segunda-feira, 29 de junho de 2009

Bunge troca o Porto do Recife por Suape

A Bunge encerrou suas operações no Porto do Recife. Desde o último dia 15, toda a movimentação de trigo da companhia no Estado é feita pelo Complexo de Suape, no novo moinho construído com investimento de R$ 126 milhões e que entrou em fase de testes em janeiro. Com o fim das atividades, o porto da capital perde um volume médio de 340 mil toneladas por ano e precisa buscar novas cargas para substituir a migração do produto, sobretudo num ano de crise. O trigo representa 25% da movimentação do porto, que no ano passado fechou em cerca de 2 milhões de toneladas.

O presidente do Porto do Recife, Alexandre Catão, acredita que a conclusão da dragagem (prevista para julho) deverá amenizar a perda das cargas de trigo, na medida em que poderá atrair novos clientes, com a possibilidade de receber navios de maior porte.

Operando há mais de 30 anos no Porto do Recife, a Bunge decidiu construir um novo moinho em Suape, depois da tentativa frustrada de dobrar a sua capacidade de armazenagem no Recife. A empresa chegou a arrendar por 20 anos o armazém 9 (ao lado das suas opções no berço 10), mas por determinação do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) não pode demolir a estrutura. A companhia também reivindicava ao porto a realização da dragagem, porque o assoreamento acabou aumentando o custo das operações. Por falta de profundidade, a Bunge era obrigada a descarregar o trigo no cais 2 e fazer o percurso de caminhão até o armazém 10.

Em 2005, o anúncio de que o então governador Jarbas Vasconcelos havia decidido encerrar as operações de cargas do porto, jogou (de uma vez por todas) água nos planos de ampliação do moinho no Recife. Com as vantagens oferecidas pelo próprio governo para a implantação de uma nova unidade em Suape, o grupo acabou investindo num moinho com capacidade para processar 850 mil toneladas de trigo por ano, figurando como o maior da América Latina.

Com vocação no comércio internacional, o Porto do Recife registrou queda de 13,61% na movimentação de cargas no acumulado de janeiro a maio, em função da crise econômica global. O volume passou de 941,9 mil para 813,7 mil toneladas com destaque para a redução nas exportações de vergalhões de aço, clínquer e granito e nas importações de fertilizante, malte/cevada e barrilha.

Fonte: Jornal do Commercio

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Tecon Suape mantém plano de investimento

Mesmo diante do cenário de crise, que fez minguar em 15% a movimentação de cargas do Tecon Suape no primeiro semestre de 2009, o grupo filipino International Container Terminal Sevice Inc (ICTSI) vai manter seu plano de investimentos para o Brasil, que prevê o desembolso de US$ 40 milhões, nos próximos dois anos, para deixar o terminal com capacidade para movimentar um volume de 1 milhão de contêineres por ano. O anúncio foi feito ontem, durante a visita da presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, que inaugurou o novo pátio de armazenagem de contêineres do Tecon, numa solenidade que contou com a presença do governador Eduardo Campos, de secretários de Estado, ministros e de cônsules de sete países.

Acompanhada de sua comitiva, a presidente fez um percurso rápido pelo pátio de contêineres, viu uma galeria de fotos com dez imagens que retratam a implantação do Tecon e ouviu a apresentação da Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque. Sorridente, ouviu os discursos do presidente do Tecon, Sérgio Kano, e do governador Eduardo Campos, que falou da importância de Suape e de Pernambuco no contexto nacional.

Quem esperava por um pronunciamento da presidente ficou frustrado. Depois de descerrar a placa e de cortar a fita inaugurativa da expansão do Tecon, a presidente sentou para o almoço sem falar das suas expectativas em relação ao Brasil. Hoje, os dois países têm um pequeno intercâmbio comercial de R$ 1 bilhão, segundo informações do Itamaraty.

Gloria Arroyo desembarca no Brasil 40 anos após a visita de seu pai, Diosdado Macapagal, que na época era vice-presidente das Filipinas. Ainda ontem, a presidente seguiu para Brasília, onde vai discutir parcerias nas áreas de tecnologia, energia renovável e agricultura, além de conhecer a experiência do Bolsa-Família.

CRISE

O presidente do grupo ICTSI, Enrique Razón, afirmou que a manutenção dos investimentos em Suape é uma demonstração de que a empresa mantém o olhar no futuro. "O Tecon Suape é estratégico para nós", disse. A operação brasileira representa 10% do faturamento mundial do grupo, que tem 18 terminais em operação em portos de quatro continentes. O executivo comenta que a crise deve derrubar em 12% a movimentação de carga conteinerizada este ano.

Sérgio Kano destaca que no Tecon, a redução das cargas internacionais tem contribuído para derrubar o desempenho do terminal. "Tivemos um pequeno crescimento de 2% na cabotagem e uma redução de 30% nas cargas internacionais", diz, lembrando que a movimentação de contêineres é fortemente impactada pelo desempenho industrial. Na avaliação do executivo, 2010 ainda será um ano difícil. "Mas acreditamos que o cenário melhora a partir de 2011". Enquanto isso, o lema é continuar investindo. Desde que arrendou o Tecon, em 2001, o grupo já aplicou R$ 152 milhões no terminal.

