quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Compesa garante água para Suape

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está desenvolvendo um projeto que vai garantir o abastecimento d'água do Complexo Industrial Portuário de Suape e região pelos próximos 30 anos.


Quando o sistema Pirapama entrar em operação, no fim de 2010, é que as barragens de Bita e Utinga poderão atender exclusivamente Suape. Foto: Júlio Jacobina/DP/D. A Press - 19/12/08

O sistema produtor do Rio Ipojuca custará cerca de R$ 200 milhões e deve começar a ser construído em 2010. A primeira obra será a barragem do Engenho Maranhão, orçada em cerca de R$ 40 milhões, que já tem projeto executivo e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) está em fase de elaboração.

Da barragem do Engenho Maranhão partirá uma adutora de água bruta para atender diretamente a Suape. "Temos que olhar para a frente. O ciclo da refinaria vai exigir muita água bruta. Depois da barragem vamos construir, em 2011, o sistema produtor com as adutoras", explica o secretário de Recursos Hídricos e presidente da Compesa, João Bosco de Almeida.

Uma segunda etapa do sistema do Ipojuca, prevista para além de 2012, vai atender parte do Litoral Sul do estado com águatratada, desde Toquinho à Praia do Paiva. Segundo Bosco, essa etapa ficará para depois porque hoje a demanda ainda não justifica a obra. A preocupação maior é com o futuro de Suape. Somente quando o sistema Pirapama entrar em operação, no fim de 2010, é que as barragens de Bita e Utinga poderão atender exclusivamente ao complexo industrial portuário.

O secretário explica que a capacidade de fornecimento de água de Bita e Utinga para Suape é de 1.500 litros de água tratada por segundo, entretanto apenas 750 litros por segundo estão sendo utilizados. "Por outro lado, a demanda por água bruta tem crescido e muito. Estamos ampliando o sistema de abastecimento de água bruta em Suape para atender à PetroquímicaSuape e à M&G", antecipa Bosco. 

A PetroquímicaSuape, complexo que envolve uma planta de PET, outra de PTA e outra de filamentos de poliéster, terá à sua disposição 500 litros por segundo de Bita e Utinga com essa ampliação, água que será tratada dentro das próprias unidades industriais. A obra, orçada em R$2,2 milhões, está em fase final e deve ser concluída em setembro.

Nesse caso, são recursos próprios da Compesa, mas é fato que o governo federal, principalmente através do Ministério das Cidades, vem assegurando o repasse de dinheiro para tocar projetos hídricos importantes propostos por Pernambuco. E Suape tem tido papel de destaque nesse cenário, por seu potencial de crescimento econômico. A infraestrutura necessária à sua expansão passa necessariamente pelo abastecimento de água.

Caixa - A partir de 2011, quando o Sistema Adutor de Pirapama - um investimento de R$ 430 milhões - estiver em operação, a Compesa poderá correr atrás de mais financiamentos para bancar obras de maior vulto. Hoje, a empresa tem captados R$ 130 milhões em empréstimos, com uma folha de apenas R$ 50 milhões. "Mais do que isso não dá para contratar, pois nossa receita líquida anual é de apenas R$ 30 milhões. Depois de Pirapama, nossa receita será alavancada para R$ 70 milhões, aumentando nossa margem de endividamento", conclui João Bosco de Almeida. 

Fonte: DP

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Refinaria processará 230 mil barris/dia

A Refinaria Abreu e Lima processará 230 mil barris de petróleo por dia a partir de 2011. A confirmação é dada pela Petrobras em resposta às dificuldades na contratação de empresas que devem trabalhar na construção da unidade de refino, localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape. A estatal enfrenta acusações de superfaturamento para a execução de serviços por parte desses grupos. Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) informa que haveria um valor excedente de R$ 121 milhões em contratos que totalizam 2,7 bilhões.

Porém, a Petrobras faz questão de frisar que o atraso nas obras da refinaria é devido ao solo encontrado e às chuvas. "Um dos grandes desafios para sua construção, na fase de terraplanagem, é o tipo de solo da região. Parte dele é expansivo, ou seja, com grande variação de volume e mobilidade, por isso é mais difícil de se trabalhar. Somente após o início da obra verificou-se que a quantidade era maior que a prevista", explica nota oficial da companhia de petróleo.

"Soma-se a isso fatores como estação de chuvas e especificidades para implantação de uma refinaria. No entanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) utilizou em sua auditoria os mesmos parâmetros usados para a construção de estradas. São critérios que a Petrobras entende que não se aplicam à terraplanagem de uma refinaria, obra muito mais complexa e com especificidades muito diferentes das de uma rodovia", diz o comunicado, negando a possibilidade de superfaturamento ou sobrepreço.

O último orçamento do investimento na refinaria é de R$ 4,683 bilhões, referente ao maquinário, terraplanagem, casa de força, entre outros.


Fonte: JC

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Litoral Sul pode ter aeroporto

