sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Bunge Alimentos completa 95 anos em Pernambuco

 

Data foi celebrada em reunião solene no Palácio Joaquim Nabuco

A Bunge Alimentos completa 95 anos no Estado com grandes investimentos no Complexo Portuário de Suape. A empresa, que chegou a Pernambuco, em 1914, após a aquisição de um moinho de trigo na área do Porto do Recife, recebeu homenagem, ontem, durante reunião solene proposta pela deputada Terezinha Nunes (PSDB). "Graças ao surgimento de Suape, estamos retomando a liderança no comércio da Região Nordeste, atraindo grandes empreendimentos", enfatizou o 2º vice-presidente da Mesa Diretora, Antônio Moraes (PSDB), que coordenou a solenidade.

Presente em 18 Estados brasileiros, a companhia inaugurou, em setembro deste ano, o mais moderno moinho de trigo da América Latina, em Suape. A unidade tem capacidade para moer 2,6 mil toneladas de grãos diariamente. O investimento foi de R$ 165 milhões. Com o empreendimento, foram gerados mais de 220 empregos diretos e mil indiretos. O grupo lidera o setor de panificação no Brasil, produzindo farinha de trigo e misturas em sete moinhos espalhados pelo País.

A história da unidade pernambucana foi citada por Terezinha. "Acreditando na importância de Pernambuco para o Nordeste, o grupo decidiu aportar aqui", ressaltou, acrescentando que, no início dos anos 90, a Bunge expandiu as atividades para o Porto de Suape, com a inauguração de uma industria de refino de óleo de soja.

A empresa integra a corporação mundial Bunger Limited, fundada na Holanda, em 1818. "A Bunge Alimentos é uma empresa-cidadã. Em 1955, quando foram celebrados os 50 anos de atuação no Brasil, foi criada a Fundação Bunge para atuar na promoção da cidadania, por meio da educação e do conhecimento", completou a tucana, ressaltando a satisfação dos funcionários da companhia.

O vice-presidente da Bunge nacional, Murilo Sant´Anna, agradeceu. Ele destacou o prazer de lembrar o início do grupo no Estado. "A homenagem nos orgulha e aumenta nossa responsabilidade em construir um futuro mais promissor para Pernambuco", frisou, alegando que, com a inauguração do moinho em Suape, reafirmou-se o compromisso com o desenvolvimento local.
 
Fonte: Governo de Pernambuco

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Grupo chinês implantará fábrica de tratores em Suape

 Grupo XCMG (Xuzhou Construction Machinery Group), de origem chinesa, anunciou que instalará uma fábrica no complexo portuário de Suape. O empreendimento terá US$ 12 milhões em investimentos.

No local, a companhia fabricará tratores de terraplenagem, caminhões-guindastes, motoniveladoras, rolos compactadores e escavadeiras hidráulicas para atender o mercado brasileiro. A capacidade de produção será de 40 máquinas por mês.

Com isso, o Grupo estará abrindo 150 novas vagas de empregos diretos na região. A Êxito Importadora e Exportadora é sócia dos chineses no projeto.

De acordo com a empresa, a primeira fase do projeto prevê a implantação de um centro de distribuição em Suape. "Nossa previsão é iniciar a operação do CD no primeiro semestre de 2010", disse Lacy Freitas, Diretor superintendente da Êxito. O CD abrirá 25 postos de trabalho.

A diretoria de Suape licitará, no dia 30 de dezembro, a área para a implantação do empreendimento.

Fonte: Webtranspo

Escola para a cadeia têxtil

A PetroquímicaSuape vai investir entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões na implantação do primeiro centro de excelência em fibras sintéticas do país. A escola ficará localizada em Ipojuca, a 47 quilômetros do Recife, na intersecção das rodovias PE-60 e PE-42, e será fruto de uma parceria entre a empresa, a prefeitura municipal e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-PE). A área, de cerca de 10 mil metros quadrados, terá capacidade para abrigar dez salas de aula, além de laboratórios equipados com máquinas de última geração. O protocolo de intenções foi assinado ontem.

Segundo o diretor superintendente da PetroquímicaSuape, Richard Ward, a ideia com a criação da escola é formar pessoal para toda a cadeia têxtil que volta a se desenvolver em Pernambuco, após décadas de estagnação. "Não existem escolas especializadas no Brasil que formem operadores de equipamentos têxteis, a não ser em algodão, como na região Sul. As fibras sintéticas são diferentes doalgodão", argumenta o executivo.

A escola também servirá de atrativo para empresas do setor interessadas em investir no estado. Como a Neotextil, que já anunciou um investimento de R$ 90 milhões em Paulista para produzir tecidos esportivos. O grupo Unimetal, por sua vez, está implantando uma unidade de R$ 53 milhões em Timbaúba, na Mata Norte, voltada à produção de fios para aplicação na indústria automotiva, área naval e transporte, entre outras.

A prefeitura de Ipojuca entra com a doação do terreno e elaboração do projeto arquitetônico da escola. O Senai-PE, com os recursos repassados pela Petroquímica Suape, contratará a obra. Após a inauguração, a entidade ficará responsável pela gestão pedagógica da unidade. A previsão é a de que as escola esteja em funcionamento no segundo semestre de 2010, juntamente com o início de operação das unidades industriais da companhia. 

A PetroquímicaSuape é um projeto da Petroquisa, subsidiária da Petrobras. Estão sendo construídas no complexo industrial e portuário uma unidade de PTA, outra de PET e uma terceira de polímeros e fios de poliéster. O investimento é de R$ 4 bilhões. Quando estiver operando, o complexo vai gerar cerca de 1,8 mil empregos.

