem do presidente pelo Nordeste. Lula esteve pela manhã na cidade paraibana de São José das Piranhas, onde inaugurou as obras de um túnel do rio São Francisco. 

De lá, ele veio para Pernambuco, onde teve dois compromissos. O primeiro foi a entrega de títulos de posse em vilas de um programa de assentamento integrado à transposição do rio São Francisco. E o segundo foi o anúncio oficial da instalação da fábrica da Fiat. Todos os eventos foram na cidade de Salgueiro, no Sertão do Estado
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sábado, 11 de dezembro de 2010

PE: Estado terá fábrica da Fiat e siderúrgica



 

Pernambuco vive a expectativa do anúncio oficial da implantação de uma montadora de veículos da Fiat no Complexo Industrial Portuário de Suape. Líder no mercado brasileiro de automóveis, a empresa italiana está concluindo as negociações para instalação de uma segunda fábrica no País. Ontem, em nota conjunta enviada à imprensa, o governo do Estado e a companhia "confirmam que mantêm conversações em torno da oportunidade de investimentos e que voltarão a tratar do assunto na próxima terça-feira."

Desde que perdeu a disputa com a Bahia para sediar a fábrica da Ford, no final dos anos 90, Pernambuco tem preparado terreno para não deixar passar uma segunda oportunidade. Nos últimos anos, o Estado tem se candidatado como endereço tanto para montadoras que farão sua estreia no Brasil – a exemplo das chinesas Chery, JAC, BYD –, quando para as indústrias interessadas em expandir sua atuação no País – como General Motors (GM) e Fiat.

A possível escolha da Fiat por Pernambuco está baseada em pelo menos três fatores: a indiscutível vantagem logística de Suape, o forte mercado consumidor local e a política de incentivos fiscais desenhada para alavancar o surgimento de um polo automotivo no Estado. A performance da central de importação da GM, que começou a operar este ano em Suape, é um exemplo prático dessa posição geográfica privilegiada.

Se o mercado consumidor do Nordeste tem crescido acima da média nacional, Pernambuco está acelerando para alcançar a liderança regional. Há 2 anos, Recife vendia 20% menos automóveis que Salvador. No ano passado essa diferença caiu para 9% e a previsão para este ano, pela primeira vez, é que o Recife feche a frente dos soteropolitanos, tornando-se a capital automotiva do Nordeste. No Estado, a Fiat conta com três grandes concessionários: Via Sul, Fiori e Italiana.

Hoje, a Fiat conta com uma fábrica no município mineiro de Betim. Com capacidade para produzir 800 mil veículos por ano (veja quadro ao lado), a unidade é considerada uma das maiores do mundo e poderá alcançar o topo em 2010. A unidade opera com 2,5 turnos e, num prazo de mais dois anos, deverá ocupar 100% da sua capacidade, razão pela qual o plano de investimentos prevê uma nova montadora.

Informações do mercado apontam que o governo de Minas Gerais tentou oferecer incentivos para que a Fiat mantivesse seu plano de expansão no Estado. Mas a orientação do governo Lula tinha sido descentralizar os grandes empreendimentos, assim como aconteceu com a indústria naval, durante décadas encravada no Rio. Pernambuco tratou de tentar garantir musculatura ao polo automobilístico, que além de oferecer 95% de crédito presumido de ICMS, também está buscando soluções para incentivar a importação de equipamentos e insumos para garantir a formação de uma cadeia produtiva local.

O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Jenner Guimarães, lembra que a Bahia chegou a equalizar as taxas de financiamentos dos bancos para garantir a instalação das indústrias satélites. "O programa Desenbahia bancava parte da taxa para fortalecer o setor", comenta. O projeto do governo é atrair centrais de distribuição, indústrias de pneus, acessórios, peças e tantas outras para formar a cadeia produtiva.

De janeiro a novembro deste ano, a Fiat acumula participação de 22,95% no mercado brasileiro de automóveis. A montadora italiana chegou ao Brasil em 1976. Foi a primeira grande empresa do setor a se instalar fora da região do ABC Paulista, na época a capital da indústria automobilística nacional.

Além da Fiat, a GM também chegou a sinalizar com a possibilidade de avançar no seu projeto em Pernambuco, que já sedia uma central de importação, podendo avançar para uma fábrica.

Fonte: Jornal do Commercio

 

Localfrio compra quatro empresas em Suape

O Grupo Localfrio, que atua com soluções logísticas integradas, comprou quatro empresas (Suata Terminais, Atlântico Terminais, Suata Transportes e Suata Log) instaladas no Complexo Industrial Portuário de Suape. Sem revelar o investimento na aquisição, o grupo anunciou, ontem, que a aquisição faz parte do plano de expansão da rede, que espera dobrar o faturamento em cinco anos.

"Suape foi escolhido por ser um dos melhores portos do Brasil com um dos maiores po­tenciais de crescimento", afirma o presidente do Grupo Localfrio, Marcelo Orpinelli. Segundo ele, o Porto de Suape é favorecido pelo calado natural profundo, o que possibilita a atracação de grandes navios, e pela proximidade com o Canal do Panamá, que está sendo expandido para a navegação de embarcações maiores.

A previsão é de que aproximadamente R$ 20 milhões sejam direcionados no próximo ano para a modernização e ampliação das operações. A partir de agora, o foco será na integração dos processos de tecnologia da informação, recursos humanos, administrativo, financeiro e operações. "O quadro de cerca de 400 colaboradores das empresas adquiridas será mantido e futuramente ampliado devido aos investimentos que serão feitos", afirmou Orpinelli.

A Suata Terminais, localizada na zona primária do Porto, deve fechar 2010 com faturamento de R$ 40 milhões, ante R$ 33 milhões em 2009. A Atlântico Terminais espera faturar R$ 13 milhões, valor bem superior aos R$ 5 milhões registrados no ano passado. A Suata Transportes tem 81 caminhões para transportes de cargas gerais, contêineres, químicos e cargas especiais, contando com 170 colaboradores e vendas esperadas de R$ 10 milhões em 2010. Já a Suata Log é uma empresa pré-operacional de logística integrada e armazém geral com uma área total de 90 mil metros quadrados.


