quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Petrobras e PDVSA superam divergências

RIO - O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou ontem, por ocasião da apresentação do projeto Suape Global, na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, que PDVSA e Petrobras superaram todas as dificuldades de ordem societária e que até a segunda semana de setembro os presidentes do Brasil e da Venezuela, Lula e Chavéz, devem realizar uma cerimônia de assinatura do contrato, formalizando a entrada da estatal venezuelana no capital da Refinaria Abreu e Lima.

Costa confirmou que as condições gerais são as mesas já anunciadas no ano passado, com a PDVSA ficando com 40% do projeto e a estatal brasileira com 60%. Isso garantirá dois assentos no conselho de administração da empresa venezuelana e que a Petrobras toque as obras de construção como já vem acontecendo. Ele disse que o acordo não inclui nenhuma cláusula que vincule a presença da PDVSA no mercado de distribuição brasileiro.

Presente no mesmo evento, o diretor da PDVSA no Brasil, Sérgio Tomas, reconheceu o acordo em relação à Renest (é esse o nome oficial da refinaria dentro da Petrobras), mas disse que a PDVSA, que já possui rede de distribuição no Nordeste do Brasil, pretende, dentro das condições da ANP, pleitear ampliar esse mercado, que considera estratégico. Roberto Costa, entretanto, disse que uma coisa não tem ligação com a outra. De qualquer forma, as duas empresas, através de suas assessorias jurídicas, estão atualmente formalizando as condições do contrato societário que Chavéz e Lula devem assinar em setembro.

Na reunião de ontem, no Rio de Janeiro, o governador Eduardo Campos confirmou que o presidente Lula deve voltar a Pernambuco em setembro, quando deve inaugurar obras no Porto de Suape e visitar a nova fábrica da Bunge, que já está em operação concentrando todas as operações em sua nova base no Estado. Lula deve participar da assinatura de pelo menos um contrato da refinaria, que segundo Paulo Roberto Costa já foi definido com os fornecedores.

Costa disse ainda que as dificuldades com os cinco contratos de grande porte do projeto, que a empresa foi obrigada a relicitar por recomendação do TCU, estão sendo resolvidos. Ele acredita que até setembro as ordens de serviço poderão ser dadas, o que deve acelerar o ritmo das obras na refinaria, especialmente por força do fim do inverno na região.

Na apresentação que fez, Eduardo Campos falou das necessidades de investimento do complexo e citou que no ano passado os investimentos atingiram pela primeira vez R$ 1 bilhão. Também apresentou o programa de investimentos na área de formação de mestres e doutores, que prevê a formação de 3.000 alunos de quarto e quinto graus.

Finalmente, Campos disse que a razão da formação do projeto Suape Global é uma aposta para a captação de recursos públicos e privados no segmento de petróleo, gás, naval a off-shore onde segundo o BNDES existem em analises projetos no valor de US$ 240 bilhões.

Fonte: JC



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