quinta-feira, 23 de julho de 2009

Situação privilegiada

Dentro do Nordeste, Pernambuco vive uma situação ainda mais privilegiada diante da Crise. Pelas projeções daDatamétrica, o estado crescerá dois pontos percentuais a mais que o Brasil por um simples motivo - é a unidade da federação nordestina que está recebendo os maiores investimentos, tanto públicos quanto privados. Basta pensar na Refinaria Abreu e Lima, a PetoquímicaSuape e o Estaleiro Atlântico Sul, que estão sendo erguidos no Complexo Industrial Portuário de Suape. 

Não fosse a crise, o crescimento econômico do Brasil, do Nordeste e de Pernambuco seria maior ainda. As vendas do comércio varejista nordestino, de acordo com a Datamétrica, cresceram 3,59% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2008 - um pouco menos que a média nacional (3,83%). "É um resultado acima das expectativas, indicando que as famílias continuam otimistas ante o cenário adverso", pontua o relatório da Datamétrica.

Já a produção industrial do Nordeste, no primeiro trimestre do ano, sofreu um recuo de 9%, com ajuste sazonal, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O decréscimo na produção industrial brasileira, entretanto, foi de 14%. Os prognósticos para a agropecuária, contrariando as expectativas do primeiro trimestre, não são tão favoráveis. Pesam as chuvas e enchentes, provocando perdas nas safras de soja, algodão, milho, feijão e arroz. 

Para Alexandre Rands, a crise econômica mundial trouxe um certo conforto em relação à infraestrutura. O estrangulamento, antes previsto já para 2008, foi adiado para 2012, talvez 2013. Com isso, os setores produtivos terão que se reacomodar em relação aos gargalos existentes. "Reacomodação não significa estagnação. O país vai continuar crescendo, não tanto o quanto poderia não fossem esses gargalos, mas vai continuar crescendo", observa. Para equacioná-los, o Brasil precisará promover mudanças regulatórias, para aumentar a segurança dos contratos - principalmente os de longo prazo - e estimular mais investimentos.
 

Diário de Pernambuco

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Shineray vai construir uma montadora em Pernambuco

Sobre duas rodas, com investimento de R$ 40 milhões, a Shineray do Brasil vai construir uma fábrica em Suape. A planta terá 30 mil metros quadrados e será responsável pela montagem das 16 motos importadas da China pela empresa pernambucana. A inauguração está prevista para 2011. Serão gerados 300 empregos diretos.

O protocolo de intenções foi assinado pelo diretor executivo do importador, Paulo Perez, que está esperando da direção do complexo portuário a definição do local de instalação da fábrica. A Shineray se destaca no mercado com a moto de 50 cilindradas que custa R$ 2.790. Modelo que pode ser encontrado até mesmo em magazines. 

A fábrica contará com estrutura de laboratórios de tecnologia e emissões para aprimorar o desenvolvimento dos produtos. Cerca de 100 técnicos e engenheiros estarão envolvidos somente nessa fase da planta. Na área também será construída uma pista de testes exclusiva. 

Paulo Perez explicou que a atual operação de 30 mil motos por ano deverá ser multiplicada por quatro logo nos primeiros doze meses de funcionamento da fábrica. "Teremos capacidade de produção para 120 mil unidades e vamos exportar para outros mercados. A África, já podemos dar como certa na nossa rede de exportação".

O executivo apostou no complexo portuário, que já recebeu investimentos no segmento automobilístico da General Motors, com a central de distribuição pronta para entrar em operação até outubro. Sobre a Zona Franca de Manaus, Perez lembrou que nunca foi cogitada pelo grupo, que desde cedo assumiu o compromisso com a China de multiplicar os produtos Shineray no Brasil.

A empresa dá continuidade as reuniões dos projetos de infraestrutura e acerta detalhes com os fornecedores de peças nacionais. "No começo vamos trabalhar com o fornecimento das peças da China e aos poucos, em processo de desenvolvimento, utilizar os fornecedores nacionais. O objetivo é que eles se instalem futuramente em Suape, como acontece na maioria das operações fabris.

No Cabo de Santo Agostinho, a atual estrutura da Shineray, que conta com um armazém de distribuição de 10 mil metros quadrados, será substituída por uma central de peças das motos e quadriciclos comercializados pela marca.

A estrutura da Shineray no país também vai dobrar de tamanho. Hoje são 72 concessionárias, até o fim do ano, 90 e, em dezembro de 2010, entre 120 e 130 distribuidores. 

Magazines - A aposta nos magazines como concessionários ou pontos de venda já começou no Sul do Brasil. A rede de lojas Colombo está lançando a divisão de motos no ambiente dos magazines. Em Sergipe, a parceria já está em andamento com a rede G Barbosa e no mercado pernambucano, cadeias como Hermol, Eletroshopping e Lojas Maia já começaram a trabalhar com a moto de 50 cilindras.

Paulo Perez também reforça que o público alvo da Shineray está dentro dos ônibus. Ele argumenta que não é concorrente da Honda ou Yamaha. "Nosso foco é outro e vamos trabalhar cada vez mais esse produto reforçando a cinquentinha no modelo 2010". 
 