Fonte: Jornal do Commercio

terça-feira, 23 de junho de 2009

Novo Investimento em Suape

implantação de um centro de reparação naval em Suape ficou mais próxima. Foi assinado um acordo entre o Estaleiro Lisnave, de Portugal, Transpetro e a administração do complexo industrial portuário pernambucano para contratação de um estudo de viabilidade para instalação da planta. De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, o estudo deve ficar pronto num prazo entre 90 e 120 dias. 

O Lisnave é um dos maiores centros de reparação naval da Europa e tem entre seus acionistas o grupo alemão Thyssen. Assim como a RIP Prestação de Serviços Industriais, que confirmou sua vinda para Suape. A RIP tem sede em São Paulo e a implantação da filial pernambucana tem orçamento estimado em R$ 6 milhões, com previsão de gerar 1,5 mil empregos diretos e 500 indiretos. A empresa concorre para ser fornecedora do Estaleiro Atlântico Sul, da Jaraguá e da Construtora Norberto Odebrecht, entre outras. 

O centro de reparação naval, que deverá ser instalado na Ilha de Cocaia, torna-se oportuno num momento em que a Transpetro está ampliando e modernizando sua frota de navios. A subsidiária da Petrobras na área de transporte encomendou 46 navios e 15 deles serão construídos pelo Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, fora os que ainda estão sendo licitados. A Petrobras, por sua vez, prepara a licitação de 28 novas sondas de perfuração, principalmente para a área do chamado pré-sal. Um negócio que poderá ultrapassar os US$ 15 bilhões. 

Navios e plataformas de petróleo precisam de reparo. Com a instalação da Refinaria Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul, o governo do estado espera uma movimentação intensa de navios em Suape, abrindo um novo filão de negócios. O Lisnave, por assim dizer, tem bastante know how em reparação de navios e plataformas. Tem capacidade para recuperar 150 navios por ano, tendo faturado 150 milhões de euros (cerca de R$ 450 milhões) em 2008. Outra empresa que tem analisado a possibilidade de investir num centro de reparação naval é a Jaraguá. A empresa é especializada em mecânica pesada e vai fornecer fornos para a refinaria.

A visita ao estaleiro português foi feita dentro da programação da última missão internacional do projeto Suape Global, que quer posicionar o porto pernambucano como um polo mundial provedor de equipamentos e serviços nas áreas de petróleo e gás, offshore e naval. O périplo teve inicío da Noruega no dia 14 de junho, com visitas às empresas Warstila, Rolls-Royce Marine, Noreq, Dânica, Nocac, Sperre, TMC, Cummins, Offshore e BrazHarwood.

De acordo com Bezerra Coelho, a Rolls-Royce ficou interessada no projeto e deve enviar representantes para conhecer Suape em setembro. Em Newcastle, Inglaterra, o governo do estado assinou um memorando para intercâmbio entre Suape e a North East Process Industry Cluster, Nepic, organização industrial que congrega mais de 500 empresas dos setores petroquímico, químico, farmacêutico e biotecnológico. (M.B.) 

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Tecon Suape amplia pátio de contêineres

A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, chega a Pernambuco na próxima segunda-feira, à noite, para dar início à sua primeira visita de Estado ao País, que é também a primeira de um presidente filipino desde 1960. No mesmo dia, Gloria terá um jantar com o governador Eduardo Campos e na terça, pela manhã, inaugura o novo pátio de armazenagem de contêineres do Tecon Suape – o principal investimento de um grupo filipino no Brasil, o International Container Terminal Service (ICTSI), que aplicará US$ 125 milhões em Pernambuco até 2011 na implantação de novas operações e equipamentos e na ampliação de áreas. Só esta ampliação, que terá 70 mil metros quadrados (m²) e irá absorver todos os 300 mil m² da área arrendada pelo Tecon Suape ao governo do Estado, recebeu em 2001 US$ 10 milhões dos US$ 75 milhões investidos no Brasil.

Na última terça-feira, numa reunião com o presidente do Tecon Suape, Sérgio Kano, na Embaixada das Filipinas, em Brasília, a embaixadora das Filipinas no Brasil, Teresita Barsana, destacou o estreito relacionamento do seu país com Pernambuco, graças à presença do ICTSI. "A partir da visita presidencial poderá haver uma aproximação ainda maior com o Estado", afirmou.

Tudo vai depender dos acordos que deverão ser assinados entre o Brasil e as Filipinas, focados nas áreas de agricultura e bioenergia e que ainda passam por acertos finais. Acompanhada de empresários e de ministros da Agricultura, Indústria e Comércio Exterior, Relações Exteriores, Energia e Desenvolvimento Social, a presidente Gloria Arroyo viaja à Brasília, após a inauguração, onde terá encontros com o presidente Lula e com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. No dia 25, ela encerra a visita no Rio de Janeiro.

