quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

De olho em Suape, Governo vai capacitar 14 mil jovens

 

O governador Eduardo Campos anunciou nesta terça-feira (29), durante a primeira reunião do Fórum Suape Global, na Sala do Investidor do Complexo de Suape, investimento em capacitação de 14 mil jovens pernambucanos para assumir novas oportunidades de trabalho no Estado, principalmente no Porto de Suape.

Com a intenção de fazer com que os postos de trabalho sejam ocupados por pernambucanos, serão investidos cerca de R$ 14 milhões em duas ações promovidas pelo Comitê Estadual de Empregabilidade (CEE) - R$ 10 milhões serão bancados pelo Ministério do Trabalho (com 10% de contrapartida do Estado), para aulas de reforço escolar de 10 mil alunos do ensino fundamental e médio da rede estadual de ensino.

O intuito é prepará-los para os cursos profissionalizantes do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp).

"As inscrições serão abertas em janeiro. Em fevereiro haverá a prova de nivelamento e, um mês depois, as aulas serão iniciadas", esclareceu o secretário de Juventude e Emprego e presidente do CEE, Pedro Mendes.

A segunda ação, no valor de R$ 4 milhões, é fruto de uma parceria entre a Petrobras, o Governo do Estado e as empresas contratadas pela Refinaria Abreu e Lima, e vai servir para formar quatro tipos de profissionais específicos: carpinteiros, armadores, pedreiros de acabamento e encarregados civis.

Serão quatro mil pessoas qualificadas através do Plano Setorial de Qualificação (Planseq), voltado para o setor de petróleo e gás. Estes alunos também devem iniciar suas atividades no primeiro trimestre de 2010.

Em ambos os casos, poderão participar moradores de oito cidades localizadas no território estratégico de Suape: Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Escada e Moreno, além de Ipojuca, Sirinhaém, Barreiros e Rio Formoso. As duas ações acontecem através da parceria do Governo do Estado com empresas públicas e privadas, e com o Sistema S.  

"Em dezembro de 2006, ouvi muita gente dizendo que esses empregos não ficariam com os pernambucanos. Hoje, três anos depois, quero agradecer a todos que ajudaram o Governo do Estado a fazer com que Suape fosse a porta de entrada de um futuro promissor para Pernambuco. Vivemos um momento muito rico, no qual várias coisas acontecem ao mesmo tempo aqui e não vamos deixar nenhuma dessas oportunidades serem perdidas", disse o governador.

Eduardo lembrou que em fevereiro próximo, o Governo do Estado promete inaugurar, de uma só vez, as sete escolas técnicas estaduais. O compromisso foi assumido em 2006 durante a campanha eleitoral.
 
 

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Eduardo Campos participa da primeira reunião do Fórum Suape Global

A primeira reunião do Fórum Suape Global ocorre na manhã desta terça-feira (29.12), às 09h30, na Sala do Investidor do Complexo de Suape. O encontro terá a participação do governador Eduardo Campos, do secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, da economista Tânia Bacelar e do reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Prof° Amaro Lins.

Na ocasião, Eduardo Campos formalizará a presidência do Comitê Consultivo do Projeto, exercida por Fernando Bezerra Coelho, e assinará convênio celebrado entre Suape e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento (FADE/UFPE) para elaboração de um Planejamento Estratégico do Conselho Consultivo do Suape Global.
O Fórum tem como principais objetivos a articulação de ações de promoção da área do Território Estratégico para os próximos 50 anos e a consolidação do Complexo de Suape como polo provedor de bens e serviços da indústria do petróleo, gás, offshore e naval.

Criado em dezembro de 2008, o Projeto completa um ano de existência e já apresenta bons resultados. Durante o ano de 2009, foram realizadas oito missões internacionais e onze empresas se interessaram em instalar suas plantas dentro de Suape e nos municípios vizinhos.

O Estado, a partir desse projeto, começou a se pautar nos principais eventos relacionados ao setor de petróleo e gás no Brasil e no mundo, além de sediar o seu próprio, o Pernambuco Business. Durante o evento, no último mês de outubro, o governador assinou o decreto que instituiu o Fórum Suape Global e a criação de uma diretoria específica para tratar do Projeto.

O Fórum Suape Global é formado por seis grupos de trabalho setoriais divididos em Comitê Consultivo, Comitê Executivo e Secretário Executivo. Os grupos são responsáveis pela elaboração e avaliação de documentos orientados pelas diretrizes governamentais. O Comitê Consultivo tem por objetivo aconselhar, avaliar e acompanhar o encaminhamento das orientações estratégicas.
 
Do Portal Pernambuco

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Suape terá R$ 946 mi para ações em 2010

 
No que depender da verba assegurada, o Complexo Portuário de Suape pode ficar tranquilo para tocar as obras em 2010. Da projeção de R$ 2,3 bilhões em investimentos do Governo do Estado, R$ 946,6 milhões serão destinados ao terminal marítimo, mais que o dobro do angariado este ano. Desse total, R$ 136 milhões são recursos próprios. O restante é proveniente de convênios e operações de crédito. A expectativa agora é de que os entraves burocráticos para o andamento dos serviços também sejam ultrapassados.
"Boa parte desses recursos já estão contratados e outros estão em negociação. Eles devem ser alocados e desembolsados no ano que vem", disse o presidente do Porto de Suape, Fernando Bezerra Coelho. Segundo ele, só a esperada dragagem que dará acesso ao cluster naval deve ficar com até R$ 300 milhões da quantia orçada. Se tudo ocorrer como o planejado, o processo licitatório pode estar concluído em março, mesma época prevista para o início da operação que irá atender o Estaleiro Atlântico Sul (EAS).

Completam a lista atendida pelo orçamento a finalização do pier petroleiro, estipulada para julho, e a travada obra de acesso à Ilha de Tatuoca, adiada por diversas vezes. "O Tribunal fez orientações e está faltando a abertura de preços, o que eu creio que seja feito até a próxima semana", pontuou Bezerra Coelho. Serão aproximadamente R$ 220 milhões para obras viárias e R$ 440 milhões para trabalhos de modernização.

A projeção de investimentos para 2010 é quase R$ 1 bilhão maior do que o calculado para este ano. O Governo desembolsará R$ 500 milhões, enquanto que R$ 1,5 bilhão está garantido em operações de crédito e outros R$ 700 milhões via convênios. Depois de Suape, a instituição que terá mais verba é a Compesa, com R$ 414,3 milhões disponíveis. O Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM) receberá R$ 75,7 milhões, seguido da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), com R$ 49,5 milhões, da Companhia de Trens Metropolitanos de Pernambuco (Copertrens), com R$ 28,7 milhões, e do Porto do Recife (R$ 25 milhões).

Fonte: Folha de PE

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Petrobras tem aporte de R$ 2,6 bi do BNDES para Suape

A Petrobras recebeu hoje limite de crédito de R$ 2,6 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção do Complexo Petroquímica Suape, projeto que a estatal está desenvolvendo com a Petroquímica Suape e a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe). As duas empresas são 100% controladas pela Petroquisa, subsidiária integral da Petrobras.
O valor poderá ser sacado pelas empresas em diferentes tranches, de acordo com a evolução da obra.

Segundo comunicado ao mercado enviado pela estatal, o prazo médio estimado do financiamento é de 12 anos, com amortização mensal, carência média de dois anos e meio, e custo em linha com as captações da Petrobras, que atua como garantidora da operação. O complexo encontra-se em estágio adiantado de implantação na cidade de Ipojuca (Pernambuco), próximo às instalações da Refinaria Abreu e Lima, e suas primeiras unidades devem entrar em operação durante o segundo semestre de 2010.

O valor do investimento é de aproximadamente R$ 4 bilhões, composto por uma unidade com capacidade para 700 mil toneladas ano (kta) de Ácido Tereftálico Purificado (PTA), associada a uma segunda unidade capaz de produzir 240 mil kta de filamentos de poliéster (POY) e uma terceira produtora de 450 kta de politereftalato de etileno (PET).