Fonte: Folha de PE

Obras da siderúrgica de R$ 1,5 bi começam no próximo ano no Cabo de Santo Agostinho

A partir do próximo ano começam as obras da primeira siderúrgica destinada a laminados planos do Nordeste. Investidores e Governo do Estado assinaram na noite desta sexta-feira (10) protocolo de intenções para instalação da Companhia Siderúrgica Suape (CCS), no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. O empreendimento terá capacidade de produzir cerca de um milhão de toneladas por ano de aços planos laminados a quente, a frio e revestidos. A previsão do início da produção de aço é 2014. Mais de três mil empregos serão gerados durante as obras. Quando estiver em funcionamento, serão 800 vagas diretas e 2,3 mil indiretas.


O investimento de mais de R$ 1,5 bilhões será feito pela Cone S/A (formada pelos sócios da Moura Dubeux Engenharia e pelo Fundo de Infraestrutura/FGTS, gerido pela Caixa Econômica Federal), pela multinacional de Luxemburgo Trasteel Internacional e pela brasileira Fábrica Participações. O empreendimento conta também com parceiros como a Danielli, uma das maiores fabricantes de equipamentos siderúrgicos do mundo e a Metal Data, maior consultoria de projetos e estudos de viabilidade do setor no Brasil.

Os investidores levaram em conta o desenvolvimento do Norte e do Nordeste do Brasil para instalar a siderúrgica no Complexo Industrial e Portuário de Suape. Hoje, de acordo com o diretor executivo CSS, Ricardo Antunes, as indústrias situadas nessas duas regiões precisam importar mais de 60% de sua demanda de aço, enquanto a média nacional é de 25%. "Em seis anos o consumo de aço aumentou 50%. Estamos rapidamente consumindo nossa capacidade e toda a produção nacional se concentra no sul do País. O potencial de crescimento do Nordeste é muito grande", pontuou. Antunes estima que o consumo de aço poderá triplicar até 2020.


Foto: Eduardo Braga/SEI/Divulgação


A Companhia Siderúrgica Suape atenderá majoritariamente os mercados das regiões Norte e Nordeste. Em 2009, a capacidade instalada no Brasil para a produção de aço bruto/ ano é de cerca de 43 milhões de toneladas. As previsões são de que em 2012 o consumo de aços laminados a quente e a frio, nas regiões Norte e Nordeste, seja de cerca de 1 milhão toneladas.

Em 2014, quando a CSS entrar em funcionamento, essa demanda será de mais de 1,2 milhão de toneladas/ano e, mantida a atual participação, as importações desses produtos para atender o crescimento das regiões Norte e Nordeste, poderá superar 700 mil toneladas. É pensando neste mercado que os investidores apostam na implantação da CSS. A Companhia Siderúrgica Suape
terá capacidade na sua fase inicial, em plena operação, de produzir cerca de 800 mil a 1 milhão de toneladas. Com isso, contribuirá para uma redução no nível de importação de ações laminados a quente e a frio, evitando a saída de divisas do país e reforçando ainda mais a economia de Pernambuco.

O consumo de aço, devido ao crescimento contínuo da economia, vem aumentado de forma considerável no Brasil, em especial o de aços planos. Hoje, a capacidade instalada no país é de 29 milhões de toneladas/ano de aços planos, sendo 20 milhões de aços laminados prontos para o consumo final. Além disso, toda a produção é concentrada no Sudeste.

Ao invés de iniciar pela fase de maior impacto ambiental, a CSS começará pela zona de processamento de aços, passando às etapas de laminação a quente e a frio, seguida pela galvanização, que tem maior valor agregado e prazo de implantação
mais curto.

A produção da siderúrgica visa atender a demanda regional de aço para a construção civil, linha branca - fogões e geladeiras -, máquinas e equipamentos, indústria naval e automobilística.

"Este é um passo estratégico fundamental. É uma luta de muitas décadas. Há mais de 50 anos que se fala numa siderúrgica para ajudar diversas outras indústrias que usam o aço. É estratégico este investimento. É transformador da nossa economia. É central para a competitividade do nosso Estado e atrás de um investimento desses vêm muitos outros", comemorou o governador Eduardo Campos, que aproveitou a cerimônia para pedir celeridade à Assembleia Legislativa para a doação de terreno em Suape para a CSS.

Blog Jamildo

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Grupo Localfrio adquire quatro empresas no Porto de Suape

O Grupo Localfrio, que atua com soluções logísticas integradas, anuncia a conclusão da compra de quatro empresas no complexo portuário de Suape, em Pernambuco. São elas Suata Terminais, Atlântico Terminais, Suata Transportes e Suata Log. As aquisições são mais um passo em direção ao objetivo ousado da companhia de dobrar o faturamento em cinco anos.

"Uma das metas é levar o Grupo Localfrio a todo o País e, com essas aquisições, estabelecemos presença significativa no Nordeste. Suape foi escolhido por ser um dos melhores portos do Brasil com um dos maiores potenciais de crescimento", afirma Marcelo Orpinelli, presidente do Grupo Localfrio. Ainda segundo o executivo, o porto é favorecido pelo calado natural profundo, o que possibilita a atracação de grandes navios, e pela proximidade com o Canal do Panamá, que está sendo expandido para a navegação de embarcações maiores.

Perspectivas que têm se refletido em resultados. A Suata Terminais deve fechar 2010 com faturamento de R$ 40 milhões, ante R$ 33 milhões em 2009. A Atlântico Terminais espera faturar R$ 13 milhões, valor bem superior aos R$ 5 milhões registrados no ano passado.

Com o fechamento do negócio, o Grupo Localfrio já anuncia investimentos nestas empresas para 2011. Aproximadamente R$ 20 milhões serão direcionados para a modernização e ampliação das operações.

"A Suata Transportes já opera em Pernambuco com uma frota própria e, agora, complementa as operações da transportadora do Grupo Localfrio, a Translocal, que inaugurou neste mês uma área de 80 mil metros quadrados no Guarujá destinada a armazéns gerais e pátio de contêineres, além de atuar com frota de transportes nos Portos de Santos (SP) e de Itajaí (SC). Assim, teremos maior sinergia em nossos negócios, podendo oferecer soluções logísticas completas aos nossos clientes", acrescenta Marcelo Orpinelli.