O Governo do Estado está interessado na construção de um aeroporto no Litoral Sul, que serviria tanto para receber turistas, como para atender à demanda do Porto de Suape. Existem dois projetos. O primeiro e mais adiantado foi elaborado pela Secretaria de Transportes (Setra), que desde novembro aguarda um sinal verde do governador Eduardo Campos para estudos mais concretos em Nossa Senhora do Ó, no município de Ipojuca. O gestor estaria aguardando a conclusão de uma outra proposta para instalação em Ponte dos Carvalhos, no Cabo de Santo Agostinho, preparada pela administração de Suape, para tomar sua decisão.
A intenção da Setra é de que a implantação do aeroporto em Nossa Senhora do Ó aconteça aos poucos, com conclusão definitiva em 20 anos. Os investimentos iniciais, no valor de R$ 65 milhões, contemplariam uma pista de 2,8 mil metros, capaz de atender 3,5 mil voos por ano, o que resultaria em 775 mil turistas dentro do mesmo período. Com todo o projeto implementado, o número investido sobe assustadoramente: mais de R$ 1 bilhão. Dependendo dos incrementos na região, a todo o vapor o local teria duas pistas de três mil metros com capacidade para 11 mil voos e 2,5 milhões de passageiros por ano.
A área demarcada para a construção fica a 37 quilômetros (em linha aérea) do Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre, no Recife. No entanto, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determina que a distância entre os sistemas de pouso e decolagem seja de no mínimo 50 quilômetros. "Como ele tem outra finalidade, de Turismo e atendimento à Suape, além de servir como um aeroporto auxiliar ao da Capital, não há nenhum problema. Até porque vai ser controlado pelo mesmo Cindacta (Centro Integrado de Controle do Espaço Aéreo)", explicou o gerente do Sistema de Aeródromos Estaduais da Setra, Mauro Jordão.
As próximas etapas seriam os estudos topográfico e geotécnico, a criação do projeto executivo e a elaboração do Plano Diretor. Para isso, o Governo do Estado teria que desembolsar cerca de R$ 1,5 milhão. Segundo o secretário de Transportes, Sebastião Oliveira, a construção de um novo aeroporto em Pernambuco consta no Plano Plurianual da União (PPA) para os anos de 2015 e 2019. O PPA tem como referência o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT). "A previsão pode ser antecipada. A contrapartida do Estado é adquirir o terreno, fazer os estudos e o projeto executivo. Liberaremos isto ainda neste Governo", assegurou o secretário.
Fonte: Folha de Pernambuco 

Canadá inaugura escritório no Estado

O governo do Canadá inaugurou ontem um escritório no Recife que vai funcionar no JCPM Trade Center, no Pina. "O Brasil é uma das economias mais vibrantes do mundo. Vai continuar a crescer, especialmente o Nordeste, onde a economia está mais forte. O escritório vai servir aos canadenses e aos brasileiros que queiram fazer negócios no Canadá", afirmou o ministro do comércio internacional e da passagem Ásia-Pacífico do Canadá, Stockwell Day. Em 2008, as exportações do Canadá para o Brasil registraram um aumento de 70% sobre o ano anterior.
"Há um grande número de oportunidades para empresas canadenses no Nordeste brasileiro em setores como tecnologia da informação e comunicação, petróleo, gás, tecnologias agrícolas, indústrias da saúde, ciência e tecnologia", comentou Stockwell.
O País é o terceiro maior parceiro do Canadá na América. Os produtos que o Canadá mais exporta para o Brasil são fertilizantes, carvão, óleos, sal, enxofre, maquinários, cimento, papel e papelão. No sentido inverso, o que o Brasil mais vende para o Canadá são produtos químicos inorgânicos, açúcares, maquinário, veículos, ferro e aço.
O Canadá já tem quatro escritórios comerciais no País (Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo) e em setembro, deve inaugurar mais uma representação em Porto Alegre. Até o final de 2008, as empresas brasileiras investiram 11,9 bilhões de dólares canadenses ($CAD), enquanto as empresas canadenses realizaram investimentos de $CAD 9,2 bilhões no Brasil.

O ministro afirmou também que várias empresas canadenses estão cientes das oportunidades que o Porto de Suape pode gerar em novos negócios, acrescentando que pode haver um intercâmbio entre os portos canadenses e Suape. Hoje, o ministro fará uma visita oficial a Suape. Uma das primeiras ações do escritório será organizar uma missão do governo do Estado para a cidade de Calgary, que possui um pólo de empresas de petróleo. A data ainda será definida.
"O Canadá é um parceiro comercial importante", disse o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra
Coelho, que participou da solenidade de abertura do escritório. Ele também informou que o governo está querendo atrair uma fábrica de fertilizantes para o Estado, aproveitando a uréia, que será um subproduto fabricado pela Refinaria Abreu e Lima, a qual está sendo implantada em Suape.
 
Fonte: JC
 

Petrobras reduz os preços da refinaria

A Petrobras conseguiu reduzir em quase um terço os preços dos quatro maiores pacotes, bilionários, de contratos ainda por assinar na Refinaria Abreu e Lima. A queda no valor global foi significativa, de R$ 17,050 bilhões para R$ 11,701 bilhões. Curioso é que as novas propostas foram apresentadas exatamente pelos consórcios que colocaram na mesa os números iniciais, que eram 31% acima dos valores agora revisados e 68,52% maiores que o orçamento da estatal para esses quatro contratos, de R$ 10,117 bilhões. Os resultados das novas licitações constam na primeira remessa de documentos do Tribunal de Contas da União (TCU) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, uma papelada que, somando relatórios da auditoria na refinaria, feita pelo TCU, chega perto de 4 mil páginas.

