sábado, 31 de outubro de 2009

Suape mira o formato Roterdã

O governo de Pernambuco está começando, hoje (na reunião do Conselho de Administração Portuária), a análise técnica do primeiro documento da revisão do plano diretor de Suape feito pelo consórcio Planave-Projetec, com ajuda do Porto de Roterdã, dono da melhor experiência em desenvolvimento e gestão portuária do mundo.

Mas ontem, por ocasião da apresentação do documento pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, no Seminário Pernambuco Business, realizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, já foi possível perceber o tamanho do desafio que temos pela frente.

O projeto desenha um conjunto de obras necessárias para a adequação de Suape num novo polo no setor naval tão grande que transforma as atuais necessidades de investimento para o estaleiro Atlântico Sul num aperitivo. O plano trabalha com horizonte de 30 anos e prevê a construção de polo de 634 hectares servido por espelho d"água de outros 631 hectares, além de áreas para expansão de mais 1.285 hectares, reservando 2.500 dos 14 mil hectares do complexo para atividades da indústria naval, de óleo, gás e serviços offshore.

Significa, portanto, uma aposta radical no conceito do terminal marítimo a partir das exigências do Estaleiro Atlântico Sul, necessidades da Refinaria Abreu e Lima, PetroquímicaSuape e do terminal de granéis líquidos, o que exigirá a construção de 8,5 quilômetros de cais. E a adoção do conceito de que a área de porto passa a ser determinante para a instalação de novos projetos no complexo. Bom, tudo isso se o Estado abrir a licitação para a dragagem da bacia que servirá ao estaleiro e está empacada no TCE. 

(Jornal do Commercio/PE/Coluna JC  Negócios // EAS NEWS)

Grupo português vai abrir fábrica em Suape


O grupo português Efacec – especializado em soluções e equipamentos para o mercado de energia – vai investir R$ 35 milhões para implantar uma fábrica no Complexo de Suape, com a geração de 150 empregos diretos. O protocolo de intenções será assinado amanhã, em Portugal, pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, e o administrador executivo da empresa, Alberto Martins.
A unidade vai produzir transformadores elétricos para atender aos mercados do Norte e Nordeste. A expectativa do grupo é iniciar a operação da indústria no prazo de dois anos, ocupando uma área de 5 hectares no complexo.

O protocolo de intenções será assinado com a Efacec Energy Service – braço de energia do grupo Efacec –, que também atua nos setores de transportes, logística, engenharia e serviços. "É uma empresa importante para fornecer aos megaempreendimentos que estão se implantando em Suape, a exemplo da Refinaria Abreu e Lima, do Polo Petroquímico e do Estaleiro Atlântico Sul", afirma Bezerra Coelho.

Com presença em 65 países e fábricas em sete deles, inclusive no Brasil (em São Paulo e Salvador), o grupo vai reforçar sua presença em Pernambuco, onde já atua como sócia majoritária da Efacec Energy Service, que iniciou suas atividades ocupando uma antiga empresa pernambucana, em Jaboatão dos Guararapes. No município, o foco de atuação é a recuperação de máquinas elétricas em suas oficinas e a manutenção de subestações nas instalações dos clientes.

A proposta da empresa é aproveitar a mão de obra local e apostar no fornecimento de matéria-prima no mercado doméstico. A expertise da companhia é na instalação e fornecimento de equipamentos em energia. O Estado está oferecendo benefícios fiscais para a empresa através do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe).

Com 60 anos de atuação no mercado e 4 mil colaboradores, a Efacec tem um faturamento médio anual de 800 milhões.

CHINESES

Outro empreendimento prestes a ser anunciado para o Complexo de Suape é a companhia chinesa de válvulas Sulfa Apex. Bezerra Coelho adianta que a empresa já é fornecedora da Petrobras e que está desembarcando em Pernambuco no vácuo dos grandes investimentos nas áreas de petróleo, gás, offshore e naval. O investimento na indústria deve ficar entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões.

Fonte: Jornal do Commercio

Instalação de refinaria em Suape pode ancorar polo têxtil em PE


Estado pioneiro no processo de industrialização do Nordeste brasileiro, mas que perdeu dinamismo nas últimas décadas, Pernambuco tenta uma nova arrancada apoiado por pesos-pesados como a Petrobras e o Estaleiro Atlântico Sul e em incentivos fiscais do Estado e do governo federal. O presidente da Refinaria Abreu e Lima S.A., Marcelino Guedes, disse que os projetos em instalação e a localização estratégica podem fazer do porto de Suape, próximo a Recife, o polo de um parque fabril nos moldes chineses ou coreanos.

A Abreu e Lima, um projeto da Petrobras e da estatal venezuelana PDVSA que começou orçado em pouco mais de US$ 4 bilhões e que já tem custos calculados em US$ 12 bilhões, é a maior âncora desse plano de expansão industrial, batizado de Suape Global, que tem a área de petróleo e gás como principal foco, aproveitando a proximidade com as regiões produtoras do Nordeste brasileiro e da costa ocidental da África. Para reforçar essa sinergia, o ministro do Petróleo de Angola, Botelho de Vasconcelos, deverá presidir a abertura do evento Pernambuco Business, na próxima semana em Recife.

Guedes minimiza a falta de um acordo final entre a Petrobras e a PDVSA para fechar a sociedade na refinaria - prevista para ser 60% brasileira e 40% venezuelana - como impeditivo à concretização do projeto. Segundo ele, a construção da unidade é irreversível e, mesmo permanecendo uma pendência com o Tribunal de Contas da União (TCU) que considerou haver superfaturamento na obra de terraplanagem, já há vários equipamentos da refinaria prontos ou em construção. Disse que os documentos da parceria Petrobras-PDVSA estão prontos para ser assinados, dependendo apenas de decisões das empresas e dos dois governos.