A embaixadora destaca o acerto de um acordo guarda-chuva entre os ministérios da Agricultura dos dois países, que irá se desdobrar em convênios com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Instituto de Desenvolvimento da Agricultura das Filipinas, e um outro com o Centro de Tecnologia Canavieira, de São Paulo. "O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas mundiais e com clima semelhante ao das Filipinas.Podemos ter entendimentos de cooperação técnica, científica e comercial", afirmou Teresita Barsana. A cana-de-açúcar é uma cultura tradicional das Filipinas, que já produz etanol e determina a adição de 5% à gasolina. Daqui a quatro anos o percentual passará a 10%.

Fonte: Jornal do Commercio

 

Indústria confirma investimento em Suape

O vice-presidente da General Motors (GM) do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, confirmou ontem que ocorrerá, no segundo semestre deste ano, o início da operação da central de distribuição de veículos da GM no Porto de Suape. "Os primeiros veículos devem chegar em julho ou agosto", garantiu ontem ao JC.

A central de distribuição de veículos da GM em Suape foi anunciada, oficialmente, em maio do ano passado, e deveria ter entrado em operação em outubro ou novembro de 2008. No entanto, a crise global atingiu muito o setor automotivo e isso fez, entre outras coisas, a GM adiar o início da operação do empreendimento.

Com o agravamento da crise global, a GM americana ficou numa situação difícil, que culminou com o pedido de recuperação judicial. No Brasil, a crise diminuiu a venda de carros no mercado interno até que o governo federal decidiu, em dezembro último, conceder uma isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) que fez as vendas do setor voltarem a crescer.

"Uma nova fábrica não está dentro do programa de investimento, que foi anunciado ontem, de US$ 2,5 bilhões iniciados em 2007", comentou, se referindo aos números divulgados ontem pelo presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila.

Na época em que ocorreu o anúncio da central de distribuição de veículos, a expectativa era grande em torno da instalação de mais uma fábrica da GM no País, porque a venda de carros estava batendo recordes no País e os executivos da GM do Brasil chegaram a falar da possibilidade de instalar mais uma fábrica para atender a demanda interna.

"Agora, a central de distribuição de Suape está na fase de apresentar documentação para conseguir o alfandegamento", explicou Pinheiro Neto. O alfandegamento é necessário porque o terminal deve receber carros importados.

Na primeira etapa, a central de veículos deverá receber 25 mil automóveis por ano.

Segundo Pinheiro Neto, a GM já investiu cerca de R$ 30 milhões para implantar essa central de distribuição. "Quase tudo desse investimento já foi gasto", comentou.

ESTRUTURA

No local onde vai funcionar a central de veículos da GM já existia um pátio para receber automóveis. "Toda a infraestrutura da área ficou pronta em março último. Está faltando que a GM formalize, oficialmente, quando vai começar a operar, para que seja implantado o sistema de controle", explicou o vice-presidente de Suape, Sidnei Aires. A central vai ocupar uma área de 3,6 hectares.

A administração de Suape colocou a iluminação no local e está usando o pátio para armazenar cargas transitórias - que passam menos de 30 dias no Porto. Ainda de acordo com Aires, a GM tem que informar a data do início da operação com uma antecedência de pelo menos 60 dias para que seja implantado o sistema de controle da central de veículos.

Fonte: Jornal do Commercio

Texto publicado em 03 de Junho de 2009 - 07h51

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A GM em Suape

GM inicia operações neste semestre 
O vice-presidente da Gene- ral Motors (GM) do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto,confirmou que ocorrerá, no segundo semestre deste ano, o início da operação dacentral de distribuição de veículos da montadora no Porto de Suape (PE). Na primeira etapa, a central de veículos deverá receber 25 mil automóveis porano. O projeto custou R$ 30 milhões.
 
Fonte: A Tribuna Online

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A vez da Transnordestina

Em abril passado quando da reunião da Sudene em Montes Claros, o governo federal concluiu a longa e demorada negociação do financiamento do projeto da mais importante obra ferroviária do Nordeste. Finalmente, no fim de maio, todos os contratos de financiamentos junto a Sudene, BNDES e BNB foram assinados. Nesta última semana, o BNDES liberou mais R$ 100 milhões, o BNB R$ 90 milhões e finalmente a Sudene liberou os primeiros R$ 27 milhões do Finor. O trecho Propriá/Cabo estará completamente recuperado e inaugurado ainda este ano, viabilizando importante volume de cargas para Suape. A frente de obras Salgueiro/Trindade avança, e a partir do início de julho, nova frente de obras se inicia partindo de Parnamirim. Já agora em junho, em reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o Ibama se comprometeu de liberar a licença de instalação do trecho Salgueiro/Suape no dia 19 de agosto, e até o final deste ano, teremos pelo menos, mais três novas frentes de obras neste trecho.