As alterações nos valores e também a análise do tempo de negociações evidenciam as dificuldades da estatal nas tratativas para os grandes pacotes de construção e montagem daquele que é o mais importante e esperado empreendimento industrial de Pernambuco. A refinaria vai gerar 1.600 empregos diretos e indiretos na fase de operação, além das milhares de vagas durante as obras, e será constituída de dois grandes parques, totalizando uma capacidade de processamento de 200 mil barris de petróleo por dia, 50% do campo de Marlim, 50% de Carabobo, Venezuela. Ela produzirá, diariamente, 2.300 metros cúbicos (m³) de nafta petroquímica, 1.600 m³ de gás de cozinha, 22 mil m³ de diesel, 950 toneladas de bunker e 5.500 toneladas de coque de petróleo.
Por ser tão esperada e ter ainda um grande significado político, o prazo para o início gradativo da operação começaria a correr a partir já do próximo ano. Mas só as negociações tiveram um atraso superior a seis meses por causa das divergências de valores. "As propostas de todas as empresas, em todos os convites, apresentaram preços manifestamente superiores ao estimado pela Petrobras", aponta o relatório da auditoria da Secretaria de Fiscalização de Obras e Patrimônio da União (Secob), ainda sob análise do relator, o ministro do TCU Benjamin Zymler.
A revelação dos valores das novas propostas justifica o teor das declarações ao JC dadas pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, no dia 5 de junho passado, no Recife. "Não vamos fazer a refinaria (Abreu e Lima) a qualquer preço", afirmou, na ocasião. Segundo ele, se necessário, a estatal faria uma licitação internacional. "Se as empresas achavam que a Petrobras ia fazer a refinaria com preço excessivo, caíram do cavalo. Nós temos interesse de entregar a refinaria no menor tempo possível, mas não vamos fazer a qualquer custo", comentou.
No caso dos pacotes bilionários que precisaram voltar à estaca zero, as licitações tiveram início em julho do ano passado. Mas as primeiras propostas ficaram muito acima do esperado e, apesar de a legislação permitir à Petrobras uma negociação após os lances de cada empresa ou consórcio, as concorrências públicas foram canceladas pela estatal.
Depois do cancelamento e reinício das licitações e negociações, a unidade de coqueamento retardado, que apresentou o maior valor na primeira concorrência, de R$ 5,937 bilhões, baixou para R$ 3,487 bilhões. Ambas as propostas vieram da Camargo Corrêa e CNEC.
A construção das tubovias, que atraiu o consórcio Queiroz Galvão e IESA com uma proposta de R$ 4,986 bilhões na primeira rodada, na segunda licitação caiu para uma oferta de R$ 3,498 bilhões, conforme o TCU, e tomou a posição de contrato mais caro após as renegociações. A unidade de destilação atmosférica custaria R$ 1,899 bilhão pela proposta inicial da OAS e Odebrecht, mas, após ser relicitada, o valor baixou para R$ 1,505 bilhão. O mesmo consórcio faria as unidades de hidrorefino e de geração de hidrogênio por R$ 4,226 bilhões, mas recalculou o serviço para R$ 3,209 bilhões.
"A partir da análise dos documentos fornecidos à equipe da auditoria" referentes à primeira e segunda concorrências, observa o relatório dos técnicos do TCU, "pode-se constatar que não houve alterações significativas, no cenário das licitações, no que tange às empresas-consórcios que apresentaram a proposta de menor preço."
Em 6 de fevereiro passado, o JC revelou que a soma de todas as propostas, entre contratos já assinados e aqueles ainda em negociação, chegou a R$ 23 bilhões, o equivalente a duas refinarias e meia pelo orçamento inicial da Petrobras. Um mês depois, a estatal revelou que relicitaria parte dos pacotes.
 
Fonte: JC

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Empresas pernambucanas querem oportunidades na Refinaria de Suape

Nesta quinta (20) e sexta-feira (21), acontece a segunda fase do 1º Encontro de Negócios em Pernambuco, evento com o objetivo de inserir as empresas pernambucanas como fornecedoras de bens e serviços nas oportunidades geradas pela Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Suape.

Há demandas nas áreas de metalmecânica, construção civil, transporte, alimentação, segurança patrimonial e serviços diversos, como plano de saúde, sistema de aro-condicionado, além de projetos de engenharia e executivo.

Nesta segunda fase, as empresas terão 15 minutos para apresentar seu portfólio e conversar diretamente com os nove consórcios e empresas âncoras contratados para construir a Refinaria. Os requisitos para a contratação de subfornecedores da Petrobras incluem fatores relativos à constituição da empresa, saúde fiscal, saúde econômico financeira, capacidade produtiva, análise do corpo técnico e contratação de mão-de-obra.

Nesses dois dias, será disponibilizado um posto de atendimento na Fiepe, para prestar serviço de orientação aos fornecedores com interesse de se registrar no Cadastro Corporativo de Bens e Serviços da Petrobras. A previsão é de que os técnicos realizem os atendimentos em torno de 20 a 30 minutos por empresa, e que as dúvidas de maior complexidade sejam esclarecidas posteriormente através da Central de Atendimento ao Fornecedor.

O evento é uma iniciativa da Petrobras, com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Sebrae-PE e Governo do Estado. Na primeira fase do encontro, ocorrida no último dia 5 de agosto, mais de 360 empresas pernambucanas, ou que possuem filial em Pernambuco, assistiram às apresentações da Refinaria e de suas contratadas.

SERVIÇO

Segunda fase do 1º Encontro de Negócios em Pernambuco
Quando: quinta (20) e sexta (21), das 8h às 18h
Onde: Fiepe - Av. Cruz Cabugá, 767, Santo Amaro, Recife.
Informações: (81) 3412-8458/8459

Fonte: PE 360 Graus

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Atlântico Sul entra na disputa

Inicialmente prevista para ocorrer no último dia 30 de junho, a entrega de propostas do plano de construção de navios-tanques só ocorreu ontem. A Petrobras prevê o afretamento de 19 embarcações com armadores, que farão encomendas a estaleiros. A reportagem também confirmou a participação do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) na disputa através de um armador, mas, por questões estratégicas, o nome do parceiro não foi revelado. Há cerca de dois meses, o presidente do EAS, Angelo Bellelis, afirmou que armadores nacionais e internacionais estavam sondando sobre essa demanda.

Bellelis também espera que a licitação seja concluída no segundo semestre. As encomendas seriam entregues até o ano de 2014. Os armadores Mauá e Global (sediados no Rio de Janeiro) entraram no certame. É sabido que existe uma predileção da Petrobras pelos estaleiros nacionais para atender ao pleito de navios de menor porte, incluindo cinco navios para transporte de combustíveis escuros, cinco para combustíveis claros, três gaseiros e seis transportadores de combustíveis para embarcações. Se o Estaleiro Atlântico Sul vencer a disputa, será a sua quarta encomenda em carteira.

Localizado no Complexo Industrial Portuário de Suape, o Estaleiro Atlântico Sul é um investimento de R$ 1,4 bilhão, com área de 160 hectares. Até julho de 2009, 70% do empreendimento já estava concluído, gerando 2,8 mil empregos diretos e 6 mil nas obras de implantação, sendo que a projeção para a criação de empregos em 2010 é de 5 mil diretos. O primeiro navio a ser entregue será um petroleiro Suezmax, no próximo mês de abril. A última encomenda a ser concluída é o Aframax para o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef II). O último deles vai estar pronto em março de 2014.