Fonte: Diário de Pernambuco

terça-feira, 21 de julho de 2009

Suape vai gerar mais 4,3 mil empregos em nove empresas

O evento de lançamento do Seminário Pernambuco Business 2009 contou com o anúncio oficial de nove empresas que consolidaram negócios com o Complexo Industrial Portuário de Suape. Ontem, ao discursar para um público seleto de empresários e com os presidentes dos grandes empreendimentos como o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e a Refinaria Abreu e Lima, o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho, afirmou que serão gerados R$ 274 milhões em investimentos e mais de 4,3 mil empregos através das companhias RIP, Alphatec, Jaraguá, Daihatsu, Dedini/Codistil, EBSE, XCMG, White Martins e IBG.

Um fato comemorado foi a extensão do projeto de Suape para os municípios que compõem o seu entorno, a exemplo de Escada, onde a Alphatec – empresa de tubulações industriais – ficará instalada. Outra novidade positiva foi uma carta enviada pela fabricante de motores marítimos, a Daihatsu, confirmando interesse em ter uma unidade industrial e solicitando a abertura de licitação. As outras empresas têm negócios anunciados, definidos ou iniciados. Já o presidente da Êxito Import, Lacy de Freitas, falou com a reportagem sobre o investimento da chinesa XCMG. A Êxito é representante exclusiva do grupo asiático.

A XCMG pleiteia uma área em torno de 10 hectares para construir uma montadora de máquinas pesadas, com aporte financeiro na ordem dos US$ 12 milhões. A expectativa é de que 150 pessoas passem a se empregar com as obras e que um Centro de Distribuição seja instalado ainda neste ano. Apesar de não ser uma indústria poluente, é preciso de licença ambiental para operar na zona portuária. Portanto, não há uma certeza quanto à apresentação do projeto de construção da indústria, mas a expectativa é de entregá-lo num prazo de quatro a cinco meses. "Os empresários chineses ficaram impressionados com a infraestrutura de Suape", salientou Freitas.

O secretário Bezerra Coelho também disse que ocorrerá, nos dias 24 e 25 de novembro, a primeira edição de fato do Seminário Pernambucano Business 2009. Três temas de destaque entrarão em pauta: o financiamento para grandes projetos em gás, petróleo, offshore e naval, trazendo o setor financeiro para o debate; logística para as implantações dos grandes empreendimentos para mostrar a infraestrutura local; e detalhes sobre os incentivos fiscais. "É um encontro de negócios com uma ambição bem maior. A intenção é transformar o evento numa grande feira", asseverou o auxiliar. "O Brasil não sabe a dimensão do projeto que acontece em Suape", observou o presidente da Refinaria, Marcelino Guedes.

domingo, 19 de julho de 2009

Estaleiro recebe o 1º superguindaste

 

Navio Saga Morus atracou ontem no Porto de Suape com o Goliath, um dos equipamentos gigantes adquiridos pelo EAS para reduzir o tempo de montagem das suas embarcações dentro do dique 

Adriana Guarda

adrianaguarda@jc.com.br

Depois de navegar durante 45 dias da China até Pernambuco, atracou ontem no Complexo de Suape o navio Saga Morus, com bandeira de Hong Kong, trazendo o primeiro dos dois superguindastes Goliath adquiridos pelo Estaleiro Atlântico Sul para agilizar a montagem dos navios. Os equipamentos, que significaram um investimento de US$ 68 milhões, vão reduzir de sete para três meses o tempo de montagem das embarcações dentro do dique. A chegada dos guindastes foi marcada por uma solenidade no cais de acabamento do empreendimento. O desembarque do equipamento, que tem cerca de 170 peças, deve ser concluído em sete dias.

O presidente do estaleiro, Angelo Bellelis, explica que os dois Goliaths vão colocar o EAS na tecnologia de megablocos, que permite acelerar a montagem dos navios. "Juntos, os equipamentos têm capacidade de içar 3 mil toneladas de blocos. Com isso, conseguimos reduzir o tempo de passagem dos navios dentro do dique", diz.

O primeiro Goliath deverá levar entre três e quatro meses para ser montado, devendo iniciar suas operações em novembro. Uma equipe de 50 pessoas vai ficar encarregada da montagem do superguindaste, que é um dos maiores do mundo, com altura de 100 metros (equivalente a um prédio de 30 andares) e tem a mesma capacidade de outros que estão instalados nos mais modernos estaleiros da Ásia. Os Goliaths foram fabricados na China pela companhia coreana WIA.

A previsão do estaleiro é que o segundo guindaste desembarque em Suape no final de outubro e entre em operação em março de 2010. Com os dois Goliaths, em vez de edificar o navio em 92 partes, será possível fazer a montagem com apenas 12 blocos. O primeiro navio suezmax encomendado pela Transpetro ao Atlântico Sul será lançado ao mar em abril do próximo ano. A previsão do EAS é bater quilha (colocar a primeira peça do navio dentro do dique) no dia 13 de agosto. O estaleiro já conta com 40 mil toneladas de aço processadas, volume suficiente para a construção do primeiro navio e para o casco da plataforma P-55 da Petrobras.

De acordo com o presidente do EAS, as obras do site já estão 70% concluídas e serão inauguradas em dezembro deste ano. Hoje, o EAS conta com cerca de 6 mil pessoas trabalhando na obra e outras 2,5 mil contratadas na área industrial.

Na sua carteira de encomendas, o estaleiro já conta com dez navios suezmax e outros cinco aframax para a Transpetro, além de sete embarcações em final de negociação dentro da segunda etapa de encomendas da estatal (Promef 2). O único pacote que não foi para a frente foram dois superpetroleiros (VLCCs) para o armador norueguês Norolil.