O Grupo Localfrio promove agora a integração dos processos de tecnologia da informação, recursos humanos, administrativo, financeiro e operações. Segundo o presidente Marcelo Orpinelli, o quadro de cerca de 400 colaboradores das empresas adquiridas será mantido e futuramente ampliado devido aos investimentos que serão feitos. O Grupo Localfrio pretende manter os nomes das companhias adquiridas.

A Suata Terminais está localizada na zona primária do Porto de Suape, tem instalações alfandegadas e está habilitada a operar em sistema de entreposto aduaneiro. Conta com 40 mil metros quadrados de área total, sendo 11 mil metros quadrados para armazenagem geral e 2.600 TEUs de capacidade estática (incluindo contêineres refrigerados) e tem 170 funcionários. A Atlântico Terminais conta com 50 mil metros quadrados de área total, sendo 5 mil metros quadrados de armazenagem geral e 2.500 TEUs de capacidade estática e tem 60 colaboradores. Ambas recebem hoje, principalmente, contêineres, cargas de projetos e cargas soltas.

A Suata Transportes tem 81 caminhões para transportes de cargas gerais, contêineres, químicos e cargas especiais, contando com 170 colaboradores e vendas esperadas de R$ 10 milhões em 2010.

A Suata Log é uma empresa pré-operacional de logística integrada e armazém geral com uma área total de 90 mil metros quadrados, estrategicamente localizados no complexo portuário de Suape. Estão em andamento obras para a ampliação do pátio para armazenagem de contêineres e armazém para carga geral.

Com as aquisições, o Grupo Localfrio estima uma receita para 2011 de R$ 300 milhões, representando um crescimento de 50% perante 2010.

"O Grupo Localfrio continua analisando oportunidades de aquisições estratégicas para complementar o agressivo crescimento orgânico que o grupo vem apresentando", conclui Marcelo Orpinelli.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Suape perto de ganhar montadora

 
O sonho pernambucano de abrigar uma montadora de automóveis está perto de virar realidade. A boa notícia deverá ser anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas duas últimas visitas que fará ao Estado ainda este mês (dias 14 e 29), antes de deixar a cadeira da Presidência. A expectativa é que dois grandes empreendimentos sejam anunciados, em setores diferentes. Especulações do mercado apontam que os investimentos serão em setores há muito cobiçados pelo Estado. Se já conquistamos uma refinaria e um estaleiro, restaria a lacuna de uma montadora e uma siderúrgica.

Dentro do governo, o segredo está sendo guardado a sete chaves para evitar vazamento, já que todos os detalhes estão sendo preparados pelo governador Eduardo Campos em Brasília. Por isso, desde que retornou de um curto período de férias, no dia 18 do mês passado, o socialista tem realizado constantes viagens à capital federal, sempre acompanhado por uma comitiva de secretários, como o titular da pasta de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho – nome cotado para assumir o Ministério da Integração Nacional na cota destinada ao PSB pela futura presidente Dilma Rousseff (PT). Para o presidente Lula será a consagração da atração de empreendimentos estruturadores para sua terra natal ao longo de seu mandato. Para o governador Eduardo Campos vai servir para reforçar seu prestígio político e poder de articulação à população que o reelegeu, com mais de 82% dos votos válidos.

Informações de mercado e de bastidores da cúpula econômica do governo do Estado revelam que um dos investimentos – a montadora – vem da China. BYD Company Limited (BYD, que em inglês é a sigla para Build Your Dreams: "Construa seus sonhos") e Jianghuai Automobile Co. (JAC) são apontadas como as mais prováveis de uma lista composta por quatro nomes. As duas fabricam veículos do tipo comerciais leves. Executivos de ambas companhias já visitaram o Estado entre 2009 e 2010, mais especificamente o Complexo Industrial Portuário de Suape, local apontado por fontes do governo como destino natural para um empreendimento desse porte – ainda mais depois que a General Motors (GM) passou a importar carros pelo Porto este ano. Em agosto, Bezerra Coelho, revelou que o governo negociava com uma montadora chinesa de veículos, ressaltando não se tratar da Chery, que prospectou Pernambuco, mas se decidiu por São Paulo.

As companhias BYD e JAC compõem o forte grupo de montadoras chinesas com grandes interesses no mercado brasileiro. Os automóveis vindos do gigante asiático roubaram a cena no último Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em novembro, quando nove estandes foram made in China. Na lista de produtos das duas empresas figuram com destaque modelos do tipo sedã, diferentemente de grupos como Lifan e Chery, que apostam em carros populares.

A BYD é uma empresa "jovem". Foi fundada em 1995 e atua também nos ramos de tecnologia da informação (TI) e novas energias, mas começou a atuar no setor automotivo em 2003. Em 2009 vendeu 448 mil unidades. Destaca-se ainda na elaboração de veículos elétricos. Sua fábrica fica na cidade de Shenzen, na província de Guangdong. A JAC foi criada em 1969, inicialmente dedicada à fabricação de automóveis. Com o tempo entrou no terreno de veículos leves. O crescimento foi rápido. Em 2009 produziu 450 mil veículos. Já possui plantas fora da China, uma na Itália e outra no Japão. A chegada de modelos importados no Brasil estava marcada, até então, para março 2001, com a abertura oficial de mais de 40 concessionárias em todo País.

O governador deve confirmar a vinda dos empreendimento no próximo dia 14, em Petrolina, com Lula, que estará na região para participar de um evento na cidade vizinha, Juazeiro. Nessa rápida passagem pelo Estado, o presidente aproveitará para vistoriar as obras de transposição do Rio São Francisco, em Salgueiro. O presidente voltará a Pernambuco no dia 29 para cumprir agenda no Grande Recife. Especula-se que, na ocasião, anunciará o segundo grande empreendimento para 2011.

Fonte: Jornal do Commercio

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Promar avança em Suape

O Estaleiro Promar SA pretende iniciar as obras civis de construção de sua planta industrial no Porto de Suape, em Pernambuco, entre fevereiro e março do próximo ano. A informação é do sócio da PMJR – empresa responsável pelo empreendimento –, Paulo Haddad, que participou nesta quinta-feira (2/12) de seminário realizado pelo Instituto Aro, no Rio de Janeiro.

A empresa trabalha hoje na obtenção das licenças ambientais que autorizam as obras do estaleiro. A capacidade de produção da planta é estimada em cerca de 20 mil t de aço/ano. A área total é de 320 mil m².

