quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Escola para a cadeia têxtil

A PetroquímicaSuape vai investir entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões na implantação do primeiro centro de excelência em fibras sintéticas do país. A escola ficará localizada em Ipojuca, a 47 quilômetros do Recife, na intersecção das rodovias PE-60 e PE-42, e será fruto de uma parceria entre a empresa, a prefeitura municipal e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-PE). A área, de cerca de 10 mil metros quadrados, terá capacidade para abrigar dez salas de aula, além de laboratórios equipados com máquinas de última geração. O protocolo de intenções foi assinado ontem.

Segundo o diretor superintendente da PetroquímicaSuape, Richard Ward, a ideia com a criação da escola é formar pessoal para toda a cadeia têxtil que volta a se desenvolver em Pernambuco, após décadas de estagnação. "Não existem escolas especializadas no Brasil que formem operadores de equipamentos têxteis, a não ser em algodão, como na região Sul. As fibras sintéticas são diferentes doalgodão", argumenta o executivo.

A escola também servirá de atrativo para empresas do setor interessadas em investir no estado. Como a Neotextil, que já anunciou um investimento de R$ 90 milhões em Paulista para produzir tecidos esportivos. O grupo Unimetal, por sua vez, está implantando uma unidade de R$ 53 milhões em Timbaúba, na Mata Norte, voltada à produção de fios para aplicação na indústria automotiva, área naval e transporte, entre outras.

A prefeitura de Ipojuca entra com a doação do terreno e elaboração do projeto arquitetônico da escola. O Senai-PE, com os recursos repassados pela Petroquímica Suape, contratará a obra. Após a inauguração, a entidade ficará responsável pela gestão pedagógica da unidade. A previsão é a de que as escola esteja em funcionamento no segundo semestre de 2010, juntamente com o início de operação das unidades industriais da companhia. 

A PetroquímicaSuape é um projeto da Petroquisa, subsidiária da Petrobras. Estão sendo construídas no complexo industrial e portuário uma unidade de PTA, outra de PET e uma terceira de polímeros e fios de poliéster. O investimento é de R$ 4 bilhões. Quando estiver operando, o complexo vai gerar cerca de 1,8 mil empregos.

Um dos laboratórios da escola terá uma máquina de grande porte para fazer o fio e a texturização, como se fosse numa fábrica. Somente esse equipamento custa em torno de US$ 500 mil. Ward destaca que a escola têxtil vai contemplar as atividades de toda a cadeia, não apenas fiação e texturização. Também deve oferecer cursos em áreas como tecelagem, malharia, costura e design. "Queremos que Pernambuco seja autossuficiente em mão de obra para o setor", disse. 
Fonte: DP

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