Centro de solda terá pedra fundamental em agosto

 

Otão almejado centro de excelência em tecnologia de soldagem está prestes a se tornar realidade em Pernambuco.

CNTM vai treinar profissionais para testar, avaliar e certificar produtos na área de tecnologia de materiais. Foto: Cecília de Sá Pereira/Esp. DP/D.A Press - 20/5/08
 Será lançada em meados de agosto a pedra fundamental do Centro Nacional de Tecnologia de Materiais (CNTM), iniciativa pioneira em todo o Brasil que vai integrar universidades, empresas e centros de pesquisa para aumentar a competitividade da indústria de bens e serviços, com foco na demanda dos grandes projetos em implantação em Suape, como a Refinaria Abreu e Lima, a PetroquímicaSuape e o Estaleiro Atlântico Sul. O investimento é de R$ 15 milhões.

Segundo o professor Anísio Brasileiro, pró-reitor para Assuntos de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o CNTM será implantado numa área de 6.800 metros quadrados dentro do campus da universidade, próximo ao Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene). O edifício terá dois andares. "Será um centro da UFPE ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia através do Cetene", explica Brasileiro. Os recursos para sua implantação, inclusive, virão do Fundo Setorial de Petróleo e Gás Natural (CT-Petro), administrado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O CNTM está sendo estruturado através de uma rede de cooperação entre diversas instituições. Além da UFPE, participam a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade de Pernambuco (UPE), Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-PE). Fora isso, há a participação de entidades como Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Associação Brasileira de Soldagem (ABS) e a Fundação Brasileira de Tecnologia da Soldagem (FBTS).

"O CNTM terá um modelo de governança original, inédito no país. Vamos treinar profissionais para testar, avaliar e certificar produtos na área de tecnologia de materiais, não apenas de solda. Será um centro avançado de formação de capital humano nessa área", completa Anísio Brasileiro. Os últimos detalhes sobre a estruturação do centro serão acertados numa reunião marcada para quinta-feira, dia 23, no auditório da reitoria da UFPE. 

O professor Anísio garante que o CNTM estará sintonizado com as necessidades do projeto Suape Global, que visa a transformar o complexo industrial portuário pernambucano num provedor mundial de produtos e serviços nas áreas de petróleo, gás, naval e offshore. Hoje, 13 laboratórios e 15 especialistas da UFPE, entre professores e técnicos, já trabalham com foco em Suape. O próximo passo será a criação de uma pós-graduação em tecnologia de materiais, para formar profissionais em união e revestimento de materiais. O projeto que será enviado à Capes está sendo preparado e a expectativa é a de que a primeira turma seja aberta no segundo semestre de 2010. 
 

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Projeto já conta com 9 empresas

 
O projeto Suape Global já conseguiu atrair nove empresas para encampar o polo de petróleo e gás, naval e offshore de Pernambuco. Ontem, durante o lançamento do seminário Pernambuco Business Oil & Gas, offshore e shipbuilding, no JCPM Trade Center, que será realizado nos dias 24 e 25 de novembro, alguns empresários assinaram protocolo de intenções com o governo do Estado. Os novos empreendimentos vão somar aportes da ordem de R$ 274 milhões e representar a geração de 4.300 empregos diretos.

Na lista das primeiras empresas a encorpar o projeto estão Jaraguá, Daihatsu, RIP, Alphatec, Denini/Codistil, EBSE, XCMG, White Martins e IBG. As companhias estão chegando a Pernambuco atraídas pelas âncoras de Suape Global: o Estaleiro Atlântico Sul, a Refinaria Abreu e Lima e a Petroquímica Suape.

A Jaraguá Equipamentos Industriais foi uma das empresas que assinou protocolo ontem com o governo de Pernambuco. O co-presidente da companhia paulista, Cristian Jaty Silva, diz que está concluindo a formalização da área para começar a construção ainda este ano. "Nossa ideia é inaugurar a unidade no primeiro trimestre de 2010", adianta. A empresa tem contrato assinado com a Petrobras para a montagem de fornos para a Refinaria Abreu e Lima.

A japonesa Daihatsu foi outra empresa que acelerou às negociações, encaminhando uma carta à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, formalizando o pedido de uma área no Complexo de Suape para a implantação de uma fábrica de motores marítimos, que vai consumir investimento de R$ 20 milhões e gerar 100 empregos.

O projeto Suape Global vai destinar uma área de 300 hectares para agrupar as empresas do novo cluster. O seminário Pernambuco Business 2009 é uma das ações da iniciativa de transformar o complexo num polo de bens e serviço. Realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), o evento será realizado no JCPM Trade Center. Os painéis vão discutir temas como financiamentos para os grandes projetos nas áreas de óleo, gás, offshore e naval, logística para implantação de empreendimentos, promoção comercial para inserção no mercado global, dentre outros.

O projeto Suape Global também será apresentado no próximo dia 4, durante o evento Café com Energia, na sede da Organização nacional da Indústria de Petróleo (Onip), no Rio de Janeiro. A ideia é divulgar para o PIB da indústria do petróleo, o movimento que está acontecendo em Pernambuco e tentar atrair novos investidores. O evento é realizado mensalmente pela Onip.

Fonte: Jornal do Commercio

Suape estuda abrir capital para empresas privadas

O segundo semestre deverá ser marcante para o Complexo Industrial Portuário de Suape. Está em curso uma operação para abrir o capital da zona portuária visando possíveis parceiros privados. Hoje, 100% desse capital é público. Na prática, seria a criação do Suape Holding. O complexo manteria o controle sobre outras empresas subsidiárias, que iriam prestar serviços de utilidade, a exemplo da água e da energia. Dessa forma, Suape teria lucro em cima dessas atividades, sem necessariamente precisar ser a produtora desses bens, agilizando e viabilizando a Central de Serviços.