O empreendimento irá garantir a retomada da produção nacional de PTA, substância chave na autossuficiência na cadeia de poliéster, e a duplicação da capacidade brasileira de produção de PET, o que deverá reduzir a necessidade de importação de fios de poliéster e gerar economia de divisas para o País de aproximadamente US$ 1 bilhão ao ano.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Suape ganha unidade de saúde ocupacional e segurança no trabalho

Unidade do Sesi oferece a trabalhadores do complexo tratamento odontológico, oftalmológico, audiométrico e realização de exames laboratoriais A nova unidade de saúde do Serviço Social da Indústria (SESI) foi inaugurada nesta segunda-feira (14). A partir deste mês, trabalhadores e empresas do porto de Suape terão acesso a atendimento nos setores de saúde ocupacional e segurança no trabalho. Os serviços oferecidos pelo novo empreendimento são atendimentos odontológicos, oftalmológicos e audiométricos, além de realização de exames laboratoriais. A nova entidade conta com cerca de 20 profissionais e vai funcionar provisoriamente numa área de aproximadamente um hectare. A expectativa é de que até 2011 uma unidade definitiva orçada em R$ 2,5 milhões seja implantada. "Os crescentes investimentos que chegam à Suape implicam em um aumento na demanda de contratações das empresas. O SESI chega para dar mais agilidade nos exames admissionais e preventivos do trabalhador", comentou o presidente do Conselho Regional do SESI, Jorge Côrte Real, na solenidade de inauguração que contou com a participação do vice-presidente do porto Sidnei Aires e secretários municipais de Ipojuca, Escada e Rio Formoso.
 

PIB de Ipojuca foi o que mais cresceu no estado

A implantação de indústrias de petróleo, gás e combustível em Suape impulsionou o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de Ipojuca, onde se localiza o complexo industrial e portuário.

Indústrias de petróleo, gás e combustível implantadas em Suape puxaram PIB do município de Ipojuca em 2007. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press - 28/12/07

O município teve a maior elevação do PIB, de 0,8 pontos percentuais, entre os cinco que mais cresceram em 2007. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou, ontem, os dados dos municípios brasileiros, Ipojuca passou de 8,8% para 11,2% em participação no setor industrial do estado, com destaque para o segmento de química. Ficou atrás apenas do Recife e Cabo do Santo Agostinho, naquele ano.

O IBGE também destaca Jaboatão dos Guararapes como segundo lugar no ranking estadual, tanto em população como em produção de riquezas. O município teve um ganho de 0,4 pontos percentuais, também com destaque para a indústria, principalmente de alimentos, química e metalurgia. Apesar de concentrar 33,3% do PIB de Pernambuco em 2007, o Recife apresentou crescimento de apenas 0,3 pontos percentuais, em relação a 2006. O crescimento foi bancado pelo comércio, setor financeiro e de serviços de informação. Ao contrário de Jaboatão e Ipojuca, a capital pernambucana perdeu 0,6 pontos percentuais do PIB da indústria.

Os resultados não foram bons para o Cabo. De acordo com a pesquisa, houve uma queda de 0,6 pontos percentuais no Produto Interno Bruto do município, principalmente pela perda de participação na indústria química. Olinda, com 3,5% do PIB, também apresentou queda de 0,1 ponto percentual, com perdas na indústria e serviços, principalmente o comércio.

O IBGE também apontou que os cinco maiores municípios do interior em PIB são Caruaru, Petrolina, Vitória de Santo Antão, Garanhuns e Petrolândia, que juntos participam com 9,5% do PIB e com 6,4% da população do estado. Petrolina ficou entre os maiores do setor agropecuário no país (11º lugar) e no Nordeste (4º).

Brasil - De acordo com o estudo, o município de São Paulo concentrou 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2007. É o que revelou o estudo. OPIB da capital paulista era maior que o de todos os estados individualmente. A riqueza paulista é também superior ao PIB de toda a Região Norte e da Centro-Oeste e representa 92% do produto da Nordeste. No ranking das 30 cidades com maior PIB do Brasil em 2007, 12 são de São Paulo.

A pesquisa também mostrou que dos 5.564 municípios brasileiros, 1.881, ou 33,8% do total, tinham mais do que um terço da sua economia dependente da administração pública em 2007. O peso da administração pública no PIB do Brasil prossegue em expansão e passou de 12,6% em 2004 para 13,3% em 2007. Especificamente em 2007, segundo a pesquisa, os dois municípios do país cuja economia era mais dependente da administração pública eram Uiramutã (RR), com 80,1%, e Poço Dantas (PB), com 70,2%.

Entre as capitais brasileiras, as que tinham o maior peso da administração pública em sua economia eram Brasília (48,3%), Boa Vista (39,7%), Macapá (39,0%), Rio Branco (26,7%) e Porto Velho (22,2%). Por outro lado, os menores pesos foram apurados emVitória (4,5%), São Paulo (5,9%), Curitiba (7,3%), São Luiz (8,3%) e Manaus (8,8%).

Fonte: Diário de Pernambuco

Hospitais atraem fábrica para Suape

Os novos hospitais construídos pelo Governo do Estado já começam a atrair fábricas para Pernambuco. A paulista Adhetech, que produz químicos de limpeza, iniciará obras para se instalar no Porto de Suape no início de 2010. O mais interessante é que o grupo pretende transformar a unidade de Sumaré, em São Paulo, em um Centro de Distribuição. Assim, a empresa pode, no futuro, ter operação exclusivamente pernambucana. Ao menos a certeza é de que em cinco anos a planta se tornará a principal. A motivação está na facilidade para a concessão de benefícios fiscais.
O governador Eduardo Campos entregou o Hospital Miguel Arraes, em Paulista, ontem, e deve fornecer outros dois em 2010. "Queremos aproveitar essa oportunidade. Além disso, o Estado oferece uma série de condições", disse o presidente da Adhetech, Eduardo Scavariello.
Cerca de 30% do que é produzido pela empresa tem como foco o setor hospitalar. A fábrica pernambucana terá capacidade de fabricar mil toneladas por mês, número que pode ser duplicado, de forma a atingir o mesmo potencial da unidade paulista. O investimento total é de US$ 6 milhões, sendo US$ 2 milhões de recursos próprios e US$ 4 milhões financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo Scavariello, o recurso próprio é suficiente para a instalação. A verba do BNDES será liberada aos poucos e servirá para projeto de expansão. A unidade vai gerar até 100 empregos diretos e 20 indiretos no Estado.
A Adhetech iniciou as atividades em 1985 e hoje tem faturamento anual de R$ 25 milhões. No primeiro ano de operação no Estado, a expectativa é de que outros R$ 10 milhões sejam acrescidos. De acordo com o grupo, o início da produção pode acontecer em 2010, apesar da alienação do terreno ter abertura de licitação em 14 de janeiro.
 
Fonte: Folha de Pernambuco

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Estaleiro Atlântico sul pode ter 2º dique


O Estaleiro Atlântico Sul estuda a viabilidade de construir um segundo dique caso vença a concorrência lançada pela Vale para construção de quatro navios do tipo VLOC (Very Large Ory Carries). A empresa, que concorre com outros estaleiros nacionais, tem até o dia 12 de dezembro para entregar sua proposta técnica e comercial. No momento, o EAS calcula quanto seria gasto para construir o segundo dique, que pode ser seco, como o atual, ou flutuante, que teria um custo menor. O plano de negócios deverá ser submetido ao conselho de administração até o fim do mês que vem.

Estaleiro tem em carteira 22 embarcações do Promef. São 14 Suezmax e oito Aframax, além do casco da plataforma P-55 da Petrobras. Os quatro navios encomendados pela Vale terão capacidade para transportar 400 mil toneladas de minério de ferro cada e devem ficar prontos até 2013. "Se tivermos sucesso no negócio, o investimento no segundo dique será feito. Estamos avaliando todas as possibilidades e calculando custos", diz o presidente do EAS, Angelo Bellelis. O dique atual, que fica pronto até o mês que vem, está consumindo cerca de R$ 300 milhões, fora o investimento em dois superguindastes Goliath, de US$ 68 milhões (cerca de R$ 117 milhões, pelo câmbio de ontem), com capacidade para içar 1,5 mil toneladas cada.

Os dois tipos de dique que estão sendo estudados pelo EAS são bastante diferentes. No seco, o navio vai sendo construído e, quando fica pronto, abre-se a porta batel, o dique se enche de água e a embarcação sai flutuando para o cais de acabamento. O que está sendo construído pelo EAS tem 400 metros de extensão, 73 metros de boca e 12 de profundidade. Já o flutuante é como se fosse um navio oco ancorado. A embarcação vai sendo construída e quando fica pronta o navio oco afunda e o novo flutua.