Fonte: Folha de Pernambuco

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Empresa demonstra interesse em Suape

Pernambuco está avançado na negociação de instalação com uma empresa da área têxtil e já está finalizando o termo de protocolo de investimento para poder anunciar a conquista. Questionado pela reportagem sobre o assunto, o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Fernando Bezerra Coelho, não revelou o nome da companhia, mas confirmou o fato e deu detalhes a respeito do empreendimento. "Trata-se de uma empresa na área têxtil que vai aproveitar os insumos do polo petroquímico de Suape e ficará localizada no interior. É um investimento de R$ 60 milhões e deverá gerar 300 empregos", afirmou.

Até o fim deste mês outros projetos pendentes também devem ser consolidados. A questão do aproveitamento de uma área localizada no "coração" da zona portuária de Suape, em Ipojuca, para ser transformada num polo de serviços é algo que espera apenas o aval do governador Eduardo Campos. O terreno é referente à via de entrada onde hoje está situada a zona administrativa do porto - são 450 hectares de terra.

Há cerca de 45 dias, o diretor da Projetec, João Recena (que em consórcio com a empresa carioca Planave elabora o novo Plano Diretor do complexo), já falava que o lugar tinha espaço para abrigar praças de alimentação, lazer, além de hotel, correio e até um setor para os caminhões. "Conseguindo a autorização do governador, em setembro passaremos a buscar interessados em potencial, investidores privados", acrescentou Bezerra Coelho. 

Fonte:JC

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Bom agora é ser vizinho de Suape

Casa, comida e roupa lavada. Ou melhor água, luz, gás natural e rodovia federal na porta foram decisivos na hora da gigante Kraft Foods optar pelo município de Vitória de Santo Antão para abrigar a planta que entra em operação em 2011 e vai produzir os chocolates Lacta e bebidas em pó como Tang e Fresh. Mas nessa conta está também a possibilidade dela se benficiar do conjunto de incentivos fiscais com isenção de ICMS de até 85%, o que tornará a unidade uma base com custos extremamente diferenciados.

Essa parece ser uma opção que, a cada dia, mais empresas de grande porte seguem na hora em que decidem fechar a microlocalização de novas unidades em Pernambuco. Certo, o atrativo continua sendo a proximidade do Porto de Suape, mas se a empresa não precisa de porto para ficar lá, hoje está saindo, pelo menos, 10% mais caro, além dos custos do terreno. É por isso que municípios como Escada e Vitória de Santo Antão estão ganhando fábricas como a Sadia, Kraft, Tigre entre outras, que se fossem instaladas num dos municípios da RMR teriam menos benefícios fiscais. E por terem terrenos disponíveis para construção.

Talvez por isso o presidente da Kraft Foods Brasil, Mark Clouse, estivesse ontem tão animado, a ponto de garantir ao governador Eduardo Campos que as obras da sua nova fábrica não vão sofrer atraso e até se referiu ao modelo de gestão implantado no governo de Estado, onde, a cada semana, o governador checa 706 cronogramas de obras e ações do seu governo marcando em verde (em dia), amarelo (no prazo de conclusão) e vermelho as atrasadas.

Fonte: JC

domingo, 9 de agosto de 2009

Suape e Fiepe

Nesta quarta-feira, 5/08/2009, cerca de 400 pessoas participaram do Encontro de Negócios realizado pela Petrobras, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco. No evento, representantes da estatal e de nove empresas e consórcios divulgaram os produtos e serviços que vão precisar comprar localmente para a implantação da refinaria. "A nossa prioridade será comprar das empresas locais, mas se isso não for possível vamos buscar em outros Estados ou no exterior", explicou Guedes. As empresas que vão implantar o empreendimento vão adquirir uma grande quantidade de tubulação, estruturas metálicas, concreto, cabos (elétricos, industriais e de telecomunicações), fardamentos, móveis, refeições, entre outros.


Os representantes das empresas locais que participaram do encontro poderão agendar reuniões com os consórcios que vão comprar bens e serviços pelo site (www.encontrodenegociospe.com.br). Para entrar no site é necessário ter uma senha que os executivos receberam durante o encontro. Quem não participou do evento e quiser entrar em contato com essas companhias ou grupos deve procurar a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco ou o Sebrae Pernambuco, de acordo com a assessoria da Petrobras.

Também será realizado outro grande evento no Recife na área de petróleo e gás nos dias 24 e 25 de novembro. É o Pernambuco Business 2009 – Oil & Gas, Offshore, Shipbuilding, que acontecerá no auditório do JCPM, no Pina. "Suape pode ser o provedor desse mercado oferecendo equipamentos e serviços", contou Guedes. Um dos convidados do evento será o ministro do petróleo de Angola, país que vai precisar comprar equipamentos e serviços para esse setor. O governo do Estado pretende instalar, em Suape, um polo de indústrias para vender equipamentos e serviços para as empresas das indústrias naval e do petróleo.

Fonte: Jornal do Commercio/PE

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Suape terá R$ 135 milhões do PAC

Uma semana depois de pedir a liberação de recursos adicionais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a serem aplicados em obras de infraestrutura do Porto de Suape e que são estimadas em R$ 175 milhões, o governador Eduardo Campos conseguiu, nesta quarta-feira (5), a confirmação do repasse de R$ 135 milhões. Os R$ 40 milhões restantes serão bancados pelo Governo do Estado, como contrapartida.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5), pelo governador Eduardo Campos, após audiência com o ministro da Secretaria Especial dos Portos, Pedro Brito, em Brasília. Os recursos serão investidos nas obras de construção do acesso rodoferroviário à Ilha de Tatuoca e de dragagem do dique interno e dos canais de navegação do Porto de Suape.

Os convênios de liberação dos valores devem ser assinados até o final deste mês e as obras iniciadas em outubro. A liberação dos recursos atende a um pedido feito por Eduardo há uma semana, durante reunião com a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior. Na última segunda-feira (3), outro encontro reuniu as equipes da Casa Civil, da Secretaria Especial dos Portos e representantes do Porto de Suape no sentido de atender a demanda do Governo de Pernambuco.