Um dos laboratórios da escola terá uma máquina de grande porte para fazer o fio e a texturização, como se fosse numa fábrica. Somente esse equipamento custa em torno de US$ 500 mil. Ward destaca que a escola têxtil vai contemplar as atividades de toda a cadeia, não apenas fiação e texturização. Também deve oferecer cursos em áreas como tecelagem, malharia, costura e design. "Queremos que Pernambuco seja autossuficiente em mão de obra para o setor", disse. 
Fonte: DP

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sapeka amplia fábrica em Suape



A indústria de fraldas Sapeka Nordeste tinha como plano tirar do papel o seu primeiro projeto de ampliação entre o quinto e o oitavo ano de operação. Prestes a completar três anos de instalação no Complexo de Suape, em janeiro de 2010, a empresa já parte para a expansão. A antecipação do planejamento foi motivada pelo acelerado ritmo de crescimento do consumo de fraldas descartáveis no Nordeste. A empresa vai investir R$ 60 milhões para praticamente triplicar a capacidade de produção da fábrica.

"Hoje já utilizamos 100% da nossa capacidade instalada para atender a oito Estados do Nordeste, com exceção apenas da Bahia, que é abastecida pelas fábricas do grupo em Goiás. A partir da ampliação, poderemos cobrir todo o Nordeste e atender a outras praças, como Manaus e Belém", destaca o gerente-geral da Sapeka Nordeste, Milton Rezende.

A planta de Suape tem capacidade para fabricar 600 milhões de fraldas (unidades) por ano. Com a expansão, que será concluída em março de 2010, passará a produzir 1,6 bilhão. "Nos últimos três anos, o Nordeste tem passado o mercado brasileiro no consumo, que cresce acima da média nacional", observa Rezende, apontando que só no primeiro semestre deste ano o mercado de fraldas cresceu 17%. "A crise passou longe do nosso setor e, com uma previsão de crescimento da economia brasileira de 5% para 2010, a expectativa é que o mercado se beneficie com uma expansão ainda maior", acredita o executivo.

Atualmente, a fábrica de Suape conta com cinco linhas de produção. Com o projeto de ampliação, a unidade vai contar com mais quatro linhas, com capacidade bastante superior em função do porte das novas máquinas. Os equipamentos são importados de países como Itália, Alemanha e Estados Unidos.

A primeira linha já está em fase de montagem e começa a funcionar no dia 1º de dezembro.

"Para se ter uma idéia do tamanho da expansão, basta dizer que investimos R$ 28 milhões na implantação e agora vamos fazer um aporte de R$ 60 milhões", compara.

A ampliação da Sapeka também vai aumentar o quadro de funcionários e a movimentação de insumos que a empresa faz no Porto de Suape. Hoje com 370 colaboradores, a expectativa é chegar a março de 2010 com pelo menos 580. A companhia, que importa matérias-primas como celulose de fibra longa, gel, fios de elastano e adesivos, vai aumentar sua movimentação de 3 mil para 7 mil toneladas por mês.

Empresa vai lançar novos produtos

Além de triplicar a capacidade de produção de fraldas infantis, a Sapeka Nordeste também vai ampliar a linha de produtos da fábrica de Suape. A companhia vai investir mais R$ 40 milhões para fabricar absorventes, fraldas geriátricas e lenços umedecidos. O projeto será iniciado no próximo ano para entrar em funcionamento em 2011. Hoje, esses produtos são fabricados nas duas unidades do grupo Sapeka em Goiás (sede da empresa).

"Estamos negociando com a diretoria de Suape a aquisição de uma nova área no complexo para encampar o projeto. Queremos ampliar nosso terreno dos atuais 58 mil para 80 mil metros quadrados", adianta o gerente-geral da Sapeka Nordeste, Milton Rezende. Há 90 dias, o Grupo Sapeka entrou no mercado de absorventes com o lançamento da marca Única, numa campanha de marketing protagonizada pela atriz global Ísis Valverde.

As fraldas infantis continuam a ser o principal negócio da empresa, com 95% de participação, seguidas pelas fraldas geriátricas (3%) e absorventes (2%). Com a produção dos novos itens em Suape, a expectativa da indústria é aumentar o número de funcionários para algo entre 850 e 1.000 colaboradores.

Rezende diz que a Sapeka faz planos de melhorar o seu sistema de distribuição. "Hoje, temos uma frota própria de 25 carretas e caminhões e vamos aumentar esse número para 35 já em 2010", afirma. Os caminhões fazem o transporte da fábrica até os centros de distribuição da empresa espalhados por todos os Estados do Nordeste e as transportadoras terceirizadas são responsáveis pela entrega nos pontos de venda.

Os investimentos realizados na fábrica da Sapeka em Pernambuco também vão se refletir no faturamento da indústria. Este ano, a unidade deverá ter receita superior a R$ 300 milhões, registrando crescimento de 40% sobre 2008. Para o próximo ano, com a entrada em funcionamento da expansão, o faturamento deverá alcançar a casa dos R$ 800 milhões.

A Sapeka é líder no mercado de fraldas descartáveis no Nordeste, com 38% de participação, seguida pela marca Turma da Mônica (Kimberly) e da Pampers (Procter & Gamble), que lideram nacionalmente.
 
Fonte: Jornal do Commercio

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Odebrecht anuncia obras no trecho Salgueiro-Suape

A Construtora Norberto Odebrecht vai implantar, a partir de dezembro, cinco canteiros de obras nos municípios de Salgueiro, Serra Talhada, Cachoeirinha, Escada, Arcoverde para iniciar as obras do trecho Salgueiro-Suape da Ferrovia Transnordestina, que terá 1.728 quilômetros, ligando a cidade de Eliseu Martins, no Piauí, aos portos de Pecém e Suape. O trecho Salgueiro-Suape tem uma extensão de 522 quilômetros e um custo de R$ 1,7 bilhão. As informações foram dadas pelo diretor do contrato da Transnordestina na Odebrecht, Pedro Leão, durante a reunião do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social de Pernambuco (Cedes), que ocorreu ontem à tarde no Palácio Campo das Princesas.
A Odebrecht foi contratada para fazer 1.100 quilômetros da ferrovia, que vão ligar Suape a Eliseu Martins. A construtora vai fazer as capacitações dentro Programa Acreditar, desenvolvido pela empresa para capacitar mão de obra em parceria com outras instituições, como o Estado e municípios.