O EAS tem em carteira 22 embarcações do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef). São 14 Suezmax e oito Aframax, além do casco da plataforma P-55 da Petrobras, que somam US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 5,86 bilhões). Essas encomendas ocupam 60% da capacidade de processamento do estaleiro pernambucano, que é de 160 mil toneladas de aço por ano, e deixarão o dique atual ocupado até 2013.

Daí a necessidade de construir um segundo dique caso a empresa vença a concorrência da Vale. "O prazo anterior dado pela Vale (2013) não era factível. Só poderemos entregar depois disso. Acho que os navios de que a Vale precisa com mais urgência já foram contratados fora do Brasil", afirma Bellelis. A Vale encomendou 12 grandes embarcações a estaleiros chineses, também com capacidade de 400 mil toneladas cada, com início de entrega em 2011 e 2012.

Outra proposta que o EAS está preparando é para uma licitação da Petrobras. São sete navios do tipo drill ships e duas plataformas de perfuração. O prazo para entrega da proposta técnica e comercial é março de 2010. O estaleiro representa um investimento de R$ 1,4 bilhão e empregará 5 mil pessoas quando estiver operando a plena capacidade em Suape. Hoje, 3,3 mil trabalhadores atuam na produção dos navios.

Fonte:Diário de Pernambuco – Recife,PE

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Eduardo pede R$ 2,1 bi do PAC II para Suape

Pernambuco deverá receber, em 2010, cerca de R$ 2,1 bilhões para investimento em obras no Porto de Suape. Documento com a formalização do pedido dos recursos foi entregue pelo governador Eduardo Campos, ontem, ao ministro Pedro Brito, da Secretaria Nacional dos Portos, durante audiência em Brasília.

O documento sintetiza o pleito de recursos de Pernambuco para o chamado PAC II na área da infraestrutura portuária. Segundo o governador Eduardo Campos, o objetivo do Estado é manter o ritmo de investimentos na expansão do Porto e na melhoria contínua das condições de operação portuária em Suape.

"Temos o melhor porto público do Brasil e o terceiro mais eficiente, incluindo públicos e privados, mas não estamos satisfeitos. Precisamos investir continuamente, ampliando a capacidade operacional para consolidar nosso Porto como um ponto estratégico para o País", disse o Governador durante audiência com o Ministro.

Os recursos pleiteados deverão ser empregados na construção de quatro novas áreas de atracação de navios. Serão construídos os cais 6, 7, 8 e 9 e realizadas obras de dragagem profunda em áreas de vital importância para o Porto.

O ministro Pedro Brito saudou a proposta de Pernambuco, considerando-a "ousada e focada numa visão de futuro". "Pernambuco não se contenta com pouco e, quando pede, pede muito, e isso é importante para um Estado que quer continuar avançando no bom momento que vive, com grandes investimentos e acelerado crescimento econômico", disse.

O Governador aproveitou a audiência para pedir agilidade na liberação de recursos, no valor de R$ 31 milhões, referentes a convênios já em curso e que correspondem a obras já em execução em Suape. Eduardo estava acompanhado pelo vice-presidente de Suape, Sidney Aires, e pelo presidente do Porto do Recife, Sileno Guedes, que também está apresentando projetos para serem contemplados com os investimentos do PAC II.

Trecho Salgueiro-Suape terá as obras iniciadas


As obras da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco têm data para começar. De acordo com o governador do Estado, Eduardo Campos, a partir do dia 4 de janeiro do próximo ano, terá início a construção do trecho Salgueiro-Suape, com uma extensão de 522 quilômetros e um custo de R$ 1,7 bilhão. A estimativa do chefe do executivo estadual é que até junho do próximo ano, cerca de 7.000 pessoas estejam empregadas. Em março, uma nova frente de trabalho deverá ser aberta, acrescentou. A Construtora Norberto Odebrecht será a responsável por esse trecho das obras e foi contratada para fazer os 1.100 quilômetros da ferrovia que vão ligar o Complexo Industrial e Portuário de Suape à cidade de Eliseu Martins, no Piauí.
Ao todo, a Transnordestina tem um orçamento de R$ 5,4 bilhões para tornar realidade os 1.728 quilômetros do projeto, que remonta a época do Imperador Dom Pedro II. Desse total de recursos, 50% sairão dos fundos administrados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Ontem, o superintendente da Sudene, Paulo Fontana, afirmou que deverá ser liberada a primeira parcela de recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para a Transnordestina. O valor deverá ficar entre R$ 300 milhões e R$ 600 milhões.

Jornal do Commercio

 

Nova fase da ferrovia vai gerar sete mil empregos


Anova fase de construção da ferrovia Transnordestina deve gerar cerca de sete mil novos empregos em Pernambuco até junho de 2010. No próximo dia 4 de janeiro serão abertas três frentes de trabalho simultâneas, e em março os dois lotes restantes, do ramal Salgueiro/Suape, que é o que mais interessa ao estado. As obras serão conduzidas pela construtora Norberto Odebrecht, contratada pela Transnordestina Logística S.A., antiga Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN). 

O novo cronograma foi acertado após reunião com o presidente Lula realizada na última terça-feira, em Brasília. Participaram do encontro a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, representantes da Transnordestina, da construtora, de bancos oficiais e os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, do Ceará, Cid Gomes, e do Piauí, Wellignton Dias. 

"Ficou tudo acertado em termos de datas, as licenças estão todas concedidas. Fizemos um check list de responsabilidades. É hora de mãos à obra", comentou ontem Eduardo Campos, durante a festa de confraternização da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe). O governador lembra que foi necessário percorrer um longo caminho até chegar a este ponto, desde o desenho da engenharia financeira, passando pela contratação dos projetos, desapropriações, financiamentos. Os dois últimos lotes, inclusive, só começarão em março porque ainda passam por modificações nos projetos de engenharia.

O trecho Salgueiro/Suape tem 522 quilômetros de extensão e orçamento estimado em R$ 1 bilhão. Ao todo, a Transnordestina está orçada em R$ 5,4 bilhões e é um dos maiores projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sua construção foi iniciada em junho de 2006 pelo trecho Salgueiro/Missão Velha (CE), de 96 quilômetros. Já o ramal Trindade/Eliseu Martins (PI), de 420 quilômetros, teve a obra iniciada em fevereiro de 2009.

Operação - A previsão inicial era a de que a ferrovia Transnordestina estivesse operando ao fim de 2010, mas agora fala-se em abril de 2012. Pronta, a Transnordestina irá ligar áreas produtoras de grãos do sul do Piauí e do Maranhão aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), através de 1,8 mil quilômetros de trilhos. Escoará a produção de grãos do sul do Maranhão, do Piauí e do oeste baiano, gesso, entre outras cargas, podendo transportar até 30 milhões de toneladas/ano. 

Também foi incluída no projeto da ferrovia a recuperação da chamada Linha Sul, trecho de 550 quilômetros que vai do Cabo de Santo Agostinho até a cidade alagoana de Porto Real do Colégio, ligando a Malha Nordeste à Malha Sudeste. De acordo com previsões divulgadas na reunião de terça-feira, essa linha voltará a operar em abril de 2010. "Trata-se de um ramal muito importante, responsável pelo transporte da produção da indústria açucareira alagoana para nossos portos", destaca o governador. 

Fonte: DP


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Terminal ampliado em Suape


A Transpetro inicia em janeiro as obras de ampliação de capacidade do terminal instalado no complexo industrial portuário de Suape, em Pernambuco. Com um investimento total de R$ 42 milhões, a empresa prevê construir uma tubulação de descarga de navios de 1,4 km e 14 polegadas de diâmetro, ligando o píer PGL-1 ao terminal e um novo tanque com capacidade útil de 20.700 m3. O tanque e o duto devem começar a operar em dezembro do ano que vem.

O novo tanque vai ampliar a capacidade de movimentação de paraxileno no terminal, produto que é importado para suprir a Petroquímica de Suape. Outros 21.200 m3 do insumo petroquímico serão armazenados em tanques a serem adaptados, sendo um de 10.500 m3 e outro de 10.700 m³ de capacidade.

