terça-feira, 29 de setembro de 2009

Máquinas da refinaria vão ser descarregadas

Os primeiros equipamentos para a operação da Refinaria Abreu e Lima vão ser descarregados a partir de hoje, às 14h, no Complexo de Suape. O navio, que transportou os oito dessalgadores, saiu do Porto de Houston (EUA) no dia 14 de setembro e atracou ontem à noite no porto. As máquinas vão fazer parte da Unidade de Destilação Atmosférica e são usados para fazer a "lavagem" do petróleo. Os dessalgadores serão armazenados no terreno da refinaria e instalados em 2010.

O gerente de suprimentos da engenharia da refinaria, Fernando Viegas, diz que a entrega dos equipamentos marca o início de uma nova fase do empreendimento. Até agora, os equipamentos que chegaram foram para as operações periféricas, como a casa de força.

Cada peça pesa 119 toneladas e tem dimensões de quatro metros de diâmetro por 32 metros de comprimento. Os dessalgadores têm como função retirar as impurezas do petróleo, sob condições controladas, dissolvendo sais, diluindo a água residual que vem das unidades de produção e removendo parte das impurezas insolúveis em água.

O diretor de Operação Portuária do Complexo de Suape, Jorge Dias, diz que apesar de ser uma operação pequena, a chegada dos equipamentos é uma movimentação importante para o complexo. "Isso sem falar que se trata de um marco, com a chegada do primeiro equipamento para a unidade de refino", observa.

 

Fonte: JC

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Amupe quer a divisão das riquezas de Suape



Entidade reforça a proposta lançada pelo prefeito de Jaboatão e defende que impostos gerados no complexo portuário sejam divididos


A bandeira da repartição das riquezas de Suape entre os demais municípios pernambucanos – lançada pelo prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB) –, também foi hasteada pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). Segundo o presidente da entidade e prefeito de Lajedo, Antônio Dourado (PDT), a associação defenderá a repartição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) gerado na região de Suape. Dourado conta que conversou com gestores de diferentes regiões do Estado e todos se mostraram interessados no debate.

"Se o governador está capitaneando uma luta em torno do pré-sal, por esses mesmos argumentos não é justo deixar que as riquezas geradas em Suape fiquem somente com o Cabo de Santo Agostinho e com Ipojuca", enfatiza Dourado, que inclusive já conversou – na última terça-feira – com Eduardo Campos (PSB) e com o secretário estadual da Fazenda, Djalmo Leão. Dourado acredita que o governador avaliará a questão.

O presidente da Amupe explica que os municípios discutirão como a repartição do ICMS pode ser viabilizada por meio de projeto de lei encaminhado pelo governador. O prefeito conta que o governo do Estado tem limitações nas mudanças da cota-parte do ICMS que é distribuída aos municípios. "Há uma parte (da legislação tributária) que só pode ser alterada por meio de reforma tributária".

A Amupe, por meio do vice-presidente Jandelson Gouveia (PR) – prefeito de Escada, participará de reunião de prefeitos que está sendo articulada por Elias Gomes para a próxima terça-feira. Quem também deverá participar é o presidente da Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional (Codeam), Eudson Catão (PSB), que é prefeito de Palmerina.

Catão defende a criação de um fundo para repartir o ICMS de Suape com os municípios mais pobres do Estado. O político informa que discutiu o assunto dentro da entidade, que congrega 42 municípios, e com gestores de outras áreas. "Eu conversei com prefeitos de várias regiões do Estado. Todos desejam a redistribuição" frisou Catão, acrescentando que o governador Eduardo Campos já está avançando nesse sentido com a portaria que publicará até a próxima quarta-feira. "Mas precisamos aprofundar".
Pela portaria, parte do ICMS que vai para os municípios seria distribuída conforme índices de alfabetização e violência. Três cidades teriam perdas: Recife, Ipojuca e Petrolândia. "A maioria sai ganhando". A participação de Ipojuca no bolo total, acrescenta, cairia de 11,5% para 8%.

Lula Cabral, prefeito do Cabo de Santo Agostinho, criticou Elias Gomes por defender repartição do ICMS do Cabo com municípios do entorno, como o próprio Jaboatão. Cabral argumenta que o Cabo precisa dos recursos para investimentos na infraestrutura da cidade, que receberá trabalhadores de Suape. Elias Gomes responde que a proposta não implica em redução do ICMS do Cabo.
Fonte: Jornal do Commercio.

domingo, 27 de setembro de 2009

Área em Suape será licitada

Thor Nordeste manifestou interesse para investimento de US$ 6 mi



Está marcada para o próximo dia 27 de outubro a licitação de uma área de 3,2 hectares. O terreno, situado no Cabo de Santo Agostinho dentro do Complexo Industrial Portuário de Suape, trata-se de um investimento de US$ 6 milhões que deverá ser feito pela empresa Thor Nordeste, que manifestou interesse pela área.

A companhia quer implantar uma unidade de beneficiamento de blocos de granito para exportação de aproximadamente 6 mil toneladas por ano para os Estados Unidos, além do Canadá e África do Sul.

Outro plano é fazer uso da zona portuária para a importação de insumos vindos da Itália.
O funcionamento da Thor se dará em até três meses e serão abertas 35 vagas diretas e outras 45 indiretas.
Na construção, serão 150 postos de trabalho na área.