No caso das obras da Transnordestina, a intenção é usar o cadastro do programa Bolsa Família para que os beneficiários façam uma capacitação e depois sejam contratados para fazer as obras. Segundo Leão, os técnicos da empresa começaram a visitar os municípios para ver o potencial de mão de obra nesses locais.

O pico das obras do trecho que será construído pela Odebrecht deve ocorrer entre junho e agosto do próximo ano, quando deverão estar trabalhando cerca de 7.000 pessoas, de acordo com Leão.

A ligação entre Eliseu Martins e Suape deverá ser concluído em 2012, de acordo com Leão. Ele acrescentou também que a empresa já contratou 200 pessoas, que começaram a fazer os desmatamentos.

As obras da ferrovia Transnordestina foram iniciadas em 2006 no trecho Salgueiro-Missão Velha, que tem cerca de 100 quilômetros de extensão e ainda não foi concluído. A obra inteira tem um orçamento de R$ 5,4 bilhões e grande parte dos recursos sairá do governo federal.

A empresa responsável pelo empreendimento é a Transnordestina Logística, que substituiu a antiga Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN).

Fonte: Jornal do Commercio
 

 

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Atlântico Sul quer concorrer pau a pau com estaleiros da Ásia




O estaleiro Atlântico Sul (EAS) será o único brasileiro a atingir, em cinco anos, o mesmo nível de produtividade e competitividade dos estaleiros asiáticos. Para isso, os investimentos não param. Até o momento, o estaleiro já recebeu cerca de R$ 1,4 bilhão. Os recursos estão sendo aplicados em diferenciais tecnológicos e novos equipamentos, conforme disse o presidente do estaleiro, Ângelo Bellelis, durante evento da Niterói Fenashore 2009. O estaleiro fica em Ipojuca, na região metropolitana de Recife, dentro do Complexo de Suape e gera 5 mil empregos diretos e 25 mil indiretos. 

- Nossa meta é que, em cinco anos, estaremos no mesmo nível dos estaleiros considerados os mais desenvolvidos do mundo - disse Bellelis, ressaltando que o Atlântico Sul deverá se tornar o único estaleiro brasileiro de quarta geração. 

Atualmente, o estaleiro tem em carteira 22 navios encomendados pela Transpetro. Na primeira fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), o EAS assinou contrato para a construção de 15 petroleiros (10 Suezmax e cinco Aframax) e, agora, com o Promef II, foram encomendados mais sete. 

Criado em 2005, o Atlântico Sul produz todos os tipos de navios cargueiros, plataformas offshore dos tipos semi-submersível, FPSO (Sistemas Flutuantes de Produção de Produção, Armazenamento e Transferência de Petróleo), TLP (Plataformas de Pernas Atirantadas) e SPAR. A empresa oferece também um leque de serviços de reparo de embarcações e unidades de exploração de petróleo. 



Entidades do Setor Naval lançam Rede para a Indústria Naval e Offshore 

Uma proposta que surgiu na Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), se consolida nesta sexta-feira, 13, com o lançamento oficial da Rede de Inovação para Competitividade da Indústria Naval e Offshore, formulada pela Comissão Técnica Especial de Política Tecnológica, coordenada pelo engenheiro Sergio Garcia e que ganhou a adesão de outras instituições de grande representatividade. 

Para Sérgio Garcia, a rede pode colaborar para a preparação de uma agenda tecnológica centrada na indústria e que viabilize o acesso do setor produtivo aos recursos disponíveis no sistema nacional de P&D&I. 

terça-feira, 17 de novembro de 2009

NE ganhará 3 estaleiros

 

O estaleiro Atlântico Sul avalia a expansão com a construção de um dique seco no Porto de Suape, com valor de R$ 300 milhões. A coreana STX negocia parceria com a brasileira PJMR para a construção do estaleiro no Mucuripe Brasília. Três dos cinco estaleiros em andamento ou em estudo serão erguidos no Nordeste – os outros dois serão no Rio e em Santa Catarina. O que está em estágio mais avançado é o do Eisa, que prevê investir R$ 1 bilhão em uma nova unidade em Coruripe (AL). Quando estiver em plena operação, em 2012, cinco mil estarão trabalhando no litoral alagoano.

As obras do novo estaleiro, que terá uma área de dois milhões de metros quadrados (m²), começam no início de 2010. Nele será possível construir navios de até 500 mil toneladas e 400 metros de comprimento. "Estamos mirando as encomendas da Petrobras e da Vale. Com o real valorizado, temos que nos voltar para dentro," diz Jorge Gonçalves, diretor de operações do Eisa, controlado pelo Grupo Synergy, do empresário German Efromovich.
Outro estaleiro em estudo é o da construtora Odebrecht, que desenvolve projeto em parceria com a OAS e a UTC, em São Roque do Paraguaçu (BA). De acordo com o diretor da empresa para o mercado de Offshore, Fernando Barbosa, o objetivo é atender à demanda da Petrobras por plataformas. " A Bahia foi escolhida por ter mão de obra qualificada", diz.

A empresa também negocia apoio técnico com a coreana Daewoo, mas, segundo Barbosa, "nada está definido ainda". Ele estima que, no pico das obras, serão gerados cerca de cinco mil empregos diretos.
Outra coreana, a STX, também negocia uma parceria com a brasileira PJMR para a construção de outro estaleiro no Brasil, desta vez, em Mucuripe (CE). A estimativa de investimento é de US$ 100 milhões e o início da operação é previsto para 2012/2013, com contratação de 1.500 pessoas. Já o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) avalia expansão, com a construção de um novo dique seco em Suape (PE), investimento estimado em US$ 300 milhões. Hoje, sua capacidade está no limite com os US$ 3,4 bilhões de projetos em carteira. O novo dique vai depender do resultado da licitação de quatro navios da Vale. As propostas serão apresentadas em 15 de dezembro.(Fonte: Diário do Nordeste – Fortaleza,CE)


sábado, 14 de novembro de 2009

Lançamento do Navio Skandi Ipanema ocorre no Rio de Janeiro



Sidnei Aires, Diretor vice-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, e Silvio Leimig, Diretor Suape Global estiveram presentes como convidados no lançamento do Navio Skandi Ipanema, tipo AHTS (Supply-boat).