Já podemos finalmente celebrar a concretização deste tão sonhado projeto? Não. No PAC estão assegurados com recursos do FNDE, um bilhão e 300 milhões de reais em 2009, e um bilhão de reais para 2010. Com o pretexto de que a obra está atrasada, o Ministério da Integração propôs a Casa Civil, a utilização de parte dos recursos para viabilizar a Ferrovia Oeste Leste – que liga as cidades de Ilhéus a Luís Eduardo Magalhães. Nada temos contra a ferrovia que pretende levar os grãos e minérios do Oeste baiano para o Porto de Ilhéus, mas o dinheiro dela não pode ter como origem os recursos da Transnordestina. Esta aí uma luta que deve mobilizar toda a representação política pernambucana no Congresso Nacional, ao invés de nos dividirmos com iniciativas de CPI, que só colocam em risco, os investimentos que Pernambuco tanto precisa.

É hora de defendermos a Transnordestina, e hora de apoiarmos o concessionário do projeto que já desembolsou mais de R$ 300 milhões e o governo federal menos de R$ 30 milhões até agora.

A Transnordestina vai mobilizar em obras mais de R$ 2 bilhões só no território pernambucano. Quando no pico da sua implantação, quatro mil empregos serão gerados no Estado. Nenhuma obra é tão importante para a promoção do desenvolvimento do interior do Estado, quanto esta ferrovia.

Os benefícios são expressivos e contemplam a viabilização da logística do gesso do Araripe, permitindo a sua exportação. Há também a chegada do milho e da soja, determinando o valor de uma ração mais barata para alavancar a avicultura e suinocultura pernambucana, que já ganha novas perspectivas após a chegada dos projetos da Sadia e da Perdigão.

O presidente Lula quer a ferrovia, o governador Eduardo Campos luta e ajuda na agilização do projeto, portanto, agora que todos os obstáculos foram superados (contratos financeiros, licenças ambientais desapropriações) não podemos permitir que novos entraves sejam criados para impedir a implantação deste projeto que é vital para a economia pernambucana. Com Pernambuco unido, a Transnordestina agora vai!

(*) Fernando Bezerra Coelho é Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco e Presidente do Complexo Industrial Portuário de SUAPE.

Publicado em 11.06.2009 no JC

Daihatsu reforça polo naval de Suape

O polo naval de Suape vai ganhar reforço com a implantação de uma unidade da companhia japonesa Daihatsu – montadora especializada em veículos de mini porte, que também fabrica motores marítimos. A empresa chega pelas mãos da Petrobrás, que tem auxiliado a diretoria do complexo na captação de investimentos para adensar as cadeias de petróleo e gás, naval e offshore em Pernambuco. A expectativa é que o investimento na indústria chegue a US$ 10 milhões.

Segundo apurou o JC, o diretor da Daihatsu na América, Kazuo Takeuchi, esteve ontem na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco para discutir a construção da unidade. Na próxima semana, a empresa deverá formalizar a intenção de se instalar em Suape, por meio de uma solicitação de área no complexo. A fábrica será a primeira da companhia no Brasil. Há dez anos, a Daihatsu teve seu controle acionário adquirido pela Toyota.

No setor de motores marítimos, a companhia responde por 80 de cada 100 motores vendidos no mundo. A empresa chega ao Estado no vácuo de empreendimentos como o Estaleiro Atlântico Sul e a segunda planta de construção naval, que deverá ser construída pelo consórcio Alusa/Galvão Engenharia, com investimento previsto de US$ 350 milhões.

SUAPE GLOBAL

O projeto Suape Global, lançado em dezembro do ano passado pelo governo de Pernambuco para atrair empresas dos setores de petróleo e gás, naval e offshore, está apresentando os primeiros resultados. Ontem, o diretor da Prestação de Serviços Industriais, Eduardo Salim Hamdan, esteve na Secretaria de Desenvolvimento Econômico para assinar o contrato de venda do terreno de dois hectares, onde será implantada a nova filial da empresa. A RIP e a Alphatec1 – fabricante de tubulações e estruturas de aço – são as duas primeiras empresas a encampar o projeto Suape Global.

Pertencente ao Grupo Thyssen Crool, a RIP presta serviços de instalação e montagem industrial, além de fornecer materiais de isolamento térmico e acústico. Com previsão de inaugurar no final deste ano, a filial terá investimento de R$ 6 milhões e gerar 1,5 mil empregos.

Publicado em 11.06.2009 no JC

Fábrica de massas Estrela pode investir em Suape

O Complexo Industrial Portuário de Suape poderá ganhar mais uma indústria de produtos alimentícios. A Fábrica Estrela, do Ceará, está estudando a possibilidade de instalar no estado uma nova unidade. O governo ofereceu uma área entre oito e dez hectares, próximo ao moinho da Bunge. Por ser um negócio muito embrionário, não se calculou ainda volume de produção, o quanto poderá ser investido e quantos empregos poderão ser gerados com o projeto.