O terminal de Suape- PE, operado pela Transpetro, trabalha com derivados de petróleo, tais como óleo diesel, gasolina, GLP, óleo combustível e álcool.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Estaleiro inicia contratação de trabalhadores com deficiência


Trinta e cinco trabalhadores com deficiência passaram a integrar, ontem, o corpo de funcionários do Estaleiro Atlântico Sul, no Complexo Industrial Portuário de Suape. Eles vão ocupar funções de soldador, empilhador, pintor, mecânico e montador no setor de apoio industrial. Contudo, esse chamamento ao trabalho corresponde apenas à primeira fase de contratações, que prosseguem até 2010.

A iniciativa é resultado do Termo de Compromisso assinado no primeiro semestre deste ano entre o estaleiro e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, através da Superintendência Estadual de Apoio às Pessoas com Deficiência. O objetivo é promover a inclusão do segmento na empresa em conformidade com lei federal que estabelece cotas de 2% a 5% de cargos para trabalhadores reabilitados ou com deficiência. A seleção teve início em setembro deste ano nas Agências do Trabalho dos municípios do Recife e do Cabo de Santo Agostinho.

As contratações correspondem, também, ao esforço que o Governo de Pernambuco vem dirigindo para que o processo de desenvolvimento seja vivenciado por todos os pernambucanos. "A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos vem implementando ações em prol deste segmento, capacitando-o através de cursos, oficinas, palestras, conferências e tornando possível sua inclusão em diversas empresas, a exemplo do Atlântico Sul", disse o secretário Roldão Joaquim.

Para o superintendente da SEAD, João Rocha, é indispensável a parceria com o setor empresarial. "Já existem a lei e as políticas públicas para inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Convidamos todos os empresários a fazerem sua parte, assim como estão fazendo as grandes empresas". No período de janeiro de 2007 a setembro de 2009, o posto da Agência do Trabalho da SEAD já intermediou a contratação de cerca de mil trabalhadores com deficiência em empresas públicas e privadas do Estado.

De acordo com pesquisa "Discriminação Relacionada à Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho" realizada neste ano, em Pernambuco existem 775 empresas sujeitas a uma cota total de 19.749 postos de trabalho. O levantamento aponta ainda que nesses estabelecimentos apenas 2.920 cidadãos com deficiência estão empregados, segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego do Ministério do Trabalho e Emprego. O número mostra que ainda há uma defasagem de 16.829 vagas.

Conforme o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, realizado no ano de 2000, em Pernambuco existem cerca de 1,4 milhão de pessoas com deficiência, o que corresponde a 17% da população. Dessas, quase 60% são economicamente ativas, ou seja, estão disponíveis para ocupação de vagas no mercado de trabalho.

Fonte: Governo de Pernambuco

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Suape terá 12 mil novos empregos em 2010.

Segundo a estatal, nesta nova fase, que se inicia com a assinatura destes grandes contratos, serão gerados mais 12 mil empregos diretos.

"A importância desses contratos para a implantação da Refinaria Abreu e Lima representa a ação pró-ativa da Petrobras que, após extensa renegociação dos contratos, acredita na superação de desafios no atual cenário mundial, gerando milhares de empregos e desenvolvendo a indústria nacional".

Eduardo assina contratos da Refinaria  que garantem 12 mil novos empregos

"Este é o fato mais importante para a economia de Pernambuco em 2009, e que simboliza como será 2010 para o Estado, para o Nordeste e para o Brasil". Assim o governador Eduardo Campos definiu a assinatura de cinco grandes contratos celebrados entre o Governo de Pernambuco, a Petrobras e empresas parceiras, na tarde desta quarta-feira (02/12), na sede da companhia, no Rio de Janeiro.

"Essas assinaturas simbolizam mais de 10% do nosso PIB: são R$ 8,8 bilhões, com a perspectiva de gerarmos, já no início de 2010, cerca de 12 mil novos postos de trabalho. É um passo muito importante para este que vai ser um grande ano para a economia de Pernambuco", afirmou.

De acordo com o presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, após o evento de hoje restam apenas quatro convênios de um total de 19: "Chegamos a US$ 10 bilhões do total de US$ 12 bilhões totais necessários para a construção da refinaria", disse Guedes. Já o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, ressaltou o papel da Abreu e Lima para o desenvolvimento da região. "Com a construção da refinaria, damos um grande passo estruturante para a economia do Nordeste", pontuou.

Veja o detalhamento dos contratos

O maior contrato, no valor de R$ 3,4 bilhões, é referente à construção das Unidades de Coqueamento Retardado - UCR (U-21 e U-22) e será tocado pelo Consórcio CAMARGO CORRÊA - CNEC, constituído pelas empresas Construções e Comércio Camargo Correa S.A. e CNEC Engenharia S.A.

Outros R$ 3,19 bilhões serão investidos na implantação das Unidades de Hidrotratamento de Diesel (U-31, U-32), de Hidrotratamento de Nafta (U-33 e U-34) e das Unidades de Geração de Hidrogênio (U-35 e U-36). A Odebrecht Plantas Industriais e Participações S.A. e a Construtora OAS Ltda. formam o consórcio CONEST-UHDT responsável pelas obras.

Já o contrato referente à implantação das Unidades de Destilação Atmosférica - UDA (U-11 e U-12), no valor total de R$ 1,48 bilhão, foi firmado com o Consórcio RNEST - CONEST (ODEBRECHT Plantas Industriais e Participações S.A. e Construtora OAS Ltda.). Os três contratos incluem o fornecimento de materiais, a entrega parcial de equipamentos, construção civil, montagem eletromecânica, entre outras atividades, como assistência técnica e treinamentos necessários para a operação das unidades.

Também foi assinado o contrato para a implantação dos dutos de recebimento e expedição de produtos da Refinaria, pelo consórcio Conduto - Egesa (Conduto - Companhia Nacional de Dutos e Egesa Engenharia S.A.), no valor de R$ 649 milhões. O último dos cinco contratos refere-se aos serviços de infraestrutura civil como o sistema de drenagem pluvial limpo, pontilhões de concreto, arruamento e pavimentação, áreas de armazenagem e portarias. O serviço será executado pelo consórcio CONSTRUCAP - PROGEN (CONSTRUCAP CCPS Engenharia e Comércio S.A. e PROGEN Projetos Gerenciamento e Engenharia Ltda.) e o valor é de R$ 120 milhões.


Fonte: JC

Fábrica de parafusos vai investir em Escada

A fabricante de parafusos e peças para a indústria moveleira Jomarca vai investir R$ 10 milhões na construção da sua primeira fábrica no Nordeste. O empreendimento será instalado no Território Estratégico de Suape, no município de Escada. A expectativa é iniciar a construção em 2010 e inaugurar a fábrica no primeiro trimestre de 2011. Ontem, o diretor da Jomarca, Pedro Coelho, e o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, assinaram protocolo de intenção para a implantação da indústria.


Num primeiro momento, a unidade vai gerar 60 empregos diretos, mas a perspectiva é ampliar esse número para 170 empregados, quando estiver em plena operação. "Chegamos a avaliar outros Estados como o Ceará e a Paraíba, mas decidimos por Pernambuco porque aqui está um grande canteiro de obras. É essa a definição que tenho hoje para o Estado", assinala Pedro Coelho. No rol de motivos para a decisão da localização também estão os incentivos fiscais (com rebatimento de 85% do ICMS a ser pago) e a infraestrutura do Porto de Suape.


"Como importamos parte da nossa matéria-prima da China, a exemplo de ferramentas, corrediças, pistões e dobradiças, a localização próxima a Suape será excelente para nós. O secretário (Bezerra Coelho) até que tentou nos levar para Petrolina, mas por uma questão logística, o município de Escada pareceu mais interessante", conta o executivo.


A fábrica da Jomarca em Pernambuco vai produzir parafusos e kits de peças para a indústria moveleira no Norte e Nordeste. A capacidade de produção da indústria é de 500 toneladas por mês, mas deve entrar em operação com a fabricação de 200 toneladas (o equivalente a 110 milhões de peças). Atualmente, o Nordeste é abastecido pelas unidades de São Paulo e Linhares (ES). "O setor moveleiro no Nordeste vem crescendo acima da média nacional. Recentemente as Casas Bahia anunciaram que o investimento na construção de uma fábrica de móveis na Região", observa Coelho. Hoje, o mercado nordestino responde por 10% do faturamento da empresa, projetado para R$ 240 milhões este ano. A nova fábrica tem uma receita calculada em R$ 24 milhões.


No acordo com o governo de Pernambuco, a empresa vai receber o terreno de 4,5 hectares terraplenado. A área será doada pela Prefeitura de Escada.