A embarcação no valor de R$ 115 milhões foi entregue pelo Estaleiro STX Brasil Offshore à empresa OGX. O evento que contou com a presença da ministra Dilma Rouseff aconteceu na 3a Fenashore, Feira de Tecnologia Naval e Offshore que começou no último dia 09 e terminou (12) em Niterói.

Ao longo da feira de negócios, Suape foi apresentado como potência também nas áreas de construção naval, petróleo e gás. No estande do Porto estiveram o Vice-presidente Sidnei Aires, o Diretor Suape Global, Silvio Leimig e a Coordenadora de Prospecção de negócios, Maria Laura Modesto.

Durante os quatro dias, Suape definiu estratégias de investimentos em reuniões de negócios com empresários e possíveis investidores. "O evento serviu para discutir temas relacionados ao setor naval e offshore, uma das âncoras do projeto Suape Global", afirma Silvio Leimig.

Para ele, a feira foi a oportunidade de divulgar o projeto, estimulando a vinda de novas empresas para o complexo que aproveitarão o embalo dos grandes investimentos estruturadores, tais como a Refinaria Abreu e Lima, o Estaleiro Atlântico Sul e a Petroquímica Suape.

O evento aconteceu no Caminho Niemeyer, tratou de temas como o pré-sal, geração de empregos no setor e capacitação de mão-de-obra e, claro, serviu como palco para assinaturas de acordos e negócios no setor. Na feira de 2007, estima-se que foram fechados contratos, que juntos, chegam a R$ 90 milhões.

(Por Assessoria de Comunicação e Relações Sociais de Suape)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Suape ganha diretoria de óleo e gás

O governo do estado de Pernambuco decidiu criar uma diretoria de Petróleo e Gás para o Porto de Suape. A pasta será administrada Sílvio Leimig, que hoje é cordenador executivo de Novos Negócios de Suape. A ideia é fomentar a criação de um polo naval no porto, que hoje já abriga o estaleiro Atlântico Sul, e pode contar com mais três plantas industriais. A perspectiva é que se atraia empresas fornecedores de navipeças para se instalarem no entorno dos estaleiros.


"É uma grande honra e privilégio estar à frente desta nova diretoria, a qual será responsável pela estruturação das ações do grande projeto que é inserir Pernambuco no mundo dos negócios em petróleo, gás, offshore e naval", explicou Sílvio Leimig.


O engenheiro eletricista graduado pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduado no Japão em Eletrificação de Ferrovias e pela Universidade de Pernambuco na área de Transportes em com ênfase em Navegação de Cabotagem, antes de chegar a Suape, atuou na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (Metrorec) de Pernambuco durante 21 anos.

sábado, 7 de novembro de 2009

Pernambuco terá primeira estrada com cobrança de pedágio

Pernambuco terá a primeira estrada com cobrança de pedágio. Chamada pelo Governo do Estado de Via Expressa, seu percurso será o primeiro grande trecho do sistema de concessão rodoviária em Pernambuco e terá como principal função acelerar o tráfego de veículos no trecho entre a fábrica da Caninha 51, na BR-101, e as vias que dão acesso ao Complexo Portuário de Suape, na PE-60, seguindo até Nossa Senhora do Ó. Outro caráter da estrada é o turístico, dando rapidez para quem trafega com destino às praias do Litoral Sul. Os estudos sobre o potencial de fluxo de veículos e dos possíveis valores a serem cobrados aos motoristas pelo acesso ainda estão sendo levantados pela equipe do governo.

A Via Expressa já foi anunciada há muito tempo, mas o governo ainda não tinha declarado oficialmente a cobrança de pedágio. Inicialmente se previa um rota de 16 quilômetros de extensão. Agora, com a intenção de chegar até a entrada de Nossa Senhora do Ó, ela praticamente dobrou de tamanho, chegando quase 30 quilômetros.

O processo de concessão de rodovias já é bem adiantado em outras regiões do País, como no Sudeste, por exemplo, feito principalmente em rodovias federais. As primeiras concessões foram feitas em 1995.

As obras da Via Expressa estão estimadas em R$ 200 milhões e foram inseridas dentro de um volume total de R$ 1,5 bilhão para intervenções, tendo como foco a infraestrutura do entorno do Porto de Suape. "O edital da rodovia deve sair até janeiro. Imaginamos que com mais 90 ou 120 dias as obras sejam iniciadas. Quanto ao valor cobrado pelo pedágio ainda é prematuro dar uma estimativa. Isso está incluído em um estudo", comenta o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Fernando Bezerra Coelho.

Mas mesmo sem saber o valor, o secretário já tem na "ponta da língua" o destino dos recursos. "Serão direcionados para Suape e para a própria estrada", defende.

Num passado recente, durante a segunda gestão do então governador Jarbas Vasconcelos, entre 2003 e 2006, chegou-se a cogitar a concessão da recém-duplicada,na época, BR-232. Foi feito até um levantamento sobre a tarifa-limite suportada pela população que circula pela BR. O projeto sofreu várias críticas e não andou até hoje.

COMEMORAÇÕES - Ontem, o governador Eduardo Campos passou o dia em Suape, acompanhado do secretário de Desenvolvimento e de vários empresários, em uma sequência eventos, envolvendo a entrega de uma sala vip ao lado do heliponto, entrega da reforma do Prédio de Autoridade Portuária, com uma sala intitulada de Sala do Investidor, visita às obras do píer de petroleiros e anúncio de novos investimentos. "Estamos em uma nova fase. Percebemos como o Estado se posicionou de forma correta diante da crise", pontuou Eduardo. Ontem, Suape completou 31 anos de existência.