Segundo o presidente da Abreu e Lima, a ideia de criar um polo industrial de grande porte em torno da refinaria, do estaleiro Atlântico Sul e das unidades petroquímicas da cadeia do poliéster e da resina PET (para fazer garrafas plásticas) da Petroquímica Suape, também da Petrobras (além da já pronta fábrica de PET da italiana M&G) nasceu da preocupação com o destino da mão de obra empregada na fase de construção dos projetos. Entre outras iniciativas, foi criado na região o Centro Nacional de Tecnologia de União de Materiais (soldagem), com o objetivo de treinar os operários para aproveitamento em outros projetos.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Fernando Bezerra Coelho, disse que pelo menos dez empresas de grande porte já começaram a construir unidade industriais em Suape, incluindo a Jaraguá, a Dedini e a Rip (empresa de montagens ligada ao grupo Thyssenkrupp). Entre as adesões mais recentes estão a Fiberglass, fabricante de tubos de fibra de vidro do grupo americano NOV e uma fábrica de válvulas com tecnologia da chinesa Sulfa

O gerente-comercial para a América do Sul da Fiberglass, Felipe Bretas, disse que a escolha de Suape para fazer a primeira fábrica da empresa fora dos Estados Unidos e da China foi determinada, principalmente, pela localização estratégica (perto das regiões petrolíferas do Brasil e da África) e pelos incentivos fiscais obtidos. Segundo o secretário Coelho, os principais incentivos são, no plano estadual, redução de até 75% do ICMS por 12 anos e, no federal, redução por dez anos de 75% do Imposto de Renda para projetos na área da Sudene.(Fonte: Valor Econômico/ Chico Santos, do Rio)

Fonte: DP

Indiana de olho em Suape

Descoberta das novas reservas do pré-sal no Brasil desperta o interesse da Larsen, que poderá ser instalada em Pernambuco


A indiana Larsen & Toubro Group está de olho no Porto de Suape. A empresa, que é a maior da Índia no segmento de construção e engenharia pesada, produz equipamentos para diversos setores, entre eles, a indústria de petróleo e gás.


Porto de Suape seria local estratégico para abrigar empreendimento, em função de obras previstas para o complexo. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press - 28/12/07

A descoberta das novas reservas do pré-sal no Brasil despertou o interesse da empresa instalar uma fábrica no país e o complexo portuário e industrial pernambucano é um dos candidatos a receber o investimento. Segundo informações do mercado, a planta terá capacidade para empregar cerca de 400 pessoas. Hoje, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico terá uma reunião para decidir os incentivos a serem oferecidos à empresa. 

Um dos executivos da empresa, Rodney Pereira, é um dos palestrantes confirmados do Pernambuco Business 2009, um grande evento de negócio que reunirá a indústria de óleo, gás, offshore e naval, nos dias 27 e 28 de outubro, no auditório do JCPM. "Eles virão para o evento com a intenção de pegar mais informações sobre Suape e tomar a decisão sobre a localização do investimento", afirma Sonny Hansen, assessor da superintendência da Petroquímica Suape, que está intermediando a captação do investimento para Pernambuco. "Para nós, é muito interessante a vinda da L&T, porque ela fabrica alguns equipamentos que necessitamos na nossa fábrica e sendo produzido aqui no estado, terá um custo menor", acrescenta Hansen. 

A L&T também irá fornecer doze reatores que serão instalados na Refinaria Abreu e Lima. Além do mercado brasileiro, que tende a crescer com a descoberta de novas reservas no pré-sal, a construção de uma unidade em Suape facilitaria o acesso a outros países produtores, como a Venezuela, segundo Hansen. Hansen diz que há mais duas empresas, que também fornece equipamentos à Petroquímica, avaliando a construção de uma unidade em Suape. "Mas não podemos divulgar os nomes ainda", comenta. 

"Temos uma reunião hoje para tratar dessa empresa indiana", afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho. A atração desses investimentos faz parte do projeto Suape Global, lançado pelo governo do estado em dezembro passado e que pretende fazer do Pernambuco Business a sua vitrine. Desde então, já foram captadas 11 empresas ligadas à indústria naval e do petróleo. Juntas representam um investimento total de US$ 120 milhões, 2 mil empregos na construção, 4,5 mil diretos na operação e 2 mil indiretos. 


Fonte: DP

PetroquímicaSuape vai gerar 5.300 vagas


Os empregos serão abertos em março de 2010, quando a construção da companhia vai atingir o nível máximo. Hoje, 1.800 pessoas já trabalham no canteiro de obras do empreendimento em Suape

Cerca de 5.300 pessoas vão trabalhar nas obras da Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) em março do próximo ano, quando ocorrerá o pico das obras de implantação do empreendimento, formado por três plantas industriais, que vão produzir ácido tereftálico purificado (PTA), resina PET e fios de poliéster. Atualmente, cerca de 1.800 trabalhadores estão nos canteiros de obras da empresa, que está se implantando em Suape.

Essas pessoas vão trabalhar na montagem dos equipamentos e nas obras físicas. A cada chegada de equipamentos são contratadas mais pessoas para fazer a montagem do maquinário. No final deste mês, vão chegar o compressor, a turbina e o motor que serão implantados na fábrica de PTA. Eles foram produzidos na Alemanha por cerca de US$ 40 milhões.

A intenção da empresa é fazer os testes da fábrica de PTA no final de 2010. Isso significa que a construção da superestrutura da fábrica (que são as tubulações) será iniciada até o fim de 2009. A terraplenagem de toda a área deverá ser concluída até dezembro próximo.