Completando 40 anos de mercado neste mês, a paulista Jomarca conta com seis fábricas espalhadas pelo Brasil, sendo três em São Paulo, uma no Espírito Santo, uma em Minas Gerais e outra recém-inaugurada em Arapongas (PR), com investimento de R$ 5 milhões.


Fonte: JC

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

GM anuncia início das operações no Porto de Suape

O vice-presidente da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, confirmou ontem o início das operações do Centro de Distribuição de Veículos (CDV) da GM em Suape para janeiro ou fevereiro de 2010. O projeto de importação de carros e distribuição para as concessionárias do Norte e Nordeste através do Porto de Suape foi prorrogado inúmeras vezes, mas agora o executivo confirmou o início das operações, num evento da montadora, ontem, em São Paulo. A expectativa é que a primeira remessa chegue com 2.000 veículos. "Suape vai distribuir, para todo Norte/Nordeste, os carros produzidos pela GM no exterior, vindos do México, Argentina e Austrália", disse Pinheiro Neto.
A estimativa da montadora é que desembarquem em Suape cerca de 25 mil carros por ano. Na próxima semana executivos da GM, liderados por Pinheiro Neto, estarão no Recife para acertar os últimos detalhes da operação com o governo do Estado e Receita Federal. Entre os modelos que vão chegar via Suape estão o Ômega, produzido na Austrália, o Captiva, do México e, numa segunda fase de importação, o Agile, da Argentina.

Segundo José Henrique Figueiredo, diretor da concessionária Pedragon, uma das principais da marca no Estado, os sucessivos atrasos na operação da CDV se deveu a negociações em relação à tributação do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) com os Estados. "Um veículo que é faturado em São Paulo e segue para a Paraíba é tributado de uma forma distinta daqueles que passam por Pernambuco e vão para esse mesmo Estado", exemplificou Figueiredo.

"É natural uma montadora começar um investimento através de uma CD de importação. Depois o caminho é utilizá-la para distribuir os carros produzidos nacionalmente e, num terceiro estágio, vem a instalação de uma fábrica. Não quero dizer, no entanto, que a GM vai instalar uma planta industrial em Pernambuco", ponderou o executivo.

Em agosto deste ano a previsão da GM era que a CDV de Suape fosse inaugurada em setembro, depois de concluídos o alfandegamento da Receita Federal e os acordos tributários com 14 Estados do Norte e Nordeste que vão receber os veículos importados. Na ocasião, Pinheiro Neto afirmou que o alfandegamento deveria ser concluído em 60 dias e os acordos com os Estados em cerca de três semanas. De acordo com a empresa, foram investidos US$ 15 milhões na primeira etapa da CDV.

Segundo o secretário-executivo da Secretaria da Fazenda, Roberto Arraes, de fato, alguns Estados questionaram a tributação dos automóveis importados por Pernambuco, mas que os pontos de conflito foram solucionados. Assim, os veículos importados sairão de Pernambuco com uma carga efetiva de 9,5% enquanto os nacionais terão a mesma carga de 7% dos automóveis faturados em São Paulo. "É importante destacar que isso faz parte de um grande programa que pretende, no futuro, atrair uma fábrica da GM para o Estado", ressalta Arraes.

Em agosto, o vice-presidente de Suape, Sidnei Aires, havia afirmado que a estatal iria selecionar o operador portuário para a CDV e que havia adquirido um sistema de operação de terminais de veículos para o pátio, com 3,5 hectares – ocioso desde 2001, quando foram encerradas as operações da Fiat e da própria GM.

Fonte: Jornal do Commercio

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Bunge Alimentos completa 95 anos em Pernambuco

 

Data foi celebrada em reunião solene no Palácio Joaquim Nabuco

A Bunge Alimentos completa 95 anos no Estado com grandes investimentos no Complexo Portuário de Suape. A empresa, que chegou a Pernambuco, em 1914, após a aquisição de um moinho de trigo na área do Porto do Recife, recebeu homenagem, ontem, durante reunião solene proposta pela deputada Terezinha Nunes (PSDB). "Graças ao surgimento de Suape, estamos retomando a liderança no comércio da Região Nordeste, atraindo grandes empreendimentos", enfatizou o 2º vice-presidente da Mesa Diretora, Antônio Moraes (PSDB), que coordenou a solenidade.

Presente em 18 Estados brasileiros, a companhia inaugurou, em setembro deste ano, o mais moderno moinho de trigo da América Latina, em Suape. A unidade tem capacidade para moer 2,6 mil toneladas de grãos diariamente. O investimento foi de R$ 165 milhões. Com o empreendimento, foram gerados mais de 220 empregos diretos e mil indiretos. O grupo lidera o setor de panificação no Brasil, produzindo farinha de trigo e misturas em sete moinhos espalhados pelo País.

A história da unidade pernambucana foi citada por Terezinha. "Acreditando na importância de Pernambuco para o Nordeste, o grupo decidiu aportar aqui", ressaltou, acrescentando que, no início dos anos 90, a Bunge expandiu as atividades para o Porto de Suape, com a inauguração de uma industria de refino de óleo de soja.

A empresa integra a corporação mundial Bunger Limited, fundada na Holanda, em 1818. "A Bunge Alimentos é uma empresa-cidadã. Em 1955, quando foram celebrados os 50 anos de atuação no Brasil, foi criada a Fundação Bunge para atuar na promoção da cidadania, por meio da educação e do conhecimento", completou a tucana, ressaltando a satisfação dos funcionários da companhia.

O vice-presidente da Bunge nacional, Murilo Sant´Anna, agradeceu. Ele destacou o prazer de lembrar o início do grupo no Estado. "A homenagem nos orgulha e aumenta nossa responsabilidade em construir um futuro mais promissor para Pernambuco", frisou, alegando que, com a inauguração do moinho em Suape, reafirmou-se o compromisso com o desenvolvimento local.
 
Fonte: Governo de Pernambuco

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Grupo chinês implantará fábrica de tratores em Suape

 Grupo XCMG (Xuzhou Construction Machinery Group), de origem chinesa, anunciou que instalará uma fábrica no complexo portuário de Suape. O empreendimento terá US$ 12 milhões em investimentos.

No local, a companhia fabricará tratores de terraplenagem, caminhões-guindastes, motoniveladoras, rolos compactadores e escavadeiras hidráulicas para atender o mercado brasileiro. A capacidade de produção será de 40 máquinas por mês.

Com isso, o Grupo estará abrindo 150 novas vagas de empregos diretos na região. A Êxito Importadora e Exportadora é sócia dos chineses no projeto.

De acordo com a empresa, a primeira fase do projeto prevê a implantação de um centro de distribuição em Suape. "Nossa previsão é iniciar a operação do CD no primeiro semestre de 2010", disse Lacy Freitas, Diretor superintendente da Êxito. O CD abrirá 25 postos de trabalho.

A diretoria de Suape licitará, no dia 30 de dezembro, a área para a implantação do empreendimento.

Fonte: Webtranspo

Escola para a cadeia têxtil

A PetroquímicaSuape vai investir entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões na implantação do primeiro centro de excelência em fibras sintéticas do país. A escola ficará localizada em Ipojuca, a 47 quilômetros do Recife, na intersecção das rodovias PE-60 e PE-42, e será fruto de uma parceria entre a empresa, a prefeitura municipal e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-PE). A área, de cerca de 10 mil metros quadrados, terá capacidade para abrigar dez salas de aula, além de laboratórios equipados com máquinas de última geração. O protocolo de intenções foi assinado ontem.

Segundo o diretor superintendente da PetroquímicaSuape, Richard Ward, a ideia com a criação da escola é formar pessoal para toda a cadeia têxtil que volta a se desenvolver em Pernambuco, após décadas de estagnação. "Não existem escolas especializadas no Brasil que formem operadores de equipamentos têxteis, a não ser em algodão, como na região Sul. As fibras sintéticas são diferentes doalgodão", argumenta o executivo.

A escola também servirá de atrativo para empresas do setor interessadas em investir no estado. Como a Neotextil, que já anunciou um investimento de R$ 90 milhões em Paulista para produzir tecidos esportivos. O grupo Unimetal, por sua vez, está implantando uma unidade de R$ 53 milhões em Timbaúba, na Mata Norte, voltada à produção de fios para aplicação na indústria automotiva, área naval e transporte, entre outras.