Estaleiros definidos em março



Salvador - Deve ficar pelo menos para março do ano que vem a definição sobre os novos estaleiros interessados em se instalar em Pernambuco. Ontem, durante o seminário Brasil na Era Pré-Sal, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que a licitação das 28 sondas lançada no mercado só deverá receber propostas em março.

Gabrielli participou do o seminário Brasil na Era Pré-Sal em Salvador. Foto: Agência Petrobras/Divulgação
 Essas encomendas vêm alimentando projetos de estaleiros virtuais, como o que o governador Eduardo Campos anunciou na quinta-feira num evento em Suape. Curiosamente, a Construcap também assinou protocolo de intenções com o governo de Santa Catarina para instalação de um empreendimento com as mesmas características em área próxima ao porto de Imbituba. Portanto, por enquanto, são apenas protocolos.

O pacote de 28 sondas de perfuração inclui sete unidades do tipo navios-sonda com licitação em estágio mais avançado e mais duas que podem ser semissubmersíveis (navios-sonda ou fixas), todas para uso da Petrobras. As 19 restantes serão afretadas (alugadas) pela companhia de terceiros, que sáveis pela operação dos equipamentos. Cada unidade pode custar até US$ 1 bilhão, a depender das especificações. A concorrência estará aberta a empresas nacionais ou estrangeiras, reais ou virtuais. Já a encomenda de oito plataformas (cascos do tipo FPSO, ou seja, navios-plataforma) está em fase final de negociação. "Estamos em fase final de negociação para ajustar os preços. Dentro em breve vamos anunciar o resultado", disse Gabrielli, sem no entanto fixar prazos.

Na quinta-feira, Eduardo Campos anunciou como certa a vinda de um estaleiro capitaneado pela empresa paulista Construcap, um investimento de R$ 200 milhões com previsão de gerar sete mil empregos. O governador também andou falando sobre um terceiro estaleiro, sem revelar as empresas envolvidas. "O contrato deverá ser assinado até a quinta-feira da próxima semana. Só então poderemos anunciá-lo. Mas já está tudo fechado", garantiu. A Alusa, em associação com a Galvão Engenharia, também está de olhonesse filão. O protocolo foi assinado ainda em setembro, em Houston, nos Estados Unidos. Um estaleiro de US$ 500 milhões, podendo gerar até 2,5 mil empregos diretos.

Fora esses, ainda há a proposta da holandesa Huisman, que quer fabricar guindastes e torres de perfuração no Brasil para aplicação na indústria de petróleo e gás e estuda algumas possibilidades de localização. Além de Pernambuco, estão no páreo Espírito Santo, Paraná, talvez São Paulo e Rio de Janeiro. Outros estados do Nordeste, como Bahia, Alagoas e Ceará, também vêm disputando estaleiros de todos os portes.

É fato que o Estaleiro Atlântico Sul, em construção e operação em Suape, também começou virtual e hoje conta com 22 navios e o casco da plataforma P-55 em carteira. E, certamente, outras oportunidades virão. Com as descobertas do pré-sal, cujas reservas estão estimadas em 16 bilhões de barris em apenas 4 campos, a Petrobras prevê investir US$ 111 bilhões até 2020. Significa que as encomendas vão respingar em todo o país, fomentando a criação de uma cadeia robusta de fornecimento de produtos e serviços nas áreas de petróleo, gás, naval e offshore.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê que os investimentos do setor em função do pré-sal poderão alcançar US$ 400 bilhões. "Defendemos a formalização de um cluster, que pode ter a coordenação do governo federal, para viabilizar financiamentos e discutir temas como desoneração tributária e nacionalização de conteúdo", destacou ontem o vice-presidente da entidade, José de Freitas Mascarenhas. 
Fonte: DP

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Novo estaleiro pode geral 7 mil vagas

O novo estaleiro naval a ser implantado no Complexo Industrial e Portuário de Suape será administrado pela empresa paulista Construcap e deverá entrar em operação no segundo semestre de 2011.

Novo estaleiro vai ocupar uma área de aproximadamente 40 hectares em Suape, em um canal localizado próximo ao Estaleiro Atlântico Sul. Foto: Juliana Leitão/DP/D.A Press - 21/5/08
 O protocolo de intenções para a instalação do empreendimento foi assinado ontem, pelo governador do estado, Eduardo Campos, e pelo vice-presidente da companhia, Roberto Capobianco. O investimento está estimado em cerca de R$ 200 milhões e deve gerar 7 mil empregos quando estiver funcionando.

O objetivo imediato é disputar a licitação de 28 plataformas de perfuração de petróleo em águas profundas, que está sendo realizada pela Petrobras. Essas plataformas, que em sua maioria serão utilizadas para a exploração do pré-sal, deverão ser construídas no Brasil, com percentual mínimo de componentes nacionais, e deverão ser entregues entre 2013 e 2017. Para cumprir esse prazo, a Construcap planeja iniciar a construção do estaleiro a partir do segundo semestre de 2010. A obra em si deve gerar cerca de 1.500 postos de trabalho.

O novo estaleiro vai ocupar uma área de aproximadamente 40 hectares em Suape, em um canal localizado próximo ao Estaleiro Atlântico Sul, o primeiro a se instalar no complexo. É a primeira empreitada da Construcap, empresa com 65 anos de atuação na construção civil e montagem industrial, no setor de armação. O grupo, contudo, tem realizado serviços para a própria Petrobras, como a construção da estação de tratamento de despejos industriais da Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul.

"Decidimos entrar nessa área de construção naval em função dos investimentos que a Petrobras está iniciando", simplificou Capobianco. De acordo com ele, a capacidade de produção do estaleiro não está ainda definida. "Essa questão está vinculada aos contratos que vamos obter", explicou. A obra, de acordo com ele, será realizada com financiamentos de bancos privados e públicos, além de recursos próprios da empresa.

