terça-feira, 23 de junho de 2009

Novo Investimento em Suape

implantação de um centro de reparação naval em Suape ficou mais próxima. Foi assinado um acordo entre o Estaleiro Lisnave, de Portugal, Transpetro e a administração do complexo industrial portuário pernambucano para contratação de um estudo de viabilidade para instalação da planta. De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, o estudo deve ficar pronto num prazo entre 90 e 120 dias. 

O Lisnave é um dos maiores centros de reparação naval da Europa e tem entre seus acionistas o grupo alemão Thyssen. Assim como a RIP Prestação de Serviços Industriais, que confirmou sua vinda para Suape. A RIP tem sede em São Paulo e a implantação da filial pernambucana tem orçamento estimado em R$ 6 milhões, com previsão de gerar 1,5 mil empregos diretos e 500 indiretos. A empresa concorre para ser fornecedora do Estaleiro Atlântico Sul, da Jaraguá e da Construtora Norberto Odebrecht, entre outras. 

O centro de reparação naval, que deverá ser instalado na Ilha de Cocaia, torna-se oportuno num momento em que a Transpetro está ampliando e modernizando sua frota de navios. A subsidiária da Petrobras na área de transporte encomendou 46 navios e 15 deles serão construídos pelo Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, fora os que ainda estão sendo licitados. A Petrobras, por sua vez, prepara a licitação de 28 novas sondas de perfuração, principalmente para a área do chamado pré-sal. Um negócio que poderá ultrapassar os US$ 15 bilhões. 

Navios e plataformas de petróleo precisam de reparo. Com a instalação da Refinaria Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul, o governo do estado espera uma movimentação intensa de navios em Suape, abrindo um novo filão de negócios. O Lisnave, por assim dizer, tem bastante know how em reparação de navios e plataformas. Tem capacidade para recuperar 150 navios por ano, tendo faturado 150 milhões de euros (cerca de R$ 450 milhões) em 2008. Outra empresa que tem analisado a possibilidade de investir num centro de reparação naval é a Jaraguá. A empresa é especializada em mecânica pesada e vai fornecer fornos para a refinaria.

A visita ao estaleiro português foi feita dentro da programação da última missão internacional do projeto Suape Global, que quer posicionar o porto pernambucano como um polo mundial provedor de equipamentos e serviços nas áreas de petróleo e gás, offshore e naval. O périplo teve inicío da Noruega no dia 14 de junho, com visitas às empresas Warstila, Rolls-Royce Marine, Noreq, Dânica, Nocac, Sperre, TMC, Cummins, Offshore e BrazHarwood.

De acordo com Bezerra Coelho, a Rolls-Royce ficou interessada no projeto e deve enviar representantes para conhecer Suape em setembro. Em Newcastle, Inglaterra, o governo do estado assinou um memorando para intercâmbio entre Suape e a North East Process Industry Cluster, Nepic, organização industrial que congrega mais de 500 empresas dos setores petroquímico, químico, farmacêutico e biotecnológico. (M.B.) 

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