Os R$ 135 milhões garantidos hoje estavam separados para as obras de reforço dos cabeços do Porto de Suape, e agora atenderão à nova demanda, conforme explicou o governador: "É uma questão de estabelecer prioridades. As obras dos cabeços podem aguardar até o ano que vem para serem executadas, enquanto o acesso rodoferroviário e a dragagem dos canais internos e do dique seco são fundamentais para que o Estaleiro Atlântico Sul coloque no mar o seu primeiro navio", afirmou Eduardo.

O acesso rodoferroviário tem 12,97 km de extensão e um orçamento de R$ 89,12 milhões dos quais, R$ 19 milhões já estão garantidos, sendo necessários outros R$ 70 milhões. Os trabalhos devem ser finalizados em junho de 2010.

Já as obras de dragagem estão orçadas em pouco mais de R$ 104 milhões. A primeira etapa consiste na dragagem do canal de acesso ao dique seco. Em seguida, serão executados os trabalhos nos Canais Sul e Norte. As obras devem ser finalizadas até o final de janeiro de 2010, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do Porto de Suape, Fernando Bezerra Coelho.

Fonte: Tribuna Polular



__________ Informação do ESET NOD32 Antivirus, versão da vacina 4312 (20090806) __________

A mensagem foi verificada pelo ESET NOD32 Antivirus.

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Empresas pernambucanas participam de encontro sobre a refinaria de Suape

Para implantar um comércio ou uma empresa perto da área de Suape, onde estão concentrados grandes investimentos, é preciso planejamento, dinheiro e orientação. Um encontro nesta quarta-feira (5), na Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), no Recife, vai auxiliar micro e pequenas empresas pernambucanas a conseguirem um lugar no marcado estimulado pela Refinaria Abreu e Lima.

O foco desse encontro é a refinaria de petróleo e os demais empreendimentos relacionados, que demandam serviços e produtos. "Esse encontro é uma parceria entre Petrobrás, Fiepe e Sebrae, trazendo todas as empresas contratadas para executar as obras da refinaria Abreu e Lima, que vão informar os bens e serviços que precisam para executar seus contratos", explicou o presidente da Fiepe, Jorge Corte Real (foto 1). "Nós vamos avaliar a possibilidade de empresas pernambucanas se inserirem nessa cadeira produtiva, priorizando o entorno de Suape, para fazer que toda aquela região cresça". 

As inscrições para o encontro já foram realizadas, mas ainda há vagas. O evento é gratuito. "Todo o empresariado pernambucano dos segmentos que podem ser afetados por essas empresas já foram avisados", informou o presidente da Fiepe, Jorge Côrte Real.

O superintendente do Sebrae-PE, Nilo Simões, lembra que a capacitação é fundamental para que as empresas pernambucanas possam participar do desenvolvimento proporcionado pela refinaria. "Nesse mundo globalizado, precisamos de um empresário cada vez mais capacitado para ser competitivo no mercado", diz. 

"Nesse evento de hoje, trazemos 240 pequenas e micro empresas capacitadas pelo Sebrae, que podem se inserir nesse contexto de vender produtos e serviços para a refinaria. Esse evento traz todos os possíveis fornecedores de bens e serviço, incluindo empresas de confecção, que podem trazer fardamentos, empresas de gesso e de material de construção, por exemplo".

O encontro acontece a partir das 14h. A sede da Fiepe fica na Avenida Cruz Cabugá, no bairro de Santo Amaro. Mais informações sobre os cursos no Sebrae pelo telefone 0800-570-0800 ou nas unidades do Recife e do interior.
 
Fonte: PE 360Graus


__________ Informação do ESET NOD32 Antivirus, versão da vacina 4312 (20090806) __________

A mensagem foi verificada pelo ESET NOD32 Antivirus.

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Refinaria busca fornecedores locais

A Petrobras está buscando empresas parceiras em Pernambuco que possam ser
fornecedoras de bens e serviços para a Refinaria Abreu e Lima, que está
sendo construída no Complexo Industrial e Portuário de Suape. Para reunir os
empreendedores interessados em participar desse projeto estruturador, foi
realizado, ontem, o 1º Encontro de Negócios, na sede da Federação das
Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife.

Cerca de 230 empresas se inscreveram no evento. Elas receberam informações
sobre como deverão se adequar às exigências da Petrobras para se tornarem
fornecedoras de uma das nove empresas-âncora que estão responsáveis pela
construção e montagem da unidade de refino.

O presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, ressaltou que faz
parte da política da Petrobras dar preferência às empresas locais na
instalação de novos empreendimentos. Para isso, é preciso que elas atendam
ao padrão global de qualidade exigido pela petrolífera nacional. "Não existe
um limite para a contratação de fornecedores locais. Neste encontro, só
convidamos as empresas instaladas em Pernambuco, e isso já é uma vantagem
para elas. Agora, elas precisam ter preços e serviços de qualidade e
condições de entrega. Se isso não existir, poderemos buscar fornecedores em
qualquer lugar do mundo", frisou Guedes.

Fonte: Diários Associados

Refinaria fechará seis grandes contratos

O presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, disse ontem que o
empreendimento deve assinar mais seis grandes contratos de obras para a
construção das principais unidades industriais do empreendimento num prazo
de 30 a 45 dias. Ele também afirmou que o preço total do investimento para a
implantação da unidade será superior aos US$ 4,05 bilhões (cerca de R$ 7,5
bilhões).
Guedes preferiu não dizer quanto será o valor total a ser investido no
empreendimento, porque a empresa está "trabalhando" nesses custos agora. As
principais obras e serviços para implementar a refinaria estão concentrados
em 16 grandes contratos, dos quais dez já foram assinados. A contratação dos
seis é importante porque fecha o ciclo dos grandes contratos.