A prefeitura de Ipojuca entra com a doação do terreno e elaboração do projeto arquitetônico da escola. O Senai-PE, com os recursos repassados pela Petroquímica Suape, contratará a obra. Após a inauguração, a entidade ficará responsável pela gestão pedagógica da unidade. A previsão é a de que as escola esteja em funcionamento no segundo semestre de 2010, juntamente com o início de operação das unidades industriais da companhia. 

A PetroquímicaSuape é um projeto da Petroquisa, subsidiária da Petrobras. Estão sendo construídas no complexo industrial e portuário uma unidade de PTA, outra de PET e uma terceira de polímeros e fios de poliéster. O investimento é de R$ 4 bilhões. Quando estiver operando, o complexo vai gerar cerca de 1,8 mil empregos.

Um dos laboratórios da escola terá uma máquina de grande porte para fazer o fio e a texturização, como se fosse numa fábrica. Somente esse equipamento custa em torno de US$ 500 mil. Ward destaca que a escola têxtil vai contemplar as atividades de toda a cadeia, não apenas fiação e texturização. Também deve oferecer cursos em áreas como tecelagem, malharia, costura e design. "Queremos que Pernambuco seja autossuficiente em mão de obra para o setor", disse. 
Fonte: DP

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sapeka amplia fábrica em Suape



A indústria de fraldas Sapeka Nordeste tinha como plano tirar do papel o seu primeiro projeto de ampliação entre o quinto e o oitavo ano de operação. Prestes a completar três anos de instalação no Complexo de Suape, em janeiro de 2010, a empresa já parte para a expansão. A antecipação do planejamento foi motivada pelo acelerado ritmo de crescimento do consumo de fraldas descartáveis no Nordeste. A empresa vai investir R$ 60 milhões para praticamente triplicar a capacidade de produção da fábrica.

"Hoje já utilizamos 100% da nossa capacidade instalada para atender a oito Estados do Nordeste, com exceção apenas da Bahia, que é abastecida pelas fábricas do grupo em Goiás. A partir da ampliação, poderemos cobrir todo o Nordeste e atender a outras praças, como Manaus e Belém", destaca o gerente-geral da Sapeka Nordeste, Milton Rezende.

A planta de Suape tem capacidade para fabricar 600 milhões de fraldas (unidades) por ano. Com a expansão, que será concluída em março de 2010, passará a produzir 1,6 bilhão. "Nos últimos três anos, o Nordeste tem passado o mercado brasileiro no consumo, que cresce acima da média nacional", observa Rezende, apontando que só no primeiro semestre deste ano o mercado de fraldas cresceu 17%. "A crise passou longe do nosso setor e, com uma previsão de crescimento da economia brasileira de 5% para 2010, a expectativa é que o mercado se beneficie com uma expansão ainda maior", acredita o executivo.

Atualmente, a fábrica de Suape conta com cinco linhas de produção. Com o projeto de ampliação, a unidade vai contar com mais quatro linhas, com capacidade bastante superior em função do porte das novas máquinas. Os equipamentos são importados de países como Itália, Alemanha e Estados Unidos.

A primeira linha já está em fase de montagem e começa a funcionar no dia 1º de dezembro.

"Para se ter uma idéia do tamanho da expansão, basta dizer que investimos R$ 28 milhões na implantação e agora vamos fazer um aporte de R$ 60 milhões", compara.

A ampliação da Sapeka também vai aumentar o quadro de funcionários e a movimentação de insumos que a empresa faz no Porto de Suape. Hoje com 370 colaboradores, a expectativa é chegar a março de 2010 com pelo menos 580. A companhia, que importa matérias-primas como celulose de fibra longa, gel, fios de elastano e adesivos, vai aumentar sua movimentação de 3 mil para 7 mil toneladas por mês.

Empresa vai lançar novos produtos

Além de triplicar a capacidade de produção de fraldas infantis, a Sapeka Nordeste também vai ampliar a linha de produtos da fábrica de Suape. A companhia vai investir mais R$ 40 milhões para fabricar absorventes, fraldas geriátricas e lenços umedecidos. O projeto será iniciado no próximo ano para entrar em funcionamento em 2011. Hoje, esses produtos são fabricados nas duas unidades do grupo Sapeka em Goiás (sede da empresa).

"Estamos negociando com a diretoria de Suape a aquisição de uma nova área no complexo para encampar o projeto. Queremos ampliar nosso terreno dos atuais 58 mil para 80 mil metros quadrados", adianta o gerente-geral da Sapeka Nordeste, Milton Rezende. Há 90 dias, o Grupo Sapeka entrou no mercado de absorventes com o lançamento da marca Única, numa campanha de marketing protagonizada pela atriz global Ísis Valverde.

As fraldas infantis continuam a ser o principal negócio da empresa, com 95% de participação, seguidas pelas fraldas geriátricas (3%) e absorventes (2%). Com a produção dos novos itens em Suape, a expectativa da indústria é aumentar o número de funcionários para algo entre 850 e 1.000 colaboradores.

Rezende diz que a Sapeka faz planos de melhorar o seu sistema de distribuição. "Hoje, temos uma frota própria de 25 carretas e caminhões e vamos aumentar esse número para 35 já em 2010", afirma. Os caminhões fazem o transporte da fábrica até os centros de distribuição da empresa espalhados por todos os Estados do Nordeste e as transportadoras terceirizadas são responsáveis pela entrega nos pontos de venda.

Os investimentos realizados na fábrica da Sapeka em Pernambuco também vão se refletir no faturamento da indústria. Este ano, a unidade deverá ter receita superior a R$ 300 milhões, registrando crescimento de 40% sobre 2008. Para o próximo ano, com a entrada em funcionamento da expansão, o faturamento deverá alcançar a casa dos R$ 800 milhões.

A Sapeka é líder no mercado de fraldas descartáveis no Nordeste, com 38% de participação, seguida pela marca Turma da Mônica (Kimberly) e da Pampers (Procter & Gamble), que lideram nacionalmente.
 
Fonte: Jornal do Commercio

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Odebrecht anuncia obras no trecho Salgueiro-Suape

A Construtora Norberto Odebrecht vai implantar, a partir de dezembro, cinco canteiros de obras nos municípios de Salgueiro, Serra Talhada, Cachoeirinha, Escada, Arcoverde para iniciar as obras do trecho Salgueiro-Suape da Ferrovia Transnordestina, que terá 1.728 quilômetros, ligando a cidade de Eliseu Martins, no Piauí, aos portos de Pecém e Suape. O trecho Salgueiro-Suape tem uma extensão de 522 quilômetros e um custo de R$ 1,7 bilhão. As informações foram dadas pelo diretor do contrato da Transnordestina na Odebrecht, Pedro Leão, durante a reunião do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social de Pernambuco (Cedes), que ocorreu ontem à tarde no Palácio Campo das Princesas.
A Odebrecht foi contratada para fazer 1.100 quilômetros da ferrovia, que vão ligar Suape a Eliseu Martins. A construtora vai fazer as capacitações dentro Programa Acreditar, desenvolvido pela empresa para capacitar mão de obra em parceria com outras instituições, como o Estado e municípios.

No caso das obras da Transnordestina, a intenção é usar o cadastro do programa Bolsa Família para que os beneficiários façam uma capacitação e depois sejam contratados para fazer as obras. Segundo Leão, os técnicos da empresa começaram a visitar os municípios para ver o potencial de mão de obra nesses locais.

O pico das obras do trecho que será construído pela Odebrecht deve ocorrer entre junho e agosto do próximo ano, quando deverão estar trabalhando cerca de 7.000 pessoas, de acordo com Leão.

A ligação entre Eliseu Martins e Suape deverá ser concluído em 2012, de acordo com Leão. Ele acrescentou também que a empresa já contratou 200 pessoas, que começaram a fazer os desmatamentos.

As obras da ferrovia Transnordestina foram iniciadas em 2006 no trecho Salgueiro-Missão Velha, que tem cerca de 100 quilômetros de extensão e ainda não foi concluído. A obra inteira tem um orçamento de R$ 5,4 bilhões e grande parte dos recursos sairá do governo federal.

A empresa responsável pelo empreendimento é a Transnordestina Logística, que substituiu a antiga Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN).