Na entrevista realizada após a assinatura dos contratos (além do estaleiro, outros empreendimentos tiveram sua instalação anunciada), o governador Eduardo Campos confirmou a chegada do terceiro estaleiro a Suape. O nome das empresas envolvidas no empreendimento, porém, não foi ainda revelado. "O contrato deverá ser assinado até a quinta-feira da próxima semana. Só então poderemos anunciá-lo. Mas já está tudo fechado", garantiu Campos. 

PetroquímicaSuape abre mais 93 vagas

A PetroquímicaSuape vai lançar, na primeira semana de outubro, o edital do concurso público para preencher 93 vagas na unidade de filamentos têxteis (POY), que a empresa está construindo no Complexo de Suape e deve inaugurar no final de 2010. O concurso, de abrangência regional, vai oferecer oportunidades para profissionais de nível médio e superior.


Nesse primeiro momento, a unidade de POY vai abrir 80 vagas para operador têxtil júnior, oito para auxiliar de produção têxtil e três de engenheiro têxtil júnior. A remuneração varia de R$ 520 a R$ 3.100. Até o final do ano, a PetroquímicaSuape também deverá abrir seleção para a unidade de resinas PET (usada na fabricação de embalagens).


A PetroquímicaSuape está construindo um complexo industrial com três fábricas (PTA, PET e POY), orçado em R$ 4 bilhões. A expectativa é gerar 5 mil empregos na construção e outros 1.800 na operação. Os primeiros concursos estão sendo realizados para que possa ser iniciado um trabalho de capacitação antes de as unidades entrarem em operação.


Este ano, a PetroquímicaSuape fez concurso para a contratação de 24 profissionais. Pelo menos 1.236 candidatos se inscreveram para disputar as vagas e 972 fizeram as provas. Até o final do ano, a companhia vai admitir os aprovados. Do total de vagas oferecidas, 21 foram para operadores de produção júnior e pleno e três engenheiros de processamento júnior. As remunerações variaram de R$ 1.018,55 a R$ 3.775,55.

Na semana passada a empresa começou a convocar os aprovados para apresentação de documentos, realização de exames médicos e avaliação psicológica. Além das 24 vagas, a empresa espera contratar outros 50 operadores júnior entre os aprovados.


EQUIPAMENTOS

Na próxima segunda-feira, será descarregado na empresa dois equipamentos que são considerados o coração da fábrica de PTA (matéria-prima do PET). Importados da Itália, o reator de hidrogenação e a coluna de desidratação custaram 4,7 milhões. A unidade já está em processo de construção civil, enquanto as outras duas estão em fase de fundações. (A.G)

Estado pode ganhar estaleiro de R$ 200 mi

Na tentativa de dar um caráter de novos negócios na semana de comemoração dos 31 anos de Suape, o governo do Estado terminou anunciando como certos investimentos que ainda dependem de análises ou mesmo de processos licitatórios. Um exemplo claro é o Estaleiro Construcap, com aporte estimado em R$ 200 milhões e voltado para a produção de módulo de plataforma de petróleo. Ele só sairá do papel e ocupará os 40 hectares previstos se conseguir levar boa parte das licitações feitas pela Petrobras para esse equipamento. O vice-presidente da Construcap, Roberto Capobianco, estima que sejam gerados 7 mil empregos no funcionamento da unidade e outros 1,5 mil para a implantação. "Mas tudo vai depender das próximas licitações", alertou.


Além disso, a empresa também já andou anunciando interesse em se instalar em Santa Catarina, com a mesma projeção de investimento e geração de empregos. Apesar disso, ontem, o grupo assinou um protocolo de intenções com Pernambuco.

Outro aporte incerto, mas que constava na lista de investimentos da solenidade de ontem, é o das novas etapas na PetroquímicaSuape, onde, segundo o governo, haveria um investimento de R$ 150 milhões para duas novas plantas, uma de chips industriais e outra de fibras cortadas. Nenhum integrante da empresa esteve presente nos eventos de ontem. No final da tarde, a empresa informou à reportagem que a fabricação de fibras ainda está sendo analisada pela empresa e outro já consta no projeto original.


Tratados como certo estão aportes como a chegada da Apex, empresa voltada para produção de válvulas para a indústria e que tem investimento estimado em R$ 22,6 milhões. "A estimativa é que a obra seja iniciada em cinco meses, em uma área de quatro hectares de Suape", comentou a diretora-presidente da Apex Internacional, Nancy Falcão Lockwood. A indústria terá como parceira para transferência de tecnologia a chinesa Sufa. Atualmente, a Apex atua como distribuidora de válvulas, entrando pela primeira vez na área de produção.


Outro aporte certo é a ampliação da capacidade da Pamesa, hoje com produção de 1 milhão de metros por mês de porcelanato, chegando a 1,3 milhão até fevereiro do próximo ano. "Houve aumento de produção com compra de maquinário, sem haver a necessidade de ampliar a área. Já tínhamos iniciado o processo e paramos por conta da crise. Agora estamos retomando", conta o presidente da empresa, Marcos Ramos.


A Impsa Wind também confirmou o já anunciado investimento de R$ 170 milhões na nova etapa da empresa que já atua em Pernambuco. O aporte será na aquisição de máquinas que vão permitir à indústria atender o setor de hidrelétricas, além do de aerogeradores.


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pernambuco ganha centro tecnológico

Pernambuco vai sediar o Centro Nacional de Tecnologia de União de Materiais (CNTM), que vai funcionar no câmpus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O espaço, focado na capacitação de recursos humanos, desenvolvimento de pesquisa e prestação de serviços (principalmente para as áreas de petróleo, gás, naval e offshore), vai receber R$ 25 milhões em investimentos. Os recursos são do Fundo Setorial do Petróleo (CTPetro), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).


O pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UFPE, Anísio Brasileiro, explica que a iniciativa é encampada por um rede de instituições, que inclui Universidade de Pernambuco, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep) e Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene). "A escolha de Pernambuco e da UFPE para abrigar um centro nacional se deu em função de capital humano avançado nas áreas de ciência e engenharia de materiais e pela demanda dos grandes empreendimentos em implantação no Complexo de Suape, a exemplo do Estaleiro Atlântico Sul e da Refinaria Abreu e Lima", destaca. A partir de 2010 será formada a primeira turma do curso de graduação de engenharia de materiais. A universidade também já conta com um curso de pós-graduação em ciência dos materiais e tem previsão de, num prazo de dois anos, criar a graduação em engenharia naval e manutenção de equipamentos.