"Ainda não existe a decisão de investimento. Viemos ao Recife atendendo ao convite de um parceiro e vamos estudar se existe viabilidade econômica e financeira", declarou o diretor financeiro da Fábrica Estrela, José Carlos Timbó, que se reuniu ontem com o secretário estadual de desenvolvimento econômico, Fernando Bezerra Coelho, juntamente com o diretor comercial da empresa, Rui Brandão.

Segundo Timbó, uma resposta sobre a viabilidade do empreendimento poderia ser dada entre duas e três semanas. "Depois desse prazo, se for viável, voltaremos a conversar com o governo do estado e vamos tocar o projeto. Do contrário, agradeceremos o convite", disse. Sediada no Distrito Industrial de Maracanaú, a 35 quilômetros de Fortaleza, a Fábrica Estrela produz atualmente cerca de 8 mil toneladas/mês de massas e biscoitos.

No Ceará, a Fábrica Estrela produz diversos tipos de massas e biscoitos com as marcas Fábrica Estrela e Pelaggio, comercializadas em vários estados do Norte/Nordeste. A companhia nasceu como uma padaria, em 1946, fundada pelo português Pelágio de Oliveira Brandão. A mudança de padaria para indústria de alimentos ocorreu em 1986, com o surgimento da Pelágio Oliveira S/A e a nova sede em Maracanaú.

Os produtos com a marca Fábrica Estrela são tradicionais no segmento de massas e apresentam preços mais acessíveis. Já os da marca Pelaggio, focada no segmento de biscoitos (wafers e recheados, por exemplo), são mais sofisticados. Em Pernambuco, a companhia possui duas filiais, uma no Recife e outra em Petrolina.

RIP - Na quarta-feira, o governo do estado confirmou a vinda para Suape da RIP Prestação de Serviços Industriais, um investimento de R$ 6 milhões. Um dos diretores da empresa, Eduardo Salim Hamdan, esteve na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e assinou o contrato de venda de um terreno de 2,06 hectares em Suape, onde será implantada a nova filial. 

A RIP tem sede em São Paulo e é ligada ao grupo alemão Thyssen. Presta serviços de instalação e montagem industrial, além de fornecer materiais de isolamento térmico e acústico. A construção em Suape deverá ser iniciada em setembro deste ano, com previsão de término até dezembro. O empreendimento irá gerar 1,5 mil empregos diretos e 500 indiretos. Em Suape, a RIP está concorrendo para ser fornecedora do Estaleiro Atlântico Sul, Jaraguá e Construtora Norberto Odebrecht, entre outras. 
Fonte: Diário de Pernambuco

Infraestrutura vai ficar pronta antes do prazo

As obras de infraestrutura da Refinaria Abreu e Lima estão andando de forma acelerada em Suape. "As obras provavelmente serão concluídas antes do prazo previsto, que é setembro de 2010", disse o diretor de engenharia e meio ambiente do Porto de Suape, Ricardo Padilha. Elas são necessárias porque o Porto de Suape receberá grandes petroleiros depois que a refinaria entrar em operação, o que está previsto para ocorrer em março de 2011. Antes, a previsão era outubro de 2010.

O conjunto de obras tem um orçamento de R$ 336,8 milhões e inclui a construção de dois píeres petroleiros – (um com capacidade para receber navios que tenham um peso total de 170 mil toneladas e outro para receber embarcações com o peso total de 110 mil toneladas) –, aumento de 100 metros do molhe de atracação, reforço de cinco pontos na estrutura do molhe, construção de uma tubovia e a dragagem da bacia que dá acesso ao molhe de atracação.

A dragagem da bacia de evolução – local que fica próximo da área de atracação dos dois píeres – já foi concluída, deixando a área com uma profundidade de 18,5 metros. Antes, era 15,5 metros. Foram retirados do local 3 milhões de metros cúbicos de areia. Ao que tudo indica, os navios que precisarão dessa profundidade só devem chegar ao local a partir de março de 2011.

"Em Suape, há uma corrente natural que mantem as dragagens realizadas, fazendo com que o porto quase não precise de dragagem de manutenção", comentou Padilha, argumentando que o fato da dragagem ter sido concluída muito antes do previsto não vai fazer com que seja necessário refazer o serviço.

ACELERADO

A fabricação de estacas também está ocorrendo de forma acelerada. Elas são usadas como base das estruturas da tubovia e também na construção dos píeres. Inicialmente, estava prevista a fabricação de 100 estacas em 270 dias para serem usadas no segundo píer. Foram produzidas 100 unidades em 78 dias, prazo muito menor do que o previsto.

As obras de infraestrutura da refinaria estão com 11,93% de realização e foram iniciadas em 16 de março último. Já foram pagos serviços no valor de R$ 40,1 milhões. As obras estão sendo feitas com recursos que a Petrobras está antecipando ao Porto de Suape, que vai descontar o dinheiro antecipado pela estatal das taxas portuárias que serão pagas pela refinaria, quando ela entrar em operação.