A Thor Granitos foi fundada em setembro de 1986 direcionada para atender à demanda interna, atingindo o mercado da construção civil.
Com a expansão da indústria de pedras brasileiras, a empresa direcionou sua produção para o mercado internacional, tornando-se uma das maiores exportadoras de granitos do Brasil, tendo os Estados Unidos como principal mercado.
Atualmente, 90% da produção da Thor é destinada ao mercado externo, sendo exportada para diversos países como os Estados Unidos, Austrália, Canadá, México, Chile, Itália, Japão, Líbano, Suíça, Grécia, Polônia, entre outros.

DRAGAGEM
Na semana passada, foi divulgada no Diário Oficial a informação de que a execução das obras de dragagem dos acessos aquaviários ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) no Complexo de Suape vão sofrer novo atraso.

A Comissão Permanente de Licitação registrou que será marcada posteriormente uma nova data. O acesso é referente ao dique seco (compartimento onde as peças do navio são montadas e, depois, despejadas no mar) e aos braços norte e sul (os canais internos).

O valor da obra está orçado em R$ 104 milhões.
O serviço de dragagem complementar deverá demorar entre três e quatro meses para ser finalizado.
É através dele que será viabilizada a saída do primeiro navio construído no dique seco.

Fonte: Folha de Pernambuco

Fernando Bezerra Coelho inspeciona obras em Suape

Sol forte e obras a todo vapor. Esse foi o cenário encontrado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho, nessa sexta-feira (25.09) no complexo industrial e portuário. Ao todo, as obras de infraestrutura somam US$ 1,5 bilhão em investimentos.

Pier petroleiro, Cais de Múltiplos Usos, Píer de Graneis Líquidos 1, Acessos às indústrias, construção e duplicação da Estrada do Contorno, Duplicação da TDR-Sul, Express Way e Duplicação da TDR-Norte foram visitadas pelo secretário que esteve acompanhado do corpo de diretores da empresa.

No passeio, a diretoria pode conferir a duplicação do Tronco Distribuidor Rodoviário Sul (TDR-Sul) e do acesso principal ao Porto de Suape que está 77,3% concluída.

Um trecho de 3,7 km entre a entrada do porto, passando pela Refinaria Abreu e Lima, até a Avenida Portuária foi liberado para o tráfego. No local, 25 máquinas finalizam o restante da pavimentação e a implantação de cabos condutores de iluminação. Em dezembro desse ano a obra deve ser finalizada.

A reforma do Cais de Múltiplos Usos (CMU) está contanto com 95 pessoas trabalhando no reforço e no revestimento da estrutura construída em 1991. Os acessos às empresas Bunge Alimentos e Sapeka estão sendo finalizados junto com a iluminação e a sinalização das rodovias internas que deverão ser entregues em novembro próximo.

Em início de obras, estão os acessos à fábrica da Urbano Agroindustrial e do anexo ao moinho de trigo também da Bunge. Já a entrada para a fábrica da RM Eólica (em implantação) está 20% concluída.

O Centro Administrativo do Complexo, inaugurado em 1979, também está incluído no pacote de investimentos. Está sendo reformado junto com o Prédio de Facilitação Portuária e o Heliponto.

A estrada que irá contornar a Refinaria Abreu e Lima dando acesso direto à cidade de Ipojuca está sendo construída e duplicada ao mesmo tempo. Ao todo, são 160 pessoas trabalhando nas obras que deverão ser finalizadas em abril de 2010 totalizam investimentos de R$ 80 milhões.

"Estamos conferindo o andamento dessas obras que irão beneficiar as empresas já instaladas no Complexo e aquelas que estão em fase de implantação.A infraestrutura que oferecemos aqui em Suape é nosso cartão de visita para a atração de mais investimentos. Com esse crescimento, o Complexo precisa funcionar plenamente e oferecer condições para as operações logísticas", explica Bezerra Coelho.

Na ocasião, os diretores também estiveram no início das obras de duplicação do Tronco Distribuidor Norte (TDR-Norte) que se ligará à Via Expressa (Express Way) até a fábrica da Caninha 51 no Cabo de Santo Agostinho. As obras irão custar R$ 146 milhões e levarão cerca de um ano para serem finalizadas.

PIER PETROLEIRO - Umas das maiores obras que está ocorrendo em Suape é a construção do Píer Petroleiro com recursos do Governo do Estado e da Petrobras. São R$ 341,1 milhões aplicados na dragagem da bacia de evolução do porto, na construção de uma tubovia, de dois terminais de atracação de 130 e 170 TPB, e prolongamento e reforço do molhe e melhoria do acesso viário.

A obra atinge 40% de execução e será entregue em setembro de 2010. São cerca de 2 km de obras ocorrendo dentro do mar.

Portal SUAPE

Compesa fornecerá 1,5 bilhão de m3 de água para refinaria em 2013

 

O novo cliente também vai gerar receita para a companhia, com um acréscimo de R$ 3 milhões já em 2010.