INFRAESTRUTURA

A Petroquímica Suape faz parte do braço petroquímico da Petrobras e representa um investimento de cerca de R$ 4 bilhões. A companhia local começou a fechar contratos para garantir a sua infraestrutura, inclusive o armazenamento da matéria-prima. Serão construídos tanques para armazená-la na área da Transpetro, empresa que também pertence à Petrobras.

A Petroquímica também contratou um grupo privado que tem terminais em Suape para receber o monoetilenoglicol (MEG), um insumo que serve de matéria-prima para o PTA.

Também já foram iniciados os contatos com a Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) para adquirir cerca de 150 mil metros cúbicos por dia de gás natural. A demanda da empresa seria de 350 mil metros cúbicos diários, mas não há disponibilidade do produto, segundo o diretor superintendente PetroquímicaSuape, Richard Ward.

A Petroquímica também deve fechar um contrato com a Compesa para adquirir 1 milhão de metros cúbicos de água por mês, que serão usados nas três plantas. O PTA é o insumo para produzir poliéster têxtil, a resina PET é destinada a fabricação de embalagens plásticas e os fios de poliéster serão usados na indústria têxtil.
Fonte: JC

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Governador vai anunciar cinco novos projetos

 
 
O governador Eduardo Campos vai aproveitar as comemorações dos 31 anos do Complexo de Suape para fazer o anúncio de cinco novos empreendimentos para o Estado, na próxima quinta-feira. A lista inclui dois estaleiros, a indústria de válvulas chinesa Sulfa Apex, a ampliação da Impsa e uma unidade de logística. A apresentação dos projetos se alinha com o interesse do governo de transformar o Estado no maior polo fornecedor de produtos e serviços para as indústrias de petróleo, gás, offshore e naval.

"O que estamos fazendo aqui é colocar Pernambuco na cena global de petróleo, gás e offshore. Pensamos grande, começamos a fazer rápido e estamos tirando do papel as coisas que estavam sendo desenhadas", discursou Eduardo, durante sua apresentação no último dia do seminário Pernambuco Business, no JCPM Trade Center.

A programação do aniversário de Suape também inclui a inauguração da Sala do Investidor, uma reunião da equipe de governo e visita às obras de infraestrutura em implantação no complexo, a exemplo do píer petroleiro. "Os anúncios dos investimentos devem acontecer às 14h30 e estamos correndo para tentar anunciar a construção de 2.000 casas para organizar o projeto habitacional em Suape. Estamos negociando com a Caixa Econômica Federal a inclusão dessas moradias no Programa Minha Casa, Minha Vida", revela o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho.

Fonte: Jornal do Commercio

PE projeta expansão de Suape

O governo de Pernambuco vai reservar uma área com mais de 634 hectares, com 8,4 km de cais, no Complexo Industrial Portuário de Suape, para a instalação de estaleiros e fornecedores de navipeças. O anúncio foi feito pelo secretário do estado para o Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra, no segundo dia do Encontro Pernambuco Business, em Recife. "Queremos ser o principal pólo naval do país", afirmou.

A disponibilização da área está prevista no novo Plano Diretor de Suape, em fase de elaboração. O trabalho foi encomendado às consultorias Planav e Projetec, que deverão apresentar o relatório final em março de 2010. A proposta será transformada em projeto de lei e submetida à Assembleia Legislativa do estado.A revisão do Plano Diretor foi determinada pelo governo em virtude da instalação de grandes empreendimentos na área, como a Refinaria Abreu e Lima (RNEST), o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e o Pólo Petroquímico de Pernambuco. 

O principal objetivo do Plano é o redimensionamento da infraestrutura urbana e logística para suportar o incremento no contingente populacional e na movimentação de cargas. Entre os acréscimos propostos, está a construção de dois canais de navegação secundária, um terminal de minérios, uma interligação com a ferrovia Transnordestina e um aeroporto de cargas. O Plano Diretor atual está vigente desde 1979.

Fonte: Energia Hoje

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Iniciada a construção da P-55


Gerson Pantaleão/JA
Soldagem de vigas e nós de aço para construção do convés da P-55 acontece em oficinas do Estaleiro Rio Grande
Soldagem de vigas e nós de aço para construção do convés da P-55 acontece em oficinas do Estaleiro Rio Grande