A refinaria vai pagar várias taxas portuárias a Suape sobre a matéria-prima que vai chegar ao porto e também sobre os produtos que serão fabricados e enviados de navio para o seu destino final. Para se ter uma ideia, o empreendimento deverá processar 230 mil barris diários de petróleo por dia.

Fonte: Jornal do Commercio

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Governo deve priorizar abastecimento em Suape

O governo do Estado vai elevar o fornecimento de água bruta no Complexo Industrial de Suape. A meta é chegar a 2012 com o projeto da barragem Engenho Maranhão pronto, com capacidade para fornecer 6,8 metros cúbicos de água por segundo, dos quais 4 metros cúbicos serão para as indústrias. A água bruta é mais barata do que a tratada e usada pelo setor industrial.

A primeira etapa do projeto está estimada em R$ 32 milhões, de um total de R$ 100 milhões. O secretário de Recursos Hídricos do Estado, João Bosco, segue hoje para Brasília para reforçar junto ao governo federal que esse é um projeto prioritário dentro dos que estão na lista à espera de financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Diante da certeza de que Pernambuco não conseguirá aprovar a totalidade dos projetos inscritos nessa modalidade de financiamento, Bosco vai elencar junto ao Ministério das Cidades quais são os de maior importância para o Estado.

"Totalizamos R$ 1,3 bilhão em projetos, mas como são R$ 5 bilhões para saneamento e abastecimento de todo o País, devemos obter R$ 300 milhões. Por isso, vamos informar quais são os mais importantes", explica o gestor. No caso do fornecimento de água bruta para a indústria, o governo está de olho na chegada de grandes projetos que demandarão o serviço. "Hoje, conseguimos atender a demanda, que é, em média, de 1 metro cúbico por segundo. Com a chegada da Refinaria Abreu e Lima isso vai mudar", conta.

O sistema também servirá às praias do Litoral Sul, mas com parte de água tratada. Além dessa barragem, são prioridades a ampliação do saneamento da Imbiribeira (R$ 56 milhões), a complementação da bacia de Tejipió (R$ 43 milhões), a setorização da RMR (R$ 50 milhões este ano e outros R$ 80 milhões depois) e o esgotamento de Goiana, tendo em vista a instalação do polo farmacoquímico (R$ 12 milhões). Recursos têm taxas de até 9,5% ao ano e 20 anos para pagar.

Fonte: Jornal do Commercio

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Empresas Instaladas em Suape

  1. Aluminic Industrial S/A
  2. Amanco Brasil S/A
  3. Andaluz Logística e Transportes Ltda.
  4. Arcor do Brasil Ltda.
  5. Atlântico Terminais S/A
  6. Bahiana Distribuidora de Gás Ltda
  7. Braspack Embalagens do Nordeste S/A.
  8. Bunge Alimentos S/A.
  9. Caulim do Nordeste S/A
  10. Cebal Brasil Ltda (Alcan)
  11. Cerâmica Monte Carlo Ltda.
  12. Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga
  13. Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco S/A - CITEPE
  14. Cimec - Cia. Industrial e Mercantil de Cimentos
  15. Concreto Redimix do NE S/A
  16. Condor Nordeste Indústria e Comércio Ltda.
  17. Copagás Distribuidora de Gás Ltda.
  18. Decal Brasil Ltda.
  19. Elite Cerâmica S/A.
  20. Emplal - Embalagens Plásticas
  21. Esso Brasileira de Petróleo S/A.
  22. Estaleiro Atlântico Sul
  23. Filmflex Indústria e Comércio de Embalagens Plásticas Ltda S/A. (Filmplastic)
  24. IGL Industrial Ltda
  25. Komboogie Transporte Ltda.
  26. Liquigás Distribuidora S/A.
  27. Máquinas Piratininga Indústria e Comércio Ltda.
  28. MHAG - Serviços e Mineração S/A
  29. Microlite S/A.
  30. Minasgás Participações S/A.
  31. M&G Polímeros Brasil S.A.
  32. Nacional Gás Butano Distribuidora S/A.
  33. Ogramac Ltda.
  34. Nutrinor Indústria e Comércio de Alimentos Ltda.
  35. Pamesa
  36. Pandenor - Importação e Exportção
  37. Pedreira Anhanguera S/A.
  38. Pedreiras do Brasil S/A.
  39. Pepsico do Brasil Ltda. (Elma Chips)
  40. Pernod Ricard Brasil (Seagram)
  41. Petrobras Distribuidora S/A.
  42. Petróleo Suape Ltda.
  43. Petroquímica Suape S/A
  44. Pousadas do Cabo de Santo Agostinho Empreendimentos Hoteleiros
  45. Quebecor World Recife Ltda
  46. Refresco Guararapes Ltda. (Coca-Cola)
  47. Rexam Beverage Can South América (Lanesa - Latas de Alumínio do NE S/A)
  48. Saveiros Camuyrano Marítimos Ltda.
  49. Senai - Serviço Nac. Aprend. Industrial
  50. Shell do Brasil S/A.
  51. Suape Têxtil S/A.
  52. Suata Serviços e Logística Ltda.
  53. Sapeka Indústria e Comércio de Fraldas Descartáveis do Nordeste Ltda.
  54. Tecon Suape S/A
  55. Temape - Terminais Marítimos de PE
  56. Tequimar - Terminal Químico Aratu S/A
  57. Terranor Indústria e Comércio de Materias Gráficos Ltda.
  58. Termopernambuco S/A.
  59. Texaco do Brasil S/A.
  60. Thor Nordeste Ltda
  61. TOC Empreendimentos Ltda.
  62. TRANSPAZ - Trans. Rodoviário de Cargas
  63. Vitivinícola Cereser LTDA
  64. Wilport Operadores Portuários Ltda.
  65. Windrose - Serv. Marítimos e Representações Ltda.
  66. Work Mariner Ltda.