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) firmou contrato junto à Refinaria do Nordeste - Abreu e Lima para o fornecimento de água tratada e bruta. A refinaria está sendo instalada no Complexo Industrial de Suape, no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. A demanda irá crescer de forma gradual e em 2013 irá atingir 70 m3 de água tratada e de 1,5 milhão de m3 ou seja 450 litros por segundo (l/s) de água bruta por mês. Este consumo equivale ao abastecimento de uma cidade de 150 mil habitantes, a exemplo de Garanhuns, no agreste. O novo cliente também vai gerar receita para a companhia, com um acréscimo de R$ 3 milhões já em 2010 e de R$ 9 milhões por ano, a partir de 2013, quando estiver em pleno consumo.

Com isto, a Refinaria Abreu e Lima passa a ser a maior consumidor de água da Compesa, posto que está ocupado atualmente pelo Estaleiro Atlântico Sul, para onde são fornecidos 150 mil m3 de água por mês, cerca de 45 l/s. A refinaria começa a receber água tratada em janeiro e água bruta em julho, mas atualmente já fornece água tratada em pouca quantidade para a empresa, que é utilizada em trabalhos no canteiro de obras. "Esse contrato significa o aumento de nossa responsabilidade em manter um sistema operacional seguro e eficiente para aquela atender aquela área economicamente estratégica para Pernambuco", comenta o secretário de Recursos Hídricos e presidente da Compesa, João Bosco de Almeida.

O contrato foi assinado nesta quarta-feira (23), pelo secretário João Bosco e pelo diretor corporativo da refinaria Abreu e Lima, João Batista Aquino, com a presença da presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária – ABES, Cassilda Teixeira e de diretores da Compesa, em sala do Centro de Convenções, onde ocorre o 25º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária.

A refinaria será abastecida pelas barragens Bita e Utinga, que atualmente são responsáveis pela oferta de água no Complexo de Suape. Na cerimônia de assinatura do contrato, os diretores da Compesa fizeram uma apresentação sobre a atual produção de água e os principais aspectos dos sistemas produtores que abastecem a RMR e em especial para aquela região. Uma das ações mostradas prevê a implantação de ações que fazem com que em 2011 o sistema produtor de Suape será ampliado em cerca de 600 litros por segundo l/s, a partir de uma captação na Bacia do Rio Ipojuca, mas foram mostradas outras metas, que garante o aumento da oferta de água para aquela região em curto, médio e longo prazo. Para fechar o contrato, a Compesa criou tarifas diferenciadas, que também poderão ser utilizadas por outros clientes da mesma faixa de consumo. A refinaria começará pagando R$ 0,53 por m3 e o valor cairá para R$ 0,40 por m3 m 2013.

Essa é a primeira vez que a Petrobrás firma um contrato com uma concessionária de água, segundo João Aquino. "Nas outras refinarias instaladas em zonas rurais, mais isoladas, tivemos que implantar captação própria. Aqui contamos com toda a com uma infra-estrutura portuária adequada e com uma zona industrial estruturada", destacou o diretor. As obras de instalação da refinaria encontram-se atualmente em fase de conclusão da terraplanagem e chegada de equipamentos. Orçada em US$ 2,8 milhões, a refinaria deverá entrar em operação no segundo semestre de 2011, processando 200 mil barris de petróleo por dia, que atenderão todo o Norte e Nordeste. Os produtos gerados serão o diesel, gás de cozinha, nafta petroquímica, que é a matéria-prima para a produção de resinas plásticas. O maior gasto de água do empreendimento é com evaporação. "O petróleo é aquecido e depois resfriado. Pormais que seja melhor aproveitada a energia, tem grande perda de água com o resfriamento", conta João Aquino.

A Compesa é filiada à Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe) que congrega outras 23 companhias de água e esgoto pelo País. [Site www.aesbe.org.br.]

A Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais - Aesbe é uma entidade civil sem fins lucrativos, constituída por 24 Companhias Estaduais de Saneamento Básico. Essas empresas atendem 103 milhões de pessoas com abastecimento de água, em 3919 municípios. Também prestam serviços de esgotamento sanitário a 45 milhões de pessoas, em 893 municípios. A associação está em atividade desde 1985 e nos seus vinte e quatro anos de existência vem desenvolvendo ações voltadas às questões do saneamento básico, discutindo e apresentando matérias variadas aos diversos fóruns, visando a evolução do setor.
Fonte: Revista Fator.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Governo define divisão do ICMS de Suape até o dia 30

Uma portaria que o governo do estado vai publicar até 30 de setembro deve mudar o debate sobre o destino do ICMS arrecadado no Complexo Industrial e Portuário de Suape, localizado nos municípios de Ipojuca e Cabo. No documento, que será divulgado no Diário Oficial do estado, serão definidos os índices oficiais de participação dos municípios na partilha do ICMS em 2010. Os dados serão definidos a partir de estudo que está sendo realizado pela secretaria estadual da Fazenda e que, segundo informações de bastidores, vão promover mudanças significativas na arrecadação do imposto, principalmente para os municípios menores. 

A proposta de redistribuir do ICMS arrecadado em função dos empreendimentos de Suape, batizada de "pré-sal de Pernambuco", partiu do prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB). Ele disse ter aproveitado a discussão, na Assembleia Legislativa, do projeto da deputada Elina Carneiro (PSB) que prevê a transformação do Complexo Industrial de Suape em um distrito com administração própria, para apresentar a sugestão de criar um fundo de compensação para os municípios. 