Funcionários de duas empreiteiras contratadas pelo consórcio Quip estão trabalhando na união através de soldagem das vigas e nós de aço especial de alta resistência que formarão os conjuntos para a construção da estrutura principal do convés (deckbox) da plataforma de petróleo P-55. Esse serviço, que acontece em parte das oficinas do Estaleiro Rio Grande, empresa que está construindo o dique seco na área do Superporto, teve início no último dia 6 e significa o começo da construção da P-55 em Rio Grande. As informações foram dadas pelo gerente de implantação de empreendimentos da P-55, Francisco Carlos Ramos, da Petrobras, ontem, durante a 3ª Convenção Regional Lojista, promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Rio Grande, no auditório do Centro de Convívio dos Meninos do Mar.
No total, serão utilizadas 350 vigas e 145 nós, que serão unidos para formar vários conjuntos. A união das peças é um processo lento, sendo necessário em torno de um mês e meio de trabalho para ser feito um conjunto. Cada conjunto é composto de um nó e várias vigas. No momento, estão sendo trabalhados nove nós e 28 vigas. O peso dos nós varia entre três e 56 toneladas e o das vigas, entre sete e 14 toneladas, segundo informações do gerente de montagem da plataforma P-55, José Luis Cunha. Esses conjuntos que estão sendo feitos nas oficinas depois serão levados para a área de pré-edificação e posteriormente para dentro do dique seco, onde começará a montagem do convés. A plataforma, que depois de pronta pesará em torno de 46 mil toneladas, deverá estar concluída em julho de 2011. Só o convés, cujo término é previsto para agosto de 2010, pesará, com seus equipamentos, em torno de 23 mil toneladas.
Fora do Rio Grande, a construção da P-55 começou em agosto de 2008, com a fabricação das peças de aço em Suape (Pernambuco) para composição do casco da plataforma. Essas peças virão para Rio Grande no próximo ano, pois a montagem do casco acontecerá no dique seco. O Quip, que fará o convés, dois módulos e a integração da plataforma, já está instalado na área da infra offshore (denominação dada ao dique), assim como a Iesa, responsável pela execução de outros dois módulos. No pico da execução da P-55, a previsão é de que sejam gerados na área do dique cinco mil empregos diretos. Além disso, haverá os indiretos, tanto em Rio Grande quanto em outras cidades. 
José Luis Cunha observou que a obra da plataforma tem um processo de grande dificuldade, que será a união do convés ao casco. Essa junção ocorrerá dentro do dique, a 50 metros de altura. O convés será levantado por torres (sistema hidráulico para içamento), que virão da Holanda, e o casco entrará embaixo dele. O vento que costuma ocorrer em Rio Grande torna essa operação difícil. Para a montagem do convés, além da porta batel, o dique seco receberá uma comporta intermediária, cujas peças estão sendo fabricadas pela Metasa, em Marau, e depois serão unidas na área do dique. Essa comporta intermediária será instalada no meio da área do dique, ficando uma parte para a montagem do casco e outra para a do deckbox. Finalizados os dois serviços, ela será retirada para a união do casco ao convés.
A P-55 é uma plataforma do tipo semissubmersível e atuará no Campo de Roncador, a 125 quilômetros do Cabo de São Tomé, em Campos (Rio de Janeiro). Ela é destinada à produção de 180 mil barris de óleo por dia e tem capacidade de compressão de 6 milhões de metros cúbicos por dia de gás.


Dique seco será concluído no final do ano

Francisco Ramos, que palestrou sobre a implantação do Polo Naval e a plataforma P-55, informou que a construção do dique seco deve ser concluída até o final deste ano ou início de janeiro. "Estamos nas últimas concretagens da laje de fundo e montando a porta batel (último equipamento a ser instalado no dique). O contrato com a WTorre é até novembro, mas deve ocorrer um atraso. A maioria dos trabalhos deve ser concluída até o fim de novembro, mas sempre sobra pequenos serviços para finalizar a obra. Por isso, deve se estender até o final do ano ou início de janeiro", observou. Relatou ainda que o cais já foi colocado em operação, com o primeiro descarregamento de painéis metálicos adquiridos pelo Quip na Europa. Atualmente, a obra do dique envolve em torno de 1.300 trabalhadores. O investimento total no projeto da infra offshore, incluindo equipamento e instalações, hoje é de R$ 750 milhões.

Sobre os empreendimentos ainda previstos para Rio Grande, Ramos lembrou que a Petrobras está prestes a assinar contrato com o Quip para a construção da P-63 e que até dezembro deve ser assinado o contrato para os oito cascos do pré-sal.

Fonte: Jornal Agora

Suape Global apresenta a cadeia de petróleo

Pernambuco quer figurar no calendário brasileiro dos eventos voltados para as áreas de petróleo, gás, naval e offshore. Nos próximos dias 27 e 28, o Estado sedia a primeira edição do Pernambuco Business 2009. O evento será uma espécie de vitrine para apresentar a empresários brasileiros e estrangeiros o projeto Suape Global, que pretende transformar Pernambuco num polo provedor de produtos e serviços, ancorado pelos empreendimentos da Refinaria Abreu e Lima, Estaleiro Atlântico Sul e PetroquímicaSuape.

A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 300 pessoas no auditório do JCPM Trade Center, no Pina. O evento foi apresentado à imprensa ontem à tarde, na Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) por oito parceiros da iniciativa.

Realizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), o evento conta com 20 patrocinadores (Petrobras e Governo Federal como os principais), além do governo de Pernambuco e de instituições parceiras. O presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, diz que o diferencial do PE Business será o foco nos negócios. "Não queremos ser apenas mais um evento voltado para essas áreas no País.

Nossa intenção é fortalecer o projeto Suape Global, atraindo novos investimentos para o Estado", destaca. Ele adianta que o evento poderá acontecer a cada dois anos, a exemplo do Rio Oil&Gas. "Dessa forma, o PE Business ocorreria nos anos ímpares e a Rio Oil&Gas nos pares", sugere.

Dividido em seis módulos, o PE Business vai discutir desde novas iniciativas no setor de petróleo, gás, naval e offshore, passando por incentivos governamentais para instalação de polos industriais, desenvolvimento tecnológico e capacitação de mão de obra, logística como fator de competitividade, financiamentos e estratégias para divulgar a marca Suape. A abertura do evento terá palestra do ministro dos Petróleos de Angola, Botelho de Vasconcelos. A programação e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.ibp.org.br.

O vice-presidente do Complexo de Suape, Sidnei Aires, diz que tem recebido, diariamente, uma média de três a cinco grupos de investidores interessados em conhecer as potencialidades do porto. "Temos 11 empresas confirmadas e devem surgir novas", acredita.

PDVSA


Marcelino Guedes, diz que não existe previsão de assinar nenhum dos contratos que estão sendo relicitados para a unidade de refino de Suape. O executivo também afirmou não ter informações sobre a pauta da reunião entre as diretorias da Petrobras e da PDVSA, que deve acontecer até o final da próxima semana, em Caracas. A expectativa é que a assinatura do acordo entre as duas petrolíferas para a construção da refinaria aconteça. 