A previsão é que a produção tenha início em dois anos. O novo estaleiro arrematou oito navios gaseiros do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da Transpetro. A coreana STX será a parceria tecnológica do projeto, com investimento de US$ 100 milhões no período de três anos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Segunda usina térmica desembarca em Suape

Segunda usina térmica desembarca em SuapeEmpreendimento do Grupo Bertin vai gerar 300 novos postos de trabalho na regiãoInvestimento em torno de R$ 2,5 milhões e a geração de cerca de 300 novos empregos. Esses são os números do novo empreendimento que deve aportar em Suape nos próximos dias. O complexo portuário vai ganhar a sua segunda usina termelétrica, desta vez, do grupo paulista Bertin. A térmica ocupará 100 hectares em Suape, próximo ao parque de tancagem, e ficará pronta em 2012. Terá capacidade para gerar 1.450 megawatts (MW).Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, esse será o "maior projeto na área de energia de Pernambuco", que está sendo analisado pela administração do porto e pela Secretaria da Fazenda. Ele disse ainda que o Estado tem criado um polo de geração de energia em Suape, explicando que, somando a Termopernambuco (do Grupo Neoenergia), Suape II e a nova usina, a região terá uma capacidade de geração superior a dois mil megawatts. Se as três termelétricas de Suape gerassem tudo o que podem produzir simultaneamente, poderiam fornecer energia equivalente ao dobro do que Pernambuco consumiu ano passado.A primeira térmica anunciada pela Bertin no Estado foi a Energética Suape II, com capacidade para 350 MW. Só para comparar as duas usinas, a área ocupada pela primeira é de 25 hectares, um quarto do terreno que eles querem usar no projeto novo.Empreendimento do Grupo Bertin vai gerar 300 novos postos de trabalho na região

Investimento em torno de R$ 2,5 milhões e a geração de cerca de 300 novos empregos. Esses são os números do novo empreendimento que deve aportar em Suape nos próximos dias. O complexo portuário vai ganhar a sua segunda usina termelétrica, desta vez, do grupo paulista Bertin. A térmica ocupará 100 hectares em Suape, próximo ao parque de tancagem, e ficará pronta em 2012. Terá capacidade para gerar 1.450 megawatts (MW).
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, esse será o "maior projeto na área de energia de Pernambuco", que está sendo analisado pela administração do porto e pela Secretaria da Fazenda. Ele disse ainda que o Estado tem criado um polo de geração de energia em Suape, explicando que, somando a Termopernambuco (do Grupo Neoenergia), Suape II e a nova usina, a região terá uma capacidade de geração superior a dois mil megawatts. Se as três termelétricas de Suape gerassem tudo o que podem produzir simultaneamente, poderiam fornecer energia equivalente ao dobro do que Pernambuco consumiu ano passado.

A primeira térmica anunciada pela Bertin no Estado foi a Energética Suape II, com capacidade para 350 MW. Só para comparar as duas usinas, a área ocupada pela primeira é de 25 hectares, um quarto do terreno que eles querem usar no projeto novo.

 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Royal Mariner vai abrir novo estaleiro em Suape

O estaleiro pernambucano Royal Mariner – especializado na fabricação de lanchas – vai investir R$ 10 milhões na construção de uma nova fábrica no Complexo de Suape. Hoje, a unidade funciona em Barra de Jangada, mas a estrutura ficou pequena para os projetos da empresa. A estimativa é que o espaço comece a funcionar a partir do segundo semestre do próximo ano.

Nesta quarta-feira (9), os irmãos e sócios da Royal Mariner, Carlos Moraes Filho e Leonardo Moraes, apresentaram ao mercado dois novos modelos de lanchas, durante evento no Cabanga Iate Clube do Recife. "O bom momento da economia está aquecendo as vendas do setor. Depois de comprar apartamento e carro, as pessoas apostam em lazer e a lancha é uma opção", destaca Leonardo.

Os preços variam de R$ 120 mil e R$ 1,5 milhão. O plano de pagamento prevê uma entrada de 50% e o restante pode ser dividido em até dez vezes no cheque. Outra opção é fazer um financiamento bancário, similar ao de automóvel.

Com apenas dois anos de mercado, a Royal Mariner tem capacidade para produzir cinco lanchas por mês. O estaleiro gera 150 empregos diretos e indiretos e ocupa uma área de 4 mil m². Com o novo estaleiro, a ideia é dobrar a área e a capacidade de produção, além de aumentar em 40% o quadro de funcionários.

A ampliação vai dar condições ao estaleiro de fabricar a Royal Mariner – lancha cabinada e de maior porte (48 pés), que terá modelo lançado em 2011 e já tem quatro encomendas.

Para fabricar as lanchas, o estaleiro conta com 300 fornecedores nacionais e estrangeiros. Uma embarcação chega a ter 1.000 itens, de parafusos a GPS.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Suape pode virar S/A de capital fechado

Ainda este mês, o Governo do Estado deve apresentar à Assembleia Legislativa do Estado um projeto que propõe a transformação do Complexo Industrial Portuário de Suape em Sociedade Anônima (S/A) de capital fechado. Atualmente, o Porto é uma empresa pública com 100% do capital controlado pelo Governo de Pernambuco. A mudança permitirá que o Porto receba sócios e passe a operar como empresa de capital misto, ou seja, ainda controlada pelo Estado, mas com a participação de sócios de empresas privadas.

Segundo informações colhidas pela Folha de Pernambuco, a ideia é que 51% das ações continuem sendo controladas pelo Estado e 49% passem a ser tocadas pela iniciativa privada. Com a mudança, contratos de empréstimos e publicações de licitações devem ser agilizadas, já que o Porto poderá recorrer a outra legislação que não a Lei das Licitações.

De acordo com o presidente do Porto e secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Fernando Bezerra Coelho, o Plano Diretor do Complexo prevê uma nova estrutura societária, porém, as opções ainda estão sendo estudadas. "Suape chama a atenção. Estamos sendo cortejados pela iniciativa privada em relação ao sistema portuário. É preciso expertise de quem já lida com isso para fazer parte de Suape", afirmou.