O novo modelo de gestão para a área foi discutido na última segunda-feira com o governador Eduardo Campos. A informação é de que Campos ainda analisa com cautela essa possibilidade de abertura de capital para a iniciativa privada, mas teria sinalizado positivamente. De antemão, dá para precisar que a organização empresarial focada na imagem de uma holding deve dar a Suape o controle de um capital muito maior do que o seu, baseado nos empreendimentos que poderiam aportar no terreno. É vantagem também para as multinacionais que investem nesses acordos porque elas terminam prestando serviços em países onde a legislação fiscal é mais branda.

Atualmente, o controle da água está cedido à Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento) e a responsabilidade sobre a energia cabe à Celpe (Companhia Energética de Pernambuco). Com o novo formato, por exemplo, Suape ficaria cuidando da produção da água bruta para vendê-la. Não obstante, um ponto que está em estudo é a concessão rodoviária, pois esse modelo garantiria uma outra fonte de receita. Isso tudo além de assuntos como habitação, que ainda não foram avaliados detalhadamente com o governador.

Diante da preocupação em assegurar uma melhor produção discute-se a aquisição de pessoas especializadas em negócios e que saibam falar línguas estrangeiras, a exemplo do inglês. Nos desdobramentos desse assunto, uma medida foca a "independência" do vice-presidente de Suape. O detentor do cargo passaria a ser alguém com formação estritamente técnica, possuindo um mandato de seis anos para gerir a área. O período daria um alcance maior do que o tempo de administração dos governadores, abrindo caminho para indicações técnicas de servidores sem atrelamento aos governos.


ZPE
Eduardo Campos aprovou, ontem, a proposta de construção em Jaboatão dos Guararapes da primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Estado. Em torno de 30 dias a ZPE Suape deverá estar sendo anunciada num ato conjunto, contando com a presença do governador.

 

Font: Folha de Pernambuco

terça-feira, 14 de julho de 2009

Suape terá unidade do Sesi

Está prevista para setembro a inauguração de uma unidade do Serviço Social da Indústria (Sesi) no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho. A necessidade de instalar o posto avançado de saúde ocorre devido ao aumento da demanda na localidade. Em Pernambuco, o volume de admissões e demissões tem sido muito grande. É visando justamente as empresas do território estratégico de Suape - composto pelas cidades de Ipojuca, Cabo, Jaboatão dos Guararapes, Itamaracá, Escada, Moreno e Sirinhaém - que serão disponibilizados serviços de saúde ocupacional e segurança no trabalho.
 
A unidade deverá custar R$ 2,5 milhões. "Com melhorias assim, o Sesi aperfeiçoa ainda mais os serviços oferecidos na área de saúde, cujo número de atendimentos chegou a 870 mil, somente nos últimos 11 meses", ressaltou a diretora de Operações do grupo, Eveline Remígio. Quanto ao número de empregos diretos e indiretos que podem ser gerados em Suape, a expectativa é de que até 2011 sejam criados 260 mil. Vale o destaque para o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que deverá gerar 30 mil empregos entre diretos e indiretos, além da Petroquímica, cerca de 30 mil empregos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Estaleiro Atlântico Sul fecha acordo com norueguesa LMG


Estaleiro Instalado em Suape e integrado pelos grupos Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e as empresas PJMR e Samsung, o Estaleiro Atlântico Sul fechou acordo com a norueguesa LMG, para concorrer à licitação aberta pelaPetrobras para a construção de oito cascos de plataformas. Serão usadas na exploração do pré-sal.(Fonte: Diário de Pernambuco (Assinatura) - Recife)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Empresa gasta R$ 7 milhões com dragagem

 

O Estaleiro Atlântico Sul está desembolsando pelo menos R$ 7 milhões para realizar parte da dragagem do canal de acesso, que vai permitir a movimentação de navios no cais do empreendimento. Os recursos deveriam ser aportados pelo governo do Estado, mas a diretoria de Suape não conseguiu lançar o edital de licitação da obra. Como precisava aprofundar a área em até 11 metros para receber um navio que chega hoje com o superguindaste Goliath (maior equipamento já desembarcado em Suape), o EAS foi obrigado a arcar com os custos.

O presidente do Porto de Suape, Fernando Bezerra Coelho, explica que a licitação não pode ser lançada porque o complexo precisava assinar, antes, o convênio com a Secretaria Especial de Portos (SEP) para a liberação dos recursos. "A dragagem completa para atender ao estaleiro está estimada em cerca de R$ 100 milhões. Acreditamos que a assinatura do convênio com a SEP deve acontecer até o final deste mês", observa, frisando que o atraso ocorreu em função da crise global.

Fonte: Jornal do Commercio

terça-feira, 7 de julho de 2009

Suape

Em parceria com a Galvão Engenharia, a Queiroz Galvão apresenta amanhã, no Suape Business Meeting, o Empresarial QG que vai construir no terreno ao lado do Shopping Recife. O encontro no Arcádia Boa Viagem reunirá representantes de empresas com negócios em Suape, público alvo do empreendimento.
 
