sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Governo atrai maior fabricante de tubos para petróleo do mundo

Apostando alto no potencial do Porto de Suape e nas oportunidades que estão surgindo com a descoberta da camada pré-sal, mais uma empresa desembarca no Estado. A companhia americana Fiber Glass Systems - FGS, líder mundial na fabricação de tubos e conexões utilizados na exploração de petróleo e na indústria química em geral, confirmou a instalação de uma unidade em Pernambuco, a primeira do Brasil.

O governador Eduardo Campos e o presidente da empresa, Hossein Arian, assinaram um protocolo de intenções na tarde de terça-feira, no Palácio do Campo das Princesas. A FGS faz parte do grupo National Oilwell Varco - NOV, e possui sete fábricas, sendo cinco nos Estados Unidos e duas na China. Segundo a companhia, a construção da planta pernambucana terá início no primeiro semestre de 2010 e o prazo para conclusão dos trabalhos é de 12 meses.

Hossein Arian informou que outros três Estados brasileiros disputavam a instalação da fábrica com o Estado e que Pernambuco mostrou-se o "local ideal para o desenvolvimento e crescimento do nosso negócio no mundo". De acordo com ele, "um conjunto de atrativos" foi essencial para a vitória pernambucana, como a sua posição geográfica, a proximidade com a África e Europa e os incentivos fiscais oferecidos pelo Governo do Estado.

Para Eduardo, trazer a Fiber para Pernambuco significa "colher o que foi plantado lá atrás", referindo-se ao projeto Suape Global, lançado em 2008. "É sinal de que estamos no caminho certo, de transformar Suape num sítio que vai abrigar muitos investimentos em torno do pré-sal na indústria de petróleo, gás e off shore. Há três anos tínhamos uma luta pela refinaria (Abreu e Lima). Hoje estamos vendo as coisas acontecerem numa outra dimensão", disse o Governador.

Com R$ 20 milhões em investimentos, a FGS vai voltar sua produção para o mercado nacional. O Estaleiro Atlântico Sul e a Petrobras, que há 15 anos mantém relações comerciais com o grupo, se destacam como clientes. No pico das suas atividades, entre três a cinco anos, a fábrica vai ser capaz de produzir 8.100 metros de tubos por dia e também estará pronta para exportar para países da América do Sul e da África. A intenção é que a resina e o vidro utilizados na confecção dos produtos - hoje adquiridos no exterior - sejam comprados no Brasil.

Futuro promissor - A unidade vai ocupar uma área de oito hectares e quando entrar em operação vai gerar cerca de 100 empregos diretos. "Temos o compromisso de absorver a mão-de-obra local entre engenheiros, técnicos e pessoal do chão de fábrica", garantiu Felipe Bretas, gerente de vendas para o Mercosul da Fiber Glass.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, que também é presidente do Porto de Suape afirmou que outra empresa do grupo NOV deve aportar em Pernambuco: "Tenho certeza que com o volume de encomendas que a Petrobras está realizando para adquirir novas sondas e novas plataformas de exploração, e sendo a NOV uma empresa global como é, a gente começou um namoro que vai dar em casamento muito em breve", comemorou.

Fonte: Fisepe

 

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