Após a aprovação na Assembleia, o Complexo deve passar por uma auditoria internacional que irá avaliar o potencial de todo o Porto em termos de gestão de funcionamento e de potencial de novos negócios. O levantamento também detalhará qual o modelo e a estrutura funcional, já que, com a mudança, o governo indicará uma parte do quadro de funcionários, incluindo a diretoria, e os demais seriam convocados por meio de um concurso público. A estruturação completa deve levar cerca de dois anos.

Um exemplo de Sociedade Anônima é o Porto de Rotterdam, na Holanda, o maior da Europa e um dos mais importantes do mundo, que é uma S/A controlada pela prefeitura. O contato com o porto de Rotterdam já foi realizado e as sugestões dadas foram incorporadas ao Plano Diretor de Suape.
Fonte: Folha de Pernambuco (PE)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Gigante chinesa de olho em Suape

XANGAI (China) - O complexo portuário e industrial de Suape entrou, definitivamente, na agenda de interesse dos gigantes globais. Maior fabricante mundial de guindastes portuários, a Shangay Zhenhua Heavy Industries Company Limited (ZPMC) listou o maior empreendimento pernambucano entre suas prioridades para o curto prazo. Em novembro, executivos da empresa chinesa vão ao Brasil negociar o possível fornecimento de máquinas.

"Suape é muito interessante para nós. Queremos entrar em Pernambuco com empresas brasileiras. Queremos vender e depois entrar investindo", diz Karenyna Weiss, brasileira que atua como executiva da empresa chinesa. A ZPMC, que já vendeu os chamados portêineres (grandes guindastes usados para retirar os contêineres dos navios) para o Tecon Suape, busca parceria com duas grandes empresas brasileiras: Odebrecht e EBX, do empresário Eike Batista. O encontro entre empresários e técnicos brasileiros com os representantes da gigante asiática foi promovido pela Fecomércio de Pernambuco, que lidera e organiza a missão empresarial do Nordeste do Brasil à China 2010.

Ligada à estatal chinesa CCCC, a fábrica da ZPMC, que tem 60% de capital do governo, impressiona pelo tamanho. Instalada próxima a Xangai, numa área construída de 5 quilômetros quadrados em Changxin Island, a empresa funciona 24 horas, com 20 mil funcionários trabalhando na produção de navios, engrenagens, plataformas marinhas (quase uma por dia), pontes, gasodutos e milhares de outros produtos, sempre utilizando o aço como matéria-prima. "Nossa lógica é construir rápido, aproveitando tudo que o mundo está querendo", explica Karenyna. A megafábrica da ZPMC foi erguida em 1994, onde antes estava uma plantação de laranjas. Só para se ter uma ideia do caráter superlativo do empreendimento, basta dizer que o braço de construção de navio dos chineses processa por ano 2 milhões de toneladas de aço, 15 vezes mais que o Estaleiro Atlântico Sul, em Suape.

Ao lado de outro executivo da empresa, Richard Zhang, a brasileira recebeu o presidente da Fecomércio, Josias Albuquerque, o superintendente do Sebrae-PE, Nilo Simões, e o coordenador de atendimento ao cliente de Suape, Tony Kuo.

Segundo Tony Kuo, brasileiro de origem taiwanesa que, além de conhecer todos os números de Suape (é coordenador de novos clientes do complexo), também atua como intérprete na missão da Fecomércio, a lógica do investimento da ZPMC tem que ser bilateral e com troca de tecnologia. Devemos, sim, abrir para que ele vendam, mas é importante também que os chineses invistam em infraestrutura no porto pernambucano. Para tal, Kuo lista os argumentos: "Suape tem 15 km de cais, foco em petróleo, gás e indústria naval. Tem tudo a ver com a atividade deles."

Fonte: Jornal do Commercio

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Empreendimento vai funcionar por 5 anos


 
Quando confirmado, o canteiro naval do Grupo Schahin no Porto do Recife será "provisório e transitório", informou Fernando Bezerra Coelho. Irá funcionar por cinco anos. Esse é o tempo necessário para atender o prazo de entrega da encomenda bilionária da Petrobras (R$ 2,49 bilhões, de acordo com a cotação da moeda americana de ontem) e para preparar uma área com toda infraestrutura necessária para o empreendimento se instalar em Suape.

"Para viabilizar a nova operação vamos retirar algumas cargas que hoje chegam no Porto do Recife, a exemplo do coque de petróleo, que passará a ser concentrado em Suape", acrescentou Bezerra Coelho. O Cais 2 do ancoradouro recifense, área destinada à implantação do empreendimento, está ocioso atualmente. Além de poder abrigar uma operação inédita na história do Recife, será todo requalificado.

Quando bater o martelo, a Schahin irá promover melhorias também nos silos, estruturas que servem para armazenar grãos que chegam no Porto, como malte de cevada, ingrediente da cerveja. Isso porque, quando o casco chinês chegar no próximo ano, boa parte do ancoradouro será ocupada. "Vamos precisar que as outras operações de desembarque sejam otimizadas", explicou Hermes Delgado.

O funcionamento do canteiro naval irá representar um salto nas receitas do Porto do Recife. Primeiro, a empresa irá pagar aluguel pelo uso da área. Segundo, todos os componentes necessários para montagem da plataforma virão de fora do País e irão pagar tarifas diferenciadas quando desembarcarem.

O navio-plataforma FPSO (sigla para Floating, Production, Storage and Offloading) que será construído pela Schahin é a primeira embarcação brasileira para exploração das reservas do pré-sal. A sua função é separar o óleo e o gás natural do petróleo retirado a sete quilômetros de profundidade e, depois processar, armazenar e transportar os produtos. Ele será utilizado no Campo de Guará, situado na Bacia de Santos, que vai do Rio de Janeiro a Santa Catarina

A mudança no local e no tipo do empreendimento não representa um enfraquecimento nos planos de tornar Suape um polo naval, garantiu Bezerra Coelho. "Estamos próximos de anunciar um terceiro estaleiro. As negociações estão avançadas com o consórcio Construcap-Orteng, que já definiu seu parceiro tecnológico e que aumentou a área que deseja utilizar em Suape de 40 para 100 hectares", informou.