Fonte: Diário Econômico

 

Bezerra Coelho vai ao Rio negociar com empresa

 

Hoje, o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape e secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, estará ausente da reunião semestral com o secretariado do Governo para ir ao Rio de Janeiro, onde pretende selar acordo para que a empresa Oxbow passe a operar na zona portuária. Os diretores do grupo terão um encontro com a Diretoria de Abastecimento da Petrobras e com a Direção de Suape. Bezerra Coelho acredita que a conversa será conclusiva.

A ideia é implantar uma unidade de beneficiamento e comercialização do coque de petróleo (fonte de combustível para as indústrias de cimento e energia), num investimento que pode alcançar US$ 150 milhões. A unidade deve ser instalada perto da Refinaria Abreu e Lima e gerar 200 empregos diretos e mil indiretos.

Quando esteve em Pernambuco, o presidente da companhia, Brian L. Acton, chegou a dizer que espera uma movimentação de cerca de 1,5 milhão de toneladas de coque por ano. O empreendimento corresponde a um interesse na expansão de negócios no Nordeste. A Oxbow é uma das maiores empresas privadas da Flórida, sendo a maior fornecedora do mundo de coque de petróleo.(Fonte: Folha de Pernambuco)

 

Cristal PET terá fábrica em Suape

Empresa uruguaia de embalagens plásticas confirmou instalação ontem

Depois de ter a sua vinda anunciada em agosto de 2008, a empresa uruguaia Cristal PET confirmou ontem os recursos previstos para a instalação e operação de uma fábrica de embalagens plásticas no Complexo Industrial Portuário de Suape. O grupo ficará responsável pela produção de preformas por meio do PET (plástico), que é fabricado pela indústria italiana M&G, implantada em Suape desde 2007. Os investimentos serão de R$ 33,4 milhões, ocupando uma área de 5,23 hectares e a estimativa é de que sejam gerados 75 empregos diretos, 60 indiretos e 40 vagas temporárias.

A empresa planeja fabricar 1,3 bilhão de preformas/ano, material que será distribuído para todos aqueles clientes que utilizam as garrafas de PET, por exemplo. Em agosto, será aberto processo licitatório para a alienação da área e a expectativa é de que as obras comecem no primeiro semestre de 2010. Atualmente, a empresa opera em Pernambuco em uma unidade provisória em Jaboatão dos Guararapes.

O aporte vem para integrar o polo de preformas PET, formado também pelas empresas Brasalpla, Lorenpet e Pet Nordeste. A Brasalpla está finalizando as obras civis da sua unidade e a Pet Nordeste deve começar suas obras em setembro. A Cristal PET ficará localizada diante da fábrica da Brasalpla e ao lado do terreno onde deverá ser implantada a planta da Pet Nordeste, no Cabo de Santo Agostinho.

As quatro empresas dessa cadeia de PET poderão gerar aproximadamente 400 empregos diretos e 300 indiretos. Nas obras, 300 pessoas serão empregadas temporariamente. Os investimentos atingem os R$ 353 milhões, e a produção anual deverá ser de cerca de 6,3 bilhões de prefomas. O vice-presidente de Suape, Sidnei Aires, afirmou que a pretensão é atingir esses números ainda no fim do primeiro semestre de 2010. "Estamos concretizando o polo, esperamos que as quatro empresas estejam em pleno funcionamento até 2010, atuando no mercado local e regional", salientou.

 

Fonte: Folha de Pernambuco

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Suape terá primeira mudança em 30 anos

Há pouco mais de 30 anos, em 1978, quando Pernambuco ainda era comandado por governadores biônicos (indicados pela Ditadura), o chefe do Executivo Estadual, Moura Cavalcanti, criava o Complexo Industrial Portuário de Suape, entre Ipojuca e o Cabo de Santo Agostinho. Só que antes disso, em meados da década de 1970, o então governador Eraldo Gueiros já planejava a concretização do tão sonhado Porto de Suape através da confecção de um Plano Diretor (PD). Desde a sua inauguração, a zona portuária não recebe modificações significativas na sua concepção, ainda atrelada ao planejamento de 30 anos. Agora, porém, está em estudo a elaboração do novo PD, que deverá ser concluído em março de 2010.
O Porto de Suape começou de forma modesta na ideia de porto-indústria, mas cresceu em proporções gigantescas - especialmente nos últimos anos -, o que fez o complexo tornar-se um polo de atração capaz de envolver não só outros estados brasileiros, assim como grandes empresas do mundo. "Contamos com empreendimentos que aportaram nos últimos anos - a exemplo da Refinaria Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) - e que não estavam previstos no Plano Diretor", explicou o consultor da Projetec (que junto com o grupo carioca Planave está responsável pelo novo plano), João Recena.
Atualmente, Suape é o segundo maior porto do Brasil em movimentação de cargas em contêineres, tendo 96 indústrias instaladas no complexo e mais de 100 em processo de implantação. Investimentos que por si só justificam um estudo mais recente da área e colocam o empreendimento na condição de concentrador de cargas (hub port). Sempre é bom salientar que o projeto inicial foi executado sem a existência do porto e do complexo. Somente o terreno destinado para esses fins era algo realmente "palpável" naquela época. E a perspectiva para o futuro é de que haja um crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 7% para os municípios que estão na linha de influência de Suape.
Todo esse crescimento desenfreado tende a gerar problemas de cidade grande. E aí está outra necessidade de planejamento. Com mais de 25 mil trabalhadores atuando no espaço e a quantidade de empresas implantadas, a pressão sobre o ambiente natural e a favelização são fatores de risco que precisam de um cuidado e atenção especiais. Outra questão que também preocupa é a quantidade de conjuntos habitacionais irregulares. As moradias podem inviabilizar a efetivação de negócios. O urbanista da Projetec, Geraldo Marinho, falou que não há um número certo sobre a quantidade de casas que estão ilegais. 
 