Ontem, Elias conversou rapidamente com o governador Eduardo Campos (PSB), no Palácio do Campo das Princesas. "O governador defende a distribuição dos royalties do pré-sal. Então, falei para ele que a tese é justa e que, inspirado nela, também estava defendendo a repartição do ICMS de Suape entre os municípios que ficam no entorno do complexo industrial". Elias adiantou que Eduardo se mostrou sensível ao pleito e chegou a comentar a publicação da portaria que o governo está elaborando para definir a partilha da arrecadação fiscal do estado.

Na avaliação do prefeito, não é justo que Ipojuca fique com todo o bolo fiscal, enquanto os outros municípios ficam de fora. "Todos os pernambucanos lutaram pelo estaleiro. Agora, na hora da fartura, ficamos com ônus e eles, com o bônus", observou. Na próxima terça-feira, às 15h, o prefeito vai promover uma reunião com os sete municípios localizados no entorno de Suape. "Vamos elaborar um documento propondo uma maior equidade na divisão do ICMS. Até porque quem vai trabalhar em Suape termina residindo em Jaboatão e em outras cidades. E somos nós que temos de dar condições de saúde, moradia, educação e transporte".

Apesar de ter sido convidado para reunião, o prefeito do Cabo, Lula Cabral (PTB) já antecipou que é contrário à proposta. "O projeto da deputada Elina Carneiro e a redistribuição do ICMS do Cabo e de Ipojuca não devem prosperar", resumiu. 

Fonte: DP

Potencial de Suape deve gerar melhoria social


À tarde, na reunião plenária, a distribuição do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do município de Ipojuca voltou a ser abordada pela deputada Terezinha Nunes (PSDB). "Infelizmente, tudo leva a crer que a proposição da deputada Elina Carneiro é inconstitucional. Mesmo assim, a iniciativa é válida, pois traz à tona um debate importantíssimo: a partilha de receita, principalmente, com os municípios mais carentes", argumentou. A socialista Elina Carneiro é autora da PEC nº 6/2009, criando o Distrito Estadual de Suape.

Em apartes, os deputados Izaías Régis (PTB), Jacilda Urquisa (PMDB), João Fernando Coutinho (PSB) e André Campos (PT) endossaram o discurso de Terezinha Nunes. O deputado Geraldo Coelho (PTB) foi o único contrário, sob a alegação de que cabe a cada município a missão de atrair investimentos.

Ordem do Dia - Durante a votação da Ordem do Dia, Terezinha disse ser contrária à matéria que altera o quantitativo de cargos comissionados do Poder Executivo, "por não ter obtido informações quanto aos salários". A tucana ainda questionou a inconstitucionalidade do Projeto de Lei nº 1.092/2009, de sua autoria. O texto visava obrigar a administração estadual a adotar a pintura dos prédios públicos na cor branca e azul, a fim de valorizar a Bandeira de Pernambuco.

A parlamentar alegou que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou favoravelmente caso semelhante, em Novo Hamburgo, no Interior do Rio de Janeiro. O deputado Edson Vieira (PSDC) foi solidário à tucana, mas o presidente da CCLJ, deputado André Campos (PT), e Teresa Leitão (PT) discordaram.

O parecer por inconstitucionalidade dado à matéria foi mantido, no Plenário, com os votos contrários de Terezinha e Edson Vieira.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Importações serão ampliadas através de Suape

A partir do próximo ano, o Grupo Pão de Açúcar vai aumentar as importações através do Porto de Suape. Atualmente, o valor anual utilizado para importação de produtos via Pernambuco é de R$ 18 milhões e, nos próximos três anos, o montante vai aumentar para R$ 100 milhões. A expectativa é que as importações através da zona portuária estadual possam atender a demanda do Nordeste.

"Atualmente, importamos muitos produtos através de outros portos, como o de Santos e o de Vitória. Mas, se conseguirmos trazer os produtos via Suape, os custos de logística reduziriam bastante e dariam mais competitividade para o grupo no Nordeste", afirmou o diretor regional do Grupo Pão de Açúcar, Luís Carlos Araújo. Ele ainda ressaltou que existe a perspectiva de, no futuro, os produtos seguirem o caminho inverso e Pernambuco passe a abastecer o restante do Brasil.

Para aumentar a importação, o Grupo Pão de Açúcar vai receber benefícios do Governo do Estado, através do Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe), como incentivos fiscais. "Mas vamos seguir as exigências, como não prejudicar a competitividade dos produtos regionais", ressaltou Araújo.