Fonte: Jornal do Commercio

 

Recife terá montadora de navios

 
 

De um estaleiro no Complexo de Suape para um canteiro naval no Porto do Recife. As negociações para a mudança no endereço e no perfil do investimento do Grupo Schahin em Pernambuco estão em processo avançado. A empresa corre contra o tempo para atender o prazo firmado com a Petrobras, de entregar um navio-plataforma FPSO de US$ 1,5 bilhão em outubro de 2012. Como erguer uma fábrica de embarcações de R$ 300 milhões em Suape poderia levar até três anos, optou por um "plano B". A unidade de montagem no ancoradouro da capital pernambucana pode ser construída em, no máximo, seis meses. O contrato ainda não foi assinado, mas as estimativas oficiais são de que tudo estará resolvido até o final deste ano.

O novo valor do investimento também não foi definido. Confirmados apenas os 1.500 postos de trabalho, podendo chegar a 1.800 no período de pico de operação. Diferentemente de um estaleiro, onde chapas de aço se transformam em um navio, o canteiro naval realiza a montagem e integração de cada um dos módulos da plataforma. Todos eles vão atracar prontos no Porto do Recife. O casco da embarcação, por exemplo, virá da China – está previsto para chegar em novembro de 2011. Ficará parado no ancoradouro recifense até que sejam acoplados todos os componentes. O empreendimento vai ocupar uma área de 69 mil metros quadrados (m²) que compreende o Cais 2 e a sua parte de trás.

Segundo informações da diretoria do Porto do Recife, o Grupo Schahin já se prepara para dar entrada na licença de instalação do canteiro naval, após ter obtido uma autorização prévia da Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) no último dia 22 de setembro, além do aval do órgão ambiental da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR). Em paralelo, todas os dados sobre o empreendimento estão sendo compiladas e serão enviados à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, estimou em 30 dias o tempo necessário para análise das informações.

O projeto do estaleiro do Grupo Schahin em Suape foi anunciado em fevereiro, em uma cerimônia no Palácio do Campo das Princesas repleta de personalidades políticas. No evento, fora dito que o início das obras aconteceria em julho, em uma parceria com a Tomé Engenharia. E que Suape dispunha de uma área de 40 hectares com abastecimento regular de água. Só que os recursos hídricos foram justamente uma das pedras no sapato. O Porto do Recife foi a solução encontrada para garantir que o investimento ficasse em Pernambuco e que a empresa não tivesse problemas com a Petrobras.

As negociações e visitas ao ancoradouro da capital pernambucana foram intensas nos últimos seis meses. "A nossa preocupação era que o empreendimento não viesse a atrapalhar as operações do Porto, que além do Terminal Marítimo de Passageiros se prepara para voltar a receber contêineres até o final deste ano. Por isso, passamos muito tempo discutindo", informou o diretor de operações do Porto do Recife, Hermes Delgado, acrescentando que uma das contrapartidas da Schahin será investir até R$ 7 milhões em obras de melhoria na infraestrutura no local.

Fonte: Jornal do Commercio

 

domingo, 26 de setembro de 2010

Columbia inaugura instalação em Pernambuco

 

O Grupo Columbia inaugura neste mês um novo centro de distribuição localizado em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife (PE). A nova unidade terá capacidade suficiente para distribuir produtos para toda a região nordeste do País.

A instalação, que conta com 6.500m² de área de armazenagem e possibilidade de expansão para 18.000 m², localiza-se a 30 km do Porto de Suape, o que garante a facilidade de acesso ao complexo portuário.

"A decisão de instalar a nova unidade no Estado de Pernambuco está ligada ao alto crescimento das importações e exportações realizadas através do Porto de Suape, que tornou a região do Recife um centro concentrador e distribuidor de cargas", explica o presidente do Grupo Columbia, Nivaldo Tuba.

Trata-se do segundo empreendimento da Columbia na região nordeste brasileira, sendo a primeira o EADI Salvador, no estado da Bahia, com uma área total de 122.837m², oferecendo serviços de armazenagem, importação, exportação e transporte de cargas.

A nova central de distribuição no Recife faz parte parte da Columbia Logística S/A, nova empresa da Columbia em parceria com a Ability Comércio Exterior, com o intuito de promover à região serviços integrados de logística.

Fonte: Guia Marítimo

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Chineses combatem "pirataria

Chineses combatem "pirataria"
XCMG // Empresa, que terá montadora em Suape, quer coibir importação paralela de suas máquinas pesadas no Brasil
Micheline Batista
michelinebatista.pe@dabr.com.br


A chinesa XCMG, que está implantando uma montadora de máquinas pesadas no Complexo Industrial Portuário de Suape, decidiu fechar o cerco contra os importadores "piratas". A empresa acaba de contratar um escritório de advocacia no Brasil para proteger o acordo de distribuição e venda exclusiva que mantém com a Êxito Import & Export, também parceira no empreendimento anunciado para Pernambuco. O objetivo é adotar medidas legais para coibir a venda de máquinas adquiridas via importação paralela no país.


As máquinas da XCMG são comercializadas por 22 revendas no país. Foto: Debora Alves/Divulgação
Em época de boom na construção civil, é bom ficar de olhos bem abertos. Para se ter uma ideia, cerca de 80% dos guindastes em operação em Suape são da marca XCMG. Não se sabe quantas foram importadas de forma regular. "As máquinas adquiridas no paralelo não são aptas a trabalhar no clima tropical e não contam com assistência técnica adequada. Não há nem mesmo garantia de entrega, pois muitas vezes as tradings chinesas vendem o equipamento sem que ele exista no estoque", diz o sócio-diretor da Êxito, José Roberto Gomes.

Segundo ele, a Êxito só comercializa produtos que já estão no Brasil e oferece assistência técnica e pós-venda. Em relação à assistência técnica, uma das vantagens da aquisição via importador autorizado que o executivo aponta é a instalação do motor Cummins, fabricado nacionalmente. "Se houver algum problema, quem vai dar garantia e assistência é a Cummins do Brasil", acrescenta José Roberto. As peças para reposição, por sua vez, são destinadas apenas aos equipamentos "tropicalizados" e o estoque é planejado de acordo apenas com as vendas feitas pelo distribuidor autorizado.