Fonte JC

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pré-sal do Nordeste está na força dos ventos


Atlas Eólico Nacional, do Centro de Pesquisas de Energia da Eletrobrás, revela potencial de 143 GW, bem mais que a produção energética nacional, de 107 GW; maioria dos projetos está no Nordeste

Os ventos alísios, que trouxeram os portugueses com as caravelas, sopram, desde 2007, na direção da autossuficiência energética para alguns Estados brasileiros como Rio Grande do Norte e Ceará. É a força da energia eólica, que além de ser renovável, tem a vantagem de ser complementar à hidroelétrica. O pico de produção dessa fonte ocorre justamente no segundo semestre, quando as chuvas diminuem no país, o que significa menor capacidade das represas. "O nosso pré-sal está nos ventos", comemora Jean Paul Prates, secretário de energia e relações internacionais do Rio Grande do Norte.

Em 2001, o Atlas Eólico Nacional, produzido pelo Centro de Pesquisas de Energia (Cepel) da Eletrobrás, revelou que o potencial do país é imenso. São 143 GW, bem mais que a produção energética nacional, de 107 GW. Desse total, 75 GW estão concentrados no Nordeste. "Finalmente os planejadores do sistema elétrico nacional começaram a perceber a energia eólica como parte da matriz energética brasileira. Esse é um potencial que precisa ser trabalhado agora e não no futuro", analisa Lauro Diniz, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica(ABEEólica).

Uma segunda versão desse Atlas está sendo feita, com a diferença que as medições estão captando ventos de 100 metros, ao invés de 50 metros, O trabalho só deve ser concluído em 2011. Segundo projeções, o potencial pode subir para 300 GW, superando o que pode ser alcançado com as hidrelétricas. "É importante destacar que o fator de capacidade da energia eólica é de 30% (ou seja, durante um terço do ano há produção de energia, e no restante, a produção não é significativa) enquanto a da energia hidroelétrica é o dobro disso", explica Hamilton Moss, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia.

Nesse mercado, destaca-se o Ceará, que já é o Estado que mais produz esse tipo de energia, com 237,23 MW. "No próximo ano já seremos autossuficientes em energia e até 2013 teremos um excedente de energia da ordem de 1,7 GW. Todos os investidores interessados em vir para cá sempre perguntam sobre a nossa segurança energética", explica Rodrigo Rolim, coordenador de energia e comunicações do Ceará.

Não é à toa que a SIIF do Brasil, a maior empresa de energia eólica no país está no Ceará. Até o próximo ano, a empresa terá em operação 207 MW, com quatro parques eólicos e investimento de R$ 1 bilhão, além do parque de Quintanilha Machado I, em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, no valor de R$ 700 milhões. "Esse parque tem um grande diferencial, pois poderá ser o fornecedor de energia limpa para a Olimpíada do Rio, em 2016. A sua construção só depende da liberação do Ministério da Aeronáutica, que por conta do Aeroporto Internacional de Cabo Frio, exigiu que fossem feitas adaptações nos aerogeradores do parque", explica Marcelo Picchi, diretor da SIIF Énergies.

Um primeiro impulso para a criação da indústria eólica no país foi dado pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), do Ministério das Minas e Energia, criado em 2004, mas que efetivou suas primeiras contratações de energia, em volume considerável, a partir de 2007. "Para se ter uma ideia da sua importância, antes desse programa, o país tinha 22 MW instalados, e hoje já são mais de 500 MW em seis Estados. É bom salientar que o Proinfa também contratou pequenas centrais hidroelétricas (PCHs) e usinas de biomassa, mas a grande vedete é mesmo os parques eólicos por terem se consolidado como componente importante da nossa matriz energética", afirma Hamilton Moss, do Ministério das Minas e Energia.

Até o final de 2010, o Proinfa vai ser concluído com a oferta de 1,427 GW de energia eólica em todo o país, o que significa que entre os anos de 2009 e 2010, serão investidos R$ 4,6 bilhões. Um dos resultados concretos do Proinfa foi que vários grupos estrangeiros resolveram se instalar no Brasil para gerar energia eólica. Entre eles, o australiano Pacific Hydro que já opera dois parques na Paraíba e está disposto a investir cerca de R$ 1 bilhão em novos projetos.

A diversificação da matriz energética nacional é um dos aspectos mais valiosos desse processo, pois afasta cada vez mais o fantasma do "apagão" de 2001. Isso inclui também as termoelétricas, tão condenadas pelos ambientalistas. "É bom dizer que elas só funcionam em média 7% ao longo de sua vida útil, o que significa 10 dos 365 dias por ano, mas dão tranquilidade para que as hidroelétricas possam funcionar na sua capacidade máxima, sem receio de faltar energia", avalia José Marcos Treiger, diretor de RI da Multiner. A empresa investe no Brasil em projetos de eólica, PCHs e termoelétricas, abrangendo 1,5 GW, entre usinas em operação e outras no aguardo da compra efetiva, por parte do governo. Recentemente, a empresa obteve financiamento de R$ 250 milhões do Banco do Nordeste para a construção do parque eólico Alegria I, em Guamaré (RN), que vai produzir 51 MW.