O centro terá uma estrutura com algo entre 12 e 15 laboratórios, com destaque para soldagem, mecânica fina, revestimento e corrosão, ensaios não destrutivos, entre outros. O espaço terá capacidade para capacitar uma média de 100 a 120 pessoas por ano. "Também teremos condições de desenvolver pesquisas alinhadas às demandas do mercado. No caso da exploração do pré-sal existem dúvidas sobre que tipo de solda usar em altíssima profundidade", exemplifica o coordenador de implantação do CNTM, Severino Urtiga, da UFPE.

As obras do centro devem ser concluídas num prazo de dois anos, mas os trabalhos da rede de instituições já está em andamento, utilizando os 11 laboratórios já existentes na universidade e a capacitação da mão de obra. Inicialmente, o centro seria voltado apenas de soldagem, mas foi ampliado para trabalhar com materiais de uma maneira geral.


A expectativa é que até o final do ano a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) libere a primeira parte dos recursos para o centro, no valor de R$ 15 milhões. "Já encaminhamos o projeto arquitetônico e o projeto básico e estamos aguardando retorno", diz Anísio Brasileiro.

Além do CNTM, Pernambuco também vai contar com um Centro de Certificação Industrial (CCI) para validar os procedimentos do setor. A iniciativa será encabeçada pelo Sistema S pelas mãos do Senai. (A.G.)


Fonte: JC

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Petrobras e PDVSA assinam acordo para construção de refinaria

A Petrobras e a Petróleos de Venezuela (PDVSA) assinam na sexta-feira na cidade de El Tigre, a 460 quilômetros de Caracas, o acordo final que permitirá a parceria entre as duas empresas na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Esse capítulo final dos três anos de negociação será o marco do terceiro encontro oficial entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, da Venezuela, neste ano. Lula desembarcará amanhã em Caracas com a segurança de obter a aprovação da Comissão de Relações Exteriores do Senado ao Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, de 2006.

Os dois pontos principais dessa visita, entretanto, continuarão em aberto. O ingresso da Venezuela ao Mercosul terá de ser submetido ao plenário do Senado, onde uma nova articulação de forças, em período pré-eleitoral, dará o rumo à decisão final. A aposta de senadores e de empresários que acompanham o tema é de postergação contínua da decisão final. Mesmo que o protocolo seja aprovado no plenário, a adesão da Venezuela ao Mercosul dependerá ainda da decisão do Congresso do Paraguai, que ainda não deu início à tramitação do documento, que é de 2006.

O protocolo a ser assinado entre a PDVSA e a Petrobras formalizará a conclusão do Acordo de Acionistas e do Estatuto Social da Refinaria Abreu e Lima. Mas indicará que ainda há duas pendências a serem superadas para que a parceria venha a se efetivar - a constituição jurídica da nova empresa no Brasil e a realização de uma assembleia de acionistas. Para a cerimônia de sexta-feira, a principal ausência será do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que está em visita a Tóquio, Japão, e será representado em El Tigre por Marcelino Gomes, indicado para a presidência da Refinaria.

Orçada inicialmente em US$ 4 bilhões, a Refinaria Abreu e Lima teve seu custo atualizado para US$ 12 bilhões neste ano, em função da variação cambial e do aumento dos custos de insumos e de mão-de-obra. A unidade será construída no Porto de Suape e terá capacidade de processamento de 230 mil barris diários de petróleo pesado - em parte, proveniente da Venezuela. A Petrobras, que manterá 60% de suas ações, já antecipou que espera ver a PDVSA, detentora da cota restante de 40%, reembolsá-la em cerca de US$ 400 milhões pelos custos iniciais de terraplenagem, de contratação de projetos e de compra de equipamentos.

O presidente Lula deverá desembarcar nesta quinta-feira (30) em Caracas por volta das 17h (19h30, horário de Brasília) acompanhado da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do chanceler Celso Amorim. Antes de ser recebido por Chávez para um jantar no Palácio de Miraflores, ele vai inaugurar o Consulado do Brasil e um escritório da Caixa Econômica Federal, que dividirão o mesmo prédio.

Nos arredores de El Tigre, Lula e Chávez farão uma simbólica colheita de soja no Projeto Agrário Integral Socialista José Ignácio Abreu e Lima, que conta com o apoio tecnológico da Embrapa e cuja infraestrutura foi construída pela Odebrecht. Em janeiro passado, Chávez levara Lula a um projeto similar, a cerca de 150 quilômetros de Maracaibo, para observar o cultivo de hortaliças e legumes.

"Vamos colher soja na região do (Rio) Orinoco. Lula quer dirigir uma colheitadeira. Vou ajudá-lo porque ele não guia bem", afirmou Chávez ontem, durante uma cerimônia transmitida por uma das redes estatais de televisão do país. "Lula quer colher o último saco (de soja), especialmente porque esse é um projeto de cooperação com o Brasil."

Fonte: JC - 28/10/2009

“Estamos colocando Pernambuco no cenário global de petróleo e gás”

 

Com o intuito de otimizar as oportunidades da cadeia de petróleo, gás e naval, o governador Eduardo Campos assinou dois decretos durante o seminário Pernambuco Business 2009, voltado para empresários do setor, na tarde de ontem. O primeiro institui o Fórum Suape Global de Pernambuco, enquanto o outro altera o Estatuto Social e a estrutura organizacional do porto pernambucano.

 

Com os decretos, o projeto Suape Global - lançado pelo Governo do Estado ainda em 2007 com o intuito de atrair empresas ligadas à exploração de petróleo, gás e fabricação de navios para Pernambuco - passa a contar com uma diretoria exclusiva. O ex-coordenador executivo de implantação de negócios do Porto de Suape, Sílvio Leimig, será o diretor-presidente. "As mudanças visam propiciar a criação de cadeias produtivas que incrementam a participação das empresas pernambucanas no cluster, principalmente a metal-mecânica", afirmou Leimig.