Atualmente, a rede conta com cinco centros de distribuição no Nordeste, sendo um em Fortaleza, um em Salvador e três em Pernambuco. Dois ficam no Jordão, um de alimentos e outro de não-alimentos e, como são novos, entre dois e quatro anos de funcionamento, não passarão por reformas. Mas o da Imbiribeira, de perecíveis, vai receber investimentos a partir de 2010 para receber esse incremento de produtos importados.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Estaleiro negocia com a Vale

Estaleiro negocia com a Vale 

Atlântico Sul quer construir navios para a mineradora, que foi criticada pelo presidente Lula por fazer encomendas na China e não na indústria local

O presidente do Estaleiro Atlântico Sul, Angelo Bellelis, está em contato com o presidente da Vale, Roger Agnelli, para conversar sobre a possibilidade de construir navios para a mineradora na área do empreendimento pernambucano, que está sendo erguido no Complexo de Suape. Na última sexta-feira, durante a solenidade de batimento de quilha do primeiro navio do EAS, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a falar sobre a importância de as empresas brasileiras fomentarem a retomada do crescimento econômico no País. Na ocasião, criticou a decisão da Vale de encomendar navios no mercado chinês.

"É impossível a Vale continuar comprando navio da China, no momento em que a gente está montando uma indústria naval aqui", afirmou o presidente Lula. "Eu disse que era preciso pensar no Brasil. Você pode comprar mais barato, mas gera emprego na China", completou, afirmando que pretende reunir os dois executivos.

No que depender do presidente do Atlântico Sul, o encontro já está acertado. "Estou em contato com o Agnelli para conversar e até convidá-lo para conhecer o estaleiro", diz Bellelis.

Informações publicadas na imprensa dão conta de que desde outubro de 2007 a Vale tem procurado estaleiros brasileiros para tentar fazer encomendas, mas não consegue vaga em função dos pedidos da Transpetro e da Petrobras. A Vale teria, inclusive, enviado e-mail ao Atlântico Sul tentando levantar a disponibilidade. Mas a Vale não tentou um contato mais efetivo, tentando agendar uma reunião com a diretoria do estaleiro.

O EAS conta hoje com 22 navios em carteira (encomendados pela Transpetro), além do casco da plataforma P-55, da Petrobras. "Com esses pacotes ocupamos em 60% a nossa capacidade instalada e, dependendo da demanda do mercado, poderemos avaliar a decisão de investir em um novo dique (flutuante ou seco) para garantir a entrega das encomendas. Tudo vai depender das perspectivas do setor", analisa. Maior estaleiro do Hemisfério Sul, o EAS tem capacidade para processar 160 mil toneladas de aço por ano.

PRÉ-SAL

Bellelis destaca, ainda, o interesse de disputar as encomendas do cobiçado pré-sal. O empreendimento se candidatou a uma primeira encomenda de oito plataformas FPSOs pela Petrobras e aguarda a decisão da estatal. Em consórcio com a norueguesa LMG, o EAS ofereceu o segundo menor preço na disputa (US$ 535 milhões) atrás do consórcio formado pela brasileira Engevix e a sueca GVA (US$ 468 milhões).

Apesar de ser o número dois na disputa, o EAS ainda pode levar a encomenda, caso a Petrobras se decida por eles. "A Petrobras tem o direito de escolher a quem quer comprar e, na avaliação das empresas não é levado em consideração apenas o preço, mas os riscos e outras condicionantes", defende Bellelis, ainda apostando na chance de levar o pacote.


Fonte: JC

PetroquímicaSuape abre mais 93 vagas

A PetroquímicaSuape vai lançar, na primeira semana de outubro, o edital do concurso público para preencher 93 vagas na unidade de filamentos têxteis (POY), que a empresa está construindo no Complexo de Suape e deve inaugurar no final de 2010. O concurso, de abrangência regional, vai oferecer oportunidades para profissionais de nível médio e superior.

Nesse primeiro momento, a unidade de POY vai abrir 80 vagas para operador têxtil júnior, oito para auxiliar de produção têxtil e três de engenheiro têxtil júnior. A remuneração varia de R$ 520 a R$ 3.100. Até o final do ano, a PetroquímicaSuape também deverá abrir seleção para a unidade de resinas PET (usada na fabricação de embalagens).

A PetroquímicaSuape está construindo um complexo industrial com três fábricas (PTA, PET e POY), orçado em R$ 4 bilhões. A expectativa é gerar 5 mil empregos na construção e outros 1.800 na operação. Os primeiros concursos estão sendo realizados para que possa ser iniciado um trabalho de capacitação antes de as unidades entrarem em operação.

Este ano, a PetroquímicaSuape fez concurso para a contratação de 24 profissionais. Pelo menos 1.236 candidatos se inscreveram para disputar as vagas e 972 fizeram as provas. Até o final do ano, a companhia vai admitir os aprovados. Do total de vagas oferecidas, 21 foram para operadores de produção júnior e pleno e três engenheiros de processamento júnior. As remunerações variaram de R$ 1.018,55 a R$ 3.775,55.

Na semana passada a empresa começou a convocar os aprovados para apresentação de documentos, realização de exames médicos e avaliação psicológica. Além das 24 vagas, a empresa espera contratar outros 50 operadores júnior entre os aprovados.

Fonte: JC

Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, emprega 9.000 pessoas

Foi hoje o batimento de quilha do primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota em construção no distrito industrial de Pernambuco.O petroleiro, do tipo Suezmax, possui capacidade para transportar um milhão de barris de óleo e será entregue à Transpetro em abril de 2010.


