sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Petrobras e PDVSA assinam acordo este mês

A Petrobras e a PDVSA assinarão finalmente, no próximo dia 28, o acordo para formalizar a sociedade na Refinaria Abreu e Lima. Falta agora rever os cálculos de quanto a estatal venezuelana deverá integralizar em dinheiro para entrar na sociedade. O primeiro cálculo, de que seriam necessários US$ 400 milhões (algo próximo de R$ 728,4 milhões, pela cotação de ontem), será revisto, pois a cifra foi calculada com base em números de dezembro passado. Uma consultoria atualizará o aporte da venezuelana com nova base, de janeiro até o mês passado, para chegar ao novo valor. A Petrobras já fechou R$ 4,6 bilhões em contratos.

A associação entre o Brasil e a Venezuela com relação à refinaria pernambucana é prometida há pelo menos seis anos, quando o então governador Jarbas Vasconcelos ainda negociava com o presidente venezuelano Hugo Chávez a possível construção do empreendimento no Estado.

Foi Chávez, inclusive, quem terminou antecipando o anúncio do maior e mais importante investimento industrial já construído em Pernambuco, meses antes de Jarbas e até do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmarem o projeto, em 2005. Somente em um evento no Piauí, no dia 4 de agosto daquele ano, que Lula confirmou que a refinaria ficaria em Pernambuco por desejo de Hugo Chávez.

Entre a decisão política e a formalização do contrato, que será firmado com participações de 60% da Petrobras e de 40% da PDVSA, foram inúmeras idas e vindas. A principal delas era o pleito da petroleira venezuelana de, como contrapartida pelo investimento, ser liberada para atuar diretamente no mercado de distribuição de combustíveis brasileiro – segundo a Petrobras, o acordo foi firmado sem qualquer cláusula em relação a esse assunto.

Em 26 de março do ano passado, os presidentes Chávez e Lula estiveram em Suape, onde anunciaram um contrato de associação, estipulando que o petróleo a ser refinado em Pernambuco viria 50% do campo de Marlim, brasileiro, e o restante da Venezuela. Na época, inclusive, o empreendimento pernambucano ainda estava orçado em US$ 4,05 bilhões e a capacidade de processamento anunciada, de 200 mil barris de petróleo por dia, número que subiu para 230 mil barris diários.

O valor total a ser investido na refinaria também mudou e, embora não seja definitiva, uma nova estimativa da companhia brasileira, divulgada na CPI da Petrobras, é de que o empreendimento custará US$ 12,29 bilhões, ou R$ 22,3 bilhões.

Fonte: JC

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