Essa nova compra de energia eólica vem sendo aguardada com grande expectativa pelo mercado. Num leilão da Aneel, que deve acontecer em dezembro, estão inscritos 441 projetos de 11 Estados, totalizando oferta de 13,341 GW. "Essa foi uma bela resposta do setor privado aos gestores públicos de energia, que só esperavam, no máximo, que seriam apresentados projetos na ordem de 6 GW. Os investidores do Brasil e de outros países já sinalizaram que têm grande interesse nessa nova indústria. E o Rio Grande do Norte foi o Estado que mais inscreveu propostas, com um total de 4,745 GW", afirma Jean Paul Prates, secretário de energia e relações internacional do Rio Grande do Norte.

Se todos os 13 GW fossem comprados, isso significaria um investimento de R$ 65 bilhões. Mas as projeções são que devem ser contratados empreendimentos de até 2 GW, o que representa R$ 10 bilhões em recursos. "Mais do que esse leilão, o que espero é que o governo mantenha o ritmo de leilões de eólica nos próximos dez anos. Isso poderia viabilizar a instalação de mais fábricas de equipamentos para a produção de energia eólica, o que reduziria seu custo", ressalta Marcelo Souza, diretor financeiro daErsa, que concorre no leilão com projetos de 271 MW no Rio Grande do Norte, com um total de investimento de R$ 1,35 bilhão. Desse volume, 70% serão financiados pelo BNDES e BNB.

Segundo o Relatório 2008 da World Wind Energy, a energia eólica é a que mais cresce no mundo. O resultado é que o custo doMW/hora caiu pela metade nos últimos quatro anos. Os países líderes nesse tipo de energia são Alemanha, com 23,7% do mercado, Estados Unidos, com 18%, e Espanha, com 16%. O Brasil ainda ocupa a vigésima quarta posição, em que a energia eólica representa apenas 0,3% da sua matriz energética.

Hoje no país existem duas fábricas de equipamentos: a Wobben (subsidiária da alemã Enercon GmbH, líder mundial em tecnologia eólica de ponta e um dos líderes do mercado eólico mundial), em Sorocaba (SP) e a argentina Impsa, instalada no Porto de Suape, em Pernambuco, que já fornecem para vários parques em funcionamento. "É possível que empresas como GE,Vestas e Alstom comecem a produzir geradores no Brasil, quando os pedidos aumentarem", diz Fiúza, da ABEEólica.(Fonte: Valor Econômico/Felipe Porciúncula, para o Valor, de São Paulo.


Fonte: Portos e Navios.


sábado, 17 de outubro de 2009

Exportadores do Vale voltam a utilizar Suape

Exportadores do Vale voltam a utilizar Suape

Os exportadores de frutas do Vale do São Francisco voltam a ter a opção de exportar a safra de manga e uva para a Europa pelo Porto de Suape. A Hamburg Süd, que tinha suspendido a linha no ano passado, decidiu retomar a operação com escalas semanais para o norte da Europa. A volta da carga vai contribuir para o aumento da movimentação do Tecon Suape, além de impactar no resultado do complexo portuário como um todo.
 
O gerente da Hamburg Süd no Nordeste, Norbert Bergmann, diz que a linha para a Europa começou a operar no dia 7 de setembro. "Estamos atuando com seis navios, fazendo escalas semanais, atracando em Suape todas as segundas-feiras", observa. As embarcações partem de Suape para o Porto de Roterdã, na Holanda, com um tempo de trânsito de nove dias. A linha será mantida até o dia 14 de dezembro.
 
Bergmann destaca que a Hamburg Süd vai atender os exportadores de frutas do Vale do São Francisco com os maiores navios da sua frota, com capacidade para movimentar até 5.900 TEUs (unidade para contêineres de 20 pés). São navios com 286 metros de comprimento e calado de 12,5 metros. "Suape dispõe hoje da melhor infraestrutura para receber esse tipo de navio", frisa o executivo. O Porto de Salvador, por exemplo, não dispõe de berços com esse comprimento.
 
Em 2007 o Porto de Suape fez um grande esforço para aumentar sua participação nas exportações de frutas do Vale do São Francisco, mas foi deixado para trás pelos portos concorrentes de Pecém (CE) e Salvador (BA). Naquele ano, a diretoria do complexo juntou na mesa de discussão governo, empresários do setor de fruticultura, armadores, Tecon e operadores do transporte rodoviário para descobrir uma equação que garantisse preço atrativo em relação aos portos vizinhos.
 
Este ano, a expectativa da Hamburg Süd é que 70% da carga frigorificada movimentada pelo armador no Nordeste se concentre em Suape. A companhia já atua em Suape com oito escalas mensais para os Estados Unidos, além de outra quatro/mês para o golfo. "Acreditamos na eficiência do terminal (Tecon) e na organização logística do porto. Por isso voltamos com essa escala para o norte da Europa.
 
O diretor comercial do Tecon, Rodrigo Aguiar, também comemora a nova linha. "Esperamos que os volumes exportados a partir de Suape voltem aos patamares que alcançamos em 2007, quando 40% dos embarques de frutas se concentravam aqui", compara. O executivo destaca que o pico da safra ocorre em outubro e que os volumes embarcados vão depender da demanda do mercado internacional.
 
O vice-presidente de Suape, Sidnei Aires, espera que a retomda das exportações de frutas para a Europa contribuam para melhorar a movimentação de carga do porto, que acumula queda de 13% de janeiro a agosto deste ano. 

Fonte: Jornal do Commercio/PE

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Governo atrai maior fabricante de tubos para petróleo do mundo

Apostando alto no potencial do Porto de Suape e nas oportunidades que estão surgindo com a descoberta da camada pré-sal, mais uma empresa desembarca no Estado. A companhia americana Fiber Glass Systems - FGS, líder mundial na fabricação de tubos e conexões utilizados na exploração de petróleo e na indústria química em geral, confirmou a instalação de uma unidade em Pernambuco, a primeira do Brasil.