Fonte: Site Bahia Negócios


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Petrobras e PDVSA assinam acordo este mês

A Petrobras e a PDVSA assinarão finalmente, no próximo dia 28, o acordo para formalizar a sociedade na Refinaria Abreu e Lima. Falta agora rever os cálculos de quanto a estatal venezuelana deverá integralizar em dinheiro para entrar na sociedade. O primeiro cálculo, de que seriam necessários US$ 400 milhões (algo próximo de R$ 728,4 milhões, pela cotação de ontem), será revisto, pois a cifra foi calculada com base em números de dezembro passado. Uma consultoria atualizará o aporte da venezuelana com nova base, de janeiro até o mês passado, para chegar ao novo valor. A Petrobras já fechou R$ 4,6 bilhões em contratos.

A associação entre o Brasil e a Venezuela com relação à refinaria pernambucana é prometida há pelo menos seis anos, quando o então governador Jarbas Vasconcelos ainda negociava com o presidente venezuelano Hugo Chávez a possível construção do empreendimento no Estado.

Foi Chávez, inclusive, quem terminou antecipando o anúncio do maior e mais importante investimento industrial já construído em Pernambuco, meses antes de Jarbas e até do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmarem o projeto, em 2005. Somente em um evento no Piauí, no dia 4 de agosto daquele ano, que Lula confirmou que a refinaria ficaria em Pernambuco por desejo de Hugo Chávez.

Entre a decisão política e a formalização do contrato, que será firmado com participações de 60% da Petrobras e de 40% da PDVSA, foram inúmeras idas e vindas. A principal delas era o pleito da petroleira venezuelana de, como contrapartida pelo investimento, ser liberada para atuar diretamente no mercado de distribuição de combustíveis brasileiro – segundo a Petrobras, o acordo foi firmado sem qualquer cláusula em relação a esse assunto.

Em 26 de março do ano passado, os presidentes Chávez e Lula estiveram em Suape, onde anunciaram um contrato de associação, estipulando que o petróleo a ser refinado em Pernambuco viria 50% do campo de Marlim, brasileiro, e o restante da Venezuela. Na época, inclusive, o empreendimento pernambucano ainda estava orçado em US$ 4,05 bilhões e a capacidade de processamento anunciada, de 200 mil barris de petróleo por dia, número que subiu para 230 mil barris diários.

O valor total a ser investido na refinaria também mudou e, embora não seja definitiva, uma nova estimativa da companhia brasileira, divulgada na CPI da Petrobras, é de que o empreendimento custará US$ 12,29 bilhões, ou R$ 22,3 bilhões.

Fonte: JC

Novo estaleiro só com licitação

A licitação da Petrobras para a construção de 28 navios-sonda (usados na perfuração de poços de petróleo) será o fiel da balança para o consórcio Galvão-Alusa bater o martelo pela instalação de um estaleiro no Complexo de Suape. Ontem à tarde, uma comitiva de executivos apresentou o projeto do empreendimento ao governador Eduardo Campos, no Palácio do Campos das Princesas. O orçamento inicial do projeto subiu de US$ 350 milhões para US$ 495 milhões, graças ao aumento de conteúdo tecnológico e a mudanças no leiaute. Confirmada a implantação, o segundo estaleiro pernambucano terá um terço do tamanho do Atlântico Sul.

A expectativa do setor é que a Petrobras lance uma primeira licitação para as unidades de perfuração na primeira semana de outubro, com uma encomenda de sete navios-sonda. "Estamos com o projeto do estaleiro pronto e com uma equipe grande desenvolvendo o projeto das embarcações para ter condição de concorrer à licitação quando a Petrobras lançar", diz o gerente comercial da Galvão Engenharia, André Stellmann Lima.

Sem experiência na indústria naval, o consórcio se associou a parceiros de peso para enfrentar a empreitada. "Tanto a Galvão como a Alusa já trabalhava com a Petrobras e percebemos uma oportunidade nessa área. Por isso nos juntamos à coreana Sungdong, à holandesa SBM e a Komac", frisa. Ele afirma que a composição acionária ainda não está definida, mas que a Galvão e a Alusa serão majoritárias.

O Grupo Sungdong está entre os dez maiores construtores de navios do mundo, enquanto a Komac é especialista em design e engenharia e a SBM tem expertise como projetista de embarcações. Já os majoritários no consorcio são das áreas de construção civil e energia.

O diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da Alupar - braço de investimento da Alusa -, Guilherme Di Cavalcanti, diz que se vencer a licitação da Petrobras, o estaleiro começará a ser construído em Suape em maio de 2010, com previsão de iniciar a operação de construção das embarcações num prazo de um ano e meio. Já a conclusão do projeto completo do estaleiro deve acontecer num prazo de 3 a 4 anos.

Com capacidade para processar 50 mil toneladas de aço por ano, o estaleiro da Galvão-Alusa estará preparado para fabricar navios-sonda, barcos de apoio offshore e módulos para plataformas de petróleo. O interesse é participar da cobiçada operação dos campos do pré-sal. "As unidades de perfuração são complexas e têm alto valor agregado, com os preços no mercado internacional variando de US$ 700 mil a US$ 1 bilhão", destaca Lima.

Na avaliação do governador Eduardo Campos, o segundo estaleiro reforça o projeto Suape Global, que tem como proposta desenvolver uma cadeia fornecedora de bens e serviços para as indústrias de petróleo e gás, naval e offshore. O empreendimento também vai impactar na geração de empregos, com expectativa de gerar mil postos de trabalho na construção e outros 2,5 mil a 3 mil na operação.