A Êxito comercializa as máquinas da XCMG por meio de 22 revendas espalhadas pelo país. Em Pernambuco, a venda ocorre através da Comaq, que fica em Jaboatão dos Guararapes. "Quem compra por meio de outro canal está fazendo um péssimo negócio. Vai pagar o mesmo preço e ficar sem assistência", avisa José Roberto. O preço de uma máquina de terraplenagem varia de R$ 170 mil a R$ 600 mil.Já os guindastes variam de R$ 450 mil a R$ 3,2 milhões.

A XCMG, 10ª maior fábrica de máquinas e equipamentos para construção civil no mundo, tem condições de rastrear as máquinas que exporta pelo número do chassi. Há notícia, inclusive, de que alguns equipamentos enviados como ajuda a países africanos, como Angola, são desviados e vendidos clandestinamente no Brasil. A montadora autorizou o escritório de advocacia a emitir notificações extrajudiciais via correio, advertindo os importadores piratas de que essa é uma prática ilegal.

"Já notificamos 12 importadoras e sete já cessaram essa prática. As que insistirem serão acionadas na Justiça, pois vamos entrar com uma ação cominatória pedindo ao juiz que estabeleça uma multa por cada importação irregular", explica o advogado da XCMG no Brasil, Napoleão Casado Filho. Também será solicitada a indenização por danos morais, porque a marca XCMG sai prejudicada, podendo perder credibilidade. 

sábado, 18 de setembro de 2010

Porto de Suape apresenta potencialidades na Rio Oil & Gas


Porto de Suape apresenta potencialidades na Rio Oil & Gas

O Rio de Janeiro recebe, entre os próximos dias 13 a 16 de setembro, o Complexo Industrial Portuário de Suape durante o maior evento de petróleo e gás da América Latina, a Rio Oil & Gas. A feira acontece no pavilhão do Riocentro e reúne os maiores players mundiais de petróleo. Suape será destaque no evento, já que no porto estão sendo implantados uma refinaria, um estaleiro e três plantas petroquímicas que somam investimentos de cerca US$ 17 bilhões. Suape tem o intuito de atrair investimentos nos setores naval e de petróleo, gás e offshore.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho, o vice-presidente de Suape, Sidnei Aires, e os diretores da empresa, juntamente com coordenadores, apresentarão as potencialidades do Porto de Suape, além de mostrar como o Estado está se preparando para receber novos empreendimentos e distribuí-los dentro dos municípios que envolvem o Complexo, através de diretrizes propostas pelo Projeto Suape Global.

A participação de Suape na Rio Oil & Gas visa a busca de novos negócios e o contato com fornecedores da cadeia do petróleo: "Hoje, o mundo todo está conhecendo Suape. O intercâmbio com empresas nacionais e de outros países vem exatamente na direção de consolidar nosso Estado como polo mundial provedor de bens e serviços para as áreas de petróleo, gás, offshore e naval", afirma Fernando Bezerra Coelho.

Investimentos - Com a economia brasileira em destaque no cenário internacional, o Complexo de Suape, em Pernambuco, é considerado o maior polo de investimentos na região da atualidade.  O Porto recebe investimentos da ordem de US$ 17 bilhões. São mais de 100 empresas já instaladas e outras 35 em fase de implantação nos seus 30 anos de existência.

Obras como a Refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul, o maior do Hemisfério Sul, que estão em construção no local, alavancaram novas cadeias produtivas no Estado, em um movimento que irá transformá-lo em um grande polo de bens e serviços para as indústrias naval e de petróleo, gás e offshore.

Rodada de Negócios - Como nas edições anteriores, a Rio & Gas 2010 terá uma Rodada de Negócios, reunindo os grandes compradores do mercado de petróleo, gás e biocombustíveis e as pequenas e médias empresas fornecedoras de bens e serviços para o setor.

Organizada pelo Sebrae e a Organização Nacional da Indústria de Petróleo - ONIP, a Rodada tem despertado interesse crescente da indústria, acompanhando o aumento do conteúdo nacional nas compras do setor.

PAVILHÃO PERNAMBUCO - O Governo do Estado, em Parceria com a FIEPE, está inserindo o Pavilhão Pernambuco integrado com o Stand de SUAPE GLOBAL na Feira Rio Oil & Gas, principal evento de Petróleo e Gás da América Latina, realizada a cada dois anos no Centro de Convenções do Rio Centro, Rio de Janeiro.

Nesta iniciativa são parceiros o Complexo Portuário de Suape, IBP, ONIP, Sebrae, BNDES, Simmepe, Sinaval Sucursal Norte Nordeste, Petrobras, Petroquímica Suape e Estaleiro Atlântico Sul,dente outros.

Confraternizando - Nada mais pernambucano que o cantor Alceu Valença para animar a  confraternização da Rio Oil e Gas, na noite da quarta-feira (15/09). O show acontece no Museu de Arte Moderna, a partir das 20h.

Expectativas 2010

Secretário apresenta potencialidades do Porto de Suape


 

O Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, é uma das novidades do Rio Oil & Gas 2010, uma vez que no porto estão sendo implantados uma refinaria, um estaleiro e três plantas petroquímicas que, juntas, somam investimentos da ordem de US$ 17 bilhões. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho, e demais autoridades daquele estado, estão apresentando no evento as potencialidades do Porto de Suape, além de mostrar como o Estado está se preparando para receber novos empreendimentos e distribuí-los dentro dos municípios que envolvem o complexo, por meio de diretrizes propostas pelo Projeto Suape Global.

A participação de Suape também visa buscar novos negócios e contato com fornecedores da cadeia de petróleo.

- Hoje, o mundo está conhecendo Suape. O intercâmbio com empresas nacionais e de outros países vem exatamente na direção de consolidar nosso estado como um pólo mundial provedor de bens e serviços para as áreas de petróleo, gás, offshore e naval - disse Fernando Bezerra.

Com a economia brasileira em destaque no cenário internacional, segundo ele, o complexo de Suape é considerado o maior pólo de investimento na região da atualidade. O porto recebe investimentos da ordem de US$ 17 bilhões. São mais de 100 empresas já instaladas e outras 35 em fase de implantação nos seus 30 qanos de existência.

Obras como a Refinaria Abreu Lima e o Estaleiro Atlântico Sul alavancam novas cadeias produtivas em um movimento que irá transformá-lo em um grande pólo para as indústrias naval e de petróleo, gás e offshore.