Fonte: Jornal do Commercio
 

 

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Atlântico Sul quer concorrer pau a pau com estaleiros da Ásia




O estaleiro Atlântico Sul (EAS) será o único brasileiro a atingir, em cinco anos, o mesmo nível de produtividade e competitividade dos estaleiros asiáticos. Para isso, os investimentos não param. Até o momento, o estaleiro já recebeu cerca de R$ 1,4 bilhão. Os recursos estão sendo aplicados em diferenciais tecnológicos e novos equipamentos, conforme disse o presidente do estaleiro, Ângelo Bellelis, durante evento da Niterói Fenashore 2009. O estaleiro fica em Ipojuca, na região metropolitana de Recife, dentro do Complexo de Suape e gera 5 mil empregos diretos e 25 mil indiretos. 

- Nossa meta é que, em cinco anos, estaremos no mesmo nível dos estaleiros considerados os mais desenvolvidos do mundo - disse Bellelis, ressaltando que o Atlântico Sul deverá se tornar o único estaleiro brasileiro de quarta geração. 

Atualmente, o estaleiro tem em carteira 22 navios encomendados pela Transpetro. Na primeira fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), o EAS assinou contrato para a construção de 15 petroleiros (10 Suezmax e cinco Aframax) e, agora, com o Promef II, foram encomendados mais sete. 

Criado em 2005, o Atlântico Sul produz todos os tipos de navios cargueiros, plataformas offshore dos tipos semi-submersível, FPSO (Sistemas Flutuantes de Produção de Produção, Armazenamento e Transferência de Petróleo), TLP (Plataformas de Pernas Atirantadas) e SPAR. A empresa oferece também um leque de serviços de reparo de embarcações e unidades de exploração de petróleo. 



Entidades do Setor Naval lançam Rede para a Indústria Naval e Offshore 

Uma proposta que surgiu na Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), se consolida nesta sexta-feira, 13, com o lançamento oficial da Rede de Inovação para Competitividade da Indústria Naval e Offshore, formulada pela Comissão Técnica Especial de Política Tecnológica, coordenada pelo engenheiro Sergio Garcia e que ganhou a adesão de outras instituições de grande representatividade. 

Para Sérgio Garcia, a rede pode colaborar para a preparação de uma agenda tecnológica centrada na indústria e que viabilize o acesso do setor produtivo aos recursos disponíveis no sistema nacional de P&D&I. 

terça-feira, 17 de novembro de 2009

NE ganhará 3 estaleiros

 

O estaleiro Atlântico Sul avalia a expansão com a construção de um dique seco no Porto de Suape, com valor de R$ 300 milhões. A coreana STX negocia parceria com a brasileira PJMR para a construção do estaleiro no Mucuripe Brasília. Três dos cinco estaleiros em andamento ou em estudo serão erguidos no Nordeste – os outros dois serão no Rio e em Santa Catarina. O que está em estágio mais avançado é o do Eisa, que prevê investir R$ 1 bilhão em uma nova unidade em Coruripe (AL). Quando estiver em plena operação, em 2012, cinco mil estarão trabalhando no litoral alagoano.

As obras do novo estaleiro, que terá uma área de dois milhões de metros quadrados (m²), começam no início de 2010. Nele será possível construir navios de até 500 mil toneladas e 400 metros de comprimento. "Estamos mirando as encomendas da Petrobras e da Vale. Com o real valorizado, temos que nos voltar para dentro," diz Jorge Gonçalves, diretor de operações do Eisa, controlado pelo Grupo Synergy, do empresário German Efromovich.
Outro estaleiro em estudo é o da construtora Odebrecht, que desenvolve projeto em parceria com a OAS e a UTC, em São Roque do Paraguaçu (BA). De acordo com o diretor da empresa para o mercado de Offshore, Fernando Barbosa, o objetivo é atender à demanda da Petrobras por plataformas. " A Bahia foi escolhida por ter mão de obra qualificada", diz.

A empresa também negocia apoio técnico com a coreana Daewoo, mas, segundo Barbosa, "nada está definido ainda". Ele estima que, no pico das obras, serão gerados cerca de cinco mil empregos diretos.
Outra coreana, a STX, também negocia uma parceria com a brasileira PJMR para a construção de outro estaleiro no Brasil, desta vez, em Mucuripe (CE). A estimativa de investimento é de US$ 100 milhões e o início da operação é previsto para 2012/2013, com contratação de 1.500 pessoas. Já o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) avalia expansão, com a construção de um novo dique seco em Suape (PE), investimento estimado em US$ 300 milhões. Hoje, sua capacidade está no limite com os US$ 3,4 bilhões de projetos em carteira. O novo dique vai depender do resultado da licitação de quatro navios da Vale. As propostas serão apresentadas em 15 de dezembro.(Fonte: Diário do Nordeste – Fortaleza,CE)


sábado, 14 de novembro de 2009

Lançamento do Navio Skandi Ipanema ocorre no Rio de Janeiro



Sidnei Aires, Diretor vice-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, e Silvio Leimig, Diretor Suape Global estiveram presentes como convidados no lançamento do Navio Skandi Ipanema, tipo AHTS (Supply-boat).

A embarcação no valor de R$ 115 milhões foi entregue pelo Estaleiro STX Brasil Offshore à empresa OGX. O evento que contou com a presença da ministra Dilma Rouseff aconteceu na 3a Fenashore, Feira de Tecnologia Naval e Offshore que começou no último dia 09 e terminou (12) em Niterói.

Ao longo da feira de negócios, Suape foi apresentado como potência também nas áreas de construção naval, petróleo e gás. No estande do Porto estiveram o Vice-presidente Sidnei Aires, o Diretor Suape Global, Silvio Leimig e a Coordenadora de Prospecção de negócios, Maria Laura Modesto.

Durante os quatro dias, Suape definiu estratégias de investimentos em reuniões de negócios com empresários e possíveis investidores. "O evento serviu para discutir temas relacionados ao setor naval e offshore, uma das âncoras do projeto Suape Global", afirma Silvio Leimig.

Para ele, a feira foi a oportunidade de divulgar o projeto, estimulando a vinda de novas empresas para o complexo que aproveitarão o embalo dos grandes investimentos estruturadores, tais como a Refinaria Abreu e Lima, o Estaleiro Atlântico Sul e a Petroquímica Suape.

O evento aconteceu no Caminho Niemeyer, tratou de temas como o pré-sal, geração de empregos no setor e capacitação de mão-de-obra e, claro, serviu como palco para assinaturas de acordos e negócios no setor. Na feira de 2007, estima-se que foram fechados contratos, que juntos, chegam a R$ 90 milhões.

(Por Assessoria de Comunicação e Relações Sociais de Suape)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Suape ganha diretoria de óleo e gás

O governo do estado de Pernambuco decidiu criar uma diretoria de Petróleo e Gás para o Porto de Suape. A pasta será administrada Sílvio Leimig, que hoje é cordenador executivo de Novos Negócios de Suape. A ideia é fomentar a criação de um polo naval no porto, que hoje já abriga o estaleiro Atlântico Sul, e pode contar com mais três plantas industriais. A perspectiva é que se atraia empresas fornecedores de navipeças para se instalarem no entorno dos estaleiros.


"É uma grande honra e privilégio estar à frente desta nova diretoria, a qual será responsável pela estruturação das ações do grande projeto que é inserir Pernambuco no mundo dos negócios em petróleo, gás, offshore e naval", explicou Sílvio Leimig.


O engenheiro eletricista graduado pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduado no Japão em Eletrificação de Ferrovias e pela Universidade de Pernambuco na área de Transportes em com ênfase em Navegação de Cabotagem, antes de chegar a Suape, atuou na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (Metrorec) de Pernambuco durante 21 anos.

sábado, 7 de novembro de 2009

Pernambuco terá primeira estrada com cobrança de pedágio

Pernambuco terá a primeira estrada com cobrança de pedágio. Chamada pelo Governo do Estado de Via Expressa, seu percurso será o primeiro grande trecho do sistema de concessão rodoviária em Pernambuco e terá como principal função acelerar o tráfego de veículos no trecho entre a fábrica da Caninha 51, na BR-101, e as vias que dão acesso ao Complexo Portuário de Suape, na PE-60, seguindo até Nossa Senhora do Ó. Outro caráter da estrada é o turístico, dando rapidez para quem trafega com destino às praias do Litoral Sul. Os estudos sobre o potencial de fluxo de veículos e dos possíveis valores a serem cobrados aos motoristas pelo acesso ainda estão sendo levantados pela equipe do governo.