Lima afirma que num primeiro momento o estaleiro Galvão-Alusa não vai fazer concorrência direta ao Atlântico Sul. "Num primeiro momento estamos apostando num nicho de mercado diferente do deles, que tem foco nos grandes navios. Mas em algum momento poderá ocorrer uma disputa mais direta", conclui o executivo.

Fonte: JC

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pernambuco deve ganhar novo estaleiro


Pernambuco deve ganhar seu segundo estaleiro já em 2011. Nesta quinta-feira, empresários brasileiros e coreanos confirmaram ao governador Eduardo Campos o interesse das companhias Alusa Engenharia, Galvão Engenharia, Samgdong, Komac e SBM Off Shore NV em construir uma outra fábrica de navios no Porto de Suape. O objetivo é atender a demanda na exploração de reservas de petróleo que já vêm sendo exploradas e também na Camada Pré-sal. "A licitação da Petrobras (para compra de novos navios e equipamentos) deve sair no final deste mês ou no início de outubro por isso, resolvemos investir efetivamente no projeto", justificou Luiz Auguso Distrutti, diretor de negócios offshore da Galvão Engenharia. Ele informou também que o desenho do novo estaleiro ficará pronto dentro de 60 dias. 
 
Com um investimento de 495 milhões de dólares (cerca de R$ 1 bilhão de reais), o estaleiro poderá gerar até três mil empregos diretos e outros seis mil indiretos. O início das obras está marcado para maio do ano que vem e a construção levará entre 12 a 15 meses. A localização estratégica de Suape capacita o porto pernambucano a produzir bens e serviços não só para os mercados da América Latina, como também para empresas da África e do Golfo do México.  
 
A planta industrial irá ocupar uma área de mil metros quadrados na Ilha de Tatuoca (mesmo local do Estaleiro Atlântico Sul) e produzirá embarcações do tipo "supply boats" (barcos de suprimento), responsáveis pelo transporte de comida, água e peças para as plataformas instaladas em alto mar, além de perfuratrizes e de plataformas utilizadas na prospecção de petróleo no fundo do mar. O tamanho desses navios chega a 150 metros, enquanto a capacidade de transporte varia entre 3.500 e 40 mil toneladas.
 
Caberá ao Governo do Estado a construção do acesso rodoviário, a dragagem do canal de acesso e a concessão de incentivos fiscais através do Programa de Desenvolvimento da Indústria Naval e de Mecânica Pesada Associada (Prodinpe). O encontro de hoje aconteceu cinco meses após a assinatura, nos Estados Unidos, de um protocolo de intenções entre as empresas e o Governo do Estado e um dia antes da cerimônia de batimento de quilha do primeiro navio construído no Estaleiro Atlântico Sul. 
 
A sociedade formada para a construção do estaleiro se dará da seguinte forma: a holandesa SBM Off Shore NV leva o seu know-how de líder mundial na fabricação de sondas. As brasileiras Alusa e Galvão ficarão responsáveis pelas obras físicas. A Samgdong entrará no projeto com a tecnologia necessária para a fabricação de navios, enquanto a também coreana Komac ficará responsável pela expertise na construção do estaleiro. Após a reunião, o governador Eduardo Campos destacou que o anúncio do novo estaleiro reflete o sucesso do projeto Suape Global, lançado pelo Governo do Estado para consolidar o porto pernambucano como o novo local para empreendimentos nas áreas de exploração de petróleo, gás, naval e offshore. 
 
"Nós fizemos um trabalho de prospecção dirigida para uma área que cresce muito no mundo. Olhamos a oportunidade de petróleo, gás e offshore, participamos das grandes feiras mundiais dessa área e contactamos os grandes grupos nacionais que estavam estudando levar seus investimentos para essa área. Estamos colhendo o que nós plantamos". 
Fonte: Folha de PE


Moinho da Bunge será inaugurado por Lula

Em operação desde o início deste ano, o moinho da Bunge no Complexo de Suape será inaugurado oficialmente amanhã, durante a quinta visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pernambuco este ano. Ostentando o título de mais moderno moinho da América do Sul, a unidade recebeu investimento de R$ 165 milhões, com capacidade instalada para moer até 2.600 toneladas de trigo por dia.

Com a entrada em funcionamento do moinho em Suape foram encerradas as operações da Bunge no Porto do Recife, iniciadas em 1914. A movimentação no porto da capital cessaram em junho deste ano e a empresa ainda estuda o que será feito com o patrimônio no Recife.

"O novo moinho está processando entre 45 mil e 50 mil toneladas de trigo por mês. Estamos recebendo uma média mensal de dois navios com matéria-prima para abastecer a unidade", afirma Ricardo Von Sohsten, gerente em Pernambuco da Fertimport - operadora logística da Bunge. Ele destaca que os modernos equipamentos garantem um ganho de eficiência ao moinho.