"O que estamos fazendo aqui é colocar Pernambuco na cena global de petróleo, gás e offshore. Pensamos grande, começamos a fazer rápido e estamos tirando do papel as coisas que estavam sendo desenhadas", explicou Eduardo.

O Governador também disse que a consolidação do Suape Global vai além das oportunidades que serão geradas com a exploração das novas reservas petrolíferas encontradas na costa brasileira. "Estamos olhando o Pré-sal sim, mas também para a costa africana, para o Golfo do México, entre outras áreas. Entendemos que aqui nasce uma plataforma de prestação de serviços na área de petróleo, não só para o Brasil, mas para o mundo, do ponto de vista da nossa localização e da nossa infraestrutura", garantiu.

Por fim, Eduardo ressaltou a participação do Governo Federal para concretização do projeto Suape Global. "O que nasce em Suape, nasce pela força e uma visão de Governo do Presidente Lula. Pela decisão de fazer da Petrobras e do BNDES instrumentos que induzam o desenvolvimento e animem o investimento privado nacional e estrangeiro. Se não houvesse a Petrobras, o BNDES e o poder de compra da Transpetro, não estaríamos transformando essa nossa realidade", afirmou.

Estaleiro - O Governador ainda adiantou que um segundo estaleiro deve atracar em Pernambuco ainda esta semana de forma efetiva. De acordo com o governador, o anúncio deverá ser feito na próxima quinta-feira. A indústria naval deve ocupar uma área de 200 mil m² e inicia suas operações dentro de dois anos. "O segundo estaleiro de Pernambuco está na mão. Será um investimento de cerca de R$ 300 milhões e que deve gerar 2.500 empregos", disse Eduardo.

Ao contrário do estaleiro formado pelas empresas Alusa Engenharia, Galvão Engenharia, Samgdong, Komac e SBM Off Shore NV, que aguarda o resultado da licitação da Petrobras para a compra de novos navios, a nova fábrica de embarcações já conta com encomendas feitas pela estatal.

No último dia 10 de setembro, as cinco empresas e o Governo do Estado assinaram um protocolo de intenções que prevê um investimento de 495 milhões de dólares (cerca de R$ 845 milhões de reais). O estaleiro poderá gerar até três mil empregos diretos e outros seis mil indiretos. O início das obras está marcado para maio do ano que vem e a construção levará entre 12 a 15 meses.

Governo de Pernambuco

Efacec investe 13,6 milhões de euros em nova fábrica no Brasil

A Efacec vai investir 13,6 milhões de euros (35 milhões de reais) na construção de uma nova unidade de produção de transformadores, que irá ser construída no Brasil. Suape, que fica no estado de Pernambuco, é a localização mais provável da fábrica, que irá ocupar uma área entre os cinco e os sete hectares.
Germano  Oliveira


A Efacec vai investir 13,6 milhões de euros (35 milhões de reais) na construção de uma nova unidade de produção de transformadores, que irá ser construída no Brasil. Suape, que fica no estado de Pernambuco, é a localização mais provável da fábrica, que irá ocupar uma área entre os cinco e os sete hectares. 

O investimento da empresa portuguesa irá potenciar a criação de cerca de 150 empregos.

"A localização que está em cima da mesa é o Complexo de Suape. Estamos em conversações com o governo do estado de Pernambuco, para ver quais são os terrenos disponíveis no Complexo. Uma vez esclarecida esta questão, estamos em condições de arrancar no início do próximo ano", explica ao Negócios o presidente da Efacec, Luís Filipe Pereira.
Fonte: Jornal de Negócios

Polo naval é destaque no plano diretor

A diretoria do Complexo de Suape, apresenta hoje ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP), o projeto finalizado do seu novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ). Elaborado pelo consórcio Planave/Projetec, com consultoria do Porto de Roterdã (Holanda), um dos destaques do projeto é a destinação de uma área de 634 hectares para a implantação de um cluster naval. Pernambuco está na disputa com outros Estados ? como Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul ? para abrigar novos estaleiros.

?Nossa ambição é ser o maior polo naval do País. Por isso, os senhores que estão tomando a decisão de onde vão colocar seus investimentos precisam correr, porque depois pode não ter mais área em Suape?, alertou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, durante sua apresentação no seminário Pernambuco Business.

O governador Eduardo Campos também destacou a inserção de Pernambuco na disputa. ?Os outros (Estados) estão especulando e nós também fazemos parte dessa concorrência. Mas a verdade é que só existe estaleiro com encomenda. O resto é conversa fiada. Na quinta-feira nós vamos anunciar um projeto real, que já está na mão, porque os investidores venceram uma encomenda da Petrobras?, comemora, dizendo que se trata de um projeto de R$ 300 milhões e com capacidade de geração de 2.500 empregos. Bezerra Coelho diz que o consórcio assina hoje com a Petrobras o contrato para a construção de sete navios-sonda.

De acordo com o secretário, desde agosto a diretoria do complexo vem sendo procurada por empreendedores da indústria naval interessados em conhecer melhor o Complexo de Suape e as vantagens oferecidas pelo governo do Estado. ?Temos pelo menos três propostas, além do estaleiro do consórcio Galvão-Alusa, revela.

Além da área para o cluster naval, o novo PDZ também prevê um área na Ilha de Cocaia para a implantação de um terminal de minérios e a possibilidade de construção de 15 quilômetros de cais na área portuária e 631 hectares de espelho d?água. ?O projeto de viabilidade econômica do terminal de minérios foi concluído e vamos encaminhar à Antaq em novembro?, diz Bezerra Coelho, lembrando que em acordo com órgãos ambientais e do patrimônio histórico só vai utilizar metade da ilha para a realização do projeto.(Fonte: Jornal do Commercio/PE/Adriana Guarda)

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