Projeto foi elaborado através de consórcio
 
 
Por tratar-se de um projeto que terá 30 anos de duração, o novo Plano Diretor teve a prerrogativa de ser elaborado num consórcio entre a Projetec e a Planave, além de contar com amplas discussões e debates com diversos setores da sociedade, segmentos político, empresarial, industrial e técnico. O êxito desse planejamento depende fundamentalmente dos encontros com representantes da Fiepe, CNA, CNT, Crea, dentre outros.
"Essas reuniões fazem parte de um processo de socialização das informações e construção desse plano diretor", enfatiza o consultor da Projetec, João Recena. O processo de socialização a que Recena se refere traça um perfil minucioso dos 14 mil hectares da zona portuária e das cidades vizinhas, visando a melhoria nas áreas de ferrovia, infraestrutura, recursos hídricos, energia, habitação e, principalmente, de impacto socioambiental.
As reuniões realizadas até agora serviram para projetar o Diagnóstico Situacional de Suape, apontando os problemas e buscando possíveis soluções. Uma das prioridades será definir, nos próximos meses, o local de ocupação e o tamanho do imóvel onde vão funcionar os Centros de Defesa Ambiental e o de Tecnologia Ambiental. Outra meta é a instalação de uma estação de resíduos sólidos e líquidos. Do total do território do Polo Industrial de Suape, 45% será de reserva ecológica.
Quanto aos problemas habitacionais, João Recena já comunicou que a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) foi acionada e está estudando a melhor maneira de resolver o entrave. Parte das dificuldades surgem nas conversas com a sociedade. O consórcio Projetec e Planave recebe um investimento de cerca de R$ 5 milhões para a elaboração do novo PD.
 

Refinaria abrirá mais 7,5 mil vagas em Suape

O número de contratações para a construção da Refinaria Abreu e Lima, no Porto de Suape, aumentará nos próximos cinco meses. Isso porque novas etapas da obra, no valor de R$ 2,5 bilhões, devem ter contratos assinados até março, demandando mais 7,5 mil operários, além dos atuais 2,5 mil funcionários que já atuam na construção do empreendimento. O anúncio foi feito ontem pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, durante um encontro com o governador Eduardo Campos, no Rio de Janeiro. O investimento da refinaria poderá chegar a R$ 10 bilhões.

 

Hoje, os atuais operários trabalham na terraplanagem, na construção da casa de força - que teve ordem de serviço dada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no último dia 23 -, do píer petroleiro e da tubovia.

 

As novas contratações servirão para a construção de outros seis lotes equivalentes à metade das edificações da refinaria, mas ainda não foram definidas. "Essas novas obras seguem o roteiro do Plano de Aceleração da Refinaria (PAR). Estaremos dobrando o total de recursos aplicados até hoje. A contratação dos novos trabalhadores vai gerar ocupação, animar o comércio e movimentar a nossa economia em tempos de crise financeira mundial", disse Campos.

 

Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, que também participou do encontro, até abril outros quatro grandes contratos serão assinados. "O governo tem o mapeamento de trabalho feito para que os consórcios possam aproveitar os inscritos na Agência do Trabalho, Senai", exemplificou o representante da pasta. No cronograma da refinaria, dentro de dois meses, as obras de terraplanagem do terreno devem estar 90% prontas e a casa de força deve ser concluída em 2010.

 

Com o início das atividades previstas para 2010, a refinaria deverá processar 200 mil barris por dia, dos quais 100 mil viriam da Venezuela e o restante da Bacia de Campos (SP). Esse é o atual acordo feito com a PDVSA, estatal venezuelana, que teria 40% do empreendimento e os 60% restante seriam da Petrobras. Em contrapartida ao investimento em refino no Brasil, a Venezuela concederia 40% dos seus campos de petróleo pesado na área de Carabobo. Com um impasse junto à PDVSA, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deu um prazo até o dia 17 de fevereiro para um posicionamento da estatal venezuelana.

 

 

Fonte: Folha de Pernambuco

Suape terá 41 mil vagas este ano

 

Administração do complexo fez um levantamento sobre as oportunidades de emprego no local. Os postos vão desde operadores de máquina a médicos

 

Na contramão do fechamento de postos de trabalho, como mostrou ontem o balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Cadeg), mais de 40 mil oportunidades serão abertas em Suape este ano. Para ser mais exato, serão 41.580 postos de diferentes profissões, como de operador de máquina a médico e dentistas. O número consta de um levantamento realizado pela administração de Suape com as empresas que estão se instalando no local (arte ao lado).

Em 2009, vários projetos que estão se instalando em Pernambuco entram na sua fase mais aquecida de construção. Por isso, a maior parte das vagas abertas estão na área da construção civil. O maior projeto em andamento é o da Refinaria Abreu e Lima, com previsão de gerar até 20 mil empregos. A partir de abril deste ano deve estar aquecida a contratação para os profissionais que farão a Casa de Força e depois a Estação de Tratamento de Água do empreendimento. O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) ainda estará tanto em fase de construção, o que está sendo feito pelo Consórcio Tatuoca, quanto com trabalhadores no processamento de aço. A previsão de Suape é ter 2.000 postos ainda nessa construção.