Fonte: www.suape.pe.gov.b

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Estaleiro disputa nova encomenda


Texto publicado em 02 de Junho de 2009 - 08h09
 

 

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em construção no Complexo de Suape, vai disputar mais uma encomenda da Petrobras. No próximo dia 30, a diretoria do empreendimento entrega propostas de preços para o pacote de 19 navios de menor porte que serão afretados pela estatal, com construção preferencial em estaleiros nacionais. Caso vença a concorrência, essa será a quinta encomenda em carteira do EAS.

O presidente do Atlântico Sul, Angelo Bellelis, diz que tem sido procurado por vários armadores nacionais e internacionais interessados em cotar a encomenda da Petrobras. "Vamos entregar nossas propostas no prazo definido e acreditamos que a licitação deverá ser concluída no segundo semestre, com previsão de entrega das encomendas até 2014", destaca.

O pacote da Petrobras inclui cinco navios para transporte de combustíveis escuros, outros cinco para combustíveis claros, três gaseiros e seis transportadores de combustíveis para embarcações (bunker). A Petrobras não deu estimativa de preço para a licitação.

Com 70% da obra do estaleiro construída, o Atlântico Sul já processou 40 mil toneladas de aço, volume suficiente para construir o primeiro petroleiro para o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef 1) da Transpetro e o casco da plataforma P-55 da Petrobras. "Em junho já vamos bater quilha (iniciar a montagem do navio dentro do dique) e iniciar a edificação do primeiro suezmax", adianta Bellelis. O compromisso do EAS com o Promef 1 é entregar dez navios suezmax. O primeiro será lançado ao mar em abril de 2010.

Além das encomendas do Promef 1, o EAS também vai construir cinco navios aframax (que antes estavam a cargo do estaleiro Rio Naval), com previsão de entrega da primeira embarcação desse pacote para junho de 2013. No caso do Promef 2, o Atlântico Sul participou da cotação dos lotes de quatro suezmax e de três aframax, mas ainda aguarda uma definição da Transpetro. "Só a encomenda de dois VLCCs (superpetroleiros) ainda não estão no nosso cronograma, porque o processo não andou por parte da Petrobras", diz Bellelis. Os navios seriam afretados pelo armador norueguês Noroil e construídos pelo estaleiro pernambucano.

BNDES

O Atlântico Sul também comemora a assinatura da segunda etapa do financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a ampliação da unidade naval, ocorrida no final da semana passada, na sede da instituição financeira, no Rio de Janeiro. A segunda parte do crédito representa recursos da ordem de R$ 542 milhões. O primeiro financiamento de R$ 513 milhões foi aplicado no ano passado.

O presidente do EAS aguarda a liberação dos recursos para saldar as dívidas com os fornecedores, que foram postergadas para este mês, em função da falta de caixa no estaleiro. O crédito para a segunda etapa do empreendimento foi aprovado pelo BNDES no final do mês de abril. O Jornal do Commercio chegou a publicar matéria sobre o atraso no pagamento aos fornecedores, por causa da demora na aprovação do financiamento. Hoje, o estaleiro conta com cerca de 100 fornecedores na obra e outros 300 na montagem dos navios. O investimento total na unidade é de R$ 1,4 bilhão.

Fonte: Jornal do Commercio

Suape crescerá 7% em média

Os municípios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca deverão apresentar um crescimento médio de 7% ao ano até 2030, segundo estimativa feita pelo consórcio Projetec & Planave, responsável pelo futuro plano diretor do Complexo Industrial e Portuário de Suape. Esse aumento ocorreria em função dos empreendimentos estruturadores que estão se implantando no local, como o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), a Refinaria Abreu e Lima, a Petroquímica Suape, entre outros.