"No Porto do Recife, o portalink da empresa tinha capacidade de transportar 350 tonelada por hora, enquanto os de Suape conseguem fazer 800 t/h", compara Von Sohsten, explicando que o portalink é um equipamento que arrasta o trigo dos porões do navio até a esteira, que leva o produto para dentro dos silos. O novo moinho tem capacidade para estocar 50 mil toneladas de trigo. O complexo abriu 220 postos de trabalho diretos e outros 1.000 indiretos.


Fonte: JC

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Refinaria atrai engenheiros de materiais

A instalação do estaleiro naval e da refinaria de petróleo, os investimentos no polo petroquímico e a chegada de metalúrgicas e de novas indústrias em Suape indicam que a procura pelo engenheiro de materiais vai crescer. A Universidade Federal de Pernambuco será a primeira instituição de ensino superior do Estado a implantar o curso de engenharia de materiais. Para o próximo ano, haverá 20 vagas, com início das aulas no primeiro semestre. 

"No Nordeste, o curso existe na Paraíba, no Ceará e no Rio Grande do Norte. A aceleração das atividades econômicas nos últimos anos e a falta do curso em Pernambuco têm obrigado indústrias a importar de outros Estados engenheiros de materiais", ressalta o coordenador da graduação na UFPE, Cezar Gonzalez. Grandes empresas como Gerdau, Alcoa, Latasa, Petroflex, Celite e Chesf necessitam desses profissionais.

A pesquisa e o aperfeiçoamento de produtos, de processos de fabricação e de aplicações tecnológicas, tanto para materiais existentes, como para elaboração de novos materiais, são as principais atribuições de um engenheiro de materiais. Em média, um profissional em início de carreira ganha 10 salários mínimos como remuneração.

Além de atuar no fornecimento de matérias-primas e na indústria de transformação, o engenheiro pode prestar serviços, assistência e consultorias. Outras opções são trabalhar em instituições de ensino, de pesquisa e de desenvolvimento científico e tecnológico.

No vestibular, o novo curso faz parte do conjunto das engenharias (CTG), do grupo 3. Isso significa que os aprovados cursam a universidade por um ano, sem definir qual das engenharias vai seguir. Só depois desse período e após conhecer todas as engenharias, os estudantes são encaminhados para cada área (civil, de alimentos, elétrica, mecânica, química, eletrotécnica, produção, de energia ou de materiais). Na segunda fase do vestibular, as provas específicas são de química, física e matemática.

O horário das aulas será intercalado: em um semestre, acontece de manhã e no outro, à tarde. A partir do 3º período da graduação, os estudantes terão disciplinas com conteúdos do ciclo profissional. Estão programadas aulas expositivas, prática experimental e visitas técnicas a várias indústrias da Região Metropolitana do Recife.

Do 3º semestre em diante, os alunos serão orientados por um professor do curso ou colaborador que pode estar vinculado a outra graduação da UFPE. Esse orientador contribuirá na formação do aluno ajudando-o na orientação da matrícula, no incentivo à realização de estágios e tarefas extras e na indicação de disciplinas eletivas.

Fonte: JC

domingo, 6 de setembro de 2009

Suape poderá ter usina nuclear

Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD/Diper), entidade ligada ao Governo do Estado, teria emitido Nota Técnica favorável à implantação de uma central nuclear naquela área.

O Nordeste vai mesmo entrar na era nuclear. A Região passará a contar, até 2030, com duas usinas nucleares de última geração, com capacidade de produção de mil megawatts, cada. É neste sentido que o Governo Federal vem trabalhando há alguns anos, em surdina. De acordo com a Eletronuclear, cada usina deve contar com investimentos da ordem de R$ 4 bilhões. Assim, a exemplo do que já aconteceu com a instalação da refinaria da Petrobras – hoje em fase de instalação em Suape – a implantação das duas usinas nucleares começa a gerar nova "guerra" entre os Estados nordestinos.

Logo de cara, mais de vinte localidades nos Estados de Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas estão sendo analisados. Mas, a conclusão dos estudos técnicos desenvolvidos pela Eletronuclear só devem estar concluídos dentro de dois anos. O que se sabe, de antemão, é que a área "de interesse" é a faixa litorânea que vai de Pernambuco à Bahia.
Conversas de bastidores em Brasília indicam que Suape será contemplada com uma dessas usinas. Neste sentido, a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD/Diper), entidade ligada ao Governo do Estado, teria emitido Nota Técnica favorável à implantação de uma central nuclear naquela área.

Todas essas questões serão esclarecidas durante o 2° Congresso de Direito da Energia (Energycon), que acontece dias 2 e 3 de outubro no Recife Palace Hotel, em Boa Viagem. O painel "Expansão da geração de energia nuclear no Brasil" contará com os debates dos presidentes Othon Luiz Pinheiro da Silva (Eletronuclear), Odair Dias Gonçalves (Comissão Nacional de Energia Nuclear), Alfredo Tranjan Filho (Indústrias Nucleares Brasileiras) e Antonio Müller (Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares).

De acordo com o responsável pelo escritório de representação da Eletronuclear no Nordeste, instalado no Recife, professor Carlos Mariz, o local escolhido para implantação de cada central nuclear deve contar com estrutura capaz de receber outras cinco usinas de igual porte, porque a partir de 2030 poderá haver expansão na quantidade dessas centrais nucleares. Para alguns analistas, é exatamente aí onde Suape se encaixa.

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