O governador Eduardo Campos e o presidente da empresa, Hossein Arian, assinaram um protocolo de intenções na tarde de terça-feira, no Palácio do Campo das Princesas. A FGS faz parte do grupo National Oilwell Varco - NOV, e possui sete fábricas, sendo cinco nos Estados Unidos e duas na China. Segundo a companhia, a construção da planta pernambucana terá início no primeiro semestre de 2010 e o prazo para conclusão dos trabalhos é de 12 meses.

Hossein Arian informou que outros três Estados brasileiros disputavam a instalação da fábrica com o Estado e que Pernambuco mostrou-se o "local ideal para o desenvolvimento e crescimento do nosso negócio no mundo". De acordo com ele, "um conjunto de atrativos" foi essencial para a vitória pernambucana, como a sua posição geográfica, a proximidade com a África e Europa e os incentivos fiscais oferecidos pelo Governo do Estado.

Para Eduardo, trazer a Fiber para Pernambuco significa "colher o que foi plantado lá atrás", referindo-se ao projeto Suape Global, lançado em 2008. "É sinal de que estamos no caminho certo, de transformar Suape num sítio que vai abrigar muitos investimentos em torno do pré-sal na indústria de petróleo, gás e off shore. Há três anos tínhamos uma luta pela refinaria (Abreu e Lima). Hoje estamos vendo as coisas acontecerem numa outra dimensão", disse o Governador.

Com R$ 20 milhões em investimentos, a FGS vai voltar sua produção para o mercado nacional. O Estaleiro Atlântico Sul e a Petrobras, que há 15 anos mantém relações comerciais com o grupo, se destacam como clientes. No pico das suas atividades, entre três a cinco anos, a fábrica vai ser capaz de produzir 8.100 metros de tubos por dia e também estará pronta para exportar para países da América do Sul e da África. A intenção é que a resina e o vidro utilizados na confecção dos produtos - hoje adquiridos no exterior - sejam comprados no Brasil.

Futuro promissor - A unidade vai ocupar uma área de oito hectares e quando entrar em operação vai gerar cerca de 100 empregos diretos. "Temos o compromisso de absorver a mão-de-obra local entre engenheiros, técnicos e pessoal do chão de fábrica", garantiu Felipe Bretas, gerente de vendas para o Mercosul da Fiber Glass.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, que também é presidente do Porto de Suape afirmou que outra empresa do grupo NOV deve aportar em Pernambuco: "Tenho certeza que com o volume de encomendas que a Petrobras está realizando para adquirir novas sondas e novas plataformas de exploração, e sendo a NOV uma empresa global como é, a gente começou um namoro que vai dar em casamento muito em breve", comemorou.

Fonte: Fisepe

 

FGS terá fábrica em Suape

A empresa norte-americana Fiber Glass Systems (FGS), do grupo National Oilwell Varco (NOV), vai investir R$ 20 milhões para a construção de uma planta industrial no Porto de Suape, em Pernambuco. A unidade terá capacidade para produzir 8.100 m/dia de tubos e conexões para os setores de petróleo e gás e indústria naval. A expectativa é que as obras comecem no primeiro semestre do próximo ano e sejam concluídas em 12 meses.

A nova fábrica deve estar operando a plena carga em cinco anos. O presidente da FGS, Hossein Arian, contou que já existem diálogos com o Estaleiro Atlântico Sul e a Petrobras para fornecimento de equipamentos. A localização da unidade também abrirá caminho para exportações para outros países da América Latina e da África. A intenção é de adquirir a resina e o vidro utilizados na confecção dos produtos, hoje adquiridos no exterior, no Brasil.

A unidade ocupará uma área de oito hectares e quando entrar em operação vai cerca de 100 empregos diretos. "Temos o compromisso de absorver a mão-de-obra local entre engenheiros, técnicos e pessoal do chão de fábrica", garantiu o gerente de vendas para o Mercosul da Fiber Glass, Felipe Bretas.

A FGS possui hoje sete fábricas para a construção de tubos e conexões, sendo cinco nos EUA e duas na China.

Fonte: Portal Energia Hoje.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Setor naval atrai nova empresa

O projeto Suape Global – que tem como proposta fomentar uma cadeia de bens e serviços para as áreas de petróleo, gás, naval e offshore – contabiliza a décima empresa atraída para o complexo. Ontem, o governador Eduardo Campos e representantes da companhia americana Fiber Glass Systems, assinaram protocolo de intenções para a construção de uma fábrica em Suape. Com investimento de R$ 20 milhões, essa será a primeira indústria do grupo no Brasil, que conta hoje com sete fábricas, sendo cinco nos Estados Unidos e duas na China.
 
Sediada em Houston (Texas), a Fiber Glass Systems é um braço do Grupo National Oilwell Varco (NOV), especializado na fabricação de equipamentos e prestação de serviços para as indústrias naval e de petróleo. O conglomerado está presente no Brasil há 15 anos, atendendo a Petrobras e a estaleiros no Rio de Janeiro. A Fiber Glass fornece tubos e conexões em epóxi reforçado com fibra de vidro para perfuração de poços de petróleo terrestres e na área naval para plataformas FPSOs e navios suezmax e aframax.
 
Em Pernambuco, o primeiro cliente será o Estaleiro Atlântico Sul (EAS). "A companhia será fornecedora de equipamentos para os dez suezmax que estão em construção no estaleiro", adianta o presidente Hossein Arian. O executivo afirma que quatro Estados disputaram a unidade e que a escolha por Suape foi motivada pela infraestrutura e localização estratégica de Suape. Num primeiro momento a fábrica vai atender ao mercado local e nacional, mas o plano é, no futuro, exportar parte da produção para África e América do Sul.
 