As obras de terraplenagem da refinaria devem ser retomadas em setembro. A
área na qual o serviço está sendo feito é de 600 hectares, correspondendo ao
tamanho de 51 Maracanãs. O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou
indícios de superfaturamento no contrato de terraplenagem. "Estamos
respondendo a todos os questionamentos e perguntas enviados pelo TCU",
comentou Guedes.
A terraplenagem já está com um índice de 90% de realização e deverá ser
concluída num prazo três meses depois que a obra for retomada. O ritmo de
execução dos serviços diminuiu devido as chuvas. Durante o inverno, foram
feitos serviços menores, como a manutenção. A previsão é que o
empreendimento seja inaugurado no primeiro trimestre de 2011.
ENCONTRO

Ontem, cerca de 400 pessoas participaram do Encontro de Negócios realizado
pela Petrobras, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de
Pernambuco. No evento, representantes da estatal e de nove empresas e
consórcios divulgaram os produtos e serviços que vão precisar comprar
localmente para a implantação da refinaria. "A nossa prioridade será comprar
das empresas locais, mas se isso não for possível vamos buscar em outros
Estados ou no exterior", explicou Guedes. As empresas que vão implantar o
empreendimento vão adquirir uma grande quantidade de tubulação, estruturas
metálicas, concreto, cabos (elétricos, industriais e de telecomunicações),
fardamentos, móveis, refeições, entre outros.
Os representantes das empresas locais que participaram do encontro poderão
agendar reuniões com os consórcios que vão comprar bens e serviços pelo site
(www.encontrodenegociospe.com.br).

Para entrar no site é necessário ter uma senha que os executivos receberam
durante o encontro. Quem não participou do evento e quiser entrar em contato
com essas companhias ou grupos deve procurar a Federação das Indústrias do
Estado de Pernambuco ou o Sebrae Pernambuco, de acordo com a assessoria da
Petrobras.

Também será realizado outro grande evento no Recife na área de petróleo e
gás nos dias 24 e 25 de novembro. É o Pernambuco Business 2009 – Oil & Gas,
Offshore, Shipbuilding, que acontecerá no auditório do JCPM, no Pina. "Suape
pode ser o provedor desse mercado oferecendo equipamentos e serviços",
contou Guedes. Um dos convidados do evento será o ministro do petróleo de
Angola, país que vai precisar comprar equipamentos e serviços para esse
setor. O governo do Estado pretende instalar, em Suape, um polo de
indústrias para vender equipamentos e serviços para as empresas das
indústrias naval e do petróleo.

Fonte: JC

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Petrobras e PDVSA superam divergências

RIO - O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou ontem, por ocasião da apresentação do projeto Suape Global, na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, que PDVSA e Petrobras superaram todas as dificuldades de ordem societária e que até a segunda semana de setembro os presidentes do Brasil e da Venezuela, Lula e Chavéz, devem realizar uma cerimônia de assinatura do contrato, formalizando a entrada da estatal venezuelana no capital da Refinaria Abreu e Lima.

Costa confirmou que as condições gerais são as mesas já anunciadas no ano passado, com a PDVSA ficando com 40% do projeto e a estatal brasileira com 60%. Isso garantirá dois assentos no conselho de administração da empresa venezuelana e que a Petrobras toque as obras de construção como já vem acontecendo. Ele disse que o acordo não inclui nenhuma cláusula que vincule a presença da PDVSA no mercado de distribuição brasileiro.

Presente no mesmo evento, o diretor da PDVSA no Brasil, Sérgio Tomas, reconheceu o acordo em relação à Renest (é esse o nome oficial da refinaria dentro da Petrobras), mas disse que a PDVSA, que já possui rede de distribuição no Nordeste do Brasil, pretende, dentro das condições da ANP, pleitear ampliar esse mercado, que considera estratégico. Roberto Costa, entretanto, disse que uma coisa não tem ligação com a outra. De qualquer forma, as duas empresas, através de suas assessorias jurídicas, estão atualmente formalizando as condições do contrato societário que Chavéz e Lula devem assinar em setembro.

Na reunião de ontem, no Rio de Janeiro, o governador Eduardo Campos confirmou que o presidente Lula deve voltar a Pernambuco em setembro, quando deve inaugurar obras no Porto de Suape e visitar a nova fábrica da Bunge, que já está em operação concentrando todas as operações em sua nova base no Estado. Lula deve participar da assinatura de pelo menos um contrato da refinaria, que segundo Paulo Roberto Costa já foi definido com os fornecedores.

Costa disse ainda que as dificuldades com os cinco contratos de grande porte do projeto, que a empresa foi obrigada a relicitar por recomendação do TCU, estão sendo resolvidos. Ele acredita que até setembro as ordens de serviço poderão ser dadas, o que deve acelerar o ritmo das obras na refinaria, especialmente por força do fim do inverno na região.

Na apresentação que fez, Eduardo Campos falou das necessidades de investimento do complexo e citou que no ano passado os investimentos atingiram pela primeira vez R$ 1 bilhão. Também apresentou o programa de investimentos na área de formação de mestres e doutores, que prevê a formação de 3.000 alunos de quarto e quinto graus.

Finalmente, Campos disse que a razão da formação do projeto Suape Global é uma aposta para a captação de recursos públicos e privados no segmento de petróleo, gás, naval a off-shore onde segundo o BNDES existem em analises projetos no valor de US$ 240 bilhões.

Fonte: JC



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Governador apresenta Suape Global a empresários no Rio de Janeiro

O projeto Suape Global foi o "prato principal" de um evento realizado no Rio de Janeiro nesta terça-feira (04/07), pela Organização Nacional das Indústrias de Petróleo (Onip). O Café com Energia reuniu cerca de 200 empresários dos setores de exploração de petróleo, gás, naval e off shore na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro e contou com a presença do governador Eduardo Campos e outros representantes do Governo do Estado..

 

Durante 30 minutos, Eduardo apresentou o Suape Global, lançado pelo Governo do Estado no intuito de fazer do porto pernambucano um polo de serviços para essas empresas. O governador frisou o crescimento acelerado dos setores de exploração de petróleo, gás, naval e off shore para inserir Suape no novo contexto da economia nacional.