A Via Expressa já foi anunciada há muito tempo, mas o governo ainda não tinha declarado oficialmente a cobrança de pedágio. Inicialmente se previa um rota de 16 quilômetros de extensão. Agora, com a intenção de chegar até a entrada de Nossa Senhora do Ó, ela praticamente dobrou de tamanho, chegando quase 30 quilômetros.

O processo de concessão de rodovias já é bem adiantado em outras regiões do País, como no Sudeste, por exemplo, feito principalmente em rodovias federais. As primeiras concessões foram feitas em 1995.

As obras da Via Expressa estão estimadas em R$ 200 milhões e foram inseridas dentro de um volume total de R$ 1,5 bilhão para intervenções, tendo como foco a infraestrutura do entorno do Porto de Suape. "O edital da rodovia deve sair até janeiro. Imaginamos que com mais 90 ou 120 dias as obras sejam iniciadas. Quanto ao valor cobrado pelo pedágio ainda é prematuro dar uma estimativa. Isso está incluído em um estudo", comenta o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Fernando Bezerra Coelho.

Mas mesmo sem saber o valor, o secretário já tem na "ponta da língua" o destino dos recursos. "Serão direcionados para Suape e para a própria estrada", defende.

Num passado recente, durante a segunda gestão do então governador Jarbas Vasconcelos, entre 2003 e 2006, chegou-se a cogitar a concessão da recém-duplicada,na época, BR-232. Foi feito até um levantamento sobre a tarifa-limite suportada pela população que circula pela BR. O projeto sofreu várias críticas e não andou até hoje.

COMEMORAÇÕES - Ontem, o governador Eduardo Campos passou o dia em Suape, acompanhado do secretário de Desenvolvimento e de vários empresários, em uma sequência eventos, envolvendo a entrega de uma sala vip ao lado do heliponto, entrega da reforma do Prédio de Autoridade Portuária, com uma sala intitulada de Sala do Investidor, visita às obras do píer de petroleiros e anúncio de novos investimentos. "Estamos em uma nova fase. Percebemos como o Estado se posicionou de forma correta diante da crise", pontuou Eduardo. Ontem, Suape completou 31 anos de existência.

Estaleiros definidos em março



Salvador - Deve ficar pelo menos para março do ano que vem a definição sobre os novos estaleiros interessados em se instalar em Pernambuco. Ontem, durante o seminário Brasil na Era Pré-Sal, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que a licitação das 28 sondas lançada no mercado só deverá receber propostas em março.

Gabrielli participou do o seminário Brasil na Era Pré-Sal em Salvador. Foto: Agência Petrobras/Divulgação
 Essas encomendas vêm alimentando projetos de estaleiros virtuais, como o que o governador Eduardo Campos anunciou na quinta-feira num evento em Suape. Curiosamente, a Construcap também assinou protocolo de intenções com o governo de Santa Catarina para instalação de um empreendimento com as mesmas características em área próxima ao porto de Imbituba. Portanto, por enquanto, são apenas protocolos.

O pacote de 28 sondas de perfuração inclui sete unidades do tipo navios-sonda com licitação em estágio mais avançado e mais duas que podem ser semissubmersíveis (navios-sonda ou fixas), todas para uso da Petrobras. As 19 restantes serão afretadas (alugadas) pela companhia de terceiros, que sáveis pela operação dos equipamentos. Cada unidade pode custar até US$ 1 bilhão, a depender das especificações. A concorrência estará aberta a empresas nacionais ou estrangeiras, reais ou virtuais. Já a encomenda de oito plataformas (cascos do tipo FPSO, ou seja, navios-plataforma) está em fase final de negociação. "Estamos em fase final de negociação para ajustar os preços. Dentro em breve vamos anunciar o resultado", disse Gabrielli, sem no entanto fixar prazos.

Na quinta-feira, Eduardo Campos anunciou como certa a vinda de um estaleiro capitaneado pela empresa paulista Construcap, um investimento de R$ 200 milhões com previsão de gerar sete mil empregos. O governador também andou falando sobre um terceiro estaleiro, sem revelar as empresas envolvidas. "O contrato deverá ser assinado até a quinta-feira da próxima semana. Só então poderemos anunciá-lo. Mas já está tudo fechado", garantiu. A Alusa, em associação com a Galvão Engenharia, também está de olhonesse filão. O protocolo foi assinado ainda em setembro, em Houston, nos Estados Unidos. Um estaleiro de US$ 500 milhões, podendo gerar até 2,5 mil empregos diretos.

Fora esses, ainda há a proposta da holandesa Huisman, que quer fabricar guindastes e torres de perfuração no Brasil para aplicação na indústria de petróleo e gás e estuda algumas possibilidades de localização. Além de Pernambuco, estão no páreo Espírito Santo, Paraná, talvez São Paulo e Rio de Janeiro. Outros estados do Nordeste, como Bahia, Alagoas e Ceará, também vêm disputando estaleiros de todos os portes.

É fato que o Estaleiro Atlântico Sul, em construção e operação em Suape, também começou virtual e hoje conta com 22 navios e o casco da plataforma P-55 em carteira. E, certamente, outras oportunidades virão. Com as descobertas do pré-sal, cujas reservas estão estimadas em 16 bilhões de barris em apenas 4 campos, a Petrobras prevê investir US$ 111 bilhões até 2020. Significa que as encomendas vão respingar em todo o país, fomentando a criação de uma cadeia robusta de fornecimento de produtos e serviços nas áreas de petróleo, gás, naval e offshore.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê que os investimentos do setor em função do pré-sal poderão alcançar US$ 400 bilhões. "Defendemos a formalização de um cluster, que pode ter a coordenação do governo federal, para viabilizar financiamentos e discutir temas como desoneração tributária e nacionalização de conteúdo", destacou ontem o vice-presidente da entidade, José de Freitas Mascarenhas. 
Fonte: DP

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Novo estaleiro pode geral 7 mil vagas

O novo estaleiro naval a ser implantado no Complexo Industrial e Portuário de Suape será administrado pela empresa paulista Construcap e deverá entrar em operação no segundo semestre de 2011.

Novo estaleiro vai ocupar uma área de aproximadamente 40 hectares em Suape, em um canal localizado próximo ao Estaleiro Atlântico Sul. Foto: Juliana Leitão/DP/D.A Press - 21/5/08
 O protocolo de intenções para a instalação do empreendimento foi assinado ontem, pelo governador do estado, Eduardo Campos, e pelo vice-presidente da companhia, Roberto Capobianco. O investimento está estimado em cerca de R$ 200 milhões e deve gerar 7 mil empregos quando estiver funcionando.

O objetivo imediato é disputar a licitação de 28 plataformas de perfuração de petróleo em águas profundas, que está sendo realizada pela Petrobras. Essas plataformas, que em sua maioria serão utilizadas para a exploração do pré-sal, deverão ser construídas no Brasil, com percentual mínimo de componentes nacionais, e deverão ser entregues entre 2013 e 2017. Para cumprir esse prazo, a Construcap planeja iniciar a construção do estaleiro a partir do segundo semestre de 2010. A obra em si deve gerar cerca de 1.500 postos de trabalho.

O novo estaleiro vai ocupar uma área de aproximadamente 40 hectares em Suape, em um canal localizado próximo ao Estaleiro Atlântico Sul, o primeiro a se instalar no complexo. É a primeira empreitada da Construcap, empresa com 65 anos de atuação na construção civil e montagem industrial, no setor de armação. O grupo, contudo, tem realizado serviços para a própria Petrobras, como a construção da estação de tratamento de despejos industriais da Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul.

"Decidimos entrar nessa área de construção naval em função dos investimentos que a Petrobras está iniciando", simplificou Capobianco. De acordo com ele, a capacidade de produção do estaleiro não está ainda definida. "Essa questão está vinculada aos contratos que vamos obter", explicou. A obra, de acordo com ele, será realizada com financiamentos de bancos privados e públicos, além de recursos próprios da empresa.

Na entrevista realizada após a assinatura dos contratos (além do estaleiro, outros empreendimentos tiveram sua instalação anunciada), o governador Eduardo Campos confirmou a chegada do terceiro estaleiro a Suape. O nome das empresas envolvidas no empreendimento, porém, não foi ainda revelado. "O contrato deverá ser assinado até a quinta-feira da próxima semana. Só então poderemos anunciá-lo. Mas já está tudo fechado", garantiu Campos. 

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