Em fevereiro, a metal-mecânica Fasal precisará de operadores de pontes rolantes, auxiliares de serviços gerais, com previsão de abrir 120 vagas na construção e 210 empregos entre diretos e indiretos quando estiver operando. A indústria de bebidas Campari contratará 35 pessoas a partir de junho para a sua nova fábrica no Estado.

No total, o levantamento de Suape inclui 15 empresas e o Sest/Senat como demandantes de mão-de-obra para Suape em 2009. O investimento previsto em todos os empreendimentos alcança US$ 5,7 bilhões, a maior parte disso referente à refinaria, que sozinha abocanhará US$ 4 bilhões. Em segundo lugar na geração de empregos está a Petroquímica Suape, com previsão de gerar 16.200 empregos. O projeto que envolve a construção de uma fábrica de ácido tereftálico purificado (PTA), fios de poliéster e uma fábrica de resina PET.



Acordo garante obra do Estaleiro Atlântico Sul

Os trabalhadores da obra do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que tinham anunciado estado de greve, negociaram com o Consórcio Tatuoca, formado pelas empresas Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, e devem evitar a paralisação. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Construção Pesada (Sintepav), Aldo Amaral, o consórcio atendeu às demandas da categoria.

"Tivemos uma boa reunião na sexta, em que as empresas concordaram com nossas propostas. Falta operacionalizá-las e levar aos trabalhadores", afirmou. O consórcio, em nota, afirmou que as demandas serão analisadas e "conforme o caso, solucionadas dentro do menor prazo possível". Os trabalhadores reivindicaram plano de saúde e melhores condições de alimentação e transporte. São 1.700 funcionários na construção do estaleiro, que ainda passará por uma expansão que praticamente duplicará a área útil do empreendimento.

Uma missão do grupo indiano Reliance está em Pernambuco analisando a participação no polo petroquímico de Suape, em parceria com a Petroquisa. São sete executivos, com destaque para um vice-presidente do grupo. Ontem, eles tiveram reuniões técnicas com o superintendente da PetroquímicaSuape, Richard Ward, e hoje devem se encontrar com o secretário Fernando Bezerra Coelho. O governo do Estado estimula a participação dos indianos no projeto, o que pode resultar no aumento do polo, incluindo uma segunda fábrica de resina PET. (R.L.)

 

Refinaria inicia construção sem PDVSA

A Refinaria Abreu e Lima vai iniciar a construção da sua primeira grande obra, a casa de força, na sexta-feira, ainda sem a participação da PDVSA. A estatal venezuelana ainda não concordou com os termos do contrato de compra e venda de petróleo e também não aportou os 40% que a Petrobras gastou no projeto. Somente a casa de força, que será construída pela Alusa, custará R$ 966 milhões, com geração de até 2.800 empregos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Venezuela Hugo Chávez se encontraram na sexta-feira, mas nada ficou definido sobre o projeto. "Os documentos estão prontos, falta um entendimento entre as empresas. Vamos marcar uma reunião entre Petrobras e PDVSA na segunda semana de fevereiro", afirmou o presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, que na sexta-feira também estava na Venezuela. Em comunicado sobre o encontro, a PDVSA listou seis acordos de cooperação com o Brasil que foram tratados no Estado de Zulia (Venezuela), mas não cita nada da refinaria.

O atual impasse está na compra e venda de petróleo. Metade do petróleo que será refinado em Suape teria como origem a Venezuela, e a outra metade a Bacia de Campos, no Rio. A Petrobras quer definir o preço com base em referências internacionais, que significa fixar um preço com desconto como ocorre em mercados competitivos, pois o petróleo venezuelano e o brasileiro da Bacia de Campos são mais pesados, de refino mais difícil.

"Desde dezembro o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, mandou uma carta a Rafael Ramirez (presidente da PDVSA) dizendo que não concordava com a intenção de fixar um preço de referência venezuelano para o petróleo que for consumido pela refinaria. Não concluindo isso, é difícil avançar sobre o acordo de acionista, pois dessa decisão dependerá a rentabilidade do negócio", explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho.

A PDVSA contratou a KPMG para certificar os investimentos feitos pela Petrobras. Com base no relatório, que já está pronto, ela deveria fazer o aporte de 40%. Na imprensa internacional, já circulam informações de que a queda do petróleo afetou a PDVSA, que já acumularia dívidas com fornecedores. Enquanto não define isso, o projeto vai sendo tocado. A Alusa já escolheu um canteiro de obras no Cabo de Santo Agostinho e outro em Ipojuca. "Vamos ter um canteiro fora da obra para a montagem de equipamentos. Além da termelétrica, vamos construir a subestação principal da refinaria e 16 estações blindadas", explicou Cesar Luis de Godoy Pereira, diretor da Alusa. (R.L.).

 

Fonte: Jornal do Commercio

Agência do Trabalho em Suape

O Complexo de Suape contará com um escritório da Agência do Trabalho vinculado à Secretaria Especial de Juventude e Emprego no início de março.

cadastramento

O local será interligado Sistema Gestão de Ações de Emprego, o SIGAI, e se voltará para empresários que precisem contratar mão-de-obra para a construção e a operação de seus empreendimentos.

A administração do complexo, no intuito de promover a inclusão dos moradores das comunidades pertencentes a Suape, deu início, hoje (12.02), a um cadastramento especifico para essas pessoas.
A primeira comunidade atendida foi Serraria, mas a integração da mão-de-obra dos nativos ao banco de dados da Agência deverá ocorrer até a primeira semana de março.

