sábado, 31 de outubro de 2009

Suape mira o formato Roterdã

O governo de Pernambuco está começando, hoje (na reunião do Conselho de Administração Portuária), a análise técnica do primeiro documento da revisão do plano diretor de Suape feito pelo consórcio Planave-Projetec, com ajuda do Porto de Roterdã, dono da melhor experiência em desenvolvimento e gestão portuária do mundo.

Mas ontem, por ocasião da apresentação do documento pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, no Seminário Pernambuco Business, realizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, já foi possível perceber o tamanho do desafio que temos pela frente.

O projeto desenha um conjunto de obras necessárias para a adequação de Suape num novo polo no setor naval tão grande que transforma as atuais necessidades de investimento para o estaleiro Atlântico Sul num aperitivo. O plano trabalha com horizonte de 30 anos e prevê a construção de polo de 634 hectares servido por espelho d"água de outros 631 hectares, além de áreas para expansão de mais 1.285 hectares, reservando 2.500 dos 14 mil hectares do complexo para atividades da indústria naval, de óleo, gás e serviços offshore.

Significa, portanto, uma aposta radical no conceito do terminal marítimo a partir das exigências do Estaleiro Atlântico Sul, necessidades da Refinaria Abreu e Lima, PetroquímicaSuape e do terminal de granéis líquidos, o que exigirá a construção de 8,5 quilômetros de cais. E a adoção do conceito de que a área de porto passa a ser determinante para a instalação de novos projetos no complexo. Bom, tudo isso se o Estado abrir a licitação para a dragagem da bacia que servirá ao estaleiro e está empacada no TCE. 

(Jornal do Commercio/PE/Coluna JC  Negócios // EAS NEWS)

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