"Ocorrerá um crescimento chinês nessa área num cenário normativo, que significa aquele que é possível e desejado", explicou o economista e consultor do consórcio Projetec & Planave, Valdeci Monteiro dos Santos. Os números do plano diretor estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) das duas cidades fique em R$ 8,6 bilhões em 2009, passando para R$ 14,1 bilhões em 2016 e R$ 36,3 bilhões em 2030. O PIB mede todas as riquezas produzidas numa determinada localidade. O último PIB de Pernambuco foi de R$ 55,5 bilhões no ano de 2006.

"Pernambuco manterá a tendência de apresentar um crescimento superior ao do País nos próximos anos", afirmou Monteiro. Em 2008, a economia do Brasil cresceu 5,6%, enquanto o PIB do Estado aumentou 7,1%.

Segundo o economista, o "salto" na economia dos municípios onde está Suape acontecerá em 2015. "Daí em diante, vamos ter outra estrutura com a retomada da indústria, incluindo a de petróleo (com a refinaria), a metal-mecânica (com o EAS e a possibilidade de um segundo estaleiro) e as fábricas petroquímicas que vão ter influência na indústria têxtil", comentou Monteiro. As fábricas petroquímicas são as três plantas da PetroquímicaSuape, a de PTA, a de POY e a resina PET, produtos que podem ser usados na fabricação de têxteis.

Ainda de acordo com Monteiro, também deve aumentar a demanda por serviços de logística na área do complexo e já está ocorrendo uma migração de pessoas vindo de outras cidades da Região Metropolitana para a área de Suape.

A primeira fase do plano diretor fez um diagnóstico de toda a área de Suape, incluindo a sua economia, infraestrutura, entre outros aspectos. Também foram aplicados questionários com 60 empresas que atuam naquele local. O segundo passo do plano diretor consistiu em traçar um cenário olhando o atual ambiente e as perspectivas de futuro. O plano é importante porque vai indicar ações que devem ser tomadas pelo governo até 2030.

As informações do plano diretor foram apresentadas ontem para empresários, executivos da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e do Serviço Social da Indústria (Sesi). O evento aconteceu na sede da Fiepe. "A nossa intenção é transformar o plano diretor em lei, para que sirva como diretriz do maior projeto estruturador da economia do Estado, que é Suape", disse o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho. O plano diretor deve ser concluído em março de 2010.

Fonte: Jornal do Commercio

Indústria confirma investimento em Suape

 
O vice-presidente da General Motors (GM) do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, confirmou ontem que ocorrerá, no segundo semestre deste ano, o início da operação da central de distribuição de veículos da GM no Porto de Suape. "Os primeiros veículos devem chegar em julho ou agosto", garantiu ontem ao JC.

A central de distribuição de veículos da GM em Suape foi anunciada, oficialmente, em maio do ano passado, e deveria ter entrado em operação em outubro ou novembro de 2008. No entanto, a crise global atingiu muito o setor automotivo e isso fez, entre outras coisas, a GM adiar o início da operação do empreendimento.

Com o agravamento da crise global, a GM americana ficou numa situação difícil, que culminou com o pedido de recuperação judicial. No Brasil, a crise diminuiu a venda de carros no mercado interno até que o governo federal decidiu, em dezembro último, conceder uma isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) que fez as vendas do setor voltarem a crescer.

"Uma nova fábrica não está dentro do programa de investimento, que foi anunciado ontem, de US$ 2,5 bilhões iniciados em 2007", comentou, se referindo aos números divulgados ontem pelo presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila.

Na época em que ocorreu o anúncio da central de distribuição de veículos, a expectativa era grande em torno da instalação de mais uma fábrica da GM no País, porque a venda de carros estava batendo recordes no País e os executivos da GM do Brasil chegaram a falar da possibilidade de instalar mais uma fábrica para atender a demanda interna.

"Agora, a central de distribuição de Suape está na fase de apresentar documentação para conseguir o alfandegamento", explicou Pinheiro Neto. O alfandegamento é necessário porque o terminal deve receber carros importados.

Na primeira etapa, a central de veículos deverá receber 25 mil automóveis por ano.

Segundo Pinheiro Neto, a GM já investiu cerca de R$ 30 milhões para implantar essa central de distribuição. "Quase tudo desse investimento já foi gasto", comentou.

ESTRUTURA

No local onde vai funcionar a central de veículos da GM já existia um pátio para receber automóveis. "Toda a infraestrutura da área ficou pronta em março último. Está faltando que a GM formalize, oficialmente, quando vai começar a operar, para que seja implantado o sistema de controle", explicou o vice-presidente de Suape, Sidnei Aires. A central vai ocupar uma área de 3,6 hectares.

A administração de Suape colocou a iluminação no local e está usando o pátio para armazenar cargas transitórias - que passam menos de 30 dias no Porto. Ainda de acordo com Aires, a GM tem que informar a data do início da operação com uma antecedência de pelo menos 60 dias para que seja implantado o sistema de controle da central de veículos.

Fonte: Jornal do Commercio

Texto publicado em 03 de Junho de 2009 - 07h51

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