O governador Eduardo Campos diz que Pernambuco está colhendo o que vem plantando ao longo de sua gestão. "Antes mesmo de lançar o projeto Suape Global realizamos missões aos Estados Unidos, Noruega, Inglaterra e Canadá para conhecer a realidade dos setores em polos de referência. Não queremos apenas ter uma refinaria vamos potencializar os investimentos em torno dela", destacou.
 
A fábrica da Faber Glass em Suape vai ocupar um terreno de oito hectares e gerar 100 empregos diretos. A expectativa dos executivos é começar as obras no segundo semestre de 2010 e inaugurar 12 meses após o início da construção.
 
ABRAÇO
 
Servidores municipais de Ipojuca realizam hoje, a partir das 10h, o movimento Vamos dar as mãos: Suape é nosso. O protesto é contra a criação do Distrito Estadual de Suape – ideia da deputada estadual Elina Carneiro – e a repartição do ICMS da cidade com os municípios do Território Estratégico de Suape. O auditor tributário de Ipojuca, Carlos Cardoso Filho, diz que a ação deverá reunir 5 mil servidores para dar um abraço em Suape. A Prefeitura de Ipojuca decretou ponto facultativo e o comércio vai fechar as portas no horário das 9h às 12h.
 
Fonte: Jornal do Commercio
 
 

domingo, 4 de outubro de 2009

ICMS do Pólo de Suape Para Todos

ICMS do Pólo de Suape Para Todos

À Polemica Continua

O estudo apresentado pelo prefeito Elias Gomes mostra que hoje a receita mensal de Ipojuca já é superior ao que 78% das cidades pernambucanas recebem por ano.

"Ipojuca logo vai ultrapassar Jaboatão. Então vai ter mais recursos para cuidar de 70 mil pessoas do que temos para nossos 700 mil", garante Elias Gomes, lembrando que administra uma cidade rica dentro do contexto do nosso Estado.

O prefeito Elias Gomes chegou a esboçar uma proposta de redistribuição, em que ficassem 10% do ICMS do Pólo de Suape para as cidades do Pólo Estratégico de Suape e 20% para todos os municípios de Pernambuco.

Reunião de Prefeitos

Ele, no entanto, garantiu que é só uma idéia que precisa ser aprofundada pelos juristas e tributaristas que ficarão responsáveis por elaborar o projeto que será levado ao Governo do Estado. Como a arrecadação de Ipojuca crescerá muito nos próximos anos, especialmente com a Refinaria, Estaleiro e o Pólo Petroquímico, isso não afetará as verbas necessárias para garantir os serviços à população.

Mesmo com a polêmica gerada desde a semana retrasada, todos os prefeitos presentes à reunião realizada no gabinete do prefeito Elias Gomes, de Jaboatão dos Guararapes, fizeram questão de afirmar que respeitam a autonomia das cidades do Cabo de Santo Agostinho e de Ipojuca.

Após o encontro, ficou definido que uma consultoria fará um estudo para entregar ao governador Eduardo Campos uma proposta mais avançada de redistribuição dos tributos sem perda de arrecadação para os municípios em que está localizado o Pólo de Suape.

O Prefeito de Ribeirão, Clovis Paiva, lembrou que do jeito que vem crescendo a arrecadação de Ipojuca logo será inviável. "Não vai caber no Município toda a receita. De forma que vai ser inviável gastar 25% dos recursos do ICMS com Educação e 15% com a Saúde", explicou, impressionado com gráfico que mostrava o valor per capita do tributo nos municípios do Pólo Estratégico de Suape. O de Ipojuca ultrapassa R$ 2.051, quatro vezes mais do que no Cabo (que é a segunda cidade mais rica no Estado).

"A receita é tão grande que se não houver uma redistribuição a Prefeitura não vai ter como gastar tanto dinheiro", concordou o prefeito de Sirinhaém, Fernando Urquiza.

Os prefeitos de Ribeirão, Clovis Paiva; Escada, Jadelson Gouveia; Sirinhaém, Fernando Urquiza; Jaboatão, Elias Gomes e de Moreno, Edvard Bernardo, demostraram consenso a favor da idéia da criação de um mecanismo para a diminuição das distorções regionais através da redistribuição do ICMS gerado pelos empreendimentos do Porto de Suape.

Os quatro primeiros estiveram presentes à reunião realizada no Palácio da Batalha, nesta terça-feira, em Jaboatão dos Guararapes, e o último enviou o vice, Enoque Ferreira, e um documento apoiando a idéia da criação de um Fundo Estadual de Desenvolvimento.

Vice-presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, Jadelson Gouveia, se comprometeu a organizar uma reunião através da entidade para discutir a questão com todos os gestores municipais do Estado.

"Vamos encaminhar a sugestão ao prefeito Antonio João Dourado, que é o presidente da Amupe. O sentimento dos prefeitos que tenho conversado é de que esta medida vai beneficiar toda a população de Pernambuco e é extramamente importante para a interiorização do desenvolvimento", explicou.

O prefeito Elias Gomes disse que já conversou com o governador Eduardo Campos sobre a questão, mas afirmou que a proposta que vem sendo gestada pelo Governo do Estado ainda não está no nível necessário para conter as distorções.

"Eu não sou candidato a liderar esse processo. Dei uma contribuição e passo o comando da discussão à Amupe, nossos representantes na Assembléia Legislativa e para o próprio Governo do Estado", afirmou, tentando afastar qualquer possibilidade da interferência de disputa entre governistas e oposicionistas na questão.

 

Fonte blog do Jamildo

Follow by Email