quarta-feira, 27 de maio de 2009

Mulheres são 16% da força de trabalho do estaleiro Atlântico Sul, em Suape

O terreno do Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, é gigantesco: um milhão e seiscentos mil metros quadrados - 130 mil deles só de área industrial. Os trabalhadores, há mais de um ano, dedicam-se a montar plataformas, cortar chapas, preparar placas dos cargueiros. Uma conquista de muitos homens, mas também de muitas mulheres.

O estaleiro tem 2.200 operários – 360 são mulheres, cerca de 16% do total. Já na fase de seleção para preenchimento das vagas, 40% cento dos inscritos eram do sexo feminino.

Maria José, soldadora do estaleiro, nunca tinha trabalhado na vida. Com o jeito franzino, 46 quilos e 1,58 metro de altura, ela se destaca num ambiente onde os homens predominam. Ela sustenta o marido e os filhos com o salário que ganha.

"De início ficamos um pouco assustadas", confessa Maria José. "Mas, no dia a dia, vimos que seríamos capazes", conclui.

O diretor industrial do estaleiro, Reikui Abe, vê vantagens na contratação de mulheres em relação aos homens. "Elas têm uma destreza melhor do que a dos homens", diz.

Para o presidente do estaleiro, Ângelo Dellelis, a valentia é uma característica da pernambucana. "Como se diz aqui, a mulher de Pernambuco é 'arretada', tem uma força de trabalho muito grande, gosta de se superar", afirmou.

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