Fonte: Monitor Mercantil

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Engenharia civil: momento de construir o futuro

Engenharia civil: momento de construir o futuro


Com a chegada do RioMar Shopping, o bairro do Pina já está sendo alvo de crescente especulação imobiliária
Com a chegada do RioMar Shopping, o bairro do Pina já está sendo alvo de crescente especulação imobiliária
Foto: Divulgação

No começo deste mês, o grupo JCPM deu início à construção do shopping Rio Mar, centro comercial que promete ser o maior do Nordeste. Com a chegada do empreendimento, o bairro do Pina já está sendo alvo de crescente especulação imobiliária; uma nova paisagem começa a se delinear nos arredores. O fenômeno é apenas um exemplo de como a construção civil está retomando, contudo, uma robustez que vinha perdendo desde o início dos anos 80, quando teve início um longo período marcado pela falta de grandes investimentos no Brasil.

Hoje, no Grande Recife, o mercado está muito aquecido, sobretudo nos bairros da Zona Sul, como Boa Viagem, Pina, Piedade e Candeias. Se olharmos em volta, por todo o Estado, percebemos que a realidade é parecida, as obras estão em todo lugar. O município de Ipojuca, onde está concentrada a maioria dos novos empreendimentos de grande porte, é um grande exemplo do canteiro de obras que tem sido Pernambuco. Os investimentos estruturadores que chegam a Suape alavancam a procura dos mais variados tipos de engenheiros: naval, mecânico, de produção e, especialmente, o engenheiro civil. A profissão, uma das mais tradicionais do mundo, começa a acordar dos anos de adormecimento.

A profissão, uma das mais tradicionais do mundo, começa a acordar dos anos de adormecimento

Os números comprovam o crescimento do mercado. Em 2009, foi o segmento de maior incremento no Estado: 17,4%. Além disso, pesquisa elaborada pela revista O Empreiteiro, considerou o faturamento das construtoras de todo o País em quatro setores (construção, projetos e consultoria, montagem industrial e serviços especiais de engenharia) para eleger as 500 Grandes Empresas da Construção. O resultado desse ranking colocou a Pernambuco Construtora na posição de quarta maior construtora do Norte e Nordeste. O faturamento da empresa foi impulsionado pelas oportunidades abertas pelo Complexo Industrial de Suape. A empresa pernambucana foi responsável pela construção das fábricas da RM Eólica, espanhola que se instala no Estado.

Quem ainda não escolheu a profissão e pensa em enveredar pelos caminhos promissores da Engenharia Civil, inicialmente, é necessário ficar atento para o fato de que o engenheiro civil deve ter liderança, visão administrativa e capacidade de propor soluções inovadoras para lidar com as demandas frequentes do dia a dia, afora gostar das ciências exatas.  Além disso, o contexto atual exige um perfil dos profissionais mais preocupados com a sustentabilidade do meio ambiente. No caso do engenheiro civil, utilizando novos materiais e levando em consideração a necessidade de preservar e construir espaços verdes.

Fonte: JC

Grupo Columbia inaugura Centro de Distribuição em Pernambuco, de olho em Suape

Dando continuidade aos planos de ampliar a atuação na região Nordeste, o Grupo Columbia inaugura em setembro um novo Centro de Distribuição, localizado no município de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife, em Pernambuco. Dentro de um condomínio de armazéns com área total de 165.900m², a nova unidade será um CDA – Centro de Distribuição Avançado – com capacidade para distribuir produtos para toda a região nordeste.

"A decisão de instalar a nova unidade no Estado de Pernambuco está ligada ao alto crescimento das importações e exportações realizadas através do Porto de Suape, que tornou a região do Recife um centro concentrador e distribuidor de cargas", explica o presidente do Grupo Columbia, Nivaldo Tuba. Além disso, os benefícios oferecidos pelo governo local, com o objetivo de incrementar o desenvolvimento econômico do Estado, foram fundamentais para a instalação do novo CD.

A unidade possui 6.500m² de área de armazenagem com possibilidade de expansão para 18.000 m². Está localizada às margens da BR 101, há 30 km do Porto de Suape e apenas 5 km do Aeroporto Internacional do Recife/ Guararapes – Gilberto Freyre. No local, serão prestados serviços de recebimento, armazenagem, montagem de kits, embalagem, picking e distribuição. "Tudo com infraestrutura e equipamentos dentro dos mais modernos critérios tecnológicos, controlados por um WMS de primeira geração, vigilância 24 horas e circuito fechado de TV", completa o presidente do Grupo.

O Centro de Distribuição de Pernambuco fará parte da Columbia Logística S/A, empresa do Grupo Columbia em parceria com a Ability Comércio Exterior, que inicia suas atividades em setembro. Segundo Nivaldo Tuba, da mesma forma que as outras operações do Grupo Columbia, o intuito da nova empresa é prover à região serviços integrados de logística. "Iniciamos com um CD, mas em curto prazo, poderemos oferecer todo o leque de produtos que envolvem a logística integrada".

Com o novo CD, serão duas unidades da Columbia atuando na região nordeste do país. A outra unidade, a  EADI Salvador, inaugurada em 1999, é o mais moderno operador logístico da Bahia. Com uma área total de 122.837m², oferece em um único lugar o que há de melhor em operações de importação, exportação, porto seco, armazém geral, centro de distribuição e transporte em trânsito aduaneiro, de cargas nacionais e de cargas químicas perigosas.

Sobre o Grupo Columbia

Com 68 anos de tradição, o Grupo Columbia é constituído por 5 empresas que trabalham para um mesmo fim: a satisfação total do cliente. Realizando operações desde o Nordeste à ligação com o Mercosul, a flexibilidade do Grupo o permite atuar de forma local e integrada em todo o Brasil, com a infra-estrutura, tecnologia e experiência necessárias para fazer das ambições de seus clientes realidade.

São 12 áreas alfandegadas, inclusive nas principais fronteiras do país, 08 centros de distribuição, localizados em pontos estratégicos para aproximar mercadoria e consumidor. Área portuária e retro-portuária para receber produtos, além de uma rede completa de transportes, própria e agregada, que completam atuação em todo o território nacional.

E mais, operações em comércio exterior, através da Columbia Trading, que garantem resultado direto na compra e venda de produtos dentro e fora do país.

Fonte: Blog do Jamildo.


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