 

"Somente no BNDES, os projetos voltados para estas atividades econômicas somam R$ 240 bilhões em financiamentos. Pensando nisso, o nosso Governo quer viabilizar o adensamento dessas cadeias produtivas em Suape, para transformá-lo num polo internacional de prestação de serviços", pontuou.

 

Após a apresentação do projeto, o governador ainda detalhou o modelo de gestão implantado em Pernambuco desde 2007 e os avanços conquistados como a evolução do PIB, o aumento da geração de empregos, a ampliação dos investimentos no estado e a diminuição dos índices de violência. O incremento no número de vagas oferecidas na rede profissionalizante e a política de incentivos fiscais vigente em Pernambuco também foram temas abordados por Eduardo, que foi bastante elogiado ao final da apresentação.

 

CENPES – Ainda no Rio de Janeiro, a convite da Petrobras, o governador visitou o Centro de Pesquisas da empresa, onde foi recebido pelo diretor-presidente Carlos Tadeu Fraga. A iniciativa visa "colar" no projeto Suape Global uma unidade do Cenpes voltada para o estudo da produção de petróleo no estado. Para os próximos anos, estão previstos cerca de R$ 113 milhões para financiamento de pesquisas nas universidades de Pernambuco.

 

Além do governador, estiveram no Rio de Janeiro os secretários Fernando Bezerra Coelho (Desenvolvimento Econômico) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente), além de diretores do Estaleiro Atlântico Sul e da Refinaria Abreu e Lima e dos reitores da UPE, UFPE, UFRPE e da Unicap.

 Fonte: Assessoria



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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Escada pronta para crescer

Desde que foram anunciados os grandes investimentos do Complexo Portuário e Industrial de Suape, o município de Escada vem comemorando o prenúncio de dias melhores. Localizado a 30 quilômetros do porto, na Mata Sul de Pernambuco, Escada faz parte do Território Estratégico de Suape, ao lado de Jaboatão, Ribeirão, Sirinhaém e Moreno. Mas para pegar carona no desenvolvimento previsto para a região nos próximos anos, a cidade ainda precisa enterrar a assombração de um antigo fantasma: a dependência econômica para com o setor sucroalcooleiro, que experimenta franca decadência na zona rural.

Segundo João Recena, que comanda elaboração do plano diretor de Suape há nove meses, pela Projetec, a localização do município é estratégica dentro do que se pensa como ideal para o desenvolvimento do Território Estratégico de Suape. "A intenção é que não aconteça com o Porto de Suape, o que aconteceu com o Porto do Recife, que ficou sufocado pelas construções feitas no seu entorno ao longo dos anos. Por causa disso, o que se planeja é que o desenvolvimento de Suape seja descentralizado e Escada poderá assumir um papel importante nessa tarefa, pois logisticamente está bem posicionado. E estará mais ainda quando a Transnordestina encontrar-se com a BR-101", avalia Recena.

Para ele, a engrenagem de Escada passa pela descoberta de sua vocação industrial. "Se o município tem distrito industrial pequeno, pode optar por receber empresas de porte pequeno, mas com produção de alto valor agregado".

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Escada, Fernando Clímaco, a previsão é que, até o final do ano, pelo menos mais quatro empresas sejam instaladas em Escada. As indústrias são a Alphatec, que atua nas áreas de produção, montagem e manutenção de fábricas, a Plastspuma, de colchões, a Ghel Plus, de materiais de inox, e a MCM, de montagem industrial. Ao todo, as empresas somarão investimento de R$ 31 milhões e gerarão cerca de 1.600 empregos diretos. Nos próximos cinco anos, a previsão é que mais 10 indústrias aportem em Escada, ajudando a alavancar o Produto Interno Bruto (PIB) do município, hoje o 23º do Estado. "Se em Ipojuca e no Cabo há visitação diária de indústrias que buscam se estabelecer nas áreas dos municípios, em Escada essa procura é semanal", conta o secretário, que já vislumbra necessidade de abertura de novo distrito industrial.

Em 2006, segundo dados da agência Condepe-Fidem, o PIB de Escada é 73% representado pelo setor de serviços, 18% pela atividade industrial e apenas 7,3 % pela agropecuária.

Na ponta da pirâmide econômica, o comércio é um termômetro para se medir a expectativa da população local com os novos investimentos. Na loja O Escadão, de material de construção, a gerente Paula Adriana de Almeida se antecipa ao momento de pico nas obras da Refinaria Abreu e Lima, quando a previsão é de que sejam gerados cerca de 20.000 empregos diretos. "Levantamos cinco andares de terra no fundo da loja, porque o terreno é acidentado. Investimos cerca de R$ 150 mil nas reformas porque acreditamos que a situação vai melhorar com a Refinaria", conta. Até agora, a Refinaria Abreu e Lima está com apenas 15% das obras concluídas.

Já na filial autorizada da Honda, há nove anos estabelecida em Escada, o número de funcionários aumentou de sete para 11 nos últimos dois anos. "Dividimos de maneira mais equilibrada as funções para atender melhor aos novos clientes", conta a subgerente Maria J.Souza, que já calcula aumento de cerca de 50% no volume de vendas da loja.

Mas o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Escada, Reginaldo Melo, considera que as obras na Refinaria não serão suficientes para alavancar o município, se não houver sensível aumento no número de empresas instaladas no Distrito Industrial de Escada, que possui 171 hectares e hoje conta apenas com 60% de ocupação. "Só a atração de mais indústrias é capaz de gerar emprego permanente para os moradores que hoje estão ociosos", avalia.

Do início dos anos 80 para cá, o setor comercial do centro do município amarga queda na movimentação devido à falência das quatro usinas que se acomodavam nos seus arredores. Por causa disso, alguns comerciantes do centro sobrevivem a duras penas no período de entressafra da cana-de-açúcar, de março a setembro.

