quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Compesa garante água para Suape

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está desenvolvendo um projeto que vai garantir o abastecimento d'água do Complexo Industrial Portuário de Suape e região pelos próximos 30 anos.


Quando o sistema Pirapama entrar em operação, no fim de 2010, é que as barragens de Bita e Utinga poderão atender exclusivamente Suape. Foto: Júlio Jacobina/DP/D. A Press - 19/12/08

O sistema produtor do Rio Ipojuca custará cerca de R$ 200 milhões e deve começar a ser construído em 2010. A primeira obra será a barragem do Engenho Maranhão, orçada em cerca de R$ 40 milhões, que já tem projeto executivo e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) está em fase de elaboração.

Da barragem do Engenho Maranhão partirá uma adutora de água bruta para atender diretamente a Suape. "Temos que olhar para a frente. O ciclo da refinaria vai exigir muita água bruta. Depois da barragem vamos construir, em 2011, o sistema produtor com as adutoras", explica o secretário de Recursos Hídricos e presidente da Compesa, João Bosco de Almeida.

Uma segunda etapa do sistema do Ipojuca, prevista para além de 2012, vai atender parte do Litoral Sul do estado com águatratada, desde Toquinho à Praia do Paiva. Segundo Bosco, essa etapa ficará para depois porque hoje a demanda ainda não justifica a obra. A preocupação maior é com o futuro de Suape. Somente quando o sistema Pirapama entrar em operação, no fim de 2010, é que as barragens de Bita e Utinga poderão atender exclusivamente ao complexo industrial portuário.

O secretário explica que a capacidade de fornecimento de água de Bita e Utinga para Suape é de 1.500 litros de água tratada por segundo, entretanto apenas 750 litros por segundo estão sendo utilizados. "Por outro lado, a demanda por água bruta tem crescido e muito. Estamos ampliando o sistema de abastecimento de água bruta em Suape para atender à PetroquímicaSuape e à M&G", antecipa Bosco. 

A PetroquímicaSuape, complexo que envolve uma planta de PET, outra de PTA e outra de filamentos de poliéster, terá à sua disposição 500 litros por segundo de Bita e Utinga com essa ampliação, água que será tratada dentro das próprias unidades industriais. A obra, orçada em R$2,2 milhões, está em fase final e deve ser concluída em setembro.

Nesse caso, são recursos próprios da Compesa, mas é fato que o governo federal, principalmente através do Ministério das Cidades, vem assegurando o repasse de dinheiro para tocar projetos hídricos importantes propostos por Pernambuco. E Suape tem tido papel de destaque nesse cenário, por seu potencial de crescimento econômico. A infraestrutura necessária à sua expansão passa necessariamente pelo abastecimento de água.

Caixa - A partir de 2011, quando o Sistema Adutor de Pirapama - um investimento de R$ 430 milhões - estiver em operação, a Compesa poderá correr atrás de mais financiamentos para bancar obras de maior vulto. Hoje, a empresa tem captados R$ 130 milhões em empréstimos, com uma folha de apenas R$ 50 milhões. "Mais do que isso não dá para contratar, pois nossa receita líquida anual é de apenas R$ 30 milhões. Depois de Pirapama, nossa receita será alavancada para R$ 70 milhões, aumentando nossa margem de endividamento", conclui João Bosco de Almeida. 

Fonte: DP

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