A expectativa é de que 1,5 mil pessoas sejam cadastradas, e logo no primeiro dia formaram-se filas para a inscrição que dará acesso às vagas dos novos empreendimentos. "Esperávamos 50 pessoas nos turnos da manhã e da tarde, mas antes do meio-dia já tinham mais de 70 na fila" explica o diretor de Gestão Fundiária e Patrimônio de Suape, Inaldo Campelo.

"A demanda por mão-de-obra aqui em Suape é muito grande, e os empresários não podem perder tempo indo ao Recife para oferecer vagas. Por isso, um ponto de apoio aqui em Suape é tão importante", afirmou Silvana Chada, Gerente Operacional da Agência do Trabalho.

Executivos de grupos como a Gonvarri e a Brasalpla têm se reunido com técnicos da Agência e com diretores de Suape para discutir ações e o funcionamento da nova subsede.

 

Fonte: Portal do Cabo.

Fornecedores para grandes projetos

Há dois ou três anos, garantir a participação de empresas pernambucanas como fornecedoras das cadeias de petróleo, gás, naval e offshore que estavam surgindo em Suape era uma drama. Os grandes empreendimentos, como o Estaleiro Atlântico Sul, estavam apenas começando a se implantar, mas já se falava de capacitação como algo urgente, sob pena de perdermos as encomendas de produtos e serviços para outros estados. Agora, estamos navegando em águas mais calmas. Mais de 500 empresas pernambucanas já fornecem para o estaleiro e muitas começam a se preparar para fornecer também para a Refinaria Abreu e Lima.

O esforço que se fez e ainda se faz tem muitos pais e mães. Foram muitas reuniões, muitos diagnósticos, muito treinamento, envolvendo diversos sindicatos e instituições como a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) - e seus órgãos Senai, IEL e Ciepe - e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Como reforço, foi instituído em Pernambuco um fórum regional do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). 

"É preciso somar esforços. Tanto de instituições como de empresas, pois sozinhas, na maioria das vezes, elas não conseguem atender à demanda desses empreendimentos", diz o superintendente do Sebrae-PE, Nilo Simões. Como exemplo ele cita os milhões de blocos de cimento que a Petrobras vai precisar comprar para a refinaria. "Por isso os consórcios. São milhões de blocos. Não existe nenhuma empresa em Pernambuco que possa atender sozinha a uma demanda como essa", completa.

Se é difícil para as grandes, imagine para as pequenas. O Sebrae-PE encomendou um levantamento para identificar as oportunidades de negócios e assim facilitar a inserção das micro e pequenas. Acabou de ficar pronto. Até o início de agosto, a partir desse diagnóstico, serão publicados 23 volumes, cada um dedicado a um segmento diferente, como terraplenagem, construção civil, montagem, manutenção. Quem ainda tem dificuldade de enquadramento encontrará ali algumas dicas para se aperfeiçoar.

O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simmepe), Sebastião Pontes, afirma que esse esforço incluiu a participação em feiras nacionais e internacionais de eletro-metal-mecânica e do setor naval. "Hoje, cerca de 70 associados já estão fornecendo para o estaleiro", comemora. Ele é diretor comercial da Polifrio, indústria de equipamentos de refrigeração sediada em Abreu e Lima, que forneceu câmaras frigoríficas para o refeitório do estaleiro. 
 
Fonte: Diário de Pernambuco

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Empresa Oxbow perto de fechar acordo com Suape

A direção do Complexo Industrial Portuário de Suape espera fechar acordo na próxima semana com a empresa norteamericana Oxbow (Carbon Minerals LLC) para que o grupo passe a operar na zona portuária. Esse seria o desfecho de uma novela que se iniciou no mês de março de 2008, quando foi assinado o protocolo de intenções entre a Petrobras e a própria Oxbow. 

A ideia é implantar uma unidade de beneficiamento e comercialização do coque de petróleo (fonte de combustível para as indústrias de cimento e energia), num investimento que pode alcançar a cifra dos US$ 150 milhões.

O empreendimento deverá ser instalado numa área próxima à Refinaria Abreu e Lima e gerar 200 empregos diretos e mil indiretos. ?Na próxima semana, os diretores da Oxbow nos Estados Unidos vão estar no Brasil. Eles comparecem a uma reunião com a diretoria de abastecimento da Petrobras, no Rio de Janeiro. Nós (Porto de Suape) também teremos uma conversa com eles e acredito que será conclusiva?, afirmou o presidente do Complexo e secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho.

Quando esteve em Pernambuco, o presidente da companhia, Brian L. Acton, chegou a declarar que o ritmo de instalação da unidade seria determinado pela velocidade das negociações com a Petrobras. Não obstante, disse esperar uma movimentação de cerca de 1,5 milhão de toneladas de coque por ano. 

O empreendimento corresponde a um interesse na expansão de negócios no Nordeste. Atualmente, a Oxbow é uma das maiores empresas privadas da Flórida, sendo a maior fornecedora do mundo de coque de petróleo.

Com 100 anos de atuação, o grupo americano marca presença em todos os continentes, contando com especialização na produção de coque calcinado (um ingrediente-chave no processo do alumínio), mineração e marketing de carvão, entre outros serviços que estão relacionados. 

A Oxbow Carbon possui aproximadamente US$ 3,4 bilhões em receitas anuais e comercializa mais de 47 milhões de toneladas de carbono anualmente.

 

Por Folha de Pernambuco - Paulo Marinho

 

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