Somada a suspensão das obras de duplicação da BR-101 nos meses de chuva, a situação é particularmente pior no meio do ano. "Os lojistas precisam de uma garantia de fluxo de clientes para o ano todo. Os engenhos não garantem. A população fica sem emprego, não consome", avalia presidente da CDL, Reginaldo Melo. Segundo ele, mesmo nos períodos de safra, os cerca de 120 pequenos engenhos da zona rural de Escada não são suficientes para incrementar a demanda de consumo.

"Quando começar a colheita e os trabalhadores da BR voltarem, estamos esperando aumento de 50% na movimentação. Atualmente o fluxo de clientes está fraco", conta Jerameel Flávio Pereira, dono da Gera Moda, de vestuário.

Fonte: JC



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domingo, 2 de agosto de 2009

Currículo turbinado para chegar a Suape

Fazer uma pós-graduação é agregar valor ao currículo, é aumentar as chances de empregabilidade. Principalmente para quem que está de olho nas oportunidades que surgem com a chegada dos megaempreendimentos a Suape. As empresas, incluindo os fornecedores, vão precisar de muita mão de obra de nível médio e técnico, mas também precisarão contratar profissionais graduados para atuar tanto na área operacional quanto na administrativa. A cada dia, surgem em Pernambuco mais e mais cursos com foco nesse filão. São especializações lato sensu, MBAs, mestrados profissionais e acadêmicos, doutorados, oferecidos em diversos formatos e segmentos.

Karine de Morais, 31 anos, é formada em comércio exterior e acaba de concluir uma especialização em gestão de negócios portuários e logística, ofertada pelo Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão (IBPEX), ligado à Faculdade Internacional de Curitiba (PR). A formatura da primeira turma foi em junho. "Fiz a especialização pensando nos investimentos de Suape, mas infelizmente tenho esbarrado em muitos preconceitos. Prestar consultoria e dar aulas foi tudo o que apareceu até agora", depõe.

Eis um debate interessante. A profissional diz que as empresas que estão chegando a Suape estão dando preferência a profissionais que vêm de fora ou contratando o profissional pernambucano com salário até quatro vezes menor. "Não precisamos só de oportunidade, precisamos também de valorização", afirma Karine. Ela acha que as empresas que estão recebendo incentivos fiscais do governo do para se instalar no estado deveriam ser obrigadas a contratar mão de obra local também na área administrativa.

A especialização feita por Karine prepara profissionais para enfrentar os desafios do comércio internacional e da modernização da gestão portuária. Os alunos aprendem a ter uma visão holística do processo portuário de forma integrada. "O comércio internacional está crescendo, os portos brasileiros estão se expandindo, entre eles Suape, mas não há profissionais suficientes para atender a essa demanda. Por isso pensamos em oferecer o curso em várias partes do país", justifica o coordenador dos cursos de pós-graduação na área empresarial do IBPEX, Humberto Stadler.

Colega de Karine no curso, o paulista Marcello Negrão de Mello, 43 anos, veio a Pernambuco em busca de oportunidades. Também formado em comércio exterior, foi bancário por 13 anos. "Vendi tudo e vim para Pernambuco. Vim atraído pela perspectiva de desenvolvimento da economia local em função de Suape", relata. Marcello pensava em trabalhar com turismo ou produção de camarão, mas acabou sendo dono de lotérica. Depois de um assalto, resolveu passar o negócio adiante.

"Agora, que concluí essa especialização, penso em trabalhar na área de logística", planeja o paulista. Certamente, ele não ficará à mercê das empresas que privilegiam profissionais de fora do estado. Marcello não cogita procurar emprego. Seu desejo é investir numa central de distribuição. "Estão surgindo muitas oportunidades nessa área", justifica.

Banco - Entre 2007 e 2008, Pernambuco gerou mais de 99 mil vagas de emprego formal, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Muitas delas nos setores da indústria e da construção civil, alavancadas pelos projetos de Suape. Quantos desses empregos foram ocupados por pessoal com pós-graduação? Não se sabe ao certo. "Realmente o nosso banco tem mais profissionais de níveis básico e médio, mas estamos planejando ações para ampliá-lo. Para tanto, precisamos que esses profissionais mais qualificados se inscrevam", destaca Angella Mochel, gerente-geral da Agência do Trabalho, órgão responsável pela intermediação de mão de obra no estado.

Fique de olho 

Confira algumas opções de pós-graduação em PE

UFPE

- Especialização em engenharia de tubulação

- Especialização em engenharia de construção e montagem

- Especialização em engenharia de instrumentação

- Mestrado/doutorado em engenharia química (área refino)

- Mestrado/doutorado geologia e engenharia civil (área exploração e produção de petróleo). Informações: 81-2126.8216 - www.ctg.ufpe.br

UPE/Poli

- Mestrado profissional em Tecnologia da Energia. Informações: 81-3184.7513/7514 - www.poli.br

Universidade Católica

- Mestrado em engenharia civil

- Mestrado em desenvolvimento de processos ambientais

- MBA em planejamento e gestão ambiental

- Especialização em tecnologia ambiental

- Especialização em biotecnologia ambiental

- Especialização em saneamento ambiental. Informações: 81-2119.4000 - www.unicap.br

FBV

- Especialização em logística industrial e de serviços

- Especialização em gestão industrial - Curso sequencial em logística. Informações: 81-3087.4444 - www.fbv.br

Faculdade Maurício de Nassau

- MBA em logística empresarial. Informações: 81-3413.4603.http://posgraduacao.mauriciodenassau.edu.br

Faculdade Joaquim Nabuco

- Especialização em gestão ambiental

- Especialização em logística empresarial. Informações: 81-2121.5999.http://posgraduacao.joaquimnabuco.edu.br

IBPEX

- MBA em Gestão de Negócios Portuários e Logística (voltado para administradores, economistas, contabilistas, empresários etc). Carga horária: 390 horas/aula. Informações: 81-3421.7051/3222.2565/3222.2543

www.ibpex.com.br 

Fonte: Diário de Pernambuco

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